Escritas

Lista de Poemas

Dos tempos coletivos

a quanto tempo
dos correntes anos
esteja conflagrada
a vigilância humana
no terçar urgente
a insurgente trama
assim que tanta
nos umbrais da rua
esteja grávida
do povo e da luta
o parto da história
admite ao homem
tudo que construa

👁️ 14

Íntima folia

meu carnaval
assim calado
desfila pela vida
os blocos da alma
o frevo
intimamente guardado
tece nas ruas do peito
o bordado dos passos
assim deflagrado
em suas avenidas
assume a alegria
arma construída
recorrente compasso
assim dado à vida

👁️ 22

Virtual embate

virtual
lança displicente
a tela aparenta
ser urgente
híbrida
em sua forma
guerra possível
em suas portas
constrói bites
algorítmica norma
ilusão criativa
como lógica
vazios de si
na ilusória paisagem
homens travam batalhas
e nem sabem

👁️ 10

Ocorrências

resto de mim
pelo passado
navegante íntimo
da saudade
abraçado ao tempo
como regaço
solfejo em mim
cada compasso
as cordas do futuro
retesadas
conspiram as manhãs
quando nas tardes
tudo remete a vigência
das atas dos meus passos

👁️ 8

Gestão humana

dado aos outros
dê-se ao exercicio
de todas as razões
de estar consigo
humana prontidão
retrato da vida
bordar-se alheio
quanto ofício
rastros deixados
chão da história
construção atávica
em sua lógica
tudo que vida em tanto
é quanto sempre coletiva

👁️ 13

Forja temporal

o quanto sempre
avie-se o curso
essa mania humana
de criar o futuro
viver em tanto
gerente da vida
jeito da matéria 
consumida
largue-se no tempo
as horas que posa
bordadas no espaço
de suas portas

👁️ 21

Analógica senda

analógico
o cérebro desborda
algoritmos e planos
que lhe informam
nada digital de tanto
como norma
será quanto de si
no vão das horas
o cérebro
mais que número
é a prontidão atávica
da matéria em seu rumo
vivida solução
das brechas do futuro
 

👁️ 12

Reminiscência CXIII

a avenida
dormindo a rua
respirava o tempo
como aventura
o jovem
panfleto indormido
caminhava a noite
pelos sentidos
a luta
cavando a história
pesava a honra
pela memória
o gosto do partido
adoçava as horas
 

👁️ 23

Medições

os números
nunca discursarão
como estatística
as atávicas entrâncias
dos sentidos
nada medirá 
como algoritmo
a exata compleição
do humano juízo
o lucro
quando dado a tanto
consumirá a si
no tear humano
a matéria deflagra-se
como matemática lúdica
nas ruas do quanto
permaneça na luta

👁️ 17

Do relativo senso

a lua
puxando a maré
brinca de centrífuga
adornando o tempo
ao redor da vida
a luz
gravitando a essência
da-se à lei como dada
pondo nos olhos
o satélite do passado
a luz, em sua corrida,
e a constância inata
no tempo e no espaço
que relativize
o universo vive o infinito
em que a luz se decide

👁️ 11

Comentários (10)

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É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.

AurelioAquino
2026-01-17

abraço

Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.

Carlos Marques
Carlos Marques
2025-12-04

Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.

Pinto
Pinto
2025-02-27

Abração !