Lista de Poemas
A Seresta
A Seresta
A rua estava toda engalanada
Pelo clarão que a lua projetava
O trovador apaixonado, ali cantava
Versos de amor, para a sua amada
Acorda, acorda ó linda amada
Abra a janela, vem ouvir do trovador
A serenata sob o véu, noite de estrelas
Que em cada verso leva carinho e amor
Ó linda amada que nos braços de Morfeu
Repousas nesta noite enluarada
Desperta do torpor e ouve o canto meu
Linda sonata de amor, para ti cantada
Acorda, acorda ó linda amada
Abra a janela, vem ouvir do trovador
A serenata sob o véu, noite de estrelas
Que leva em cada verso a expressão maior
Deusa do meu coração, abre a janela
Ao pobre trovador que tanto espera
A madrugada está chegando sem cautela
O brilho desta lua... só em outra primavera !
São Paulo, 05/09/2008
Armando A. C. Garcia
Visite meu blog:http://brisadapoesia.blogspot.com
A rua estava toda engalanada
Pelo clarão que a lua projetava
O trovador apaixonado, ali cantava
Versos de amor, para a sua amada
Acorda, acorda ó linda amada
Abra a janela, vem ouvir do trovador
A serenata sob o véu, noite de estrelas
Que em cada verso leva carinho e amor
Ó linda amada que nos braços de Morfeu
Repousas nesta noite enluarada
Desperta do torpor e ouve o canto meu
Linda sonata de amor, para ti cantada
Acorda, acorda ó linda amada
Abra a janela, vem ouvir do trovador
A serenata sob o véu, noite de estrelas
Que leva em cada verso a expressão maior
Deusa do meu coração, abre a janela
Ao pobre trovador que tanto espera
A madrugada está chegando sem cautela
O brilho desta lua... só em outra primavera !
São Paulo, 05/09/2008
Armando A. C. Garcia
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👁️ 1 275
A Menina e a Fada ! (Soneto - Infantil)
A Menina e a Fada ! (Soneto - Infantil)
Sorrindo de alegria a linda princesinha
Corria pelos campos em busca de flores
Todo dia brincava de manhã à tardinha
Seu lar, não tinha casas nos arredores
Certo dia uma fada, cruzou seu caminho
E vendo-a sozinha de soslaio falou
Porque brincas sozinha, não tens amiguinho?
E tu, que só caminhas. A menina retrucou
Tenho súditos, amiga, eu sou uma fada !...
Pede o que quiseres. Eles te atenderão
Então a menina, surpresa e calada
Pediu à fada que um irmão lhe mandasse
Esta, com sua varinha que tem o condão
Prometeu, que por nove meses o aguardasse.
São Paulo, 02/05/2008
Armando A. C. Garcia
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👁️ 1 165
Dia das Mães
Dia das Mães
Às mães de todo o mundo,
Um mundo de alegria.
E com respeito profundo
Saúdo-vos, no vosso dia.
São Paulo, 13/05/2012
Armando A. C. Garcia
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Leiam, também, de minha lavra:
Mãe I - Mãe II - Mãe III - Mãe IV
Às mães, que Deus já lá tem !
Àquela que vai ser mãe ! ...
O valor que a mãe tem e
Exaltação à Mãe Maria
👁️ 702
QUERO LOUVAR-TE
QUERO LOUVAR-TE
Quero Louvar ao Senhor
De todo meu coração
Demonstrar o grande amor
Que tenho no coração
Na minha prece singela
Cheia de amor e carinho
Oferto a coisa mais bela
Às chagas de teu espinho
Quero louvar-te Senhor
Ser cepa da tua vinha
E amar-te com vigor
Cedo, à tarde e à noitinha
Às chagas de teus espinhos
Levar o bálsamo da prece
E na amplidão do caminho
Tua luz que resplandece
Senhor eu quero louvar
Tua Glória imortal
Minha alma consagrar
Ao Teu reino espiritual
Quero louvar-te Senhor
Pelas bênçãos recebidas
E agradecer com fervor
Por cuidar de nossas vidas !
Neste tópico final
Desta prece consentida
A gratidão fraternal
Àquele que me deu a vida !
