Lista de Poemas
Incoerência do Amor
Incoerência do Amor !
Da poesia, tem o encanto e a graça
Nesta existência tão dúbia e confusa
Tem magia fascinação e congraça
Corações que às vezes o cupido usa
Ao extremo de sua natureza humana
Na atração de almas que a seta engana
E em louco intento se perdem no fado
Mesmo que vivam juntas, lado a lado
Inútil a chama quando já não se fundem
Se ao prazer e à doçura não se rendem
Está exausta, enfim a ilusão do amor
Na taça da utopia... só dissabor
Embalde derramam lágrimas sinceras
Os olhos das ilusões adulteras
Triste clamor no deserto, apenas
Dor e fel. No amor não tem mecenas
Para proteger, para resguardar
Qualquer ninho de amor a se apagar
Pra mantê-lo, leva rosas em profusão
Lenimento, que acalma o coração !
São Paulo, 26/10/2013
Armando A. C. Garcia
Visite meu blog: brisadapoesia.blogspot.com
👁️ 524
As lágrimas que pranteei
As lágrimas que pranteei
Não queiras dividir comigo
As lágrimas que pranteei
Nem ao maior inimigo,
Como praga, lhas rogarei
Até as estrelas do céu
Que ficam lá no infinito
Ouviram o pranto meu
Só tu, não ouviste meu grito
Dever-me-ias ofertar
Uma vida de carinho
Ou invés de enveredar
Em busca de outro ninho
Impossível acreditar
Que de tal fosses capaz,
Em teu coração abrigar
O amor desse rapaz...
Cada qual diz o que sente
Saudades a gente as tem
Quando o coração consente
Sua alma, diz amém !
Nenhum grito de revolta
Se ouviu do meu coração
Apenas a mágoa solta
Perdida na desilusão
O coração nunca mente
Quando ama de verdade,
A alma não fica ausente
A saudade, é a culpada !
São Paulo, 27/10/2013
Armando A. C. Garcia
Visite meu blog:
brisadapoesia.blogspot.com
Não queiras dividir comigo
As lágrimas que pranteei
Nem ao maior inimigo,
Como praga, lhas rogarei
Até as estrelas do céu
Que ficam lá no infinito
Ouviram o pranto meu
Só tu, não ouviste meu grito
Dever-me-ias ofertar
Uma vida de carinho
Ou invés de enveredar
Em busca de outro ninho
Impossível acreditar
Que de tal fosses capaz,
Em teu coração abrigar
O amor desse rapaz...
Cada qual diz o que sente
Saudades a gente as tem
Quando o coração consente
Sua alma, diz amém !
Nenhum grito de revolta
Se ouviu do meu coração
Apenas a mágoa solta
Perdida na desilusão
O coração nunca mente
Quando ama de verdade,
A alma não fica ausente
A saudade, é a culpada !
São Paulo, 27/10/2013
Armando A. C. Garcia
Visite meu blog:
brisadapoesia.blogspot.com
👁️ 568
Esperança no futuro
Esperança no futuro
No auge do *paroxismo da inocente culpa
Que estrangulava seus íntimos segredos
Pediu encarecidamente sua **exculpa
Pelos dias que trilhou caminhos ledos
Penetrou o mistério das lousas pedras
Onde se esconde pelo rutilante brilho
Um filão de ouro naquelas rochas negras,
Tornando em homem rico o maltrapilho
Brilhou finalmente a sua bela estrela
Num clarão eterno de felicidade
Que a luz consoladora, teve piedade
Acendendo claridade ao dia escuro
Dando esperança ao fraco de que o futuro
Regido por Deus, nos afasta da procela !
•Auge;apogeu
** desculpa
São Paulo, 27/10/2013
Armando A. C. Garcia
Visite meu blog:
brisadapoesia.blogspot.com
No auge do *paroxismo da inocente culpa
Que estrangulava seus íntimos segredos
Pediu encarecidamente sua **exculpa
Pelos dias que trilhou caminhos ledos
Penetrou o mistério das lousas pedras
Onde se esconde pelo rutilante brilho
Um filão de ouro naquelas rochas negras,
Tornando em homem rico o maltrapilho
Brilhou finalmente a sua bela estrela
Num clarão eterno de felicidade
Que a luz consoladora, teve piedade
Acendendo claridade ao dia escuro
Dando esperança ao fraco de que o futuro
Regido por Deus, nos afasta da procela !
