Criança ! (Infantil)
Criança ! -Infantil-
Desperta linda criança
Tens o mundo à tua frente
Tu és a eterna esperança
De fazê-lo diferente
Estuda com zelo e afeição
Aprimora teus labores
E com Deus no coração
Teus feitos serão melhores
- Desperta linda criança
O mundo precisa de ti
Tu não vês, que torto avança
- Como perdido de si
Sê a esperança, o timoneiro
O guia de confiança
Não sejas o derradeiro
Na caminhada que avança
Criança!
O mundo depende de ti
Só com fé, amor, esperança
Estudo e perseverança
Poderás dizer, estou aqui!
Criança desperta, afinal
O mundo foi feito p'ra ti
De pedra bruta ou cristal,
Tu és, a flor que sorri !
São Paulo, 11/07/2007
Armando A. C. Garcia
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Em Cada Hora Vivida
Em Cada Hora Vivida
Haja profusão em cada hora vivida,
De alegria, felicidade e amor
Não faças mera ilusão da vida
Ela é sempre o momento promissor
O grande instante, o Oriente
O rumo certo, a medida exata
Entre o bem e o mal é o quociente
De onde nós emergimos à oblata
No pedestal da fria natureza
Impassível não podes ficar tu
A vida é p'ra ser cultuada com beleza
E ser repleta de amor, a olho nu
No crepúsculo da vida, na solidão
Deixa que te visite a felicidade
Busca outros ares para teu coração
Encontrarás na pérola da saudade
Algo que reconforte o teu sonho
Na transparência da imaginação
Não o deixes morrer, é medonho
O pranto do desencanto sem paixão
São Paulo, 23/02/2010
Armando A. C. Garcia
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Dois mil anos !
Dois mil anos !...
Dois mil anos se passaram
... Ainda preso nesta cruz
- Sejam mais humanitários
Soltem-me. Exclamou Jesus !
São Paulo, 10/04/2008
Armando A. C. Garcia
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Declaração de Amor
Declaração de Amor
Moça ! Antes de dizer sim ou não
Ouça primeiro o que diz meu coração
Não deixe de escutar seu acalanto
Não perca do amor tamanho encanto
Não dê asas demais à sua fantasia
O amanhã pode ser tarde é outro dia
O mundo é tão pequeno, conte as estrelas
Não olhe o mundo, apenas das janelas
Quero abarrotar teus dias de carinho
E de cada momento, um mundo de prazer
Quero que sejas a dona do meu ninho
Quero em ti depositar todos meus louros
Entregar-te em bandeja meu viver
Até a eternidade todos os dias vindouros
São Paulo, 25/07/2007
Armando A. C. Garcia
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Dilui meus pensamentos
Dilui meus pensamentos
Dilui meus pensamentos
Nas profundezas do mar
Cansado dos fingimentos
P ra não mais, capitular
Pus um fim nos sofrimentos
Que vinha a dissimular
Para não ter mais tormentos
E da vida te apagar
São Paulo, 15/05/2005
Armando A. C. Garcia
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Destino !
Destino !
Copíosamente chorando no silêncio da noite
Carpia a saudade, lamentando, com dó e pena
Tempos remotos, plena convivência e preciosos laços
Que a vontade do destino a afastou dos seus braços
- E agora, quando a vida podia ser mansa e serena
Chora e geme o triste choro, e cada dia, é um açoite.
De tanto marejar, aos olhos lhe sumiu o brilho
Mais propensa à morte, que à ventura e à vida
Nas mãos carrega a taça da infeliz existência
Lhe vigora o sentimento e a sutil pertinência
Do perspicaz desejo de quem geme arrependida
De ter sido esposa amada, sem nunca ter um filho !
São Paulo, 29/01/2008
Armando A. C. Garcia
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Cocorococó Cocorococó !
Cocorococó... Cocorococó !...
Cocorococó... Cocorococó !...
Acordai autoridades, Deputados,
Senadores, Ministros e Presidente
Estais semi adormecidos no palácio
Não vedes que a Liberdade se esvai
Usai do bom senso, escutai o clamor
Se o menor de dezesseis pode votar
Tirar título de eleitor e até ser pai
Porque não responder criminalmente
Quando usa de violência p'ra matar?
Mas se fosse um vosso filho, certamente
A lei logo iríeis de querer mudar
Mas filho do povo, é gente simples
E a nação é rica nesse prosperar
E não é um a menos que quebra o viés
Para o estado de coisas modificar.
