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Lista de Poemas

Homenagens ao dia da Mãe


Homenagens ao dia da Mãe

MÃE !



Mãe, é palavra Divina

No seio da humanidade

Na vida traz a alegria

Na morte deixa a saudade !


São Paulo, 07 de maio de 2009

Armando A. C. Garcia

Mãe I



Ama-a, cheia de defeitos ou de bondade

Ama-a tal qual é, porque ela é tua mãe

Não lhe meças os erros se é que ela os tem

Tampouco a enobreças se for cheia de bondade.


Ama-a, porque ela deu um pouco de si mesma

E dessa dádiva, brotou um rebento. És tu!

Que ela, jamais, deixou secar enquanto que tu...

Tornas-te indigno de ser filho dela mesma.


Ama-a, como um filho deve amar sem preconceitos

Porque o amor de uma mãe não pode ser ultrajado

E aquele que o fizer, será eternamente condenado.

Será um réprobo, um monstro, sem mais direitos.


Cobre de beijos, sua pele já sulcada de rugas

E em cada fio de cabelo argenteado

Deposita um beijo e perdoa seu pecado

Assim como ela em criança perdoava tuas fugas.


Mas se assim não for, redobra então teus carinhos

Para que um dia, quando morrer, leve na lembrança,

A certeza de que na terra deixou uma esperança!...

A quem mais tarde, será a luz de seus caminhos.


São Paulo, 04/04/1964

Armando A. C. Garcia

Mãe II


A palavra pequenina

Que maior carinho tem

É a palavra Divina

Que tem a expressão de Mãe !


Mãe é palavra sagrada

Cheia de amor e amizade

Mãe... é a expressão mais amada

Sinônimo de Felicidade.


São Paulo, 21/04/2004

Armando A. C. Garcia

Mãe III


Presta a justa homenagem

À mãe, rainha do lar

Que reflita sua imagem

Como santa no altar


Lembra-te dos seus carinhos

E dos desvelos sem fim

Orientando teus caminhos

Qual lâmpada de Aladim !


E nesta data festiva

Enche de paz e alegria

E leva a tua rogativa

Aos pés da virgem Maria


Só em ter-te concebido

Carregando-te no ventre

Deves ser agradecido

E louvá-la eternamente


São Paulo, 04/05/2004

Armando A. C. Garcia

MÃE (IV)

I

Carinhos quantos me deste

Ó minha mãe tão querida

Mil afagos, tu soubeste

Colocar em minha vida

II

Velaste noites a fio

Quase sempre, sem dormir

Quer no calor, quer no frio.

- De dia, alegre a sorrir

III

Em teu regaço ó mãe

Aprendi sempre o melhor

Ensinaste-me, também

Quem foi do mundo o Feitor !

IV

Bendita seja a mãe

Que na palavra interpela

Fazendo do filho alguém

Na expressão lúcida e bela

V

Com o tempo fui crescendo

- Sempre tu a orientar-me

E em teus conselhos, aprendo

A do mal, sempre afastar-me

VI

Em minha alma gravaste

Princípios de honestidade

E quantas noites passaste

Velando minha mocidade

VII

Eu, fui crescendo na vida

Tu, prateando os cabelos

Ias ficando envelhecida

Mantendo os mesmos desvelos

VIII

Oh! Se eu pudesse voltar

Aos tempos de minha infância

Teu rosto iria beijar

Com ternura e *jactância

IX

O tempo nada perdoa

Consome até a esperança

- Mas deixa uma coisa boa

Que é, a eterna lembrança !

* orgulho - altivez

São Paulo, 26/04/2008

Armando A. C. Garcia



O VALOR QUE A MÃE TEM



Senhor, Deus do Universo

Deste à vida o verso

Deste o verso, a mim, também

Para mostrar ao mundo

O valor que a Mãe tem


Até Jesus, o Salvador

Teu filho amado, Senhor

Foi gerado pela Mãe

Para mostrar o valor

E o exemplo de Belém


Nem todos devotam amor

Do preito que são devedores

Disperso o pendor na idade

Filhos esquecem da Mãe

Cometendo iniqüidade


Afastam-se como apogeu

Daquela que o protegeu

Não lembram quando criança

Os desvelos que lhe deu

Dimensão de desesperança


Outros com serenidade

Amam a Mãe de verdade

São filhos probos, corretos

Trazem Deus no coração

Filhos do Grande Arquiteto.


