Lista de Poemas
Instâncias da vida
ainda presente
o passado agride
toda a compostura
do tempo em crise
pauta das lutas
raias da matéria
vias de construir-se
decibéis atômicos
fótons intranquilos
no extremo serviço
de ter-se infinita
a matéria vige-se intensa
como universo em gritos
Instâncias da vida
ainda presente
o passado agride
toda a compostura
do tempo em crise
pauta das lutas
raias da matéria
vias de construir-se
decibéis atômicos
fótons intranquilos
no extremo serviço
de ter-se infinita
a matéria vige-se intensa
como universo em gritos
Da paz arguida
haverá um tempo
quando não armas
bastarão apenas
gestos e palavras
a humana gesta
solta na vida
deflagrará os passos
de todas as trilhas
o futuro em seus trejeitos
será quase apenas
um presente satisfeito
o homem será em todos
um rio confluente
do tanto de desejos
Pássara cena
no horizonte, bailarina,
a garça discursava
todos os olhares
postos em suas asas
como fossem verbos
sua pássara gramática
os passos
punham nos homens
os voos de todos
em cada horizonte
os que partiam da vida
os que vigiam nos sonhos
a garça teimava nos ares
os olhos que sonhavam
Parto em cena
o palco
era o útero
grávida cena
a cortina fingia
como placenta
o ator
doava-se ao parto
quanto parteiro inato
de seus atos
a vida ensaiada
montava o tempo
na vulva do teatro
Futuro andante
a menos não tanto
de-se o curso
do alicerce exato
das veias do futuro
flua dos homens
nas vias que cometa
construtor de si
coletiva gesta
a luta dá-se à vida
insurgente invólucro
humana condição
de estar incólume
ruas que cometa
na razão histórica
Certidão
certifique-se:
nas ruas do tempo
arme-se o comício
do pensamento
a cada um
como tanto
dê-se a todos
como quanto
lavre-se a vida
como instância
degrau construtivo
matéria humana
a vazão do futuro
é uma eterna danca
Contracena
a vela
é um palco aceso
nas coxias do homem
e seus medos
o céu
teatro da vontade
finge fugir do tempo
nos joelhos e na tarde
o homem
ensimesmado
discursa a prece
como toada
na insistência do verbo
contracena consigo
e nem sabe
Reminiscência CXI
a manha anoitecida
ainda desajeitada
jogava pelo dia
restos da madrugada
o tempo
inconformado
boiava no homem
como passado
a saudade
como espada
doía no tempo
e nas palavras
as faces do mundo
num discurso incauto
beliscavam a alma
Histórica senda
as mãos
contam a vida
vias dos homens
nos calos que decida
os criados na luta
os vividos consigo
dá-los à história
no peito das ruas
constrói o homem
tange suas culpas
tudo que deflagra a vida
inventa a humana disputa
Comentários (10)
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
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Español
Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.