Poema em desoras
AurelioAquino
o poema a desoras
arranha os neurônios
assanha a memória
e concede-se palavra
em cadeira gestatória
tangendo o poeta
como simples moratória
das dívidas de si
dos débitos da história
repousa então no verbo
as vias inexatas da forma
e pula semântico o tempo
como um inventário das horas
arranha os neurônios
assanha a memória
e concede-se palavra
em cadeira gestatória
tangendo o poeta
como simples moratória
das dívidas de si
dos débitos da história
repousa então no verbo
as vias inexatas da forma
e pula semântico o tempo
como um inventário das horas
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