Melancolia
Melancolia
Tristeza indefinida
Nas horas amargas
De saudade vencida
Excesso, sobrecargas
Sussurros incontidos
Acre sabor da vida
Por abismos sofridos
Melancolia dorida
Que sangra o coração
Como nas garras da morte
Em suprema aflição
Moribundo em aporte
Os céus não se dão conta
Do sofrimento atroz
Dessa tristeza de monta
Qual tempestade feroz
Violenta, impetuosa
Que o indivíduo maltrata
Melancolia ardilosa
A tua face o retrata
És tu, que gravas e falas
A mulher, ao velho, à criança
Em devaneios os igualas
À tua verossimilhança
São Paulo, 14/02/2013
Armando A. C. Garcia
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A semente do amor
A semente do amor...
A felicidade está em nossas mãos
Cumpre-nos apenas limpar o caminho
Plantar na alma a semente do amor
E deixar o coração da cor do arminho
Então, ouçamos a voz do universo
E busquemos na sua sabedoria
A razão de tudo e deste próprio verso
Está nas mãos do Criador, em sua cria
Bem o sei, que nossas ambições são tantas
Necessitamos de muito discernimento
E precisamos de aprendizados quantos
Para que não feneça a brisa e o alvor
Encha nosso coração de conhecimento
Da verdade, da caridade e do amor!
Porangaba, 17/02/2013
Armando A. C. Garcia
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Onde andará
Onde andará...
Onde andará meu amor,
O das promessas descumpridas
Meu amor, onde andará !
Fui por outro preterido
Passei dias de amargura
Foi amor, nunca esquecido
Meu amor, onde andará.
Devaneios da juventude
Por certo, assim o dirá
Cada um com seu papel
Até Judas o cumpriu,
Uns trocam mel, pelo fel
Os caminhos percorridos
Certamente mostrarão
A transição dos sentidos
Conservo cheio de amor
O coração rejeitado
Para inundar de olor
As pedras que ela pisa
E ofuscar de beleza
O nome que a batiza
Com todo deslumbramento
Cobrirei ruas de flores
Nem que seja em pensamento
Neste singular desejo
Exótico por natureza
Ao meu, seu fado cotejo
Encantadora magia
Invadiu meu pensamento
Seu amor foi fantasia
O meu, eterno, infindável
Parece até mitologia
Este amor interminável
As sementes plantadas
Dentro do meu coração
O foram sempre regadas
Com o elixir do amor
Aquele que nunca fenece
E resiste ao clamor
É tão velha sua crença
Quão velho é este amor
Mesmo sem sua presença
É grandioso, de valor
Vai do zero ao infinito
A dosagem deste amor
Meu amor, onde andará.
Não vi mais sua presença
Porque será, porque será !
Onde andará, meu amor,
Meu amor, onde andará
Meu amor, onde andará...
São Paulo, 12/01/2013
Armando A. C. Garcia
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Homenagem a São Paulo (replay)
Homenagem a São Paulo (replay)
A ti não chegaram às caravelas,
Mas de ti, partiram bandeirantes.
Como centro financeiro abres velas
Singrando o Brasil e America do Sul
És uma das mais globalizadas
Cidades no cenário mundial
Tua pujança, e luta das arcadas
São destemor e audácia sem igual
Teu povo, miscigenação de raças
Esculpindo ao mundo novas gentes
Longas ruas, jardins e praças
Repletas de arranha céus imponentes
No emaranhado, contrastas briosa
Com favelas que ninguém ousa falar
Por São Paulo ser grande e majestosa
És a locomotiva que roda sem parar
Berço do trabalho e da cultura
Acolhes o migrante e o estrangeiro
Dás esperança aquele que te procura
E teu povo, é um povo hospitaleiro
Tua marcha triunfal o Anchieta
Do além, certamente consagrou
Não foste traçada em prancheta
A força do destino te edificou
És o gigante, deste imenso país
Teu progresso está no imenso sucesso
E neste dia vinte e cinco de janeiro
Milhões de beijos ao teu povo hospitaleiro
Porangaba, 24/01/2012
Armando A. C. Garcia
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Tento em vão
Tento em vão ...
