Brasil
Brasil
Os encantos desta terra
Que foi chamada Brasil
Estão nos rios e na serra
No céu azul, cor de anil
Nas cavernas e nas grutas
Nas cachoeiras sem fim
Na fauna, nas pedras brutas
Olhos de água, no jardim
Nem a beleza da flor
Tem mais encantos que tu
Transbordando de amor.
O canto do uirapuru
Faz vibrar as florestas
No pulmão da Amazônia
Toda a fauna está em festa
Tudo está em sintonia !
Tens o mar de lés a lês
Imenso e lindo litoral
Onde Cabral pôs os pés
Chegando de Portugal
Tuas belezas naturais
São uma benção de Deus
Patrimônios imortais
São corolário dos céus
São tantas tuas riquezas
Num solo rico e farto
Ouro, brilhantes, turquesas
Onças, jibóias, lagarto
Tem jacaré, tem macaco
Papagaios e araras
Tem desde o trigo ao tabaco
Tem coisas lindas e raras
O Pão de Açúcar, maravilha
Praias de Copacabana
Búzios e Angra do Reis
Cabo Frio Paraty,
Guarujá, Tiririca
Porto de Galinhas
Balneário Camboriú
Praia do Madeiro
Gramado, Canela
Campos do Jordão
Ouro Preto, Foz do Iguaçu
Pantanal, Manaus
Chapada dos Guimarães
Chapada Diamantina
Fernando de Noronha
E porque não Brasília
Maceió em Alagoas
Ceará em Fortaleza
Olinda e Recife
Em Pernambuco
Não enumerei todas as belezas
E encantos que o Brasil tem
São milhares e com certeza
Impossível a alguém
É um paraíso terrestre
Onde o sol tem mais calor
Sobre a mata e o campestre
É um país encantador
Coberto de ouro e brilhantes
Quão grandes suas riquezas
Onde outrora bandeirantes
Exploraram suas belezas
Os encantos desta terra
De céu azul, cor de anil
Estão nos rios e na serra
E foi chamada Brasil !
Porangaba, 17/06/2011
Armando A. C. Garcia
Visite meu Blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
Coração Alquebrado
Coração Alquebrado
Carrego alquebrado pela amargura
O coração cheio de enganos e decepções
Qual efeito do feitiço, na vida dura
Minha cruz leve ou pesada de aflições
E neste martírio pungente excruciante
Afigura-se que esta vida só tem prantos
Face aos martírios serem tão constantes
E os momentos de alegria, não serem tantos !...
Murmura o coração à medida que perece
Sofrendo e rangendo, na cólera dorida
Ferido nas artérias pela lasciva da vida
No místico jardim, em que a flor fenece
Busca o conforto o bálsamo da ferida
E o encontra em Deus, que lhe dá guarida
São Paulo, 0/10/2010
Armando A. C. Garcia
Visite meu Blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
Doutrinam na fé
Doutrinam na fé
Doutrinam na pseuda fé, nova esperança
Como quem amassa o pão de cada dia
Prometendo-lhes dias de bonança
Que após troca de dízimos, geraria
Prometem no mundo alcançar vitória
Como progresso e sucesso material
Ao invés de no outro mundo, a glória
O preço sublimado é paradoxal...
Manipulam a fé, negociam Jesus
Cujo valor de franquia é ajustada
Estimulam os pastores aos cofres seus.
A palavra de Deus, é mera presepada
Poucos podem fugir ao cego ardil
Pura magia, da fé, cruel engano
Espalhadas no mundo, pelo Brasil
Em turva façanha de atroz cigano
Meu Deus!... Por favor acorda Camarada
Conduzem Teu rebanho à fazenda errada
E Tu, lá do alto etéreo, não fazes nada...
Não pões fim, ou na linha, essa cambada?
No Teu tabernáculo, Senhor, Deus
Não permitas corruptas abominações
Àqueles que vendem a alma e os céus
Conjura-lhes as suas manipulações !
Porangaba, 31/03/2012
Armando A. C. Garcia
Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
De ignomínia em
De ignomínia em...
De ignomínia em ignomínia ...
