Escritas

Lista de Poemas

Reminiscência CX

a lua
surfando o infinito
abraçava os olhos
enganava os sentidos
a saudade
como investida
arrumava o tempo
em suas vias
o homem, astronauta de si,
nos cosmos possíveis,
tramava novamente
inventar a vida

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Reminiscência CIX

o caminho
jeito do passo
trazia a manhã
como resguardo
noites retirantes
um tempo grávido
a juventude
pulsando as trilhas
inventava nas veias
todas as vias
o jovem dançava o mundo
como um baile da vida
o pouco de tanto
era a luta viva

 

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As vias da matéria

a luz
em corrida
traça os infinitos
pela vida
fóton insurgente
dá-se relativo
a demonstrar-se ilógico
no tempo que consiga
a matéria
como consciência
transborda de si
qualquer avença
as que nem cogita
as que compreenda

 

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Da vigente passeata

manifesto
como um soco
a rua perambula
as veias do povo
rastro da história
drapeado humano
vias que entornam
o futuro dos anos
a praça deflagrada
intransigente espaço
dá-se aos mandamentos
passeatas desatadas
a luta constrói o tempo
nas brechas dos percalços
viés da matéria
em todos os seus brados
 

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Insurgência

posto no tempo
razão assumida
o homem dá-se ofício
da humanalida
esse jeito da matéria
de parecer suversiva
trança o espaço
no vão das horas 
consumo da vida
extensa moratória
o pulsar dos átomos
quântico carnaval
insurgea matéria
em seus degraus

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coletiva saga

todas as vias
quando veias
correm a vida
como ruas
cravam os homens
em suas teias
voos rasantes
cósmicas investidas
de quem se arma
sonha e milita
as estradas do mundo
passeiam a vida
ciranda dos passos
da vaga coletiva
 

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Cônscia chama

mourão da vida
dá-se a consciência
trava subversiva
da matériaem cena
rastro do mundo
em grávida resenha
humana declaração
construção exata
de todos os partos
em que se declara
a consciência singra o tempo
nas ondas de seus mares

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Do pensar infinito

pensar o infinito
nessa mania
sonhar suas veias
como humana via
bordada na consciência
nas léguas que consiga
viger como dardo
longnquas miras
palmos deflagrados
ao redor da vida
o homem vige a matéria
em cada palmo da trilha
estrada que o tempo larga
nos espaços da mania
 

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Veias da contenda

assim que a luta
posta nas praças
deem-se as vias
em sua plástica
assim que o tempo
fisgado nas horas
borbulhe nos homens
suas vitórias
que eu possa morrer
enquanto viva
todas as mortes
que consiga
nada distraia o desejo
da saga coletiva

 

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Metragens

a vida
em suas léguas
rascunha nos homens
como desejo
suas réguas
dado aos saltos
como únicos
laçam a história
como povo
as estradas de si
criadas por tantos
discursam os egos
como contraponto
os palmos de cada um
constroem os anos

 

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Comentários (10)

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É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.

AurelioAquino
2026-01-17

abraço

Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.

Carlos Marques
Carlos Marques
2025-12-04

Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.

Pinto
Pinto
2025-02-27

Abração !