Escritas

Lista de Poemas

Em ti,

Em ti,


Em ti, depositei minha confiança

Por ti, sofri grandes humilhações

Eras tu, minha única esperança

De unir nossos pobres corações


Enquanto eu esperava, o sol se punha

Caindo a mansidão da negra noite

Na lentidão o tempo se antepunha

À dor de transpor tremendo açoite,


Embora a dor me fira incessante

Com escaras no peito repetidas

Cismando esse momento importante,

Pensamentos duvidosos em nossas vidas


Separaram pra sempre nosso amor

Eu, nunca esquecerei essa tristeza

Que penaliza meu foco interior

Onde se esconde a dor dessa vileza


Tu, vacilando em raios cor de rosa

Teu peito exita, mas por mim falece

A essência do amor... foi pura prosa

No correr dos dias, cedo me esquece !


E em outros estímulos se envolve

Teu peito de amor, que era só meu,

Teu olhar flutua, a mente resolve

E como em imenso sonho se perdeu


Tua viva paixão, foi chama qu’se apaga

Bastou voltejante rio passar perto

- Tua inconsciente moral, como fraga

Um dia, virará areia do deserto !


Porangaba, 31/05/2014 (data da criação)

Armando A. C. Garcia


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👁️ 479

Para ti !...

Para ti !...

Reservei para ti,
O amor de minha vida
Mas eu logo percebi,
Que era jogada perdida

Desse afeto estiolado
O fulgor de minha estrela,
Vi apagar no passado
Eu, sumir tal como ela.

Quem me dera a fantasia
Não fosse realidade,
Pois viver nesta utopia
É nebulosa que invade

O meu sonho de ilusão
N‘esplendor da primavera
Quando risonho, então
Eu ficava à sua espera

Perdida no meu passado
Essa quimera de amor
Para o hoje é projetado
O sentimento dessa dor

Nada que traga consolo
À mágoa que em mim ficou
Sou como um filho sem colo
Que em sua mãe não mamou

Eu perdi nesta existência
O amor de minha vida
Que por mera contingência
A um amigo foi servida!

São Paulo, 27/05/2014
Armando A. C. Garcia

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👁️ 502

Precisa mudança !...

Precisa mudança !...



Não pode haver ordem e paz, sem segurança

A impunidade acarreta conseqüências

A cada dia mais drásticas. O povo não descansa,

Precisa mudança, que traga ordem e confiança


Confiança n’justiça, e severa punição

Não fique no variável moto, entra e sai,

O temor precisa atingir o crime e o ladrão

A sociedade, precisa que o governo seja pai


Como tal, defendida, não sujeita à inconstância

Volúvel da marginalização que a afronta

Dizimando chefes de família e, com arrogância

Debocham da justiça, qu’não os amedronta


Por ser impotente, fraca e benevolente,

Sabem que matando, logo serão soltos

Na abissal pilha de crimes, justiça clemente

Por isso, os ânimos do povo estão revoltos


Em face de situações difíceis, sem coragem

De nossos governantes agirem com firmeza

Para mudar de vez essa anomalia de imagem

Abstrusa, de que o crime, gera a riqueza


Sistemas e opiniões, exigem mudança

A evolução é o caminho firme e seguro

Para levar ao nosso povo a segurança

Contra a obra do mal e, livrá-lo do apuro


Como feras na selva densa, atacam o povo

Dizimando-o, mais e mais a cada dia

Pois certos estão que irão pra rua de novo

Já que a justiça sem força, ainda é tardia !


Sem temer ofensa, cheios de ódio espreitam

A oportunidade no cidadão, que sem suspeita

Tomado de surpresa, o assaltam e desrespeitam

Quando a vida, não lhe é tirada na empreita.


Nossa justiça o que faz? Gera impunidade

O criminoso , de tal privilégio ciente

Sem temor, mais e mais nos tolhe a liberdade,

A situação se inverte, tomam o lugar da gente


Passamos a ser prisioneiros da liberdade

Até quando? Despertai autoridades !

- As eleições estão à porta, comunidade ...

