Conflitos
Conflitos,
Há conflitos em todos os setores
Uns são pequenos, outros, são maiores
Surgem do choque entre intenções opostas
Nem sempre podemos virar as costas
Nossas vidas, estão repletas deles
Das opiniões calorosas, às reles
Alguns são salutares, outros mesquinhos
Difícil, desviá-los dos caminhos
Há os de consciência, os de moral
Os de amor, os de cunho emocional
E os de interesse do protagonista
Que nos conflitos da vida é artista.
Há conflitos entre religiões
Conflitos entre povos e nações
Entre tendências e opiniões
Entre vizinhos, e as novas gerações
Na família, entre filhos e pais
Conflitos nos namoros, nos casais
Temo-los até entre os animais.
A exceção. Os paramos celestiais!
Porangaba, 27/03/2013
Armando A. C. Garcia
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Amargura
Amargura
Perdoa amor a honrosa loucura
De voltar a dizer que sempre te amei
Sentimental eu sou, e bem o sei
Por ti, já sofri dias de amargura
Bendigo este sofrer, mereço a dor
Tive a alma iludida e não quis crer
Meu rumo, meu destino, foi sofrer
Sem nunca fenecer em mim o amor
Talvez seja castigo, ou punição
Por alcançar de ti, só indiferença
Cruel amargura ao meu coração,
Que só amou... e nunca foi amado
Mas teu amor, marcou sua presença
Na triste, jornada longa de meu fado !
São Paulo, 21/02/2013
Armando A. C. Garcia
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Aos lábios de alguém
Aos lábios de alguém
Todas as esperanças esvaecidas
Até aquela que não vê e só se sente
A alma cansada de sofrer. Ausente
A chama do amor, pretensões vencidas
Amargo destino de quem sou refém
Não basta o pranto que a alma enluta
No mar de angústias, estranha conduta
Me arrasta a tropel, aos lábios de alguém
Alguém que não quer, por medo ou anseio
Saciar minha sede, amor, vem ser minha
Amar-me incondicionalmente sem receio
Unindo aos meus, teus dias de amor
Não negues a sorte, não sejas mesquinha
Se perco o alento, eu morro de dor !
São Paulo, 18/02/2013
Armando A. C. Garcia
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Fingidas Juras
Fingidas Juras
Relembrar das tuas fingidas juras
É aumentar inda mais a minha dor,
Tormento atroz, em minhas conjecturas
Tu, alheia aos males. Puro desamor !
Consome as entranhas o mal definido
Coração solitário, a morrer sem ti,
Sangue fervendo nas veias *abstido
Ao célere ritmo d’asas do colibri.
E, perdido sem uma réstia de esperança
Sem uma luz que rasgue as trevas deste breu
Sinto que a sombra da tristeza avança
E eu, longe de ti, tu, que eras o meu céu
Perdido, perdi do mundo a confiança
Ao perder o amor que julgava ser meu !
*reprimido
São Paulo, 22/02/2013
Armando A. C. Garcia
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O vazio em sua vida
O vazio em sua vida
Não deixe que o vazio em sua vida
Produza ansiedade e solidão
Busque n’estrela guia a esperança
Um norte que indique à semelhança
Caminho sem sonhos, credível, são.
Sem utopias, na Lei sugerida
Valores que não conhecem limites
Escondem dentro de nós algo maior
E cuja dimensão se fragmenta
Quando o ser humano não aguenta
A ansiedade e a solidão a seu redor
Invadindo a alma e o coração
Quando sentires estes sentimentos
Volve teu olhar ao Criador
É hora de tu repensares melhor
Hora de abolir o malfeitor
E acolher Jesus, o Redentor
Preencher o vazio, é o momento !
São Paulo, 05/03/2013
Armando A. C. Garcia
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A esperança na vida
A esperança na vida
A esperança é sentimento inato do homem
Triunfa segundo a fé de cada um
É uma das três âncoras do tratado teológico
A certeza íntima que dá força ao lógico
No mundo da ilusão, anseio comum
Robustas perseveranças que não somem
E nas asas da esperança a crença avança
Estranho fenômeno de uma lei natural
Em cujo laço *integérrimo da alma
A mística essência daquela acalma
As frias lágrimas do mundo celestial
Sob a sombra do amor e da esperança !
