Escritas

Lista de Poemas

Como no mar !


Comono mar !

Vêque no mar, os rios desaparecem

Naágua salgada, as doces desvanecem

Emudecendoo clamor retumbante

Dopequeno rio, ao mais gigante

Eo clamoroso mar, não se levanta

Recebetoda essa água e a acalanta

Noseio gigante de sua natureza,

E asuperfície da terra, não despreza

Amaré da crosta terrestre ele respeita

Seminvadir, como intérprete sagrado

Silencioso,ou mesmo agitado, aceita

Aságuas doces, límpidas, ou barrentas.

Seseu clamor se agiganta esborraçado

É paraacalmar as inúmeras tormentas.

Porangaba,19/01/2014
Armando A. C. Garcia

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👁️ 441

Até clarear o dia

Atéclarear o dia

Mágoatamanha eu possa suavizar

Nobrando afeto de tua cabeceira

Felizmomento, perdure a noite inteira

Atéclarear o dia, quero-te amar

Depoisda crueldade, do imenso abismo

Dashórridas mazelas, dos dias de tristeza

Daescassa sorte, quis a natureza

Quecontigo amor, como que por onirismo

Suavizasseminhas penas e infortúnio

Libertando-medeste pélago imenso

Pondo um pontofinal no mau vaticínio

Mudandoa natureza dura, impiedosa

Nessedoce mel, oásis de amor suspenso

Tuaimensa estima. Mulher maravilhosa !


Porangaba,17/01/2014
Armando A. C. Garcia

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👁️ 550

Acre deleite

Acre deleite



Aquela a quem amei de coração

Levou de mim a esperança e a virtude.

Na parva alucinação da juventude

Parti para bem longe, após seu não


Amei-a cheio de amor, o quanto pude

Aquela chama até hoje me consome

É labareda ardente, o seu nome,

Porque o destino comigo, é tão rude


Porque o puro amor, tanto se engana

Na chama vivaz, que engana e erra

A alma e a razão, sentido insana


Perdi-me, ao provar do seu amor

Hoje, vejo o nada que ele encerra

E o acre deleite que traz o amor !



São Paulo, 20/01/2014

Armando A. C. Garcia


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👁️ 534

Homenagem a São Paulo (replay)

Homenagem a São Paulo (replay)


A ti não chegaram às caravelas,

Mas de ti, partiram bandeirantes.

Como centro financeiro abres velas

Singrando o Brasil e America do Sul


És uma das mais globalizadas

Cidades no cenário mundial

Tua pujança, e luta das arcadas

São destemor e audácia sem igual


Teu povo, miscigenação de raças

Esculpindo ao mundo novas gentes

Longas ruas, jardins e praças

Repletas de arranha céus imponentes


No emaranhado, contrastas briosa

Com favelas que ninguém ousa falar

Por São Paulo ser grande e majestosa

És a locomotiva que roda sem parar


Berço do trabalho e da cultura

Acolhes o migrante e o estrangeiro

Dás esperança aquele que te procura

E teu povo, é um povo hospitaleiro


Tua marcha triunfal o Anchieta

Do além, certamente consagrou

Não foste traçada em prancheta

A força do destino te edificou


És o gigante, deste imenso país

Teu progresso está no imenso sucesso

E neste dia vinte e cinco de janeiro

Milhões de beijos ao teu povo hospitaleiro


Porangaba, 24/01/2012 (data da criação)

Armando A. C. Garcia


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São Paulo - no teu aniversário

Ninguém as calha alarga ou afunda

Dos ribeirões que cortam a Capital

Sem álveo suficiente o bairro inunda

Por onde passa, cada rio piscinal

Os anos transcorrem é sempre igual

Nunca há dinheiro para tal obra

A população sofre um abalo mortal

E a prefeitura, o IPTU lhe cobra

Hoje, neste aniversário de São Paulo

Nada há para o cidadão comemorar

Crescem as inundações, pelo abaúlo

Álveo dos ribeirões sem os alargar.

