A maldade
A Maldade...
Não deixe brotar maldade
Dentro do seu coração
Porque aos poucos ela invade
Sua fé e sua razão
É tal espinho oculto
Cravado no coração
É sentimento inculto
Medonha escuridão
É muito mais do que pensas
É o fio da espada
É razão das causas tensas
É metáfora desenhada
Maldade é mal que advém
Do cerne de nossa alma
Só a bondade a detém
Só o amor a acalma
É um frasco de veneno
Dotado de duas saídas
Uma agindo como dreno
Outra tapando feridas
Por vezes sem permissão
Esse frasco desarrolha
A saída dá explosão,
Sem que os destroços recolha
Nossos esforços em vão
Detêm a vil fagulha
O pobre do coração
É envolvido na bulha !
Porangaba, 21/05/2013
Armando A. C. Garcia
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Nem comiseração, nem pena
Nem comiseração, nem pena !
Olha o mundo, como está mudado
Antigamente, havia sentimento
Respeito das pessoas de qualquer lado
Deferência, consideração no tempo
Hoje, motivo torpe, vira arena
Abate-se o semelhante em plena rua
Não há mais comiseração, nem pena
A justiça, está no mundo da lua
O roubo, o latrocínio, fica impune
O povo não sabe a quem reclamar
Ao ladrão a pena fica sempre imune
A vítima, a pobre vítima... a penar !
Ninguém a ampara, não tem direitos
Afinal morto não fala, não dá votos
A turma, lá dos humanos direitos
Não fala com mortos; eles são ignotos.
E assim, vai campeando a impunidade
Por direitos escabrosos amparada
Esta, é nosso invulgar realidade
A vítima, fica sempre prejudicada.
Lei, que lei é essa que eu não entendo
Mesmo sendo advogado militante
Há cerca de quarenta anos, me rendo
À lei de execuções, tão extravagante.
Precisamos de mudar urgentemente
Anomalias grotescas em prol do crime
Colocar um ponto final nessa gente
Que dia a dia, menos se redime !
II
Antigamente, o ladrão era finório
Tirava a corrente d’ouro da algibeira
Ou alternativamente a carteira
Inteligentemente, sem falatório
Na rua, ou mesmo dentro de um cartório
Não percebias o furto; pura arte
Hoje, assaltam na rua, em qualquer parte
De arma em punho, diferente do finório.
O ladrão de hoje, é violento feroz
Não sabe furtar com diplomacia
Usa o roubo, violência e covardia
Bem longe do ladrão, de seus avós
Antigamente o ladrão só furtava.
O cidadão perdia a carteira
O relógio, carregado na algibeira,
Ladrão de antigamente. Não matava.
Hoje ele rouba pertences e a vida
Sem dó, sem piedade, sem clemência
No louco intento de sua insolência
Numa longa inclemência incontida.
Como espectro perseguidor do bem
Neste mundo adverso o crime avassala
Sem medir consequências na lei resvala
Tropeça e esbarra nas grades, também.
Na cocaína, no álcool, ou na maconha
Quase sempre, no vício engajado
Envereda em destino incerto, arriscado
Cujo desfecho, não é, o que se sonha.
Porangaba, 10/04/2013
Armando A. C. Garcia
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A Felicidade
A Felicidade
A Felicidade é nuvem passageira
Que mais além, torna-se tempestade
É como o ramo sagrado da oliveira
Cujo fruto ilumina a divindade.
A Felicidade é o êxtase da alma
A alegria do coração e da vida
O bálsamo salutar que acalma
A angústia da tempestade sofrida
A Felicidade é o oásis da vida
Onde o caminhante recupera forças
O impulso para a íngreme subida
Da trajetória a ser percorrida
A Felicidade é o esteio, a primavera
Quando florescem as flores do jardim
A Felicidade é o fruto, que outro gera
É o perfume inebriante do alecrim !
Porangaba, 11 de março de 2013
Armando A. C. Garcia
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A Salvação
A Salvação !
Tatue em sua alma e coração.
O nome santo e sagrado de Deus
Não seja semelhante aos fariseus,
Que criam vir da lei a salvação
Sua redenção, está na comunhão
Com Deus. Porque só ele tem o poder
De abrandar e aplacar nosso coração
Quando cansado e prestes a esmorecer.
Na justiça de Deus, não há distinção
Ele, lê em nossa alma e no coração
Nossa fé, nosso mérito, nossas obras
Não sejamos nós iguais aos fariseus
Rendamo-nos sempre à gloria de Deus
Só assim, obteremos a salvação !
São Paulo, 21/02/2013
Armando A. C. Garcia
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No desfrute da vida
No desfrute da vida...