Tento em vão recompor o alinhamento
Das tortuosidades de meus pensamentos
Porém, não há sintonia em meus intentos
E eu, perco-me em vis sentimentos
Já nu, despido de todas as mazelas
Longe das amarras, perto das estrelas
Na longitude dum oceano bravo
Tu, fizeste de meu peito teu escravo
São Paulo, 06/02/2013
Armando A. C. Garcia
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A dança das águas
A dança das águas
No rumo de nossas vidas
Saltitam emoções, sem par
Algumas, envergonhadas
Mal chegam a despertar
Às pessoas, em nossas vidas
As pudemos igualar
Umas, já nascem vencidas
Outras, para governar
As emoções são sentidas
Como o bolero das águas
Umas rolam na descida
Outras, remanso das tabuas
São Paulo, 18/01/2013
Armando A. C. Garcia
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Será que !
Será que !
Será que, o abstrato transcende as aparências
Ou estas sobrepõem-se ao contemplativo
Dos elementos que compõem as preferências
Que a mente, produz à nossa insistência
Será, que a obstinação de nossos pensamentos
A caminhos insólitos nos conduzem
Será! Que a concepção não tem entendimentos
Para analisar as fantasias que seduzem ?
Será, que as essências hibridas aninhadas
No âmago de nossos corações. Lá vão,
Deixando as vis solidões disfarçadas
No abstrata interseção dos desejos
Sonhos que nas ondas do mar se vão
De modo frenético, aos primeiros lampejos.
São Paulo, 22/01/2013
Armando A. C. Garcia
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A voz da alma
A voz da alma
No prado o verde luzente
Onde a flor exala o perfume
No riacho transparente,
De peixes, vejo o cardume
Correntezas de harmonia
Na natureza em flor
São ornamento e magia
Da casa do Criador !
Vamo-nos distanciando
Do jardim que Deus nos deu
Os campos, vamos trocando
Pra morar em arranha-céu
Deixamos a paz, e a graça
A tranqüilidade, o encanto
Por cidades, onde escassa
A vegetação, é desencanto
Na floresta de concreto
Onde viver, custa tanto !
São Paulo, 12/01/2013
Armando A. C. Garcia
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Expressões da alma
Expressões da alma
Na vida somos apenas
Semente que proliferou
Nas dimensões mais pequenas
Fruto que outro gerou
E no mundão desta vida
Somos a expressão da alma
Que nas reações sentidas
Só a alegria as acalma
E se num vôo altaneiro
Se perder seu pensamento
Seja o guia, o timoneiro
Para achar o aproamento
Se de âncora necessitar
Para fundear seu navio
Pára e pense até cansar
Aí, apagou-se o pavio
No mundo não viva absorto
Extasiado no caminho
O que hoje é seu conforto
Pode amanhã ser espinho !
São Paulo, 15/02/2013
Armando A. C. Garcia
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Maldito ciúme
Maldito ciúme
O sangue na veia a crepitar raivoso
No peito o coração descompassado
Arfava em delírios os ares ansioso
Com o orgulho ferido e alquebrado
Sua alma cansada de sofrer curvada
No mar de angústias, de martírios tantos
Pranto que a desventura duplicada
Ávida lhe trouxe num infinito manto
O ciúme, monstro negro que traz crueza
A desgraça, a desventura o desamor
No espaldar das forças da natureza
De braços cruzados ostenta o furor
Que vai ruminando a mente, a razão
Profunda, gigante a mágoa que cria
O inferno em brasa em seu coração
É presa do abutre que o demônio envia
Num instante não lembra, no outro desperta
Abismos sombrios rondam-lhe a mente
A porta principal, deixou entreaberta
Passa horas cismando inconveniente
Traçando planos, conjecturando maldade
Se os seus sentimentos não puder refrear
Certamente cairá na criminalidade
O amor que sentiu, hoje é ódio a açoitar
E do profundo *pélago que a ira expele
Sangrento cotejo a vingança atiça
Empunha o revolver, aponta pra ele
Fechou-se a cortina, caiu a premissa.
- Abismo
São Paulo, 09/02/2013
Armando A. C. Garcia
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