Lista de Poemas
Em ti,
Em ti,
Em ti, depositei minha confiança
Por ti, sofri grandes humilhações
Eras tu, minha única esperança
De unir nossos pobres corações
Enquanto eu esperava, o sol se punha
Caindo a mansidão da negra noite
Na lentidão o tempo se antepunha
À dor de transpor tremendo açoite,
Embora a dor me fira incessante
Com escaras no peito repetidas
Cismando esse momento importante,
Pensamentos duvidosos em nossas vidas
Separaram pra sempre nosso amor
Eu, nunca esquecerei essa tristeza
Que penaliza meu foco interior
Onde se esconde a dor dessa vileza
Tu, vacilando em raios cor de rosa
Teu peito exita, mas por mim falece
A essência do amor... foi pura prosa
No correr dos dias, cedo me esquece !
E em outros estímulos se envolve
Teu peito de amor, que era só meu,
Teu olhar flutua, a mente resolve
E como em imenso sonho se perdeu
Tua viva paixão, foi chama qu’se apaga
Bastou voltejante rio passar perto
- Tua inconsciente moral, como fraga
Um dia, virará areia do deserto !
Porangaba, 31/05/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Para ti !...
Reservei para ti,
O amor de minha vida
Mas eu logo percebi,
Que era jogada perdida
Desse afeto estiolado
O fulgor de minha estrela,
Vi apagar no passado
Eu, sumir tal como ela.
Quem me dera a fantasia
Não fosse realidade,
Pois viver nesta utopia
É nebulosa que invade
O meu sonho de ilusão
N‘esplendor da primavera
Quando risonho, então
Eu ficava à sua espera
Perdida no meu passado
Essa quimera de amor
Para o hoje é projetado
O sentimento dessa dor
Nada que traga consolo
À mágoa que em mim ficou
Sou como um filho sem colo
Que em sua mãe não mamou
Eu perdi nesta existência
O amor de minha vida
Que por mera contingência
A um amigo foi servida!
São Paulo, 27/05/2014
Armando A. C. Garcia
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Precisa mudança !...
Precisa mudança !...
Não pode haver ordem e paz, sem segurança
A impunidade acarreta conseqüências
A cada dia mais drásticas. O povo não descansa,
Precisa mudança, que traga ordem e confiança
Confiança n’justiça, e severa punição
Não fique no variável moto, entra e sai,
O temor precisa atingir o crime e o ladrão
A sociedade, precisa que o governo seja pai
Como tal, defendida, não sujeita à inconstância
Volúvel da marginalização que a afronta
Dizimando chefes de família e, com arrogância
Debocham da justiça, qu’não os amedronta
Por ser impotente, fraca e benevolente,
Sabem que matando, logo serão soltos
Na abissal pilha de crimes, justiça clemente
Por isso, os ânimos do povo estão revoltos
Em face de situações difíceis, sem coragem
De nossos governantes agirem com firmeza
Para mudar de vez essa anomalia de imagem
Abstrusa, de que o crime, gera a riqueza
Sistemas e opiniões, exigem mudança
A evolução é o caminho firme e seguro
Para levar ao nosso povo a segurança
Contra a obra do mal e, livrá-lo do apuro
Como feras na selva densa, atacam o povo
Dizimando-o, mais e mais a cada dia
Pois certos estão que irão pra rua de novo
Já que a justiça sem força, ainda é tardia !
Sem temer ofensa, cheios de ódio espreitam
A oportunidade no cidadão, que sem suspeita
Tomado de surpresa, o assaltam e desrespeitam
Quando a vida, não lhe é tirada na empreita.
Nossa justiça o que faz? Gera impunidade
O criminoso , de tal privilégio ciente
Sem temor, mais e mais nos tolhe a liberdade,
A situação se inverte, tomam o lugar da gente
Passamos a ser prisioneiros da liberdade
Até quando? Despertai autoridades !
- As eleições estão à porta, comunidade ...