Queima ônibus o povo insatisfeito

Saqueia um mercado e caminhão

A polícia surge depois do mal feito

E o saqueador fica sem a punição

Que devo eu comemorar como poeta

Senão a constrição do amargor

Quisera eu poder tocar trombeta

Para te homenagear cheio de amor

São Paulo, 24/01/2014 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

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👁️ 491

Acepipes principescos

 

Acepipes principescos

 

 

D’acepipes principescos

No menu do Maranhão

Banhos de sol e refrescos

Tonelada e meia de camarão

 

Como se tal não bastasse

Oitenta quilos de lagosta

E, pra que nada faltasse

Um milhão. Eis a resposta

 

Patinhas de carangueijo

Só, setecentos e cinquenta quilos

Não sei explicar de queijo

Mas de peixe, dois mil quilos

 

D’carne, cinco toneladas

Do guaraná marca Jesus

Dois mil e quinhentos litros

Cinquenta caixas de bombons

 

Bons canapés de salmão

E coqueteis de mariscos

Empanadas de camarão

E caviar. Eis os petiscos.

 

Regados a vinhos importados

Franceses ou portugueses

Italianos,aprimorados

Comos champanhes Franceses

 

Como prato principal,

No menu: filé mignon

Ao molho de gorgonzola,

E, também à provençal

 

Pato ao molho laranja

Carne de carneiro e cabrito,

Tem risoto de lagosta

Caldeirada de camarão,

 

Um bacalhau com natas,

E um risoto de peru.

Comporiam as magnatas

Receitas desse menu.

 

Afronta ao assalariado

Deste povo miserável

Onde a compra no mercado

Mal dá pro indispensável

 

Arroz, feijão e farinha

O ovo e o macarrão

Pão e café, na cozinha,

Um dia tem, outro não .!

 

Ver este tal de absurdo

País em desenvolvimento

Nosso governante, é surdo

Ou tem, cabeça de jumento

 

No grão estilo de vida

O governante se esquece

Que sua atitude é medida

Por aquele que desmerece

 

Nosso povo mal nutrido

Sem pão, e sem moradia

É do governo esquecido

A quem dá tanta regalia

 

Cala por medo, ou vergonha

Sem um grito de rebeldia

E numa esperança visonha,

Sem poder, dá mordomia !

 

Desperta meu povo querido

É hora de dizer basta

Teu civismo adormecido

Há meio século se arrasta !

 

Porangaba, 10/01/2014

Armando A. C. Garcia

 

 

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👁️ 591

O helicóptero que caiu do céu

O helicóptero que caiu do céu

O helicóptero caiu do céu
Recheado de cocaína
Não era dele, nem era seu
Foi colocada à surdina

O produto que continha
Não era carga do mal
Era pura sacarina
Confundida com a tal

Sabem todos muito bem
Da pura integridade
Que torpeza, fica além,
Muito além... da autoridade

Sacanagem, esse o termo
Já que, indevidamente
O comandante estafermo
Ultrapassou o condizente

Ou será que papai Noel
Fez carregamento indevido
Invés de pegar o farnel
Pegou o duplo sentido

Não se engane minha gente
Tudo, não passa do nada
Falar, contraproducente ...
- Foi só meia tonelada !

São Paulo, 29/11/2013
Armando A. C. Garcia

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👁️ 715

As marginais e ou o marginal

As marginais e/ou o marginal

As marginais e/ou o marginal
Palco de convulsão e vandalismo
Espetáculo degradante e brutal
Sem um pingo de amor e de civismo

O rancoroso desintegrado da posse
Em agressiva vingança intolerante
Promove barricadas, como se fosse
O dono das marginais, naquele instante

Atravessa ônibus, saqueia os veículos,
Dos reféns d’ato, com a passagem obstruída
O desespero toma conta. São ridículos
Os meios de protestar e sua investida

O cidadão que sustenta toda máquina
Fica à mercê d’ intolerância irracional
O governo em suas atitudes de messalina
Não coíbe a baderna, no radical

Poderia do alto do helicóptero afastar
Com balas de borracha os meliantes,
Bem como pôr a cavalaria a enfretar
E a Rocan, para prendê-los em flagrantes

Suas atitudes fracas, geram forças brutas
Nosso governo, tem os meios, e não os usa
Se o maestro, não sabe usar a batuta
A afinação da orquestra fica confusa

Nessa semelhança, o meliante abusa
Sabendo que a punição não o alcança
Enquanto a população fica reclusa
O crime, a cada dia que passa, avança

Até quando... teremos esta intolerância
Os ladrões recebem todas as benesses,
No quadro dos mensaleiros, a impotência.
E, vê-los-emos em breve, em novas messes !

