Lista de Poemas
Castrense artefato
a vida
é minha farda
não há, como vivo,
amarrota-la
afeita às marchas
nas vontades que abraço
a estrada é o quartel
em que desfilo meus passos
a continência é só um gesto
dado ao povo em manifesto
é minha farda
não há, como vivo,
amarrota-la
afeita às marchas
nas vontades que abraço
a estrada é o quartel
em que desfilo meus passos
a continência é só um gesto
dado ao povo em manifesto
👁️ 2
Caminhada em passos voláteis
os passos,
nos ombros do tempo,
dobram o caminho
no pensamento
a estrada,
mastigada na paciência,
tange a paisagem
pela consciência
o destino é só um perto
para ludibriar os longes
como manifesto
nos ombros do tempo,
dobram o caminho
no pensamento
a estrada,
mastigada na paciência,
tange a paisagem
pela consciência
o destino é só um perto
para ludibriar os longes
como manifesto
👁️ 3
Do povo construtor em atos
o povo inventa o tempo
alinhando o espaço
da história que tramita
a vida com seus laços
tudo que lhe reclama
é o ajuste do compasso
entre a parcimônia da luta
e a abrangência dos fatos
tudo que lhe declama
é um poema exato
urdido em vivos verbos
com o suor de seus braços
alinhando o espaço
da história que tramita
a vida com seus laços
tudo que lhe reclama
é o ajuste do compasso
entre a parcimônia da luta
e a abrangência dos fatos
tudo que lhe declama
é um poema exato
urdido em vivos verbos
com o suor de seus braços
👁️ 1
Verbal semeadura
o poema
afaga a palavra
nos conchavos que faz
no vão das almas
o poema
alinha palavras
como um roçado semeado
nos fatos que arma
o poema nem bem nasce
e no poeta desaba
há novas semeaduras
nos verbos em que se lavra
afaga a palavra
nos conchavos que faz
no vão das almas
o poema
alinha palavras
como um roçado semeado
nos fatos que arma
o poema nem bem nasce
e no poeta desaba
há novas semeaduras
nos verbos em que se lavra
👁️ 18
Todas as veias vivas
toda via
traz a vida,
todavia,
o combate anuncia
as léguas de si
que pronuncia
no rompante contraditório
que a luta prenuncia
toda via,
gera toda vida,
todavia,
há que construir o povo
nas veias do dia
traz a vida,
todavia,
o combate anuncia
as léguas de si
que pronuncia
no rompante contraditório
que a luta prenuncia
toda via,
gera toda vida,
todavia,
há que construir o povo
nas veias do dia
👁️ 2
Das fugas de mim
nunca escapo
dos tempos em que me escondo
e me acho
fugir de mim
é só um escape
que o ego transita
entre mim e a verdade
no tempo que habito
deixo-me à vontade
dos tempos em que me escondo
e me acho
fugir de mim
é só um escape
que o ego transita
entre mim e a verdade
no tempo que habito
deixo-me à vontade
👁️ 3
Ode a La Paz
La Paz, sob meus pés,
como um Andes derramado
era um indígena contando
todos os meus passos
a montanha,
lúdica e urbana,
bebia meus olhos
em latina trama
La Paz, distante, ainda habita
todas as minhas chamas
como um Andes derramado
era um indígena contando
todos os meus passos
a montanha,
lúdica e urbana,
bebia meus olhos
em latina trama
La Paz, distante, ainda habita
todas as minhas chamas
👁️ 1
Vital permanência da vontade
a vida
dói aos poucos
quase um martelo
na bigorna do corpo
o sonho,
viés anestésico,
entorna endorfina
da cachoeira do cérebro
o tempo é só um engano
nas oficinas do medo
na construção de seu modo
a vida sempre caminha um enredo
dói aos poucos
quase um martelo
na bigorna do corpo
o sonho,
viés anestésico,
entorna endorfina
da cachoeira do cérebro
o tempo é só um engano
nas oficinas do medo
na construção de seu modo
a vida sempre caminha um enredo
👁️ 10
Auto da matéria errante
o homem
é um quase jeito
da natureza brincar
de conhecer-se
e nesse trânsito
deixa-se intrusa
e parte de si
em grave fuga
tudo que a deixa
nessa auto disputa
desinventa o espaço
nos tempos da luta
é um quase jeito
da natureza brincar
de conhecer-se
e nesse trânsito
deixa-se intrusa
e parte de si
em grave fuga
tudo que a deixa
nessa auto disputa
desinventa o espaço
nos tempos da luta
👁️ 9
Das larguras da humana lida
reatar o tempo
a seus princípios
e move-lo humano
em seus indícios
como se fora a história
um longo enredo
em que jogaram todos
à espera de si mesmos
o homem e o futuro
conjugados sem medidas
espalharão infinitos
nos palmos de suas vidas
a seus princípios
e move-lo humano
em seus indícios
como se fora a história
um longo enredo
em que jogaram todos
à espera de si mesmos
o homem e o futuro
conjugados sem medidas
espalharão infinitos
nos palmos de suas vidas
👁️ 6
Comentários (10)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
2026-01-31
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
AurelioAquino
2026-01-17
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
2025-12-04
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
2025-02-27
Abração !
nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
Português
English
Español
Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.