Escritas

Lista de Poemas

Tolerância.

Tolerância.



Aprender a tolerar quem nos ofende

É ensinamento inato de Jesus

A tolerância não se compra, nem se vende

É tegumento das almas já sem pus


Demonstrando ao ofensor que tua calma

Vence sua ira e a prostra por terra.

Toda a maldade que existe na alma

É digna de dó, pelo que ela encerra


A tolerância do ser, é o amadurecimento

Sem ela a racionalidade é medíocre

Leva a descomedido comportamento.


Fruir da tolerância é ter amor na alma

É reconhecer que os erros do ofensor

São louros de vitória, que dão a calma !


São Paulo, 25/02/2014 (data da criação)

Armando A. C. Garcia


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👁️ 441

A sociedade afogada no desespero

A sociedade afogada no desespero



A sociedade afogada no desespero

Da frenética fúria fatal e criminosa

Maldade que destrói a paz e a família

Não sabe se dorme, ou se fica de vigília

Neste mundo de furor infernal, sem prosa

Onde o menor mata, e o matador sai a zero !


Nossas vidas, levar à mão de Deus, não receia

Mas sua morte, sabemos que ele não deseja

Quando o furor da ira arqueja; à Polícia

Exige um colete, não quer virar notícia

E a imprensa televisionada presente esteja

Pois se assim não for, sua refém incendeia


A ousadia no crime é tamanha e tanta

Que estamos à mercê de suas vontades.

Não tem outra força, com mais valia e raça,

Ao crime organizado, ninguém põe mordaça

Com desculpa aos policiais e todos meus confrades

A impunidade é tanta, que nossa ira levanta


Questionar direitos e obrigações políticas

Mãe dos males, letais à nossa sociedade

Sem brios, sem vigor, votam ao desfavor

Não é esta a razão de minhas críticas

Mas sim a consternação que a alma invade

Ao saber que o crime, tem o Senado a seu favor


Sua obrigação moral e ética é nos defender

Para tal foram eleitos e nós os sustentamos

Com o suor de tantos impostos que pagamos

Ao decorrer do dia, ao decorrer dos anos,

Não podem voltar as costas a tantos desenganos.

O fiasco da copa mostrará, a quem puder ver!



Não há segurança em nosso país, e o mundo sabe.

E, sendo a vida, o maior bem do ser humano

Sem garantia, ninguém quererá se arriscar

Não será com as mãos no vácuo que irá acabar,

A fúria infernal, a impunidade, o desengano.

- Só a alteração das leis, fará que isso acabe.


Qualquer, que nas manchetes, seus olhos ponha

Riscos supérfluos, não quererá correr

E certamente da copa se ausentará,

Em seu país, na calma aos jogos assistirá

Sem ter o perigo iminente de morrer.

Zelar pela vida, é ter honra e não vergonha !


Terra fecunda, é da nossa natureza

Cheia de brilho e de esplendor provida

Sem igual, sem par, os efeitos previdentes

Dando vida à fauna e à flora existentes.

Só carecemos, de governos que dêem guarida

À paz, e à tranqüilidade, sem vileza !


O crime em espiral de imensidade tamanha

Cresce a cada dia em nossa linda nação,

Combatido de forma breve, imperfeita

Escondendo as acúleas garras desta feita,

Não impondo a justiça a devida sanção

Campeia a impunidade, sem dominar a sanha !


Porangaba, 22 de fevereiro de 2014

Armando A. C. Garcia


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👁️ 539

A paciência

Apaciência

Apaciência é a sublime companheira

Somenteinimigo a turba sem complacência

Enos cria a oportunidade, a experiência

Delhe mostrar a tolerância derradeira

Tu,suportas com o ânimo redobrado,

Opeso da inconstância da volubilidade

Etriunfas contra toda adversidade

Tolerandocom dignidade o enjeitado !

Paciência,és virtude de quem tem controle

Vencesproblemas e derrubas a tenacidade,

Dispensasresistência à reação do que brade

Semequilíbrio, sem controle emocional

Suaúnica arte, consiste em falar mal.

Enquanto,lhe toleras perversa índole !

SãoPaulo, 24/02/2014 (data da criação)

ArmandoA. C. Garcia

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👁️ 475

Perdida a Fé

Perdida a fé




Perdida a fé, a esperança e a razão

Já sem graça, a doçura da expressão

Seu semblante comove à piedade

Ao vê-la exaurir-se, na flor da idade


Recolhendo em sua alma o sofrimento

Com ânimo esforçado, e ao mal atento

Subjugando a adversidade à intolerância

Nas ardentes dores mitiga a constância


Na luta pela vida o corpo mal resiste

Pálida, só nas mãos da rígida ciência,

Então ela, lembra-se de pedir clemência


Renovando a perdida fé, que na alma existe,

Elevou uma prece ao Deus omnipotente,

Ouvindo-a, curou-a complacentemente !