Abri os olhos, para não ficar nas saudades
Basta ! acorda ! é tempo! Tempo de mudança
Pessoal, vamos exigir, sem mais tardança
A mudança e que ela pese na balança
A similitude, e haja com perseverança !
Porangaba, 24/05/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Esses Senhores Senadores
Vossa negatividade subliminar
Há de na história ser projetada
Como nefando fato a repudiar
Pela infausta medida arquitetada
O voto sufragado por nós; o povo
Não foi honrado por alguns senadores
Não votando a favor, urdiram um covo
Na redução da idade penal dos menores
A sociedade, por eles mal representada
Tem de sofrer a agrura tenebrosa
Do ódio e carnificina praticada
Por menores, que de facínoras, a lei glosa
Esses Senhores Senadores deram apoio
À criminalidade desenfreada
Que assola cidade, campo ou arroio
No voto defenderam a ofensa praticada
Ofensa, porque menor, mesmo matando
Ou roubando, pratica ato infracional
Sem redução da idade penal. Castigo brando
A cada dia, aumenta o crime irracional
Praticado pelos ditos menores incapazes
De pagarem por seus crimes hediondos
Entretanto, com seus votos sequazes
Voltam a eleger essa elite, antepondo
Sua ira, à mansidão de nosso povo !
São Paulo, 14/05/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Meu Deus,
Não sou digno de bater à tua porta
Só Tu sabes dos gemidos de tristeza
Do grande infortúnio, que ninguém conforta
Não me detenhas, na porta da incerteza
Deixa entrar, no lindo asilo tutelar
De Teu palácio de amor e carinho
Para a alma finalmente descansar
De tão árduo e escabroso caminho
A senda foi penosa, estranha e dura
Cheia de angústias e desencantos cruéis
Sem Tua estrela, a noite era mais escura
E a esperança, semimorta. Bem o sabeis !
A aspereza da angústia e da amargura
Alivia-a Oh! Deus com a gota universal
De Tua tutelar e sublime ventura
Que irradia a Tua amplidão Divinal.
Estende a Tua mão de eterna Aurora
Aqueles que exultam Tua paz e amor
Dá-lhes Senhor Tua luz que resplendora
E estanca o sofrimento de quem chora !
São Paulo, 20/05/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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A GASOLINA ! ...
Dizem a Petrobrás no sufoco
Precisa aumentar o combustível
Perguntem-lhe quem recebeu o troco
Nas negociatas do impossível
Precisa-se apurar a fundo
O motivo para tais desmandos
É escabroso, vil e imundo
O que corre debaixo dos panos
Somos quase auto-suficientes
Na produção d’barris de petróleo
E porque preços tão diferentes
Dos demais que produzem o óleo?
Só na Noruega é mais elevado
Nos demais produtores é inferior
Cotejar, onde o óleo é importado
É tarefa política de inversor
Colocar no ranking de preços
País que consome e não produz
O relatório, não merece apreços
É ladrão que assalta de capuz
Dentre os produtores mundiais
Brasil está em segundo lugar
Onde é mais caro que nos demais
Pra mal administrada esbanjar
Ninguém põe um freio nessa gente
Que pensa estar acima de tudo
Porém, seu pensamento é aparente
Como a fantasia no entrudo
O povo está cansado de comer
Pão, banana, farinha e ovo
Um levante, prestes acontecer
A indisciplina, já está no covo
A televisão todo dia notícia
A insatisfação popular na rua
E, a fraca força que policia
Como se viu, foi ontem encurralada
Um novo aumento da gasolina
É elo de aumento na produção
E a carestia só contamina
Volta ao passado da inflação
Aumentá-la, para quê? Pergunto !...
A resposta está nas negociatas
Compra da Pasadena, um presunto!...
Suzano Petroquímica, outra sucata !
