Lista de Poemas
Graus da vida
a vida
em ávido curso
lambe o tempo
como futuro
trai a escala
dívida humana
de quitar-se passada
ainda temporânea
o desejo
construção hígida
boia pelas horas
cada investida
o tempo regula o homem
no cronômetro da luta
Poema a meu irmão de codinome Pinto
nada do riso
faltará na praça
nem a galhardia
da humana raça
tudo do tempo
será o curso
do homem rindo
seu discurso
tudo da vida
será medido
na engenheira régua
dos sentidos
Pinto é uma equação
posta em comí cio
Vias do amor
o amor do poeta
dá-se ao verbo
como a rua inteira
do seu interno
é que conte-lo
como contrito
afronta a condição
de infinito
todos os palmos desse tanto
cabem assim desgovernados
ávidas enchentes do poeta
nos rios verbais de sua saga
Temporal escambo
o tempo
ainda tanto
rasteja as horas
no vão do mundo
desordenado
em suas síncopes
afronta a paciência
e quem o finge
as manhãs
cartazes de suas faces
chegam a ter-se noites
quando descontroladas
o homem é o minuto incauto
de que o tempo precisa apropriar-se
Paisagens
a nuvem
debruçada no tempo
fingia amanhã
nos ombros da noite
a lua discursando
vestida de foice
cortava o olhar
e o desejo do homem
a saudade
nadando a consciência
plantava no céu
as curvas da ausência
os olhos resumiam o tempo
na paisagem do pensamento
Vales da vida
tudo vale tanto
quanto aquilo
que se canta
tudo vale tanto
quanto aquilo
que se luta
tudo vale tanto
quanto aquilo
que se ama
viver é habitar unânime
as veias dessa trama
Tons de gente
a música
passeando o tempo
inventa ilusões
bemóis esvoaçantes
no pensamento
notas entrelaçadas
naves insurgentes
inventam um cosmos
compassadamente
na memória
como uma dança
o homem compõe
os tons da lembrança
Anonimato
compulsória
a matéria insiste
em deixar-se apócrifa
nos tempos que finge
dada a si
sujeito e objeto
cria ilusões
em seu trajeto
o homem
nas lacunas da vida
introjeta no tempo
suas investidas
assim dado à liberdade
rumina o pasto da verdade
Citadinos pássaros
o pombo
um tanto distraído
voa os olhos do homem
ao redor da vida
na praça
habitante astronauta
o pombo guarda o tempo
no vão das asas
pássaro
nem se dá conta
dos ares que joga
nos humanos que ronda
o pombo dança
as horas e a paisagem
desenhando a praça
nos ombros da cidade
Anonimato
compulsória
a matéria insiste
em deixar-se apócrifa
nos tempos que finge
dada a si
sujeito e objeto
cria ilusões
em seu trajeto
o homem
nas lacunas da vida
introjeta no tempo
suas investidas
assim dado à liberdade
rumina o pasto da verdade
Comentários (10)
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
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Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.