Este, não é apenas um poema,
Quero que seja um poema de esperança
Que agregue novas razões à sua vida
Até hoje, aflita e consumida
Tão distante da aurora que avança
Em razão do seu tão triste dilema
Progresso e conhecimento verdadeiro
Chegarão na hora certa, iluminada
Triunfo de quem tem fé e persistência
A contemplar do infinito a consciência
Na linha do horizonte a madrugada
Trás o caminho à mãos do timoneiro !
- íntegro
Porangaba, 11 de março de 2013
Armando A. C. Garcia
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Com trastes
Com/trastes
Vendo tanta depravação de costumes
Até já me acostumei à anormalidade
Chegando mesmo a pensar que esses *gumes
Apenas são, uma questão de contrariedade
Com raras exceções, põem a crítica de lado
Insensatamente assaltam sem motivo
Tanto o erário público, quanto o privado
Enquanto o populacho, lida noutro crivo
Desfrutam honrosa fama, sem os merecimentos
Fogem do estendal, do comento enfadonho
Seus usos e costumes, carecem de sentimentos
Não posso tolerar ! tanta lama... é medonho
Incrível! Mas 'stão consecutivamente
No comando das hordas, ou do populacho
Seu carisma é aparente e convincente
Os vícios execrandos ocupam o mesmo facho
Nos argumentos tais de suas excelências
Sempre a transmigrar de um cargo a outro
Não deixam sentir que essas pestilências
Sejam sentidas fora do lugar próprio...
Fig. perspicácia; agudeza
Porangaba, 16/02/2013
Armando A. C. Garcia
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O regato cristalino
O regato cristalino
Com os olhos no infinito, em vão procuro
Tão longa a saudade, como o esquecimento
Minha alma, sem ela, está no escuro
E perdê-la, foi plangente sentimento
Incoerente e adverso foi o destino
Transmuda-se a razão, não a emoção
Como o regato que corre cristalino
A perda de um amor dói ao coração
Procuro-a nas estrelas, no sol e no ar
Nas noites de luar e nas de procelas
Procuro-a nas lembranças e ao pensar
Respondem as relíquias que sem cancelas
Lá, no auge da paixão puderam gravar
No meu cérebro, guardião das coisas belas !
São Paulo, 11/01/2013
Armando A. C. Garcia
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Horas agrimas
Horas agrimas
Sua alma está triste,
O coração, cheio de dor
Se a felicidade existe
Não foi em seu amor
Seu coração verte lágrimas
Não só p'la desunião
Mas pelas horas *agrimas
Após a separação
Ferido o íntimo sentimento
Com a alma esfacelada
A vida é um tormento
Felicidade, uma piada
Sua alma, cismou dela
Cismou o seu coração
Quebrou-se o encanto por ela
Desabou sua ilusão
Já debilitado sentiu
Os passos ferais da morte
Na aflição que surgiu
No ludíbrio da sorte
A custo exprime o que sente
Inóspita praia adentrou
Cruéis vagas ele pressente
Sem ela nos braços ... chorou !
* ódio; raiva
II
Sua alma verteu prantos,
Lágrimas de muita dor,
Derramados eram tantos
Quão grande foi o amor
Toda chama foi apagada
Na taça da desventura
Tem outro amor na parada
Hoje. É, de outra criatura
Nos braços de outro, talvez
Sossegue o seu coração
Que não teve a altivez
De cumprir sua missão
Erguendo os olhos aos céus
Procura apagar sua imagem
Domar os instintos seus
Difícil como um selvagem
Procura embalde esquecer
O mar em que se perdeu
Deste modo, melhor morrer
Já que a derrota venceu
Abismo profundo e insano
Que abala os céus e a mente
Só um esforço inumano
A tal ofensa consente !
São Paulo, 08/02/2013
Armando A. C. Garcia
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Platônico amor
Platônico amor
Se tão grande era o desejo
Quão grande é a saudade
Cruel o dia que a não vejo
Calvário de ansiedade
À noite em vez das estrelas
O astro, de trevas se cobre
E, sem o endereço dela
A sombra da noite a encobre
Como é triste a minha sina
Quão triste o meu penar
A paixão me amofina
Sem puder-me declarar
E este platônico amor
Que acalanta meu desejo
Revela encanto e primor
Pelo tanto que a almejo
Estou carpindo a saudade
Na sinfonia do amor
Posso carpi-la à vontade
Porqu'dela, não sinto dor
De fragrância embriagado
Com o perfume do amor
Vivo feliz, deslumbrado
Meu desejo, tem fervor
Meu grande anseio por ela
Não tem preço, nem valor
Sem saber o nome dela
Confesso, o grande amor !
São Paulo, 12/01/2013
Armando A. C. Garcia
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