Lista de Poemas
Poema em desoras
o poema a desoras
arranha os neurônios
assanha a memória
e concede-se palavra
em cadeira gestatória
tangendo o poeta
como simples moratória
das dívidas de si
dos débitos da história
repousa então no verbo
as vias inexatas da forma
e pula semântico o tempo
como um inventário das horas
arranha os neurônios
assanha a memória
e concede-se palavra
em cadeira gestatória
tangendo o poeta
como simples moratória
das dívidas de si
dos débitos da história
repousa então no verbo
as vias inexatas da forma
e pula semântico o tempo
como um inventário das horas
👁️ 3
da dialética moção dos fatos
a tese,
posta em fato,
entorna a manhã
em desacato
a antítese,
em tempo corrente,
anoitece a manhã
adredemente
abundante,
em grave alvoroço,
a sintese faz-se nova tese
nos braços do novo
posta em fato,
entorna a manhã
em desacato
a antítese,
em tempo corrente,
anoitece a manhã
adredemente
abundante,
em grave alvoroço,
a sintese faz-se nova tese
nos braços do novo
👁️ 9
Telemático firmamento
a nuvem
tramita um tempo
como um arquivo inexato
de dados e pensamento
o mouse, submisso,
aponta incólume
as variantes fartas
de telemáticos bólides
a vida caminha
a estrada insone
até que reinvente
a prevalência dos homens
tramita um tempo
como um arquivo inexato
de dados e pensamento
o mouse, submisso,
aponta incólume
as variantes fartas
de telemáticos bólides
a vida caminha
a estrada insone
até que reinvente
a prevalência dos homens
👁️ 7
Fluvial comento
o rio,
veia do mundo,
inventa seu ritmo
nas margens de tudo
dá-se aos oceanos,
no afã de viajante,
transeunte largo
de estuários e pontes
o rio transcorre íntimo
da natureza e seus planos
veia do mundo,
inventa seu ritmo
nas margens de tudo
dá-se aos oceanos,
no afã de viajante,
transeunte largo
de estuários e pontes
o rio transcorre íntimo
da natureza e seus planos
👁️ 2
Planificação em vias da vontade
meu plano
é transitar a vida
por todas as estradas
que me vivam
nas léguas que eu invente,
nos passos que consiga
meu plano
é joga-las no tempo
como serpentinas exatas
lança-las pelo mundo
no carnaval lúdico das palavras
as que eu traga na boca
as que eu usine pela alma
é transitar a vida
por todas as estradas
que me vivam
nas léguas que eu invente,
nos passos que consiga
meu plano
é joga-las no tempo
como serpentinas exatas
lança-las pelo mundo
no carnaval lúdico das palavras
as que eu traga na boca
as que eu usine pela alma
👁️ 3
Olga Korbut em voo
elástica,
Olga arquiteta
todas as curvas
no colo das retas
o corpo
viajante dos ares
adormece o tempo
no vão dos olhares
Olga inventa seus voos
como uma lúdica chama
que inventa seu corpo
como uma tocha humana
Olga arquiteta
todas as curvas
no colo das retas
o corpo
viajante dos ares
adormece o tempo
no vão dos olhares
Olga inventa seus voos
como uma lúdica chama
que inventa seu corpo
como uma tocha humana
👁️ 19
Violaçōes
o violão viola a tristeza
no colo das mínimas,
das di(fusa)s e dominantes,
quando ponteia a vontade
nos braços de quem lhe tange
bailarino do som,
cordilheira de brados,
afina a alma do tempo,
dança pelo espaço,
na coxia dos ouvidos
em que joga seus laços
no colo das mínimas,
das di(fusa)s e dominantes,
quando ponteia a vontade
nos braços de quem lhe tange
bailarino do som,
cordilheira de brados,
afina a alma do tempo,
dança pelo espaço,
na coxia dos ouvidos
em que joga seus laços
👁️ 8
Pelé em campo largo
a bola,
vagando na tarde,
sonha Pelé
nos ombros da saudade
o povo,
grávido de sua lembrança,
alinhava pelo tempo
sua eterna dança
Pelé,
agora encantado,
vive no colo do mundo,
ainda majestade
vagando na tarde,
sonha Pelé
nos ombros da saudade
o povo,
grávido de sua lembrança,
alinhava pelo tempo
sua eterna dança
Pelé,
agora encantado,
vive no colo do mundo,
ainda majestade
👁️ 8
Cruzeiro ensimesmado
em mim, à deriva,
os sonhos navegam
os mares da vida
barcos construídos
em adrede investida
à espera dos portos
que meu braços consigam
deita-los no tempo
em águas tranquilas
é deixar-me navegante
dos cruzeiros da vida
os sonhos navegam
os mares da vida
barcos construídos
em adrede investida
à espera dos portos
que meu braços consigam
deita-los no tempo
em águas tranquilas
é deixar-me navegante
dos cruzeiros da vida
👁️ 11
Temporal de vizinhos marcos
o amanhã
grávido de ontens
é um porvir de vizinhos
um tempo defronte
trazê-los unidos
no vão dos atos
e deixar pelas horas
todos os recados
o tempo é uma brincadeira
de armar nossos fatos
grávido de ontens
é um porvir de vizinhos
um tempo defronte
trazê-los unidos
no vão dos atos
e deixar pelas horas
todos os recados
o tempo é uma brincadeira
de armar nossos fatos
👁️ 2
Comentários (10)
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Ademir D.Zanotelli *Poeta*
2026-01-31
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
AurelioAquino
2026-01-17
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
2025-12-04
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
2025-02-27
Abração !
nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
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Español
Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.