Estes, denominam-se presos políticos
Aberração ao vernáculo lusitano
Língua pátria, qu’em todos sensos criticos
Apelidá-lo desse termo, é puro engano!

Mas como nós, de engano em engano
Temos sido, constantemente enganados
Na frágil consciência do político insano
No encontro desses vis, entre os humanos

Suas mentes fantasiosas persuadem
Maquiando seu intento, ao eleitor
No disfarce maquiavélico invadem
... Se desprovido de boa-fé, o confessor !

Estes, são os ladrões do alto escalão,
Aqueles, os sem casa, os pés rapado
Aos que tudo falta, por vezes até o pão
Mas o crime, é igualmente tipificado

Surgem, entretanto sérias divergências
Os primeiros, são considerados excrecências
Os segundo serão sempre excelências
Mesmo no palco de tantas pestilências !

Porangaba, 23/11/2013
Armando A. C. Garcia

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👁️ 509

Minha casa pobrezinha

Minha casa pobrezinha

A minha casa é singela
Sem vidraça, sem cortina
À noite, à luz da vela
De dia, o sol a ilumina

Num velho fogão de lenha
Preparo as refeições
Ao lado, uma velha penha
Confidente dos serões

É muito simples, tudo ali
Com cheiro de natureza
Na hora de fazer pipi
Banheiro, a redondeza

Tomo banho no riacho
Que passa quase encostado
E, não precisa ser macho
Pra ficar todo pelado

Nem preciso de toalha
Para meu corpo secar
Pois o sol, aqui retalha
Nem dá tempo pra secar

De manhã, os passarinhos
Trinam temas, sem parar
Veja que fazem seus ninhos
Ao lado, em qualquer lugar

Violetas e margaridas
Crescendo em profusão
Ao lado, longas espigas
De trigo e de feijão

Minha casa é pobrezinha
É como o meu coração
Se alguém dela se avizinha
Não sai, sem refeição !

São Paulo, 27/10/2013
Armando A. C. Garcia

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👁️ 593

Trotskistas Brasileños

Trotskistas Brasileños

Que País é este que tolera
Atos de selvajaria e os acoita
A lei esconde-se atrás da moita
Então... o criminoso impera

Incendeia ônibus e caminhões
A imprensa os televisiona,
A polícia, sem restrições
Vira assistente da intentona

Parece que temos um Governo
De apedeutas visionários
Candidatos ao inferno
P’los anseios comunitários

Onde o poder, pelo poder
É a prioridade absoluta
Seu apreço é combater
Levando o povo à luta

Decretos totalitários
Dão direito ao invasor
Os pobres dos proprietários
Perderam o seu valor

Rendem tributo à droga
Tiram os símbolos de Deus
Da igreja e sinagoga
Desacreditando os céus.

Demonstrando complacência
E conivência com o crime
Deixam os seus comandados
Jogarem no mesmo time

São trotskistas formados
Na academia do PT
Com estudos avançados
Pra tomar tudo, de você !

Consentimento calado
Do comando da nação
No pior, mais delicado
Espectro da confusão

A propriedade privada,
A lei, não respeita mais
Hoje, é página virada
O invasor, manda nas tais

Queimam ônibus, caminhões
Nas ruas e na estrada
E o que acontece aos vilões
Absolutamente... nada !

Sem ninguém que os impeça
A impunidade é total
Tapam o rosto e a cabeça
Ninguém os prende, afinal

Pensa bem com teus botões
Se algo, não está errado
No auge das confusões
A policia, quieta ao lado.

Ninguém impede a façanha
Deixam botar fogo na lenha
A safadeza é tamanha
Que nem a lei, deles desdenha

São trotskistas preparados
Instruídos pra badernar
Em todo país e estados
Pro tal regime implantar

Eu avisei, minha gente
Que esse pessoal de Cuba,
Não vinha curar doente
Só, participar da suruba

Meu povo, bom e pacato
Não se fie em altruísmo
Nada no mundo, é tão ingrato
Como esse tal de comunismo

Não se engane minha gente
Dão bote igual à serpente
A picada mal se sente,
O veneno é abrangente

Não fiques de pés balançando
Sentado, na tua cadeira
Levanta, mostra quem és
Que tens a força guerreira !

