Lista de Poemas
Construção da vida
que o novo tempo
assim construído
esteja combatente
no vão dos sentidos
como aval de todos
nos braços do infinito
na humana saga
passeando cada curso
a luta caminha o mundo
debruçada no futuro
Andanças
a história
posta no jogo
belisca o tempo
nas vias do povo
veias abertas
incitam o curso
concussão andarilha
do futuro
os homens
armazenados na vida
dão-se aos mercados
de suas trilhas
o mundo caminha a si
na matéria que consiga
Materna camarada
a mãe
recrutada
misturava o partido
no vão da alma
haver-se filho
quanto camarada
debulhava a vida
congênita batalha
o futuro
fingindo suas trilhas
dava-se a passos
gestos de família
Certezas e dúvidas
minhas certezas
como fábricas
produzem as dúvidas
onde as acho
inexatas
dão-se à volúpia
de cercarem dúvidas
no vão da luta
minhas certezas
soltas pela vida
cumprem-se de tanto
quando coletivas
repassa-las aos braços
vias da história
é construir o tempo
nas veias da memória
Poeminha em jurídica rima
exarada a sentença
nas ações da vida
permitam-se os embargos
que o homem decida
os que infrinjam a decisão
os que soletrem suas sílabas
nos tribunais de si
intensamente culposo
enfrente-se como único
a condição de povo
coletiva jurisdição
matéria em que se coube
Lapsos da vida
higido
o tempo salpica
um resto das horas
no vao da vida
o homem da-se a manha
anoitecido e insone
nos bracos do tempo
que consome
o mundo
amanhecido
salpica de luz
o infinito
a paisagem finge nos olhos
um despertar entristecido
Verbais aportes
o poema
instaura a palavra
pose verbal
manivela da alma
dolosa moção
culposa arma
o poeta
só acende
os pavios mentais
que consente
palavras e poetas
são vítimas
da humana condição
de viventes
Vielas vitais
encarnada
a matéria deu-se ao salto
trâmite da consciência
neurônios e sinapses
cada metro
no desvão das horas
perpétua prontidão
de sua lógica
montando a vida
o homem prolata
a verve da matéria
em sua passeata
tudo de tanto vige
nas vielas da alma
Da vida recorrida
a vida cabe inteira
num braço da vontade
nas curvas da certeza
basta conjugá-lo
pô-lo sobre a mesa
alicerce de si
o homem dá-se estrutura
construção de tanto
no desvão da luta
cada demão do tempo
ensaio do futuro
consolida a razão
da vigência do uso
a vida sempre consome
essa ânsia de tudo
Interna refrega
lapso do tempo
em suas réguas
a lei da vida
aval da matéria
soma-se de tanto
em suas vias
veias que medra
ruas do homem
em sua guerra
construir-se todos
no vão da terra
insurgência e arma
esse drapejar da luta
na bandeira da alma
Comentários (10)
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
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Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.