Já o povo ficou acostumado
Governo, sem qualidade apolínea
Deixa p'ra lá, o desvio praticado
São Paulo 29/03/2008
Armando A. C. Garcia
Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
À luz da verdade (soneto)
À Luz da Verdade (soneto)
À luz da verdade, desperta, desperta!
Não sejas eterno escravo de ti mesmo
Percorre teu próprio caminho, alerta!
Quer na felicidade, na dor, ou a esmo
A razão está ¹adstrita ao tempo e ao espaço
E, nenhum abismo errôneo se levanta
Senão sob uma falsa base, ou falso passo
Os prazeres, são passageiros, a vida é santa
Penetra fundo no legado do Criador
P’ra encontrar o caminho reto, verdadeiro
Qual espada de fogo ²cingindo o amor
Dar o primeiro passo, não é difícil
Os demais suceder-se-ão ao primeiro
Num despertar, gracioso e senhoril
¹limitada; ligada ²rodeando; cercando
São Paulo, 25/08/2011(data da criação)
Armando A. C. Garcia
Visite meus blogs:
http://brisadapoesia.blogspot.com
http://preludiodesonetos.blogspot.com
http://criancaspoesias.blogspot.com
Direitos autorais registrados
Mantenha a autoria do poema
Cuidado !
Cuidado ! ...
Meu povo tome cuidado
Promessas mirabolantes...
Tem muito estelionatário,
Dando golpes constantes.
Com propaganda em Tvs
Até em horário nobre !
Com grande desfaçatez,
Loucos em te deixar pobre .
Já diz o velho ditado
- Cuidado e caldo de galinha
Nunca fez mal a ninguém-.
O dinheiro é bem guardado
Na posse de quem o tem.
Certo o governo Mineiro
Certas práticas, proibindo
Protege ao povo, o dinheiro
Senão... no conto vai caindo
Por isso eu digo cuidado!
Cuidado, p'ra mim também...
Está cheio de safado
Querendo o que a gente tem.
São Paulo, 26/09/2004
Armando A. C. Garcia
Visite meu blog:http://brisadapoesia.blogspot.com
DA EVOLUÇÃO DO HOMEM
DA EVOLUÇÃO DO HOMEM
Os avanços da evolução do homem
Retrocedem na moral e na honestidade
A inteligência nas trevas da promiscuidade
E os esforços de vontade se consomem
O grau do intelecto na mente perturbada
Não o afasta da degradação moral
Aniquilando a alma ao lodaçal
Recuando da glória destinada
A perversidade suplanta o Bem
A calmaria deu azo à tempestade
À falta de caráter, à crueldade
Confiante na impunidade, vai além.
Contudo, se engana a justiça da Terra
Tal flagelo, não ocorre nos céus
Porque justa, é a providência de Deus
E o ingrato, a ela não pode fugir
Está longe do ideal nossa evolução
Os sentimentos cheios de instintos
Emergem da falta de educação
E levam suas almas aos labirintos
Com nosso avanço moral corrompido
Pelas sensações nefastas e *aziagas
Nosso espírito permanece combalido
Ao invés de depurar suas chagas
Temos a evolução Global e a Espiritual
Daquela, fazemos parte no todo Universal
Desta o todo, somos nós em espiral.
Vamos praticar o Bem, abolindo o mal.
Porangaba, 19/05/2011
Armando A. C. Garcia
Visite meu Blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
Depois
Depois ...
Depois do amor imenso que te dei
Onde os gemidos noite afora, vela acesa
Surge agora um pranto de tristeza
Envolto no desencanto que não divisei
Guardo no escrínio das recordações
Os dias de consolo os dias de alegria
Que nós vivemos cheios de emoções
Que mitigam hoje a falta de harmonia
Às algemas que no áspero caminho
Quase exânime nos ombros carreguei
Brando e discreto a dor carreguei sozinho
E no silencio das sombras suportei
As lembranças do amor em desalinho
São sonhos do amor que em ti deixei
São Paulo, 22/06/2009
Armando A. C. Garcia
Visite meu blog: http://brisadapoesia.com
Desabafos !
Desabafos !...