O povo, este povo pacato que ignorais
Com mísero salário de trezentos e cinqüenta reais
Que para aumentar, quase vos digladiais
Enquanto o vosso, centenas de vezes a mais
Mas este povo pacato de quem abusais
Começa a dar mostras, como o vulcão
Primeiro fumaça, da convulsão sinais
De que a lava entrará em erupção
Todo mundo cansado e insatisfeito
De viver prisioneiro de medo do ladrão
E nossos governos o que têm feito?
Multar à vontade o humilde cidadão
Há câmeras vigiando dia e noite
Nas estradas, nas ruas das cidades
Para que o motorista não se afoite
A ultrapassar vejam só 30 Km.
Entretanto, tais câmeras não há
Para vigiar o crime que avassala
Onde o cidadão não tem segurança,
Nem mesmo dentro da sua sala.
Acordai autoridades, pois se o menor
Tem capacidade, para votos, vos dar
E a mesma para dirigir, seja onde for,
Se pode ser pai e outra vida tirar
Também, tem capacidade de sobra
Para responder pelos seus desatinos
E não me venham com essa agora
De que com quinze anos é um menino.
Com a televisão e a informática
A dinâmica do conhecimento em ação
Mudou os rumos da semântica
Ampliou-se a gama de informação
Hoje a criança de oito anos de idade
Tem discernimento entre o bem e o mal
O certo e o errado. Falta com a verdade
Aquele que não quer sair do trivial.
Quero dizer, ainda, que a criança
Com oito anos tem mais conhecimento
Que tinha a de quinze, três décadas atrás.
A sociedade evoluiu, tem mais talento.
Ninguém se entende neste equívoco
Oxalá pudesse eu improvisar a Lei
Certamente num projeto inequívoco
Com quinze anos o menor eu punirei
O cidadão está cansado de penar
Ante a impunidade trágica do crime
Parece que o Estado lhe está a negar
A liberdade despojada, tão sublime
Clamores incontidos da onda bravia
Deixa todo cidadão estarrecido
Sujeito a uma síncope ou apoplexia.
Vencer o mal com a violência, faz sentido
Será como lançar um bote à sociedade
O farol da liberdade que hoje agoniza
A gente proletária em grã satisfação
À nova lei que deu a decisão concisa
Na intrincada teia a pobre criatura
Vítima d'algozes, tremenda covardia
Um pária sem destino a manda à sepultura
E ainda tem quem defenda tamanha vilania
Pagamos um bom preço, alto pesadelo
Tragédias da barbárie, fazem repensar
Entre ser justiceiro ou vítima do duelo
Do crime sem igual, do quanto a meditar
São Paulo, 14 de fevereiro de 2007
Armando A. C. Garcia
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E-mail: armandoacgarcia@superig.com.br
Desventura
Desventura
Quem de radiosas virtudes protegido
Não sabe o que é sentir angustias tais
Que sofre o ultrajado e oprimido
Mesmo que seja o mais crente dos mortais
Sua paz são os momentos de amargura
Seu cajado, maneja além da sorte
Felicidade é ausência, é desventura
A vida é infortúnio mor, que a morte
Cativeiro da mágoa e da desgraça
Neste mundo sem algum merecimento
Antigo amor, o coração despedaça
Mesmo sabendo a razão de seus pesares
Perdida a esperança, e todo consentimento
Seu pensamento... flutua pelos ares !
São Paulo, 05/12/2005
Armando A. C. Garcia
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Como outrora
Como outrora
Eu vejo como outrora, palácios luxuosos
E orgulhos altaneiros crescerem copiosos
À beira da miséria, dos festins mundanos
Que infestam o mundo à milhares de anos
E o desprezo atroz pela humilde sociedade
Que vivem explorando com vil seriedade
Que como outrora não passa de escravatura
Ora socializada, por nova estrutura.
E nas mentes obscuras, de cérebros doentios
Crescem monturos de pensamentos vazios
Onde só o ouro e o vício tomam forma
Na obsessão que fermenta a lôbrega norma.
Eu vejo, ainda, uma geração desregrada
Abraçada ao vício e à luxúria escravizada
Pelo poder do metal, das diversões mundanas
Vendendo corações, como sina de ciganas
E imbuírem na fé seus corações incrédulos
Que negam ao doente o pão e os remédios
E cortam vencimentos, onde a fome grassa
Lançando-os ao desespero e à desgraça.
São Paulo, 30/09/1964
Armando A. C. Garcia
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DISTRAÇÃO
DISTRAÇÃO
Tenho andado perdido
Neste mundo de ilusão,
Minha alma sem sentido
Meu peito sem emoção
São Paulo, 05 de agosto de 2007
Armando A. C. Garcia
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