São Paulo, 04/05/2011

Armando A. C. Garcia



ÀQUELA QUE VAI SER MÃE ! ...


I

Vai ser mãe não tem receio

A espera é um anseio

É esperança, é alegria

De fecundar sua cria

II

O amor em si, canta e vibra

Ela é força que equilibra

Aurora cheia de brilho

É mulher. Espera um filho

III

Ao seu filho tão amado

Sempre estará a seu lado

Cuidando e dando carinho

Tal como a ave em seu ninho

IV

Será amável dedicada

Alma em sonhos perfumada

Da rosa pétala flor

Magia dum amor maior

V

Como rocha, firme e forte

Enfrentas até a morte

Pela primorosa flor

Fruto de um grande amor!

VI

Vais ser mãe. Bendita sejas

E em minha prece singela

Peço a Deus p’ra que não sejas

A mãe de outra Isabella !


São Paulo, 26/04/2008

Armando A. C. Garcia



ÀS MÃES, QUE DEUS JÁ LÁ TEM !


Às mães, que Deus já lá tem

Que glorificadas sejam

Amor de todos amores. Mãe


Oh! Quanta falta tu fazes

Aos meus anseios de vida

Sem teus conselhos querida

Meus desejos incapazes


De trilhar todo caminho

Só temores atormentando.

A casa, não é mais ninho

Como o foi, no teu passado...[


Ò se pudesses voltar

Ao convívio novamente,

Como iria te amar

Numa ternura envolvente


Mas se assim não pode ser

Eu sei que o Criador

Do Universo, se quiser

Com seu Dom inspirador


Pode levar até ti

Amostra do meu amor

Para saberes que senti

Com tua falta, grande dor!


São Paulo, 28/04/2005

Armando A. C. Garcia

E-mail: armandoacgarcia@superig.com.br


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Da Árvore de Palavras

Da Árvore de Palavras


Duma árvore de palavras carregada,
O poeta, as colhe e identifica
Sutilmente as imprime e classifica
Entre visões da alma amargurada

Entre verdade, mentira e devaneio
O poeta, como em sonho as descortina
E faz delas a sombra que imagina
Para tirar o que à mente lhe adveio

Vencida esta jornada, doida postiça,
Vinculando as palavras uma a uma
Fala de amor, de dor, e como costuma

Fala de tudo, até critica a justiça
Pois, de falar, o poeta não tem preguiça
Fala tanto, e não resolve coisa alguma !

São Paulo, 28/04/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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👁️ 473

Frágeis habitações

Frágeis habitações

De pedaços de madeira, as frágeis habitações
Numa massa irregular de pequenas dimensões
E nas nebulosas vielas sem arruamentos
Apinha-se o ser humano, em busca de aposentos

No local alastra-se um lençol de lama e barro
Entre um casebre e outro, não passa um carro
Triste cidade ! Mundo de favelas irregulares
Para o que busca novos horizontes, agregares !

Assim vivem, qual tribo de nômades andantes
Na dimensão do nada, caminham flutuantes
Na correnteza infausta do infortúnio e medo
Os sonhos tão distantes, da alma são segredo

No mórbido ambiente, o denso ar prolixo
Tem cheiro nauseabundo ascoso e fixo
Tudo ali é esquálido, sórdido, desalinhado
Na sujeição submissa ao porte do coitado

Toda a fiação elétrica, sofre *gatos após gatos
Nas pútridas águas a céu aberto, proliferam ratos
De todas imundícies, dos excrementos fecais
Restos de comida, barro e argila dos aluviais