Porangaba, 13/04/2011 -
Armando A. C. Garcia
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Quero Louvar ao Senhor
De todo meu coração
Demonstrar o grande amor
Que tenho no coração
Na minha prece singela
Cheia de amor e carinho
Oferto a coisa mais bela
Às chagas de teu espinho
Quero louvar-te Senhor
Ser cepa da tua vinha
E amar-te com vigor
Cedo, à tarde e à noitinha
Às chagas de teus espinhos
Levar o bálsamo da prece
E na amplidão do caminho
Tua luz que resplandece
Senhor eu quero louvar
Tua Glória imortal
Minha alma consagrar
Ao Teu reino espiritual
Quero louvar-te Senhor
Pelas bênçãos recebidas
E agradecer com fervor
Por cuidar de nossas vidas !
Neste tópico final
Desta prece consentida
A gratidão fraternal
Àquele que me deu a vida !
Porangaba, 13/04/2011 -
Armando A. C. Garcia
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👁️ 675
Até ao inferno (soneto)
Até ao inferno... (soneto)
Destravarei ¹aldravas e abrirei fechaduras
Em toda rua e viela, envidarei tuas procuras
No infinito do tempo e se eu fosse eterno
Estenderia a procura até ao inferno
A angústia de viver sem ti vibra e cresce
E ao pé da eternidade... quase floresce
A luta que intimida, é medo, fantasia ...
Procurarei de porta em porta sem fobia
Sem vergonha do pranto que o amor chora
Percorrerei o mundo a qualquer hora
Buscando o teu amor... da existência à morte
Quem sabe o bom Deus dar-me-á a sorte
De te encontrar algum dia, seja onde for
O sábio já dizia: A vitória é do amor !
São Paulo, 16/04/2009
Armando A. C. Garcia
¹trancas de portas
Visite o blog: http://brisada poesia.blogspot.com
Destravarei ¹aldravas e abrirei fechaduras
Em toda rua e viela, envidarei tuas procuras
No infinito do tempo e se eu fosse eterno
Estenderia a procura até ao inferno
A angústia de viver sem ti vibra e cresce
E ao pé da eternidade... quase floresce
A luta que intimida, é medo, fantasia ...
Procurarei de porta em porta sem fobia
Sem vergonha do pranto que o amor chora
Percorrerei o mundo a qualquer hora
Buscando o teu amor... da existência à morte
Quem sabe o bom Deus dar-me-á a sorte
De te encontrar algum dia, seja onde for
O sábio já dizia: A vitória é do amor !
São Paulo, 16/04/2009
Armando A. C. Garcia
¹trancas de portas
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👁️ 667
Já se foi a primavera
Já se foi a primavera
Já se foi a primavera, a mãe das flores
Chegou o verão de chuvas e aguaceiros
Envolto na umidade de seus vapores
Inundando cidades e campos sem outeiros
A tragédia repete-se a cada ano
Castigando, das vertentes das colinas
Aos ribeirinhos, já crentes no desengano.
As promessas do governo, são rotinas
Os aportes anunciados às calamidades
Nunca chegam ao destino da tragédia
Vemos pela TV nos campos e nas cidades
A destruição, como no início da comédia
Com as novas chuvas, novas inundações
Gente sem lar, gente de bem, em má situação
Com a roupa do corpo, sem cama e lençóis
Quem desvia o dinheiro é pior que ladrão
O que vemos é a imunidade crescendo
O tesouro nacional precisa ser protegido
Se assim não for, os ímpios vão vencendo
E a maior vítima, nosso povo desnutrido
Ano, após ano, com a desgraça deste povo
Meia dúzia de espertalhões fazem a feira
E o que deveria ir para o humilde povo
O político enche a burra, na bandalheira.
Porangaba, 22/01/2012
Armando A. C. Garcia
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Já se foi a primavera, a mãe das flores
Chegou o verão de chuvas e aguaceiros
Envolto na umidade de seus vapores
Inundando cidades e campos sem outeiros
A tragédia repete-se a cada ano
Castigando, das vertentes das colinas
Aos ribeirinhos, já crentes no desengano.
