Lista de Poemas
Dos locais históricos da fala
no lugar da fala
consciência em vagas
de todos os cânticos
da palavra
as que teimam ouvir-se
as que partem da alma
largas estradas da vida
remoendo verbos pelas horas
como uma usina estendida
plantada nas costas da história
consciência em vagas
de todos os cânticos
da palavra
as que teimam ouvir-se
as que partem da alma
largas estradas da vida
remoendo verbos pelas horas
como uma usina estendida
plantada nas costas da história
👁️ 1
Versejar como navegação de si
versejar
talvez nem seja
ver se o verbo retrata
o que crítica deseja
versejar
é só um jeito
de derramar o mundo
que se tem no peito
verbo sentido
espalhado nas estrofes
nada quantifica a forma
dos infinitos conteúdos de que sofre
talvez nem seja
ver se o verbo retrata
o que crítica deseja
versejar
é só um jeito
de derramar o mundo
que se tem no peito
verbo sentido
espalhado nas estrofes
nada quantifica a forma
dos infinitos conteúdos de que sofre
👁️ 16
Citadina vazão em concreta forma
debruçado na vida
em largo sobressalto
o homem vê-se natureza
derramada pelo asfalto
os edifícios em marcha
tangem o espaço
em imobiliárias razōes
dos cifrōes amealhados
a fome veste o tempo
em humanos concretos
na passeata geral de si
num faminto manifesto
em largo sobressalto
o homem vê-se natureza
derramada pelo asfalto
os edifícios em marcha
tangem o espaço
em imobiliárias razōes
dos cifrōes amealhados
a fome veste o tempo
em humanos concretos
na passeata geral de si
num faminto manifesto
👁️ 1
Das metragens do amor em ritmo condensado
o amor é usina elástica
cabe assim no peito
como exercício exato
de todos os infinitos
em que se declara
os que constrói no tempo
os que arquiva na alma
derramá-los pelos dias
é condição de estreitá-los
e cabe-los consumidos
na recorrência dos braços
cabe assim no peito
como exercício exato
de todos os infinitos
em que se declara
os que constrói no tempo
os que arquiva na alma
derramá-los pelos dias
é condição de estreitá-los
e cabe-los consumidos
na recorrência dos braços
👁️ 2
Dos olhares grávidos
no vão dos olhos
a imagem delata
os flagrantes avisos
dos vincos da alma
o pulsar da vista
nos desvãos do tempo
alinhava um amor
no pensamento
e flui em verbo pela boca
como um convite ao sentimento
a imagem delata
os flagrantes avisos
dos vincos da alma
o pulsar da vista
nos desvãos do tempo
alinhava um amor
no pensamento
e flui em verbo pela boca
como um convite ao sentimento
👁️ 8
Saturno em onírico rito
Saturno, a postos,
pisca no céu
como um estandarte de luz
plantado no cosmos
dado às alturas
injeta nos olhos,
no jogar da mente,
os infinitos que pode
Saturno é só figurante
dos sonhos que esconde
aqueles que alinhavam a vida
aqueles que vivem o longe
pisca no céu
como um estandarte de luz
plantado no cosmos
dado às alturas
injeta nos olhos,
no jogar da mente,
os infinitos que pode
Saturno é só figurante
dos sonhos que esconde
aqueles que alinhavam a vida
aqueles que vivem o longe
👁️ 3
Iemanjá em marinha lógica
envergonhada
Iemanjá declara
todas as ondas
em que cala
energia humana
resta simbólica
no espalhar-se nos homens
nas ondas em que mora
Iemanjá vive seus eletrons
em permanente concórdia
no deixar-se marinha
em todas suas portas
Iemanjá declara
todas as ondas
em que cala
energia humana
resta simbólica
no espalhar-se nos homens
nas ondas em que mora
Iemanjá vive seus eletrons
em permanente concórdia
no deixar-se marinha
em todas suas portas
👁️ 2
trilhos e trilhas
o trem
preso aos trilhos
é um disfarce exato
do arbítrio
tudo que o leva
é um rumo definido
os atalhos possíveis
são apenas indícios
às humanas locomotivas
dos trilhos postos da vida
cabe criar atalhos
em todas as suas trilhas
preso aos trilhos
é um disfarce exato
do arbítrio
tudo que o leva
é um rumo definido
os atalhos possíveis
são apenas indícios
às humanas locomotivas
dos trilhos postos da vida
cabe criar atalhos
em todas as suas trilhas
👁️ 11
Poema em navegação aberta
o poema
envergonhado
afaga a América
em seu latino salto
deixa-se militante
em seu panfleto
livre do eu lírico
contrafeito
o poema apenas dorme
a forma em seus trejeitos
como se fora um bólide
dos conteúdos do peito
envergonhado
afaga a América
em seu latino salto
deixa-se militante
em seu panfleto
livre do eu lírico
contrafeito
o poema apenas dorme
a forma em seus trejeitos
como se fora um bólide
dos conteúdos do peito
👁️ 39
Comício em acelerado canto
a multidão
entoando versos
canta o futuro
em cada gesto
as vozes
como serpentinas
balançam a história
em cada rima
a multidão é o artefato
dos tempos que oficina
entoando versos
canta o futuro
em cada gesto
as vozes
como serpentinas
balançam a história
em cada rima
a multidão é o artefato
dos tempos que oficina
👁️ 12
Comentários (10)
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Ademir D.Zanotelli *Poeta*
2026-01-31
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
AurelioAquino
2026-01-17
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
2025-12-04
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
2025-02-27
Abração !
nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
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Español
Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.