Lista de Poemas
Tolerância.
Tolerância.
Aprender a tolerar quem nos ofende
É ensinamento inato de Jesus
A tolerância não se compra, nem se vende
É tegumento das almas já sem pus
Demonstrando ao ofensor que tua calma
Vence sua ira e a prostra por terra.
Toda a maldade que existe na alma
É digna de dó, pelo que ela encerra
A tolerância do ser, é o amadurecimento
Sem ela a racionalidade é medíocre
Leva a descomedido comportamento.
Fruir da tolerância é ter amor na alma
É reconhecer que os erros do ofensor
São louros de vitória, que dão a calma !
São Paulo, 25/02/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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A sociedade afogada no desespero
A sociedade afogada no desespero
A sociedade afogada no desespero
Da frenética fúria fatal e criminosa
Maldade que destrói a paz e a família
Não sabe se dorme, ou se fica de vigília
Neste mundo de furor infernal, sem prosa
Onde o menor mata, e o matador sai a zero !
Nossas vidas, levar à mão de Deus, não receia
Mas sua morte, sabemos que ele não deseja
Quando o furor da ira arqueja; à Polícia
Exige um colete, não quer virar notícia
E a imprensa televisionada presente esteja
Pois se assim não for, sua refém incendeia
A ousadia no crime é tamanha e tanta
Que estamos à mercê de suas vontades.
Não tem outra força, com mais valia e raça,
Ao crime organizado, ninguém põe mordaça
Com desculpa aos policiais e todos meus confrades
A impunidade é tanta, que nossa ira levanta
Questionar direitos e obrigações políticas
Mãe dos males, letais à nossa sociedade
Sem brios, sem vigor, votam ao desfavor
Não é esta a razão de minhas críticas
Mas sim a consternação que a alma invade
Ao saber que o crime, tem o Senado a seu favor
Sua obrigação moral e ética é nos defender
Para tal foram eleitos e nós os sustentamos
Com o suor de tantos impostos que pagamos
Ao decorrer do dia, ao decorrer dos anos,
Não podem voltar as costas a tantos desenganos.
O fiasco da copa mostrará, a quem puder ver!
Não há segurança em nosso país, e o mundo sabe.
E, sendo a vida, o maior bem do ser humano
Sem garantia, ninguém quererá se arriscar
Não será com as mãos no vácuo que irá acabar,
A fúria infernal, a impunidade, o desengano.
- Só a alteração das leis, fará que isso acabe.
Qualquer, que nas manchetes, seus olhos ponha
Riscos supérfluos, não quererá correr
E certamente da copa se ausentará,
Em seu país, na calma aos jogos assistirá
Sem ter o perigo iminente de morrer.
Zelar pela vida, é ter honra e não vergonha !
Terra fecunda, é da nossa natureza
Cheia de brilho e de esplendor provida
Sem igual, sem par, os efeitos previdentes
Dando vida à fauna e à flora existentes.
Só carecemos, de governos que dêem guarida
À paz, e à tranqüilidade, sem vileza !
O crime em espiral de imensidade tamanha
Cresce a cada dia em nossa linda nação,
Combatido de forma breve, imperfeita
Escondendo as acúleas garras desta feita,
Não impondo a justiça a devida sanção
Campeia a impunidade, sem dominar a sanha !
Porangaba, 22 de fevereiro de 2014
Armando A. C. Garcia
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A paciência
Apaciência
Apaciência é a sublime companheira
Somenteinimigo a turba sem complacência
Enos cria a oportunidade, a experiência
Delhe mostrar a tolerância derradeira
Tu,suportas com o ânimo redobrado,
Opeso da inconstância da volubilidade
Etriunfas contra toda adversidade
Tolerandocom dignidade o enjeitado !
Paciência,és virtude de quem tem controle
Vencesproblemas e derrubas a tenacidade,
Dispensasresistência à reação do que brade
Semequilíbrio, sem controle emocional
Suaúnica arte, consiste em falar mal.
Enquanto,lhe toleras perversa índole !
SãoPaulo, 24/02/2014 (data da criação)
ArmandoA. C. Garcia
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Perdida a Fé
Perdida a fé
Perdida a fé, a esperança e a razão
Já sem graça, a doçura da expressão
Seu semblante comove à piedade
Ao vê-la exaurir-se, na flor da idade
Recolhendo em sua alma o sofrimento
Com ânimo esforçado, e ao mal atento
Subjugando a adversidade à intolerância
Nas ardentes dores mitiga a constância
Na luta pela vida o corpo mal resiste
Pálida, só nas mãos da rígida ciência,
Então ela, lembra-se de pedir clemência
Renovando a perdida fé, que na alma existe,
Elevou uma prece ao Deus omnipotente,
Ouvindo-a, curou-a complacentemente !