À noite, no escuro, o silêncio é tenebroso
A soturnidade cheia de mistério escabroso
Paira nas sombras dos becos sujos, imundos
Na calada da noite, gritos de alerta profundos

As frágeis habitações de pedaços de madeira
Inesperadamente viraram enorme fogueira
Em questão de minutos foi dizimada a favela
Uns dizem curto circuito, outros luz de vela

A degeneração da política pública
Não atende o miserável, não ouve a súplica
Tendo levado ao caos inúmeras famílias
Ao inverso das faustosas mansões de Brasília

Assim, o hipossuficiente denegrido à sorte
Busca outro local no absurdo de sofrer
Cata umas madeiras para edificar seu barraco
A matéria vacila, mas o espírito não é fraco

A desigualdade leva a desagregação
Ao social panorama trágico da nação
Tomou conta a violenta criminalidade
Numa espiral de violência sem igual !

Num clima de guerra vive hoje o cidadão
Sai de casa para trabalhar, ganhar o pão
Mas não sabe se volta vivo, eis a questão
Porque a violência, impera no seio da nação !

São Paulo, 24/04/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
*desvio de energia; furto
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P Á S C O A (Replay)

P Á S C O A (Replay)



Para salvar a humanidade do pecado

O filho de Deus, veio à terra feito homem

Na sua trajetória, ressuscitou, alçado

Aos céus, após imolado na cruz. Amém


Foi por ocasião da Páscoa, que ocorreu

O milagre da ressurreição e da vida

Nessa via, o filho de Deus, não morreu

Mas sentiu a esperança e a alma dolorida


Pela humanidade, imolado na cruz

Padeceu Ele um sacrifício ingente.

Foi cordeiro de Deus, seu filho Jesus

Que veio ao mundo na figura de gente


Para indicar o caminho da salvação

Jesus, dando a vida, venceu a morte

Revelando ao mundo sua ressurreição

Num sentido profundo de fé e norte.


Seu gesto de misericórdia e compaixão

Exala perfume que envolve o planeta

Levando a cada criatura compreensão

No feixe de luz que irradia e projeta


Reconfortou multidões, caminho afora

Fez paralíticos voltarem a andar

Depois da grande noite sem aurora

Fez cegos enxergarem e mudos falar


O balsamizante perfume dos espinhos

E dos pregos que o imolaram na cruz

Haverão de suavizar os teus caminhos

A cada pensamento de amor para Jesus !


O reino de Seu Lar em paz resplandece

Luzindo no firmamento estrelas de flores

Bendita seja a tortura que engrandece

E cobre as torpezas, de nós pecadores !


São Paulo, 18/03/2008 (data da criação)

Armando A. C. Garcia


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Tua Benção Sublime e Santa

Tua Benção Sublime e Santa


Envolve-nos no Teu manto suave e brando

Cheio de encantos e poderes sacrossantos

Tua benção, sublime e santa; aguardando,

Não nos deixes na dor, enxugando o pranto !


De Teu eterno mistério, lá no infinito

Contempla o sofrimento e a aflição

Aos irmãos desvalidos, Teu amor bendito,

Estende Teu olhar, dá-lhes consolação.


Senhor Deus ! Criador do imenso Universo

Onipotente, onipresente, ubíquo

Afasta de nós tudo que seja adverso

O malicioso, o dissimulado, o oblíquo


Dá-nos Tua paz e a semente do Teu amor

Que diante de Ti, se prostre nosso coração

Nossa alma Te louve com imenso fervor

Repleta de harmonia e satisfação !


Num verdadeiro sentimento de ternura

Na caminhada acúlea da existência

Teu perfume nos balsamiza de ventura

Superando os obstáculos com paciência.


Porangaba, 19/04/2014 (data da criação)

Armando A. C. Garcia


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👁️ 536

Com Tua luz !

Com Tua luz !



Ouve Senhor a minha prece

Põe um fim à desventura

Com Tua luz me aquece

Do frio da noite escura


Ó Senhor lá das alturas

Escuta o meu clamor

Estende às criaturas

O pendão do Teu amor


Ó excelsa preeminência

Onde o brio e o pundonor

São de Tua sapiência !