Abri os olhos, para não ficar nas saudades


Basta ! acorda ! é tempo! Tempo de mudança

Pessoal, vamos exigir, sem mais tardança

A mudança e que ela pese na balança

A similitude, e haja com perseverança !


Porangaba, 24/05/2014 (data da criação)

Armando A. C. Garcia


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👁️ 497

Esses Senhores Senadores

Esses Senhores Senadores
Vossa negatividade subliminar
Há de na história ser projetada
Como nefando fato a repudiar
Pela infausta medida arquitetada

O voto sufragado por nós; o povo
Não foi honrado por alguns senadores
Não votando a favor, urdiram um covo
Na redução da idade penal dos menores

A sociedade, por eles mal representada
Tem de sofrer a agrura tenebrosa
Do ódio e carnificina praticada
Por menores, que de facínoras, a lei glosa

Esses Senhores Senadores deram apoio
À criminalidade desenfreada
Que assola cidade, campo ou arroio
No voto defenderam a ofensa praticada

Ofensa, porque menor, mesmo matando
Ou roubando, pratica ato infracional
Sem redução da idade penal. Castigo brando
A cada dia, aumenta o crime irracional

Praticado pelos ditos menores incapazes
De pagarem por seus crimes hediondos
Entretanto, com seus votos sequazes
Voltam a eleger essa elite, antepondo
Sua ira, à mansidão de nosso povo !

São Paulo, 14/05/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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👁️ 514

Meu Deus,

Meu Deus,


Não sou digno de bater à tua porta
Só Tu sabes dos gemidos de tristeza
Do grande infortúnio, que ninguém conforta
Não me detenhas, na porta da incerteza

Deixa entrar, no lindo asilo tutelar
De Teu palácio de amor e carinho
Para a alma finalmente descansar
De tão árduo e escabroso caminho

A senda foi penosa, estranha e dura
Cheia de angústias e desencantos cruéis
Sem Tua estrela, a noite era mais escura
E a esperança, semimorta. Bem o sabeis !

A aspereza da angústia e da amargura
Alivia-a Oh! Deus com a gota universal
De Tua tutelar e sublime ventura
Que irradia a Tua amplidão Divinal.

Estende a Tua mão de eterna Aurora
Aqueles que exultam Tua paz e amor
Dá-lhes Senhor Tua luz que resplendora
E estanca o sofrimento de quem chora !

São Paulo, 20/05/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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👁️ 456

A GASOLINA ! ...

A GASOLINA ! ...

Dizem a Petrobrás no sufoco
Precisa aumentar o combustível
Perguntem-lhe quem recebeu o troco
Nas negociatas do impossível

Precisa-se apurar a fundo
O motivo para tais desmandos
É escabroso, vil e imundo
O que corre debaixo dos panos

Somos quase auto-suficientes
Na produção d’barris de petróleo
E porque preços tão diferentes
Dos demais que produzem o óleo?

Só na Noruega é mais elevado
Nos demais produtores é inferior
Cotejar, onde o óleo é importado
É tarefa política de inversor

Colocar no ranking de preços
País que consome e não produz
O relatório, não merece apreços
É ladrão que assalta de capuz

Dentre os produtores mundiais
Brasil está em segundo lugar
Onde é mais caro que nos demais
Pra mal administrada esbanjar

Ninguém põe um freio nessa gente
Que pensa estar acima de tudo
Porém, seu pensamento é aparente
Como a fantasia no entrudo

O povo está cansado de comer
Pão, banana, farinha e ovo
Um levante, prestes acontecer
A indisciplina, já está no covo

A televisão todo dia notícia
A insatisfação popular na rua
E, a fraca força que policia
Como se viu, foi ontem encurralada

Um novo aumento da gasolina
É elo de aumento na produção
E a carestia só contamina
Volta ao passado da inflação

Aumentá-la, para quê? Pergunto !...
A resposta está nas negociatas
Compra da Pasadena, um presunto!...
Suzano Petroquímica, outra sucata !