•Auge;apogeu
** desculpa
São Paulo, 27/10/2013
Armando A. C. Garcia
Visite meu blog:
brisadapoesia.blogspot.com
👁️ 559
Meu Portugal
Meu Portugal
Meu Portugal pequenino
Gigante por natureza
Tiveste tu, por destino
Levar ao mundo a proeza
De descobrir novos mundos
Façanha de alto valor
Naturalmente oriundo
Dum povo navegador
Intrépido e destemido
Audacioso e valente
Que não se dá por vencido
Nem no bote da serpente
Pequeninas caravelas
Na imensidade do mar
Desfraldaram suas velas
Começaram a navegar
Embaladas pela espuma
Ou pela procela do mar
Não tinham rota alguma
No caminho a explorar
Cruzaram ondas sem fim
A graça de Deus, deu poder
E, este pequeno jardim,
Começou a florescer
Foste a glória de um povo
E, ainda hoje, tu o és
O mundo se agita de novo
Quando vê um português.
Porangaba, 31/03/2012
Armando A. C. Garcia
Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
Meu Portugal pequenino
Gigante por natureza
Tiveste tu, por destino
Levar ao mundo a proeza
De descobrir novos mundos
Façanha de alto valor
Naturalmente oriundo
Dum povo navegador
Intrépido e destemido
Audacioso e valente
Que não se dá por vencido
Nem no bote da serpente
Pequeninas caravelas
Na imensidade do mar
Desfraldaram suas velas
Começaram a navegar
Embaladas pela espuma
Ou pela procela do mar
Não tinham rota alguma
No caminho a explorar
Cruzaram ondas sem fim
A graça de Deus, deu poder
E, este pequeno jardim,
Começou a florescer
Foste a glória de um povo
E, ainda hoje, tu o és
O mundo se agita de novo
Quando vê um português.
Porangaba, 31/03/2012
Armando A. C. Garcia
Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
👁️ 569
Pedido a Nossa Senhora dos Prazeres
Pedido a Nossa Senhora dos Prazeres
Pedi a Nossa Senhora dos Prazeres
O prazer de te encontrar. Encontrei.
Por burrice, esqueci de lhe dizer
Que te amava e que sempre amei !
Não posso reclamar da sorte,
Nem tampouco do pedido
Mesmo nas agruras da morte,
Vejo que ele foi atendido
Na verdade eu não pedi
Para tu ficares comigo
Na confiança, esqueci
De o pedir. Eis, meu castigo
São as farpas do destino
Cravadas no coração
Dum pedido libertino
Sem pedir a tua mão
Fugiste mais uma vez
Atropelando a esperança
Pela minha insensatez
Desforro, como vingança
Tem compaixão deste amor
Que te amou a vida inteira
Não o deixes por favor
Esperando em geladeira
Parece castigo do céu
Esta minha solidão
Que resiste ao sonho meu
Desta bendita paixão
Lenimento que acalma
Fulgência do teu olhar
Bálsamo de minha alma,
- Não me deixes a esperar !
São Paulo, 26/10/2013
Armando A. C. Garcia
Visite meu blog:
brisadapoesia.blogspot.com
👁️ 474
Natal - 2013
Natal - 2013
Senhor! Eu O espero novamente neste Natal.
Neste Natal, oremos pela Paz
Que haja paz em todos corações
Que haja paz em todas as Nações
Neste Natal, oremos pela Paz.
A exaltação, os ânimos domina
Que seja aplacada, pelo amor
Que em vez do grito, seja a flor
O pendão a desfraldar, rotina.
O denso véu que cobre consciências
Dos nossos governantes. Desperta !
Pra que não hajam, mais divergências
E sim, realidade, pura e certa
Seja o progresso moral a meta.
Extirpa a ganância do vil metal
Que o amor, e a paz neste planeta
Sejam sempre o lema principal
Enche de brandura os corações
Sejam os irados benevolentes
Leva a eles a verdade e as razões
Pra que sejam mais condescendentes
Neste Natal, Senhor, esparge a paz
Em todos os lares deste planeta
Leva um pouco de ventura vivaz
Ao morador da casa, e ao da sarjeta
Aurora de paz, nas taperas sem pão
A chaga de pobreza é imoral
Senhor, desperta o rude coração
Daqueles que são a chaga Nacional !