As promessas do governo, são rotinas
Os aportes anunciados às calamidades
Nunca chegam ao destino da tragédia
Vemos pela TV nos campos e nas cidades
A destruição, como no início da comédia
Com as novas chuvas, novas inundações
Gente sem lar, gente de bem, em má situação
Com a roupa do corpo, sem cama e lençóis
Quem desvia o dinheiro é pior que ladrão
O que vemos é a imunidade crescendo
O tesouro nacional precisa ser protegido
Se assim não for, os ímpios vão vencendo
E a maior vítima, nosso povo desnutrido
Ano, após ano, com a desgraça deste povo
Meia dúzia de espertalhões fazem a feira
E o que deveria ir para o humilde povo
O político enche a burra, na bandalheira.
Porangaba, 22/01/2012
Armando A. C. Garcia
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👁️ 727
Anseio !
Anseio !
Anseio por liberdade
Por amar e ser amado
Numa ambição de igualdade,
Anseio estar a teu lado
Anseio paz e ternura
Felicidade sem fim
Anseio pela ventura
Que um dia, gostes de mim
Anseio no dia a dia
Vir a ser o paladino
Que fará tua alegria
Nos meandros do destino
Anseio beijar tua boca
Com sofreguidão e amor
E sem pedir nada em troca
Me dês paixão e calor
Anseio, que tanto anseio
No anseio desta vida
É ter você em meu meio
E chamar-te de querida
Anseio a paz do Senhor
Anseio o sol e a estrela
Mas meu anseio maior
É encontrar a cinderela
Em dia de sol, ou chuva
Seja inverno ou verão
O meu anseio não turva
Nem diminui a paixão
Anseio ver-te à janela
Janela do coração
Tu, és a coisa mais bela
És o anseio e a razão
Não tenho anseio secreto
Meu anseio é te amar
Nem que seja por decreto
Eu irei te conquistar
Eu anseio por justiça
Sem vendas no rosto seu
Não sou de fugir à liça
Só preservo o que é meu
Anseio acabar a miséria
E a indigência, também
Aqui é tão baixa a féria
Que não iguala ninguém
Na inclusão social
Seu anseio é inaceitável
Na justificativa moral,
Qual anseio abominável
No desabrochar da razão
A revitalização emocional
É o anseio da nação
Por vezes, promocional.
São Paulo, 24/04/2012
Armando A. C. Garcia
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Anseio por liberdade
Por amar e ser amado
Numa ambição de igualdade,
Anseio estar a teu lado
Anseio paz e ternura
Felicidade sem fim
Anseio pela ventura
Que um dia, gostes de mim
Anseio no dia a dia
Vir a ser o paladino
Que fará tua alegria
Nos meandros do destino
Anseio beijar tua boca
Com sofreguidão e amor
E sem pedir nada em troca
Me dês paixão e calor
Anseio, que tanto anseio
No anseio desta vida
É ter você em meu meio
E chamar-te de querida
Anseio a paz do Senhor
Anseio o sol e a estrela
Mas meu anseio maior
É encontrar a cinderela
Em dia de sol, ou chuva
Seja inverno ou verão
O meu anseio não turva
Nem diminui a paixão
Anseio ver-te à janela
Janela do coração
Tu, és a coisa mais bela
És o anseio e a razão
Não tenho anseio secreto
Meu anseio é te amar
Nem que seja por decreto
Eu irei te conquistar
Eu anseio por justiça
Sem vendas no rosto seu
Não sou de fugir à liça
Só preservo o que é meu
Anseio acabar a miséria
E a indigência, também
Aqui é tão baixa a féria
Que não iguala ninguém
Na inclusão social
Seu anseio é inaceitável
Na justificativa moral,
Qual anseio abominável
No desabrochar da razão
A revitalização emocional
É o anseio da nação
Por vezes, promocional.
São Paulo, 24/04/2012
Armando A. C. Garcia
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👁️ 697
Ao Arquiteto do Universo (soneto)
Ao Arquiteto do Universo (soneto)
Ao Grande Arquiteto do Universo
Eu peço, neste meu humilde verso
Um mundo de amor, paz e progresso
Entendimento nos lares e sucesso
Haja entre os homens fraternidade
Mesmo entre várias Fés, haja igualdade
Para que o mundo seja um só caminho
O percussor seja a flor, não o espinho
Por isso a Ti, imploro Tua proteção
Para todos os povos, toda nação
Que reine a paz e o amor, ao invés da guerra!
Que se empunhe a enxada ao invés da serra
Que brilhe o sol, a cada nova aurora
Que o mundo, seja mundo, a qualquer hora.
