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Ânsia de liberdade – Redenção !


Ânsia de liberdade – Redenção !


Ânsia de liberdade e igualdade

Embala vaporosa nossa nação

Como sonho na vasta imensidade

Clamores irados, incompreensão

Eloquência crepuscular se agita

Menos persuasiva que a arruaça

Queixume hilariante de cobiça

Que mais destrói, o que a palavra traça

Nesse lamento o espírito habita

Já no pranto de cinzas tumulares

Doloroso tormento dessa desdita

Bem sei, não serem queixas singulares

Segurança, educação tão finitas

Nossa Saúde, tormentos seculares !

II

Vosso canto é canto poderoso

Não deixeis cair o sonho em vão

Que a voz se faça ouvir, é forçoso

Alterando as formas, é pura ilusão

Meu sonho comunga-se com o vosso

Porém, sem a cruel libertinagem

Queremos um país com outro esboço

Justiça que envergue outra linhagem

Educação e saúde, primazia

S’gurança que possamos confiar

Que acabe de vez a cobardia

Qu’ possamos finalmente respirar

Volte a reinar a paz e a alegria

Que Deus do céu nos possa abençoar !

Porangaba, 14/02/2014

Armando A. C. Garcia

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👁️ 488

Do nada que somos...

Do nada que somos...


Do nada que somos, somos tudo afinal
Obra majestosa da criação divina
Com capacidade para sentir a moral
Onde sentimento, emoção e afeto culmina

Na afeição ao semelhante, na existência
Desta vida acre-doce que Deus nos deu
Impelida à eterna mansão da essência
Onde reina o amor, a paz e a sapiência

Nos infinitos planos da extensão extrema
Onde a alma um dia repousará feliz
Na nobre casa, *asserção, dispensa teorema
Porque a verdade de Deus, ninguém contradiz

*afirmação
São Paulo, 17/02/2014
Armando A. C. Garcia

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👁️ 503

Deus de misericórdia

Deus de misericórdia


Senhor, Deus de misericórdia
Perdoai as faltas que cometemos
Não se esgota a taça da discórdia
Se uma vida santa, não vivemos

Sem amor, a máscara se apouca
A ventura é fugaz, ilusória
É o disfarce desta gente louca
Que *álacre sonha obter a glória

Ó pai! apaga do anímico registro
O horrendo gérmen do infortúnio
E leva a cada alma a crer no Cristo

Só assim, alcançarão a vitória,
Entrementes, a lua em novilúnio
Os espíritos, conseguirão a glória !
• Alegre

Porangaba, 07/02/2014
Armando A. C. Garcia

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👁️ 474

Céu de estrelas

Céu de estrelas



O céu de estrelas coalhado

Mal o luar chegava ao chão

Clareava o manto sagrado

Escurecia, meu coração


Meu olhar, jamais se cansa

Daquela noite observar ! ...

Vou saciar minha esperança

No sonho que hei de sonhar.


Verte em mim a nostalgia

Daquela noite sem luar

O astro rei, naquele dia

Não aqueceu meu trovar


Como vento que entristece

O confuso e frágil vazio

Mais triste, inda parece

O meu amor doentio


Minh’alma chora vazia

Meus olhos tristes, sem luz

Depois da noite, aquele dia

Teu amor, foi minha cruz


Se desabafo o queixume

Das desventuras sofridas

Culpa do maldito ciúme

Que não cicatriza feridas


O meu sonho se desfez

Como a marola do mar

E eu... te perdi de vez

Pra nunca mais... te encontrar !


São Paulo, 26/01/2014 (data da criação)

Armando A. C. Garcia


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👁️ 526

Homenagem a Anderson Silva

Homenagema Anderson Silva

Norosto, um paroxismo de pavor

Seucoração que triunfava na arena

Naqueledia, rendeu-se à imensa dor

Daquebra da tíbia e da fíbula; triste cena

AndersonSilva o possante lutador

Nacena dramática daquele dia escuro

Sofreuacidental derrota. Cujo valor

Ovencedor, o sabe de valor impuro !