Porangaba, 23 /02/ 2014 (data da criação)

Armando A. C. Garcia


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👁️ 421

Contrariedades

Contrariedades



De ver tanta depravação nos costumes

Já me acostumei à anormalidade

Chegando até a pensar que esses *gumes

São apenas, uma questão de contrariedade


Com raras exceções, a crítica ignoram

Merecem um **epigrama mais à altura

Sem pejo, a boa fé do povo exploram

Mesmo que seu método, nos leve à sepultura!


Implacável a austera intransigência

Que em nome do direito e da verdade

Fingem praticar com toda coerência


Qu’na verdade, fazem com degenerência

E nós do povo crentes na sinceridade

Quietos, como sem um pingo de decência !


•Perpicácia;agudeza


** Poesia sátira


Porangaba, 02/03/2014 (data da criação)

Armando A. C. Garcia


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👁️ 525

O Silêncio

O Silêncio

Palavras que nada dizem
No silêncio se consomem
Mágoas cítricas predizem
Os túrgidos frutos do homem

Calar, supremo valor
Num mar de ondas sem rumo
Quem cala, tem bom alvor,
Os vitupérios, são fumo !

Lodos se arrastam, responde...
-Bem ao fundo do armário
Ond’o anonimato esconde
As penas do seu calvário

Em vez de usar mordaça
Pra puder ficar calado
Age como cão sem raça
No seu latir enjaulado

A cacimba pantanosa
Fétida água recolhe
A cisterna, mais airosa
Só a límpida acolhe

Ao fosso do teu silêncio
Recolhe orgulhosa ira
Não te chamas Inocêncio
Nem te faças de caipira !

São Paulo, 25 /02/ 2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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👁️ 474

Sonho que flutua

Sonho que flutua


Como nas nuvens de um sonho que flutua

E numa selva de enganos se confundem

Nesse labirinto, onde a mente vai à lua

Procuro-te em pensamentos que se fundem


De olhos fechados em vão insisto achar-te

No zunido do vento, no murmúrio das fontes

No balanço das ondas e, em toda a parte

Até no arco-íris, além do horizonte


Mas não te encontro. Caminho e fecho a porta

Ao meu desejo, que o sonho vai reabrir

E imediatamente a ti me transporta


Nas voltas e viravoltas como num bailado

Sempre te espero, mas tu, não queres vir

Para mim ter-te em sonho, parece o meu fado !


Porangaba, 01 /03/ 2014 (data da criação)

Armando A. C. Garcia


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👁️ 522

Recônditos da alma

Recônditos da alma

Nos *absconsos **recônditos da alma

Quando o pensamento humano se agita

No abstrato de ilusões não tem vivalma

Que lhe traga um consolo na desdita

Oh! Sombra perdida, entre quimeras

Quando o peito arde de aflição

Nem o resplendor das lindas primaveras

Têm o condão de levá-la à ***acessão

No abstrato abismo da *4 catatonia

Quando a bruma da noite o céu embaça

Chega a madrugada, irrompe o dia

A sombra perdida, é sonho que não passa

É como o *tegumento, a mesma cria

Somente a morte lhe renderá graça !

*segredos *2 escondidos, íntimos *3 subida; acesso

*4 esquizofrenia em períodos de negativismo *5 o que cobre o corpo dohomem

SãoPaulo, 19/02/2014 (data da criação)

ArmandoA. C. Garcia

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👁️ 496

Agora assisto à morte

Agora assisto à morte

Ante atitudes tais... o desconsolo

Fúria tenaz, agora assisto à morte

Provocada abusando da sorte

Um jovem, um criminoso, um tolo

Suas idéias, sem ideal, pólo a pólo

Assombram, inconscientes difusas

Por anarquicamente confusas

Aos fenômenos derradeiros, deste solo

Com um rojão crucial, o inquieto.

Como se o câmera, fora seu desafeto.

Prostou ao chão, a vítima infeliz.

Talvez o Tribunal de Areópago

Fosse mais justo, severo que Cartago,

Capaz de punir desafeto sem cariz !

Porangaba, 15 de fevereiro de 2014
Armando A. C. Garcia

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👁️ 541

Quanta Luz !

Quanta luz !


Quanta luz, quanta glória

Espargem os céus na terra

É de Deus esta vitória

E tudo que ela encerra


Senhor meu Deus, a teus pés

Abrirei meu coração

E tudo, nele que Tu vês

É obra da redenção


Vacilei desamparado

Neste mundo de aflição

Agora, estou a Teu lado

Sinto o mundo em minha mão


Meu sonho *megalômano

Maior que minha conquista

Fez de mim, tal um cigano

Da humanidade, egoísta


Estendo os braços na cruz

Onde ergueram no calvário

O Teu filho; O Bom Jesus

Julgado, tal mercenário


Misericórdia Senhor,

Para esta humanidade

Que não ama com fervor

O Arquiteto Criador


Eu quero ser aprendiz

Fruir de Tua amizade

Viver na vida Feliz

Afastado da vaidade !

*Mania de grandeza

São Paulo, 18/02/2014 (data da criação)

Armando A. C. Garcia


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