São Paulo 12/09/2004 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Ao Grande Arquiteto do Universo
Eu peço, neste meu humilde verso
Um mundo de amor, paz e progresso
Entendimento nos lares e sucesso
Haja entre os homens fraternidade
Mesmo entre várias Fés, haja igualdade
Para que o mundo seja um só caminho
O percussor seja a flor, não o espinho
Por isso a Ti, imploro Tua proteção
Para todos os povos, toda nação
Que reine a paz e o amor, ao invés da guerra!
Que se empunhe a enxada ao invés da serra
Que brilhe o sol, a cada nova aurora
Que o mundo, seja mundo, a qualquer hora.
São Paulo 12/09/2004 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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👁️ 654
A luz de Deus
A luz de Deus
És a luz que dá esplendor
E a seiva à natureza
És a luz do Criador
A luz de Deus, com certeza
És do mundo protetor
O amor de Ti orbita
És lenitivo na dor
O amparo na desdita
És o consolo e a paz
A esperança de quem chora
De tudo Tu és capaz
Por este mundo afora
És o Mestre que afeiçoa
Ensinando o bom caminho
Na mensagem digna e boa
Tangendo amor de mansinho
Dás amparo ao decaído
Socorres na escuridão
O doente, o oprimido
Mesmo aquele sem coração
Tua Divina presença
Se estende, não tem fronteiras
Atende a humilde criança
E ao viço das roseiras
Na aflição e desventura
És a estrela, o caminho
A recompensa futura
De quem procura teu ninho
Mas quem és Tu, diz agora
Que os versos não descortina
Sou Jesus, a Eterna Aurora
Restaurador da doutrina
São Paulo, 27/09/2009
Armando A. C. Garcia
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És a luz que dá esplendor
E a seiva à natureza
És a luz do Criador
A luz de Deus, com certeza
És do mundo protetor
O amor de Ti orbita
És lenitivo na dor
O amparo na desdita
És o consolo e a paz
A esperança de quem chora
De tudo Tu és capaz
Por este mundo afora
És o Mestre que afeiçoa
Ensinando o bom caminho
Na mensagem digna e boa
Tangendo amor de mansinho
Dás amparo ao decaído
Socorres na escuridão
O doente, o oprimido
Mesmo aquele sem coração
Tua Divina presença
Se estende, não tem fronteiras
Atende a humilde criança
E ao viço das roseiras
Na aflição e desventura
És a estrela, o caminho
A recompensa futura
De quem procura teu ninho
Mas quem és Tu, diz agora
Que os versos não descortina
Sou Jesus, a Eterna Aurora
Restaurador da doutrina
São Paulo, 27/09/2009
Armando A. C. Garcia
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👁️ 658
CICLO DA ÁGUA
CICLO DA ÁGUA
Todos em ti deixam sua sujeira
Mas tu, qual Fênix que renasce das cinzas
Voltas renovada, purificada
Cristalina a cada novo ciclo de vida
Podes ser sólida, líquida ou gasosa,
Tua sublimação de sólida a vaporosa
É movimento constante, na esfera.