Nosso frustrante desfrute da vida
Nos leva a pensar em sonhos esvaídos
Que derretem, como neve, exauridos
Fazem pensar imanente partida
A prior sofremos coletiva culpa
Desafios, insaciáveis desejos.
Mistérios a desvendar, que não vejo,
Ser humano, aceite minha desculpa.
Do sublime ao mesquinho, do pó, à cinza
Da *subliminar **latência sentida
Há consciência humana extrovertida
Mesmo quando a moral está ranzinza
O homem, nos desvarios busca os céus
Mesmo, sendo agnóstico, chama Deus !
• *Que é inferior
• **dissimulado; disfarçado
•
São Paulo, 04/03/2012
Armando A. C. Garcia
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MULHER (Replay)
MULHER !... (Replay)
Tu és um misto de ternura
A imagem que emoldura
A alma e o coração
Tu és a anônima obreira
Mãe, mulher e companheira
Que levanta ao sol nascer
Numa luta de coragem
Tu és a prima imagem
És o esteio do lar
Todos buscam teu abrigo
Pois todos contam contigo
Para a palavra final
És a rainha do lar
E nunca deixas faltar
O equilíbrio e a razão
Labutas em desigual
Tua razão principal
Em tudo está presente
Dás duro o dia inteiro
Em casa e no canteiro
A realidade confundes
Tens a tarefa dobrada
Nunca te dizes cansada
Nem negas o teu amor
Mulher que fala e faz
Dá conta e é capaz
De ser mãe e companheira
Na tristeza ou na alegria
No amor ou na folia
O corpo exausto! Só..
Mulher, mãe ou namorada
És eterna apaixonada
A amante insana, a viver!
Mulher de vários talentos
Não ouças os meus lamentos
Neste dia a ti consagrado
És espelho da candura
Refletes a formosura
Dizes ao mundo quem és !
São Paulo, 07 de março de 2005
Armando A.. C. Garcia
MULHERES - Aceitem minhas desculpas por não produzir um novo texto, é que, entendo ter dito tudo de bom a vosso respeito nestes verso. Assim, aceitem um forte abraço poético pelo vosso dia.
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Tremenda Injustiça
Tremenda Injustiça
Senhores Deputados, Senhores Senadores
Ouçam do nosso povo os seus clamores
Chega de violência e impunidade
A ditadura, já nos dá saudade
Sendo democrata, devo admitir
Que este governo só faz consentir
Nos atos cruéis, tremenda injustiça
Que não pune a valer, quem pisa na liça.
Superior a cem anos, chega a ser a pena
Que a justiça absurdamente condena
E essa mesma justiça, dá liberdade
Antes de cumprir um décimo da metade !
Cansado o povo, não aguenta mais
O governo mouco, não ouve seus ais
O criminoso, em tudo é atendido
Parece até, que o povo é preterido.
Um rastro de sangue, amargura e dor
Trajetória infame, cruel desamor
Sofrimento atroz, violenta tortura
Impõem às vítimas a sepultura
A pena de morte, é por eles praticada
Sua integridade, não pode ser violada.
Somos reféns em nosso próprio lar
Na rua ou em casa, em qualquer lugar
Têm poder de fogo, pronto a matar.
A pobre justiça, sem força a capengar
Deixa nosso povo à mercê do bandido
Que apesar do seu crime, não é punido!
A Lei das Execuções Penais, precisa mudar
A sentença condena. Ela, manda soltar...
Afinal o veredicto, não tem valor
Deveria ser irrevogável, como do *exator
A decisão aplicada a quem transgride,
Não deveria malsinar o que decide.
Vemos a justiça deixar impune
Descumprir seu dever, é azedume.
Jamais, poderia conceder perdão
Sem cumprir totalmente a punição
Isto é prisma de governo decadente
Que não sabe governar a sua gente
Ou então, tem receio que a lei recaia
Sobre si. Já que hoje na tocaia
Vale tudo pra eles e nada acontece
Na pobreza, que honra abstrata tece.
No mesmo patamar, eu sinto dor
Deste povo ordeiro, trabalhador
Sem a proteção devida do estado
Vira presa fácil do celerado
Que, certo do reino da impunidade
Além de roubar, mata sem piedade
A vítima é prostrada e amordaçada
Em sua própria casa, ou na calçada
Nossa justiça, não está do seu lado.