SãoPaulo, 25/01/2014 (data da criação)

ArmandoA. C. Garcia

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👁️ 579

Da mãe natureza (soneto)

Da mãe natureza (soneto)

 

Parece sempre tudo igual, reconheço

Mas há substancial mutação em apreço,

E todos os fenômenos da mãe natureza

Têm de Deus o prodígio, e sua justeza.

 

De pólo a pólo, da eólica fúria do vento 

À fúria insana do oceano em movimento,

Força imensa que de glórias preconizam

Os feitos Teus, que de amor enraízam.

 

Do albor da manhã, até ao sol poente

Da voz do trovão à escuridão da noite

Entre o céu brilhante e a horrenda tormenta 

 

Da andorinha sem teto, à estrela cadente

Do leão indomável, ao flagelo do açoite

Tudo, tem a mão de Tua ferramenta.

 

São Paulo, 13/01/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
 
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👁️ 555

Berço do amor !

Berçodo amor !

Tu,és o berço do amor e da paz

Clarãoque todas luzes iluminam

Afonte,onde a alma é capaz

D’alcançaras virtudes que ensinam

Adesvendar tesouros do infinito

Inesgotável,fascinação de luz

Ambientejubiloso, bendito

Aondea alma, sente a mão de Jesus

Páramocelestial do firmamento

Esplêndidobanquete onde as harpas

Soamsonoras notas ao barlavento

Nojardim de flores, como complemento

Correao lado, um rio cheio de carpas

Nãosendo esse da alma o alimento

Porangaba,18/01/2014
Armando A. C. Garcia

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👁️ 501

Amor perdido

Amor perdido

Não penso mais no teu amor perdido

Nem nos dissabores que dele emanaram

Amor, pensar em ti, não faz sentido

Quando os sentimentos de amor secaram,

Hoje, amargo a dura e triste saudade

Suspira minha alma aliviada

Ao penhor de tua antiga amizade

Que, pensei ser eterna namorada

Dilui meu coração na formosura

Sempre na esperança de ter o teu carinho

Fatigado, nunca encontrei a ternura

Mudei o rumo, troquei o caminho,

Foi um sonho lívido, sonho mirrado

Finalmente, a trégua... Estou sozinho !

Porangaba, 12/01/2014

Armando A. C. Garcia

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👁️ 488

Mistérios a desvendar

Mistérios a desvendar



A Deus, eu peço perdão

Das faltas que cometi

E que tenha compaixão

Se no mundo me perdi


No fervor da mocidade

Pensamos que o mundo é nosso

Jactância, promiscuidade

Nem rezamos um pai-nosso


Chegada a maturidade

A caminho da velhice

Vemos quão sem validade

Foi a nossa meninice

O tempo passa ligeiro

Como a água vai pro mar

E ele é tão lisonjeiro

Qu’espera a vida terminar


Cada qual, tem seu destino

E caminho a percorrer

O homem crê no Divino

Mas não aceita morrer


Na vida que Deus nos dá

Há mistérios a desvendar

Mas só a sorte dirá...

Se os pudemos decifrar !


São Paulo, 23/01/2014

Armando A. C. Garcia


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👁️ 534

Anseios mirrados

Anseios mirrados


Os teus anseios mirrados

Secaram minha esperança

Meus olhos apaixonados

Vertem lágrimas da lembrança


O condão de prodígios

Que teu amor despertou

Extinguiu os vestígios

Que meu coração ofertou


Orgulhosa e pujante

A soberba, te apraz

No teu mundo tão distante

De tudo, tu és capaz


Tristeza, não te comove

Teu fronte, sacode as ondas.

-Que teu coração não prove

Da amargura que escondas


Pisas na face e no peito

De quem cruza teu caminho

É o desengano perfeito

A quem espera carinho


Teus beijos de amor, somente

Satisfazem os desejos

De teu amor decadente

Que beija a todos sem pejos


Na ebulição do amor

Tens mestria em fingimento

Camaleão muda de cor,

Tu, mudas de pensamento!


São Paulo, 15/01/2014

Armando A. C. Garcia


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