Eu quero que tu me pegues
Eu quero que tu me pegues
Eu quero que tu me pegues
Para puder-te abraçar
Estou esperando que me pegues
Para puder-te beijar
Eu quero que tu me pegues
Também, quero te pegar
Já cansei de esperar
Mas tu, não vens me pegar
Vou trocar de pegador
Já que não vens me pegar
Estou esperando teu amor
Mas tu, não vens me pegar
O que ocorre no pedaço
Que tu, não vens me pegar
Estou esperando teu abraço
Tu, o deixas esfriar
Não sei se tu és chegado
Numa canja de galinha
Diz a bíblia ser pecado
Do outro lado da linha
Se assim não for, te espero
Eu, quero que tu me pegues
És a coisa que mais quero
Pra beijar-te, muitas vezes
Eu quero que tu me pegues
Tua pegada é esperança
Espero que tu não negues
O glamour que o fogo alcança !
São Paulo, 28/04/2012
Armando A. C. Garcia
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Estratagema
Estratagema
De estratagema, em estratagema
Usando iscas e ardis camuflados
Certas igrejas, o usam como tema
Explorando na fé, pobres coitados
Nas tentadoras ofertas materiais
Tais mirabolantes lojas de varejo
Oferecem privilégios excepcionais
Aqueles que pagam pelo pastorejo
O engodo se multiplica sem cessar
E ardilosamente atraem os fracos
Não se cansam de Deus apregoar
E em seu nome, de grana, enchem o saco
A verdade precisa ser divulgada
Fizeram um negócio das igrejas
E, para cada uma, a ser instalada
É servida a franquia nas bandejas
Meu Deus ! Olha o que se faz em teu nome
Sem temeridade da tua punição
A tua palavra na mentira se consome
Está desvirtuada tua sagrada unção
Senhor! Como é falso tal estratagema
De em Teu nome propalarem maravilhas
Enganando Teu rebanho, com os temas
Que, todos lêem pela mesmas cartilhas
Que fique claro que a fé de cada um
Merece respeito e consideração
A cobrança desenfreada é incomum
Selvagem, gananciosa e sem razão
Esta é a razão de minha censura
Fazer da igreja um comércio paralelo
Nos desígnios de Deus, não pode haver usura
Apenas boas ações, para enaltecê-lo
São aqueles estratagemas que condeno
Como o Cristo condenou os vendedores
Que faziam da casa de Deus seu terreno
São falsos profetas, falsos seguidores
Não vos deixeis enganar com tal cobrança
Deus, vos dá tudo de graça nesta vida
O Sol, a chuva, o dia, a noite e a bonança
E nada vos pede em contrapartida.
São Paulo, 07/05/2012
Armando A. C. Garcia
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Estrada Pedregosa
Estrada Pedregosa
Estrada pedregosa no curso da vida
Difícil de transpor, intricado percurso
Aluvião de pó a revolutear tangida
Pelo vento, que põe o veleiro em curso
O mesmo que toca moinhos de vento
Estrada pedregosa que pesa e contrista
A longa caminhada, o douto pensamento
Diadema de esperanças que o ser conquista
Espiral dos sonhos, de idéia e ambição
Alento de brandura, após virtual castigo
Havemos de arrancar-lhe o fel da ingratidão
E dar à humanidade estrada sem perigo
Em vez de problemas, haja solução
E aquele que te odeia, seja teu amigo
São Paulo, 01/09/2010
Armando A. C. Garcia
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Esperanças
Esperanças
Ó quantas tive ao longo desta vida
Hoje sinto o peso das lembranças
Pena cruel que lhe dá guarida
No refúgios das ternas esperanças
E no caminho da mágoa de quem sente
No coração o peso de tal ferida
Representa ou uma paixão latente
Ou uma desesperança imerecida
Ressuscita qual sonho das lembranças
Pensamentos de fantasia pura
Se o sonho se firma na esperança
Vivo feliz enquanto o sonho dura
20/12 2003
Armando A. C. Garcia
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Eu só queria entender
EU SÓ QUERIA ENTENDER...
Não se habituou o mundo
Às ironias sem par
Uns, tal farrapo imundo
Outros, dinheiro a sobrar
Eu só queria entender
Essa tal desigualdade
Se é do jeito de viver,
Ou se é mesmo crueldade
O valor foi superado
No saber e na idade
O problema é delicado,
Só por falta de vontade.