Porangaba, 23 /02/ 2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Contrariedades
Contrariedades
De ver tanta depravação nos costumes
Já me acostumei à anormalidade
Chegando até a pensar que esses *gumes
São apenas, uma questão de contrariedade
Com raras exceções, a crítica ignoram
Merecem um **epigrama mais à altura
Sem pejo, a boa fé do povo exploram
Mesmo que seu método, nos leve à sepultura!
Implacável a austera intransigência
Que em nome do direito e da verdade
Fingem praticar com toda coerência
Qu’na verdade, fazem com degenerência
E nós do povo crentes na sinceridade
Quietos, como sem um pingo de decência !
•Perpicácia;agudeza
** Poesia sátira
Porangaba, 02/03/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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O Silêncio
Palavras que nada dizem
No silêncio se consomem
Mágoas cítricas predizem
Os túrgidos frutos do homem
Calar, supremo valor
Num mar de ondas sem rumo
Quem cala, tem bom alvor,
Os vitupérios, são fumo !
Lodos se arrastam, responde...
-Bem ao fundo do armário
Ond’o anonimato esconde
As penas do seu calvário
Em vez de usar mordaça
Pra puder ficar calado
Age como cão sem raça
No seu latir enjaulado
A cacimba pantanosa
Fétida água recolhe
A cisterna, mais airosa
Só a límpida acolhe
Ao fosso do teu silêncio
Recolhe orgulhosa ira
Não te chamas Inocêncio
Nem te faças de caipira !
São Paulo, 25 /02/ 2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Sonho que flutua
Sonho que flutua
Como nas nuvens de um sonho que flutua
E numa selva de enganos se confundem
Nesse labirinto, onde a mente vai à lua
Procuro-te em pensamentos que se fundem
De olhos fechados em vão insisto achar-te
No zunido do vento, no murmúrio das fontes
No balanço das ondas e, em toda a parte
Até no arco-íris, além do horizonte
Mas não te encontro. Caminho e fecho a porta
Ao meu desejo, que o sonho vai reabrir
E imediatamente a ti me transporta
Nas voltas e viravoltas como num bailado
Sempre te espero, mas tu, não queres vir
Para mim ter-te em sonho, parece o meu fado !
Porangaba, 01 /03/ 2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Recônditos da alma
Recônditos da alma
Nos *absconsos **recônditos da alma
Quando o pensamento humano se agita
No abstrato de ilusões não tem vivalma
Que lhe traga um consolo na desdita
Oh! Sombra perdida, entre quimeras
Quando o peito arde de aflição
Nem o resplendor das lindas primaveras
Têm o condão de levá-la à ***acessão
No abstrato abismo da *4 catatonia
Quando a bruma da noite o céu embaça
Chega a madrugada, irrompe o dia
A sombra perdida, é sonho que não passa
É como o *tegumento, a mesma cria
Somente a morte lhe renderá graça !
*segredos *2 escondidos, íntimos *3 subida; acesso
*4 esquizofrenia em períodos de negativismo *5 o que cobre o corpo dohomem
SãoPaulo, 19/02/2014 (data da criação)
ArmandoA. C. Garcia
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Agora assisto à morte
Agora assisto à morte
Ante atitudes tais... o desconsolo
Fúria tenaz, agora assisto à morte
Provocada abusando da sorte
Um jovem, um criminoso, um tolo
Suas idéias, sem ideal, pólo a pólo
Assombram, inconscientes difusas
Por anarquicamente confusas
Aos fenômenos derradeiros, deste solo
Com um rojão crucial, o inquieto.
Como se o câmera, fora seu desafeto.
Prostou ao chão, a vítima infeliz.
Talvez o Tribunal de Areópago
Fosse mais justo, severo que Cartago,
Capaz de punir desafeto sem cariz !
Porangaba, 15 de fevereiro de 2014
Armando A. C. Garcia
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Quanta Luz !
Quanta luz !
Quanta luz, quanta glória
Espargem os céus na terra
É de Deus esta vitória
E tudo que ela encerra
Senhor meu Deus, a teus pés
Abrirei meu coração
E tudo, nele que Tu vês
É obra da redenção
Vacilei desamparado
Neste mundo de aflição
Agora, estou a Teu lado
Sinto o mundo em minha mão
Meu sonho *megalômano
Maior que minha conquista
Fez de mim, tal um cigano
Da humanidade, egoísta
Estendo os braços na cruz
Onde ergueram no calvário
O Teu filho; O Bom Jesus
Julgado, tal mercenário
Misericórdia Senhor,
Para esta humanidade
Que não ama com fervor
O Arquiteto Criador
Eu quero ser aprendiz
Fruir de Tua amizade
Viver na vida Feliz
Afastado da vaidade !
*Mania de grandeza
São Paulo, 18/02/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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E poeta é qual vinho envelhecido
Em antigos tonéis de carvalho
Por alguns será bebido,
Por outros, só degustado !
São Paulo, 10/09/2009
Armando A. C. Garcia
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