Assim nosso dinheiro se dilui
Depois, dizem crise na Petrobrás
Claro, se o dinheiro não flui
No desmando, o caixa anda pra trás
São Paulo, 16/05/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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No cepo da mentira
No cepo da mentira
De fatais desditas me foi a sorte
O torno das paixões sofreu um corte
O tempo mede as fúrias do ciúme
O fogo da paixão, fez dele seu lume
Feliz de quem ama e é amado
Sem ver e’engano o sonho transformado
Seu coração em paz de amor respira
Afastado que foi do cepo da mentira
Por longos anos sofri a desventura
De sua torpeza vil e perjura
Sem temor me prostrou no infame laço.
Quem ama de verdade não suspeita
Que a fera da traição já o espreita
Com a infida mão em seu abraço !
Porangaba, 18/05/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Igual ao cego, não vê !...
Igual ao cego, não vê !...
O homem se engana e erra
Quando pensa que na terra
A natureza, é tudo,
E, todo o resto, é conteúdo
Que nada, além do infinito
Exista como inaudito
Além do clarão da lua
Ou do sol que flutua
O homem se engana e erra
Se em coisas vãs nesta terra
Somente pensa e crê
-Igual ao cego, não vê !
Sem nenhuma expectativa
Vive no mundo à deriva
Sem esperança e sem fé
Pobre agnóstico, não crê !
Minhas dúvidas, chego a ter
Que alguém possa não crer
Que o universo foi criado
Por um Ser tão sublimado
Só quando o cálice acre
Lhe tolher a paz como um lacre
E sentindo o peso do mal
Pede comiseração final
Despido de sentimentos
Ao peso dos sofrimentos
Começa a pensar como gente
Porque afinal, foi diferente
Sua existência deslavada
Submersa e afundada
Em pensamentos pueris
Só dignos de imbecis
E à excelsa preeminência
Vai rogar pela clemência
De infaustos dias passados
Em pensamentos infundados
P’la primeira vez a chama
Luminar de Deus inflama
Dentro de seu coração
E pede ao mundo... perdão !
Porangaba, 17/05/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Assim fala o agricultor !
Assim fala o agricultor !
O mundo aclama no palco os cantadores
E no futebol os craques jogadores
Não dão glória ao humilde agricultor
Aquele que planta e vos honra com seu labor
Com o alimento para vossas forças prover.
O mundo só aclama o homem de poder
Aquele que nada faz em prol da humanidade
Mas que passa ovante pela notoriedade
Os que entre a multidão, passam triunfantes
E olham a miséria com desdéns cruciantes.
O homem bom e justo, o povo não aclama
Ao cantor e ao jogador, até lhe dão a cama
Não há glória alguma, ou ato de coragem
Olhando sua vida, é pura libertinagem.
O agricultor labuta do nascer do dia
E até ao anoitecer é a faina de seu dia
O povo, não aclama, quem lhe dá de comer
Somente a futilidade ele sabe acolher,
Seria motivo de festa e muita felicidade
render graças à sabedoria da verdade !
A um trabalho que parece inexpressivo
Mas que é o único fecundo e criativo
Capaz de alimentar no mundo sua grei
Para crescer, no suor que derramei !
Porangaba, 02/05/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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A combalida Fé !
A combalida Fé de nossa sociedade
Tão pervertida nos deleites mundanos
Trocou as palavras de sublimidade
Pelas orgias pecaminosas dos profanos,
Trocou os dons espirituais pelo prazer
O ser humano esqueceu que existe Deus.
E Este, lá do assento etéreo do poder
Está mostrando Seu poder, aos filhos seus
Restringindo a chuva nos mananciais,
Enquanto São Paulo, sofre inundações
Não chove junto aos açudes principais
E a seca, causar-vos-á exasperações
Se ao poder de Deus não vos subjugais
As agitadas ondas de imprecações
Atingir-vos-ão nas conjunções carnais
Do desvario delírio de vossas diversões
Haverá tempo de angústia e ponderação
Para avaliação da soberba de cada um
Como as pragas lançadas ao Egito. Serão
vossos sofrimentos, de exaltação comum !
São Paulo, 06/05/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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E poeta é qual vinho envelhecido
Em antigos tonéis de carvalho
Por alguns será bebido,
Por outros, só degustado !
São Paulo, 10/09/2009
Armando A. C. Garcia
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