Assim nosso dinheiro se dilui
Depois, dizem crise na Petrobrás
Claro, se o dinheiro não flui
No desmando, o caixa anda pra trás

São Paulo, 16/05/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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👁️ 513

No cepo da mentira

No cepo da mentira


De fatais desditas me foi a sorte

O torno das paixões sofreu um corte

O tempo mede as fúrias do ciúme

O fogo da paixão, fez dele seu lume


Feliz de quem ama e é amado

Sem ver e’engano o sonho transformado

Seu coração em paz de amor respira

Afastado que foi do cepo da mentira


Por longos anos sofri a desventura

De sua torpeza vil e perjura

Sem temor me prostrou no infame laço.


Quem ama de verdade não suspeita

Que a fera da traição já o espreita

Com a infida mão em seu abraço !


Porangaba, 18/05/2014 (data da criação)

Armando A. C. Garcia


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👁️ 552

Igual ao cego, não vê !...

Igual ao cego, não vê !...


O homem se engana e erra

Quando pensa que na terra

A natureza, é tudo,

E, todo o resto, é conteúdo


Que nada, além do infinito

Exista como inaudito

Além do clarão da lua

Ou do sol que flutua


O homem se engana e erra

Se em coisas vãs nesta terra

Somente pensa e crê

-Igual ao cego, não vê !


Sem nenhuma expectativa

Vive no mundo à deriva

Sem esperança e sem fé

Pobre agnóstico, não crê !


Minhas dúvidas, chego a ter

Que alguém possa não crer

Que o universo foi criado

Por um Ser tão sublimado


Só quando o cálice acre

Lhe tolher a paz como um lacre

E sentindo o peso do mal

Pede comiseração final


Despido de sentimentos

Ao peso dos sofrimentos

Começa a pensar como gente

Porque afinal, foi diferente

Sua existência deslavada

Submersa e afundada

Em pensamentos pueris

Só dignos de imbecis


E à excelsa preeminência

Vai rogar pela clemência

De infaustos dias passados

Em pensamentos infundados


P’la primeira vez a chama

Luminar de Deus inflama

Dentro de seu coração

E pede ao mundo... perdão !


Porangaba, 17/05/2014 (data da criação)

Armando A. C. Garcia


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👁️ 506

Assim fala o agricultor !

Assim fala o agricultor !


O mundo aclama no palco os cantadores

E no futebol os craques jogadores

Não dão glória ao humilde agricultor

Aquele que planta e vos honra com seu labor


Com o alimento para vossas forças prover.

O mundo só aclama o homem de poder

Aquele que nada faz em prol da humanidade

Mas que passa ovante pela notoriedade


Os que entre a multidão, passam triunfantes

E olham a miséria com desdéns cruciantes.

O homem bom e justo, o povo não aclama

Ao cantor e ao jogador, até lhe dão a cama


Não há glória alguma, ou ato de coragem

Olhando sua vida, é pura libertinagem.

O agricultor labuta do nascer do dia

E até ao anoitecer é a faina de seu dia


O povo, não aclama, quem lhe dá de comer

Somente a futilidade ele sabe acolher,

Seria motivo de festa e muita felicidade

render graças à sabedoria da verdade !


A um trabalho que parece inexpressivo

Mas que é o único fecundo e criativo

Capaz de alimentar no mundo sua grei

Para crescer, no suor que derramei !


Porangaba, 02/05/2014 (data da criação)

Armando A. C. Garcia


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👁️ 447

A combalida Fé !

A combalida Fé !


A combalida Fé de nossa sociedade
Tão pervertida nos deleites mundanos
Trocou as palavras de sublimidade
Pelas orgias pecaminosas dos profanos,

Trocou os dons espirituais pelo prazer
O ser humano esqueceu que existe Deus.
 E Este, lá do assento etéreo do poder
Está mostrando Seu poder, aos filhos seus

Restringindo a chuva nos mananciais,
Enquanto São Paulo, sofre inundações
Não chove junto aos açudes principais
E a seca, causar-vos-á exasperações

Se ao poder de Deus não vos subjugais
As agitadas ondas de imprecações
Atingir-vos-ão nas conjunções carnais
Do desvario delírio de vossas diversões

Haverá tempo de angústia e ponderação
Para avaliação da soberba de cada um
Como as pragas lançadas ao Egito. Serão
vossos sofrimentos, de exaltação comum !

São Paulo, 06/05/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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