Denúncias, quantas fiz, estou cansado
Ninguém demonstra interesse ou civismo
Leituras exíguas, ninguém preocupado
Com a fome que campeia, sem altruísmo
Se forem poemas profanos, indecorosos
De Mil leituras será pouca a estimativa
O verso é pobre, se não for contencioso
-É lúgubre e rouco, qual barco à deriva
Se desfaz o alento, duvidoso e incerto
Sofremos mudos a inimiga violência
O medo esfria o ânimo, qual desconcerto
Como Seres oprimidos sem inteligência
Sociedade. É ora de despertar de vez
O salário miserável do trabalhador
Ignomínia de moral e honradez.
- Injustiça social, quem é o causador ?
Desigualdade, que faz vergonha sentir
Ao cidadão honesto e cumpridor
Que paga seu tributo no pão e no vestir
E no abdutor da miséria a carpir
Até quando, um país rico e soberano
Cheio de ouro e pedras preciosas
Submete seu povo em vil engano
Esperanças que não vêm, e viram prosas
Liberdade, onde está a tua aurora
Que na esfera humilde, não raia mais...
Liberdade! o que será de nós agora...
Ó pátria, amor.; o barco parte do cais.
Se de radiosas virtudes és fadada
Do teu chão jorra riqueza e fartura
Ferro, prata, ouro puro em tonelada
- Porque não dar a teu povo mais ventura?
Teu presidente, falou em tom jocoso
"-... Preciso tomar conta do rebanho,
senão as reses se perdem nestes 8.500 Km."
- Pascenta em solo nobre, vil rebanho
Pasmem, ante o espetáculo inédito
Teve um, para quem o odor dos cavalos
Suplantava o dos humanos, em seu edito ...
Surge outro, agora, que a seus vassalos
Chama de reses, ou até, pior às vezes
Quem sabe, se esparsas do rebanho
- Não lograrão melhora, os camponeses
E a classe média em todo o seu tamanho
Brilha a tela no pincel da fantasia
No teu manto ó Pátria acolhe meu clamor
Cobre com raios de sol e de alegria
Que surja em Ti o grande Libertador
Os grilhões da miséria e desventura
São o ergástulo mais ingente e impiedoso
A que pode ser jungida à criatura.
- Não basta o governo ser caridoso
Para o povo ter dignidade, o salário
Deve ser decente, ético e racional
Para não desvanecer o operário
E dar tranqüilidade à paz nacional !
Oh! vós lá de Brasília Despertai
sem medir o fausto luxo desmedido
É ora, em nome do povo acordai
Vosso salário é dele, povo abstraído.
O povo não mais confia na justiça
- Face à pena ter aplicação empírica
O que faz crescer em nós a grande liça
Gerada pela impunidade satírica
Benesses cedidas com dano à sociedade
Em prol do assassino e do ladrão
Caiu conceito da justiça - honestidade
Probidade, integridade e retidão
Há uma inversão de valores a inverter
Para que a auto estima do povo brasileiro
Não se deixe mais oprimir. E, subverter
o submundo ao trabalho rotineiro.
Para transformar esta sociedade
Em algo útil, saudável e aceitável
Para servir de orgulho e prosperidade
A futuras gerações, legado inabalável.
São Paulo, 07/02/2007
Armando A. C. Garcia
Visite meu blog:http://brisadapoesia.blogspot.com
Eis o que faz de nós este Governo !
Eis o que faz de nós este Governo !
Amofina nossa própria opinião
Solapa aos poucos nossa liberdade
Levando seu ideal, como missão
Num enigma de intriga e falsidade
Castra a democracia, impondo ditadura
Cassa direitos, ferindo a constituição
E sem eles, a segurança é imatura
De expor a verdade, não haverá permissão
Sem medir conseqüências do vil destino
Prepara a jornada cheio de confiança
Iludido na revolução em desatino
Que o proletariado no clamor alcança
Ele, que na Rússia onde nasceu foi extirpado
Por razões que o mundo inteiro bem conhece
Sem pensar numa traição o malfadado
Está para estas paragens em decisão
A liberdade de imprensa sofrerá censura
A propriedade privada alvo de invasores
Tem um cheiro de ranço e de impostura
O decreto que extingue tais valores
A constituição nunca é defendida
Por aqueles que juraram ao promulgá-la
Sem orgulho patriótico em sua vida
Nos momentos agonizantes de salvá-la !
São Paulo, 12/01/2010
Armando A. C. Garcia
Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com