Estás nos oceanos, continentes e atmosfera
Porém está na evapotranspiração
Tua maior afirmação de transmudação
Passas à atmosfera pelo efeito do calor
A cada ciclo hidrológico repetidor
Te condensas em nuvens de vapor
Para a milhares de quilômetros dar vigor
A plantas, florestas, cardos e roseiras
Alimentas rios, mares, oceanos e geleiras
Penetras no solo, alimentas as nascentes
Cursos d'água em todos continentes
Deságuam nos lagos e outros no mar
Ou criam aqüíferos singular
Ninguém obstrui o teu curso, és poderosa
Escoas esbravejando na tarde chuvosa
Em direção aos rios, lagos e oceanos
És inconstante, levas vida de ciganos
Brotas de fissuras nas rochas duras
Irrompes de entre nuvens magnéticas
Que cospem línguas de fogo para a terra
E o fogo apagas, esfrias a guerra
Tua força e dom é sobrenatural
Mitigas a sede de planta, do animal
És o prenúncio da vida renascida
O poder o equilíbrio e a medida
Força suprema da natureza viva
Que de ti nasce e se procria ativa
És potência, vigor, força e energia
És dilúvio, enchente e calmaria
Esperança do agricultor, seiva da vida
Fertilidade e abundância de comida
Nos organismos, matéria predominante
Âncora que a vida leva adiante
Nas madrugadas em forma de orvalho
Ou então caindo em lentos flocos de neve
Qual manta branca na linha do horizonte
Cobrindo vegetação, árvores e montes
Teu ciclo hidrológico se inicia nos mares
Com a evaporação marítima sobes aos ares
E os ventos te transportam aos continentes
Em ciclos contínuos e permanentes
P'ra no caminho subterrâneo te infiltrares
Nos poros das formações sedimentares
Num processo contínuo e lento
Como quando nuvem, ao sabor do vento
Crias vendavais, e inundações
Transbordas nos rios, lagos e lençóis
Só o mar acalma tuas agitações
Por vezes encapelas ondas, dimensões
O processo de mutação pelo calor
Que do globo passas à atmosfera
Para renovar com viço e amor
A natureza que sempre te espera
De teu potencial surgiu a roda dáágua,
A máquina a vapor, a usina hidrelétrica
O caminho fluvial, a caixa d' água
Com participação em toda cibernética
São Paulo, 22 de março de 2006
Armando A. C. Garcia
Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
E-mail: armandoacgarcia@superig.com.br
Todos em ti deixam sua sujeira
Mas tu, qual Fênix que renasce das cinzas
Voltas renovada, purificada
Cristalina a cada novo ciclo de vida
Podes ser sólida, líquida ou gasosa,
Tua sublimação de sólida a vaporosa
É movimento constante, na esfera.
Estás nos oceanos, continentes e atmosfera
Porém está na evapotranspiração
Tua maior afirmação de transmudação
Passas à atmosfera pelo efeito do calor
A cada ciclo hidrológico repetidor
Te condensas em nuvens de vapor
Para a milhares de quilômetros dar vigor
A plantas, florestas, cardos e roseiras
Alimentas rios, mares, oceanos e geleiras
Penetras no solo, alimentas as nascentes
Cursos d'água em todos continentes
Deságuam nos lagos e outros no mar
Ou criam aqüíferos singular
Ninguém obstrui o teu curso, és poderosa
Escoas esbravejando na tarde chuvosa
Em direção aos rios, lagos e oceanos
És inconstante, levas vida de ciganos
Brotas de fissuras nas rochas duras
Irrompes de entre nuvens magnéticas
Que cospem línguas de fogo para a terra
E o fogo apagas, esfrias a guerra
Tua força e dom é sobrenatural
Mitigas a sede de planta, do animal
És o prenúncio da vida renascida
O poder o equilíbrio e a medida
Força suprema da natureza viva
Que de ti nasce e se procria ativa
És potência, vigor, força e energia
És dilúvio, enchente e calmaria
Esperança do agricultor, seiva da vida
Fertilidade e abundância de comida
Nos organismos, matéria predominante
Âncora que a vida leva adiante
Nas madrugadas em forma de orvalho
Ou então caindo em lentos flocos de neve
Qual manta branca na linha do horizonte
Cobrindo vegetação, árvores e montes
Teu ciclo hidrológico se inicia nos mares
Com a evaporação marítima sobes aos ares
E os ventos te transportam aos continentes
Em ciclos contínuos e permanentes
P'ra no caminho subterrâneo te infiltrares
Nos poros das formações sedimentares
Num processo contínuo e lento
Como quando nuvem, ao sabor do vento
Crias vendavais, e inundações
Transbordas nos rios, lagos e lençóis
Só o mar acalma tuas agitações
Por vezes encapelas ondas, dimensões
O processo de mutação pelo calor
Que do globo passas à atmosfera
Para renovar com viço e amor
A natureza que sempre te espera
De teu potencial surgiu a roda dáágua,
A máquina a vapor, a usina hidrelétrica
O caminho fluvial, a caixa d' água
Com participação em toda cibernética
São Paulo, 22 de março de 2006
Armando A. C. Garcia
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Sou Poeta !
E poeta é qual vinho envelhecido
Em antigos tonéis de carvalho
Por alguns será bebido,
Por outros, só degustado !
São Paulo, 10/09/2009
Armando A. C. Garcia
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E poeta é qual vinho envelhecido
Em antigos tonéis de carvalho
Por alguns será bebido,
Por outros, só degustado !
São Paulo, 10/09/2009
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