A sociedade é culpada
De tamanha hegemonia
Já diz a bíblia sagrada
Come o pão de cada dia
O homem, esse vilão
Seu coração não alcança
Repartir todo seu pão
Com amor e esperança
Piedade e clemência
Importantes nesta vida
Sabedoria e consciência
Dão ao mundo outra guarida
São a fonte importante
Que emana do coração
Capaz de levar avante
Este mundo de ilusão
Fortuna mal empregada
É qual pedaço de terra
Sem a semente jogada
Nenhum proveito encerra
Eu só queria entender
Porque o mundo não se irmana
P'ra todo Ser poder ter
Trabalho e uma cabana
São Paulo, 02/11/2005
Armando A. C. Garcia
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Extrema Razão
Extrema Razão
A alegria da vida, a pouco e pouco se esvai
A cerviz vai-se curvando para o chão
Em lânguido* delíquio,** extrema razão
Enverga-se a fronte e a cortina cai
O corpo, já exangue caminha arrastado
O que foi viço, força, pura energia
Hoje, perdeu o galardão e a guia
Vive, sem ânimo, à natureza prostrado
E, sem lamentos a esta desventura
Sofre lívido nas garras do seu fado
O que o destino reserva à criatura
Só peço ao Arquiteto do Universo
Na amplidão deste soneto mal traçado,
Dê sentido e razão a este meu verso !
Porangaba, 17/08/2011
Armando A. C. Garcia
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Embriagada de dor !
Embriagada de dor !
Embriagada de dor !
Minha alma tão sofrida
Qual esboço de pintor
Marcou a minha partida
Algo profundo e tão belo
Emoção que desconheces
No imaginário castelo
Que deu azo a tuas preces
Incapaz de amar o sonho ...
A teu pesar... fugaz luxuria
Talvez um temor medonho
Próprio de tua *melúria
Manejaste a lei da sorte
Lá nos campos de Cúpido
Jogaste a minha na morte
Sem ao amor dar ouvido
Deste horror eu tenho pena
À que, **louçã me parecia
Triste ilusão, triste cena
Foi um sonho, fantasia
Esperança abandonada
Cruel arma do destino
Onde o peito e alma brada
E a fronte, ao fado inclino !
São Paulo, 04/03/2009
Armando A. C. Garcia
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* Pessoa dissimulada
** Graciosa, gentil
EU QUERO !
EU QUERO ! ...
Eu quero mostrar ao mundo
Nem que seja num segundo
Toda a minha solidão
Eu quero que o mundo veja
P'ra que ninguém tenha inveja
Deste pobre coração
Que sofre dia após dia
Calado... ninguém podia
Imaginar tal razão
Eu quero que cada qual
Não queira eu, como igual
No sabor duma paixão
Há quanto tempo sofria
Sempre na mesma agonia
O meu pobre coração
Eu não sei o que diria
Nem sequer o que faria
No silêncio da paixão.
Eu quero mostrar ao mundo
Como mostrei num segundo
O frio da solidão
P'ra que cada qual acorde
A maçã quando se morde
Pode dar sofreguidão!
São Paulo, 24/09/2004
Armando A C. Garcia
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Olá pessoal !
Olá pessoal !
Olá pessoal ! Desculpem minha ausência
Sérios problemas tiraram-me a paciência
E sem ela, sem paz de espírito, impossível
Aspirar a poesia, que no ar paira invisível
Mas aqui estou, novamente, para dar o recado
Que Deus me outorgou liberto do pecado
Para levar até vocês nesta rude poesia
Algo sobre o amor, a verdade e a alegria
E na grandeza sublime de caminhar
Com coração limpo e pulmão cheio de ar
Ter na alma a esperança da Luz maior
Aquela, que eleva o homem ao Criador !
Porangaba, 16/06/2012
Armando A. C. Garcia
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Enquanto houver amizade
Enquanto houver amizade...
Enquanto houver amizade
Há um fundo de verdade
Edificando no mundo
Um sentimento profundo
De paz, tolerância e amor
Fazendo a vida melhor
Sem violências sociais
No amor, somos iguais
Entendimento e harmonia
A amizade o irradia
O tempo passa, envelhece
A amizade permanece
É único cada amigo
Seja novo, seja antigo
Que devemos preservar
Defender e resguardar
Um amigo de verdade
É um irmão na mocidade
Já na idade madura
É um bálsamo, uma uva
Sempre pronto a ajudar
Nas aflições nos salvar
Enquanto houver amizade
Ninguém morre de saudade
A amizade é uma benção
É de Deus uma *elação
Quem tem amigos, tem tudo
Quem os não tem, é tal mudo
Um amigo de verdade,
Usa de sinceridade
De lealdade e **lhaneza
É um irmão, com certeza
Ponderai na imensidade
Quando triunfa a verdade
Amizade é uma ventura
E vive, após sepultura
Fato público e notório
Não morre no crematório
Nem de motivo terceiro
Se o afeto é verdadeiro
Um amigo de verdade
Eu tinha... Deus o levou
Hoje, ficou a saudade,
Tudo... que dele me restou
São Paulo, 07/10/2011
Armando A. C. Garcia
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*sublimidade
**franqueza; lisura