Entre Iguais
Entre Iguais ...
Somos iguais, somente na vida e na morte
Depois, cada qual, com sua sina e sorte
Vivemos no mesmo mundo em paralelo
Uns à sombra da desgraça e do atropelo
Outros, repletos de tesouros e ambição
Percorrem um caminho, indiferentes à razão
À prudência e ao direito natural
Do fundamento da causa da lei moral.
Mas um dia, e esse dia, chega para todos
São chamados para conhecer o real valor
E o livro da escrituração contábil for
Aberto. Apresentará déficit a rodos
Bem maior que os créditos a seu favor
Aí, bate o desespero, a aflição e a dor !
Porangaba, 16/02/2013
Armando A. C. Garcia
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A idéia
A idéia
De que *absconsa estrela ela provém
Essa luz de incógnitos pensamentos
Que percorre nosso cérebro num vaivém
E misteriosa lança-nos a **barlaventos
Será que ela vem do incógnito psique
Da cripta escura da torre de marfim
Ou será que a idéia é o alambique
Que destila ação e emoção por fim
Ela, poderá ser nobre ou ignóbil
Espontânea, vil, livre ou natural
Maravilhosa ou de capcioso ardil
Porém, quando ela do além provém
Traz em si a graça e a leveza sem igual
Que só Deus nos pode dar e mais ninguém !
São Paulo, 26/11/2012
Armando A. C. Garcia
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* estrela que se oculta ao por do sol: pequena lâmpada
velada
** direção de onde sopra o vento
Quando eu cri !
Quando eu cri !
Caminhando a meu lado
Eu, não te via Jesus
Um herege do pecado
Por fim, encontrou a luz !
No emaranhado da vida
Estava perdido sem ti,
A felicidade foi sentida
Quando em ti, eu cri !
Novo caminho trilhou
Meu coração tão sofrido
Depois que Te encontrou
Amor e paz ele ganhou
Transbordando de ternura
Nesta nova trajetória
Terei dias de ventura
De esperança e de glória
Uma nova realidade
O amor de Jesus criou
Com honra e dignidade
Minha vida rotulou
Tua luz, no firmamento
Ilumina a humanidade
E no sombrio momento
A mesma luz, nos invade.
São Paulo, 11/01/2013
Armando A. C. Garcia
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Perguntei
Perguntei
Perguntei às ondas do mar
Se ela, por ali passou
Perguntei à rosa dos ventos
Se a ouviram sussurrar
Perguntei às sombras do sol
Se sua trilha atravessou
Perguntei às sombras da lua
Se o luar manso ela cruzou
Perguntei à nuvem que passa
Se ela viu o meu amor
E ela, cheia de graça
Verteu lágrimas de dor !
São Paulo, 13/01/2013
Armando A. C. Garcia
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De Tropeço em tropeço
De tropeço em tropeço
E de tropeço em tropeço
Vai caindo, levantando,
Mudando até de endereço
Na vida, vai caminhando
No labor, alegre ou triste
Rasga a superfície bruta.
Que à enxada, não resiste
O agro solo. Brava luta
Pra trabalhar, sai contente
Dias inteiros na luta
Chega à noite, sorridente
Com a família desfruta
Do aconchego do lar.
Oram aos céus uma prece
Para nunca lhes faltar
O trabalho que enaltece.
Brilha a luz do amanhecer
De novo apega-se à lida
E sem nunca esmaecer
Do labor, sustenta a vida.
É dos tropeços da vida
Que novos avanços surgem
Não julga a esperança perdida
Se outras medidas urgem
Sabe tirar o proveito
De cada lance da vida.
Tem quem tropece no leito
E quem tropece na vida !
Porangaba, 15/02/2013
Armando A. C. Garcia
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Como Ser Feliz
Como Ser Feliz !