São Paulo, 31/10/2013 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
Feliz Natal e Alvissareiros
sucessos de Próspero Ano Novo - 2014
Leia - coletânea com 22 poesias de Natal
No meu blog: brisadapoesia.blogspot.com
Senhor! Eu O espero novamente neste Natal.
Neste Natal, oremos pela Paz
Que haja paz em todos corações
Que haja paz em todas as Nações
Neste Natal, oremos pela Paz.
A exaltação, os ânimos domina
Que seja aplacada, pelo amor
Que em vez do grito, seja a flor
O pendão a desfraldar, rotina.
O denso véu que cobre consciências
Dos nossos governantes. Desperta !
Pra que não hajam, mais divergências
E sim, realidade, pura e certa
Seja o progresso moral a meta.
Extirpa a ganância do vil metal
Que o amor, e a paz neste planeta
Sejam sempre o lema principal
Enche de brandura os corações
Sejam os irados benevolentes
Leva a eles a verdade e as razões
Pra que sejam mais condescendentes
Neste Natal, Senhor, esparge a paz
Em todos os lares deste planeta
Leva um pouco de ventura vivaz
Ao morador da casa, e ao da sarjeta
Aurora de paz, nas taperas sem pão
A chaga de pobreza é imoral
Senhor, desperta o rude coração
Daqueles que são a chaga Nacional !
São Paulo, 31/10/2013 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
Feliz Natal e Alvissareiros
sucessos de Próspero Ano Novo - 2014
Leia - coletânea com 22 poesias de Natal
No meu blog: brisadapoesia.blogspot.com
👁️ 552
Singelas Trovas
Singelas Trovas
Tem folhas de laranjeiras
Voando no meu pomar
Moças lindas e solteiras
Nenhuma que me queira amar
-----------------------------------
Pálida rosa amarela
No pé, a erva daninha
Sugou toda seiva dela
Levando o caos à pobrezinha
-----------------------------------
A duas quadras da rua
Onde mora o meu amor
O meu coração flutua
Feito disco voador
----------------------------------
Já caminhei pela rua
Carregando imensa dor
Somente as pedras da rua
Ouviram o meu clamor
-----------------------------------
Teu ninho de encantamentos
Que um dia me seduziu
Hoje, é ninho de espinhos
Que meu coração feriu
-----------------------------------
No pungir de meus desejos
E o coração a palpitar
A boca espera teus beijos,
Beijos que tu, não queres dar
-----------------------------------
Só sente tédio na vida
A mente desocupada,
Ao que labuta, a fadiga,
Não deixa pensar em nada
-------------------------------------
Os pensamentos do homem
Perdidos em conjeturas
A sua alma consomem
Em dias de amargura !
-----------------------------------
São Paulo, 26/10/2013
Armando A. C. Garcia
Visite meu blog:
brisadapoesia.blogspot.com
Tem folhas de laranjeiras
Voando no meu pomar
Moças lindas e solteiras
Nenhuma que me queira amar
-----------------------------------
Pálida rosa amarela
No pé, a erva daninha
Sugou toda seiva dela
Levando o caos à pobrezinha
-----------------------------------
A duas quadras da rua
Onde mora o meu amor
O meu coração flutua
Feito disco voador
----------------------------------
Já caminhei pela rua
Carregando imensa dor
Somente as pedras da rua
Ouviram o meu clamor
-----------------------------------
Teu ninho de encantamentos
Que um dia me seduziu
Hoje, é ninho de espinhos
Que meu coração feriu
-----------------------------------
No pungir de meus desejos
E o coração a palpitar
A boca espera teus beijos,
Beijos que tu, não queres dar
-----------------------------------
Só sente tédio na vida
A mente desocupada,
Ao que labuta, a fadiga,
Não deixa pensar em nada
-------------------------------------
Os pensamentos do homem
Perdidos em conjeturas
A sua alma consomem
Em dias de amargura !