Ampara o ladrão, o vil do safado
Que rouba e mata, sem arrependimento
Comete crime atroz, sem constrangimento
Em pouco tempo ganha a liberdade
Assim, pode roubar e matar à vontade
O próprio governo ainda lhe dá propina
Auxílio reclusão de acerca de duas quina
Pra quê, trabalhar, pra quê, cogitar
Se do ato fatídico, ele pode alcançar
Em poucos segundos, um mês a laborar
E a lei, conscientemente o está a afagar
No entra e sai, da caminhada percorrida
Na senda do crime está sempre envolvida
Sua vida. Devassada de crueldade
De cativeiro em cativeiro, só maldade.
Latrocínios, estupros e roubos sem par
Estrugem sua capivara de arrepiar
Houvesse um castigo verdadeiro
Apenas um, constaria no roteiro.
Mas; nesse prende e solta da justiça
Ninguém cumpre sua pena inteiriça
Não sei se culpar o sistema que o solta
Por saber, que logo ele, está de volta
Ou se culpo o Juiz que o solta sem aplicar
Uma medida de segurança impar
Capaz de torná-lo menos feroz
Fazê-lo ao menos, semelhante a nós.
Da menor idade
Tremenda aberração essa tal de idade
Boa parte da desajustada mocidade
Tem capacidade para votar. Se matar...
É infrator. Seu crime não vai pagar.
Pode traficar, estuprar e roubar
Sua conduta, a lei não a vai parar.
Se adolescência é a idade das ilusões
Sabe que não vai enfrentar os grilhões
Porque a lei o protege em demasia
Assim, tudo pra ele é fantasia
As atrocidades, não constarão
Do prontuário ao atingir a maior idade.
Têm carta branca para todos os ilícitos
**Brumosamente eles são explícitos
Por isso os facínoras nada temem
A desgraça atinge as vítimas que gemem
Vão semeando o pânico e o terror
E quando atingem a idade maior
'stão Diplomados na criminalidade
Desta forma fazem seu affaire sem piedade
Verdadeiros monstros, sanguinários
Matando de crianças até octogenários
Armados até os dentes, tal terroristas
Armam ciladas às escuras, ou às vistas.
Bizarro comportamento de conduta
Estranho modo de vida, sem labuta.
Que dirão do seu trabalho à família
O discurso de uma púnica homilia.
Nada os detém, face à tal impunidade
Reinante no seio da justiça. Ilogicidade
Por isso. Célere, agride e transgride,
Com brusca rudeza, impõe sua lide.
O povo, não aguenta mais a situação
Ouvimos no rádio, vemos na televisão
Protestos de famílias que são atingidas
Que faz o Congresso!... pra salvar suas vidas?!
Mantêm o silêncio, com medo, talvez
Que a lei que surgir, apeie seus pés
Mas esta situação, terá de acabar
Deste jeito que está, não pode ficar.
Acordem Senhores, faça-se a justiça
A que hoje temos, é singela premissa
E sem os excessos da tal trabalhista
Que aceita o pedido constante da lista
Não tenha receio de falar a verdade
Aberta a cortina, surge claridade
O pensamento transporta a semente
Que cairá em terra fértil, certamente.
Ouçam a voz do povo * Cobrador de impostos
Ela é a voz de Deus. ** vagamente
Porangaba, 30/03/2013
Armando A. C. Garcia
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Na Lua
Na Lua
A lua estava sozinha
Olhando para nós dois
Tu, pensavas que eras minha
O mesmo, pensamos os dois
São Paulo, 20/02/2013
Armando A. C. Garcia
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Das arestas das penhas
Das arestas das penhas
Nas tuas fantasias suspirando
Caminhei pela estrada soluçando
Das arestas das penhas escarpadas
Rolei as dores das tuas punhaladas
Movendo folhas dos dias expirados
Senti-me como barcos arrastados
E sem rumo na imensidão do mar
No influxo das marés sob o luar
Quebrantado pelo amor fantasia
Rebentam aflições no peito duro
Tantas que, do *acerbo sofrer **conjuro
Dia ou noite, no peito as trancaria
Fugindo para sempre no escuro
Ao invés de ficar em cima do muro !
*amargo
** esconjurar
São Paulo, 03/04/2013
Armando A. C. Garcia
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Perseverança
Perseverança
Quem persevera firme e corajoso
E com determinação for vigoroso
Certamente vence a peleja da vida
E a escarpada guerra, será vencida
Tua dedicação, é fundamental
Para enfrentar as desventuras e o mal
Cuja empreitada será terminada
Com a resistência à verdade afastada
Não deixes que atravanquem teu caminho
Olha a rosa bela, cheia de espinhos
Sê perseverante e determinado
Sem hesitação ao tempo dissipado,
Condição inabalável da conquista
Não existe intempérie que resista
A uma conduta honesta de cristal
Que à espécie humana, é ser leal.
Porangaba, 12 de março de 2013
Armando A. C. Garcia
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