Sinta o gosto de viver feliz
Sentindo na alma a alegria
Crie em si, como a flor a raiz
E admire os momentos de cada dia
Após a chuva, sinta o cheiro da terra
À noite ao *ciciar palavras de amor
Contemple as estrelas que o céu encerra
Verás nelas a mão do Criador
Sinta a felicidade em todos os momentos
Tanto ao pisares na areia da praia
Como ao pisar em lodos purulentos
Aprecie o sol, olhe como ele raia
Deixe renascer no seu coração
A esperança de ser feliz a cada dia
Nas coisas mais singelas a emoção
Sentirá que a paz nunca é demasia
Aceitando em si o nascer do sol
A cada dia que passa a alegria
Brilhará tal puro ouro no **crisol
E verá que o mundo não é fantasia
Sinta em cada momento a mão de Deus
E eleve aos céus uma prece fervorosa
Se há espinhos na vida, até a rosa
Os tem, e é a flor da vida e do adeus !
- Sussurrar; dizer em voz baixa
** Cadinho onde se apura o ouro: fig. onde se apuram sentimentos
São Paulo, 14/02/2013
Armando A. C. Garcia
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Paixão imortal !
Paixão imortal !
Tu, foste sempre o meu maior encanto
Uma graça de amor que amo tanto
E ao longo dos anos inda sustento
O lindo encanto em meu pensamento.
Tu, a paixão imortal que perdura
E vai além da própria sepultura
Tivesses tu, o mesmo encanto
Ter-nos-ia coberto o mesmo manto.
E não estaria carpindo o meu pranto
Mas feliz, longe deste desencanto
Que tirou de mim o contentamento
Trazendo a angústia e, em aumento
A ansiedade e a atribulação,
Destino que deste ao meu coração !
Porangaba, 31/01/2013
Armando A. C. Garcia
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O desgosto
O desgosto
O desgosto, mata, aniquila
Sente-se a vida oca, vazia
A fronte consternada vacila
Na solidão, que ao triste cria
As profundas abstrações do nada
Abrigam no peito tanto fel
Que o sangue ferve, a alma gelada
Só aspira um silêncio cruel
Como se erguendo um cadafalso
Inflexível à alegria da vida
Para às sombras do pseudo-falso
Pouco a pouco, abreviar partida
Desgosto, é amargura sem fim
É o horror fechado à ofensa
Descorado, pálido, qual cupim
Que corrói a alma sem defensa
Mina a alegria, a exultação
Só à tristeza ele nos conduz
É chaga que mina o coração
É uma úlcera cheia de pus
É dor, que em vida amortalha
No silêncio profundo e mudo
É o entristecer nesta batalha
Que a vida nos legou, contudo
É preciso reagir com força
Equilibrar nosso pensamento
E antes que a porca o rabo torça
Virar a página desse mau momento !
São Paulo, 11/02/2013
Armando A. C. Garcia
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Voltei
Voltei ...
Voltei, como volta a primavera,
Como volta a luz de cada dia
Voltei, para dizer-te o que queria
Pois, falar de amor, não é quimera.
Dizer que amar-te-ei, por toda a vida
Seja na tristeza, ou na alegria,
Voltei, para falar o que queria
Que não te pude falar na partida.
Voltei, com o coração cheio de amor
Cheio de esperança, sorriso em flor
Como a primavera que é capaz
De florir os prados e serranias
Voltei, para amar-te todos os dias
Fazer-te feliz e amar-te em paz !
Porangaba, 31/01/2013
Armando A. C. Garcia
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A cruz de uma mãe
A cruz de uma mãe
No rosto a desventura
Quanta aflição e amargura
Já passou aquela mãe
Com o filho que ela tem
Vive perdido no jogo
Dia e noite está de fogo
Já não almoça, nem janta
Arrasta-se, quando levanta.
Droga e vício o domina
Da casa, confunde a esquina
Fica jogado ao relento
Toma chuva, toma vento.
A droga, é seu alimento
Sua força, seu sustento.
A rua, é o seu lugar
E a cama, pra se deitar !
A pobre mãe aflita,
Não sabe se chora, se grita
No seio desta desdita,
Apega-se à virgem bendita !
São Paulo, 05/02/2013
Armando A. C. Garcia
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