-----------------------------------
São Paulo, 26/10/2013
Armando A. C. Garcia
Visite meu blog:
brisadapoesia.blogspot.com
👁️ 535
A uma Rainha
A uma Rainha
Cheia de encanto, magia e graça
Passava por mim toda a manhã.
Perfumando o caminho onde passa
Na pureza, de sua fisionomia louçã
Pros meus botões e à mãe natureza,
Dizia ...um dia ela vai ser minha.
Errei redondamente, que tristeza...
Perdi o amor, da linda rainha !
Se alguém perguntar qual foi o erro
De tê-la perdido, eu digo: não sei.
- Perdi-me na saudade, do desterro
Vivo errante da saudade que amei,
No manto da nostalgia, eu enterro
A pungente dor, que tanto pranteie !
São Paulo, 27/10/2013
Armando A. C. Garcia
Visite meu blog:
brisadapoesia.blogspot.com
Cheia de encanto, magia e graça
Passava por mim toda a manhã.
Perfumando o caminho onde passa
Na pureza, de sua fisionomia louçã
Pros meus botões e à mãe natureza,
Dizia ...um dia ela vai ser minha.
Errei redondamente, que tristeza...
Perdi o amor, da linda rainha !
Se alguém perguntar qual foi o erro
De tê-la perdido, eu digo: não sei.
- Perdi-me na saudade, do desterro
Vivo errante da saudade que amei,
No manto da nostalgia, eu enterro
A pungente dor, que tanto pranteie !
São Paulo, 27/10/2013
Armando A. C. Garcia
Visite meu blog:
brisadapoesia.blogspot.com
👁️ 565
Deste Jeito !
... Deste Jeito !
Deste jeito, não tem jeito
O rumo desta Nação
Fica o povo insatisfeito
Ver crime sem punição
Tem ladrão por toda a parte
No governo e na justiça
Cada um que entra, reparte
O bolo à sua cobiça
A cada dia que passa,
Surge um novo desvio
Dinheiro que vai de graça
Para os porões do navio
O que acontece a quem rouba
Nada, além de ficar rico
Nem na cadeia apodrece
Se o roubo... é sem maçarico !
São milhões e mais milhões
Constantemente roubados
E, com esses figurões,
Compactua o Estado
Pela omissão ou lerdeza
Em não botar na cadeia
Os que têm a esperteza
De fazer seu pé de meia
Com dinheiro que era nosso
E foi mal administrado
O roubo, quanto mais grosso,
Deixa o governo calado
É um covil de ladrões
Cada qual em seu estado
E, pra esses espertalhões,
Tem sempre, o deixa de lado
O roubo é tão contumaz,
Até parece panacéia
Rouba o político, o capataz
E, ninguém vai pra cadeia.
Viram todos Excelências
Quando não, senhores doutores
Vejam só as excrescências,
São tratados com louvores !
Se nosso povo com fome
Roubar no supermercado
Vai pra cadeia e tem nome
De furto qualificado !
Quem rouba para comer
Do mercado; já sai preso
Quem rouba, sem ninguém ver
Milhões ao estado, fica ileso !
São Paulo, 09/10/2013
Armando A. C. Garcia
Visite meu blog:
brisadapoesia.blogspot.com
Deste jeito, não tem jeito
O rumo desta Nação
Fica o povo insatisfeito
Ver crime sem punição
Tem ladrão por toda a parte
No governo e na justiça
Cada um que entra, reparte
O bolo à sua cobiça
A cada dia que passa,
Surge um novo desvio
Dinheiro que vai de graça
Para os porões do navio
O que acontece a quem rouba
Nada, além de ficar rico
Nem na cadeia apodrece
Se o roubo... é sem maçarico !
São milhões e mais milhões
Constantemente roubados
E, com esses figurões,
Compactua o Estado
Pela omissão ou lerdeza
Em não botar na cadeia
Os que têm a esperteza
De fazer seu pé de meia
Com dinheiro que era nosso
E foi mal administrado
O roubo, quanto mais grosso,
Deixa o governo calado
É um covil de ladrões
Cada qual em seu estado
E, pra esses espertalhões,
Tem sempre, o deixa de lado
O roubo é tão contumaz,
Até parece panacéia
Rouba o político, o capataz
E, ninguém vai pra cadeia.
Viram todos Excelências
Quando não, senhores doutores
Vejam só as excrescências,
São tratados com louvores !