São Paulo, 29/10/2013
Armando A. C. Garcia

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👁️ 553

Fez da casa o baluarte

Fez da casa o baluarte

Há um silêncio profundo
Desde a criação do mundo
O homem com sua arte
Fez da casa o baluarte

Nas cavernas a primeira.
De pau a pique e esteira
Foi arquitetando melhor
Até chegar ao promissor

Sua força sempre usou
Nunca nada lhe faltou
Na senda desse progresso
Alcançou o seu sucesso

Com suas mãos e labor
Intelectual, ou servidor
Reformulando conceitos
Sem perenizar defeitos

Na obra do Criador
Foi pedreiro, agricultor
Conquistador e guerreiro,
Alfaiate, sapateiro

Amante da liberdade
Defensor da integridade.
Desde o início foi assim
Lutou por séculos sem fim

Foi escravizado e liberto
Retrocedeu, não foi certo
Dezoito séculos atrás
Da era que hoje estás

Hamurabi, o rei sábio
De sua boca e seu lábio
Com uma visão apurada
À humanidade devotada

Criou as lei de justiça
Que até hoje, a cobiça
Não as deixa aplicar
No contexto de *acoimar

Aquele tempo, vejam só
Nem Josué em Jericó
Mediante poder Divino
Ao Ser, deu maior destino

O tempo foi-se passando
O homem se aprimorando
Quase tudo evoluiu
Vejo, que a lei, regrediu

Esse rei era tão sábio
Criou com seu alfarrábio
Duzentos e oitenta artigos
Pra punir os inimigos

Da paz e da harmonia
Pra manter a calmaria
De seu reino, de seu povo,
Jogando os ruins no covo

Hoje, tal não acontece
Sofre o povo, se aborrece
O inimigo dá risada
Goza da lei, dá porrada

O povo é crucificado
Morto na rua, no prado
Mata, as vezes que quiser
Nada vai lhe acontecer

Essa lei, que hoje aí está
É mais digna de satã
Que do seu adversário
Mesmo que seja falsário

É situação desonrosa
No bom sentido da prosa
Tropeços, sobre tropeços
Inflação, altos preços

Gente que luta e labuta
Que não vive mais na gruta
Mas que tem de se esconder
Sem lei, para a defender

Construiu prédios e casas,
Voou, como tendo asas
Foi à lua, vai a marte
Vai enfim, a toda parte

Percorrendo o infinito
É tudo muito esquisito
Se não tem dentro de si
Vero amor, só frenesi

Com muita dificuldade.
Muita força de vontade
Vai superando os agrores
Esperando dias melhores

Enquanto estes não chegam
Os bons a Deus se achegam
Como pobres inocentes,
E até parecem doentes

Que o mal não sabem extirpar
Deixando-o campear
No seio da sociedade
Ferem nossa liberdade

Até quando minha gente
Teremos na nossa frente
Um governo desastroso
Que não prende o criminoso

E ainda lhe dá perdão
Saídas com permissão
E o pobre, o que labuta
Vive, igual a prostituta.
* castigar; punir

São Paulo, 25/10/2013
Armando A. C. Garcia

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Algumas das leis do Código de Hamurabi:

- Se alguém enganar a outrem, difamando esta pessoa, e este outrem não puder provar, então aquele que enganou deverá ser condenado à morte.
- Se uma pessoa roubar a propriedade de um templo ou corte, ele será condenado à morte e também aquele que receber o produto do roubo deverá ser igualmente condenado à morte.
- Se uma pessoa roubar o filho menor de outra, o ladrão deverá ser condenado à morte.
- Se uma pessoa arrombar uma casa, deverá ser condenado à morte na parte da frente do local do arrombamento e ser enterrado.
- Se uma pessoa deixar entrar água, e esta alagar as plantações do vizinho, ele deverá pagar 10 gur de cereais por cada 10 gan de terra.
- Se um homem tomar uma mulher como esposa, mas não tiver relações com ela, esta mulher não será considerada esposa deste homem.
- Se um homem adotar uma criança e der seu nome a ela como filho, criando-o, este filho quando crescer não poderá ser reclamado por outra
pessoa.
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