Se nosso povo com fome
Roubar no supermercado
Vai pra cadeia e tem nome
De furto qualificado !
Quem rouba para comer
Do mercado; já sai preso
Quem rouba, sem ninguém ver
Milhões ao estado, fica ileso !
São Paulo, 09/10/2013
Armando A. C. Garcia
Visite meu blog:
brisadapoesia.blogspot.com
👁️ 536
Na volúpia do pecado
Na volúpia do pecado
Sua alma amortalhada
Nas teias do triste fado
Corre sangue na parada
Da volúpia do pecado
Não enxergava a verdade
Nem via nisso maldade
Agora... tem piedade
Das coisas da tenra idade
Caminhou sem ver a luz
Nas arenas do destino.
Perdoa-lhe o Bom Jesus
Todo aquele desatino
Cantando o fado levou
Sua vida sem velar
Nem por amor me casou
Junto à pedra do altar
C’ as guitarras trinando
Os dias foram passando
Com eles os anos a fio
Nas cordas do seu desvio
Neste livre pensamento
Trina nele, o seu lamento
Que envenenar persiste
O algo bom, qu’inda existe
Neste louco desatino
Carga do próprio destino.
Pergunto qual a razão
De falta de comiseração
Para quem sofre na vida
Dor atroz, da despedida
Suspirando nos anais
Tormentos tão desiguais
Com sua alma sentida
Pelos agrores da partida
Num sentimento tão triste
Da dor que na alma existe
Num sentimento ignoto
Na escala dum terremoto
Elevado ao grau maior
O estrago; é superior !
Vejam o estrago que faz
Nem há amor, nem há paz
Se a volúpia exagerada
Por bem, não for dominada
E se ainda for capaz
Do tombo que o compraz
De erguer a fronte à vida
Terá a alma evoluída !
Entretanto, se assim não for
Pode esperar o pior
Será do fado, a vítima
A recompensa legítima.
São Paulo, 07/10/2013
Armando A. C. Garcia
Visite meu blog:
brisadapoesia.blogspot.com
Sua alma amortalhada
Nas teias do triste fado
Corre sangue na parada
Da volúpia do pecado
Não enxergava a verdade
Nem via nisso maldade
Agora... tem piedade
Das coisas da tenra idade
Caminhou sem ver a luz
Nas arenas do destino.
Perdoa-lhe o Bom Jesus
Todo aquele desatino
Cantando o fado levou
Sua vida sem velar
Nem por amor me casou
Junto à pedra do altar
C’ as guitarras trinando
Os dias foram passando
Com eles os anos a fio
Nas cordas do seu desvio
Neste livre pensamento
Trina nele, o seu lamento
Que envenenar persiste
O algo bom, qu’inda existe
Neste louco desatino
Carga do próprio destino.
Pergunto qual a razão
De falta de comiseração
Para quem sofre na vida
Dor atroz, da despedida
Suspirando nos anais
Tormentos tão desiguais
Com sua alma sentida
Pelos agrores da partida
Num sentimento tão triste
Da dor que na alma existe
Num sentimento ignoto
Na escala dum terremoto
Elevado ao grau maior
O estrago; é superior !
Vejam o estrago que faz
Nem há amor, nem há paz
Se a volúpia exagerada
Por bem, não for dominada
E se ainda for capaz
Do tombo que o compraz
De erguer a fronte à vida
Terá a alma evoluída !
Entretanto, se assim não for
Pode esperar o pior
Será do fado, a vítima
A recompensa legítima.
São Paulo, 07/10/2013
Armando A. C. Garcia
Visite meu blog:
brisadapoesia.blogspot.com
👁️ 633
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
NoComments
Sou Poeta !
E poeta é qual vinho envelhecido
Em antigos tonéis de carvalho
Por alguns será bebido,
Por outros, só degustado !
São Paulo, 10/09/2009
Armando A. C. Garcia
Visite meu blog://http://brisadapoesia.blogspot.com
E poeta é qual vinho envelhecido
Em antigos tonéis de carvalho
Por alguns será bebido,
Por outros, só degustado !
São Paulo, 10/09/2009
Armando A. C. Garcia
Visite meu blog://http://brisadapoesia.blogspot.com
Português
English
Español