- Atende nosso clamor


Sabes d’nossa imperfeição,

O nosso íntimo conheces

Por favor, tem compaixão

Atendendo nossas preces


Tu, És a celeste esperança

Dos pobres em aflição

És a tábua de bonança

De quem busca a salvação


Não desampares Senhor !

Os desvalidos da vida

Eles, buscam no Teu amor

Um alento à paz perdida


No momento sublime

Da Tua benção, Senhor !

A nossa alma redime

À sementeira do amor!


Porangaba, 18/04/2014 (data da criação)

Armando A. C. Garcia


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👁️ 419

Homenagem ao dia do Índio (replay)

Homenagem ao dia do Índio (replay)

Sua identidade perdida,

Suas terras circunscritas

Sem encanto, sua vida

Ao tempo dos Jesuítas.

Sendo o índio guerreiro

Domesticado qual gato

Como um galo no poleiro

É sombra do seu retrato

Numa extensão de elite

Montavam as suas ocas

Quando a caça no limite

Mudavam todas as tocas

Felizes, aqueles nativos,

Cuja terra era só sua

Homens brancos, atrevidos

Na verdade, nua e crua

Tomaram conta das terras

Afastando-os para longe.

Dizimados nessas guerras

Os índios aceitam o monge

Aos poucos catequizados

Da cultura, separados

E, assim, foram dizimados

Cada vez mais empurrados

De seus cantos e encantos

Perdendo a caça e a pesca

A floresta tem seus mantos

Com fontes de água fresca

Dia após dia empurrados

Cada vez para mais longe

Mesmo já catequizados

Passam a duvidar do monge

Esse choque cultural

Prejudicou todas as tribos

Desde a vinda do Cabral

Fizeram do índio um chibo

Os poucos que ainda restam

Perderam a organização

Da raça não manifestam

O senso duma nação

Do jeito que Deus criou

Na santa mãe natureza

Dela o homem te desviou

Devolva-te à singeleza

Nesta homenagem singela

Meu preito e admiração

À nação mais pura e bela

Vítima da espoliação !

São Paulo, 19/04/2012

Armando A. C. Garcia

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👁️ 399

Liberta meu coração

Liberta meu coração



Liberta meu coração

Das garras da iniquidade

Abre as portas da razão

Da luz e da claridade


Tu, és o Rei da glória

Da providência Divina

Guia minha trajetória

Com Teu farol a ilumina


Liberta meu coração

Da maldade e injustiça

Pois está em Tua mão

A vitória desta liça


Só Tu, ó Rei do universo

Tens o poder e o domínio

De afastar o adverso

Mau-olhado e o fascínio


Liberta meu coração

Dá-lhe entendimento e paz

Está em Ti a coesão

Duma harmonia eficaz


Ó Deus de infinito amor

Em Tuas mãos meu destino

Eu coloco com fervor

E de Jesus, o Palestino


São Paulo, 16/04/2014 (data da criação)

Armando A. C. Garcia


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Desejo inconsciente

Desejo inconsciente


Antojou* a vida inteira a figura
Abstrata daquela linda mulher
Emoldurando num quadro a conjectura
Do desejo inconsciente do querer

Sua imaginação estava torturada
Imbele** das falsas visões dum só encanto
Cansado de lutar pela linda fada
Da dor e da saudade fez seu manto !

* representar na imaginação
** fraco

São Paulo, 15/04/2014
Armando A. C. Garcia

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👁️ 481

No Tabernáculo da Fé



No tabernáculo da Fé


Verte a agonia do peito
Da rigidez da amargura
Meu Deus, volve perfeito
À Tua paz e ternura


Tenho a alma consumida
Sem esperança ou timoneiro
Na via, escabrosa da vida
Sou solitário caminheiro !


Na sementeira Divina
Sua a migalha do nada
Meu coração ilumina
Com Tua luz condensada


Para extinguir as tristezas
Seja a alma consolada
Dá-lhe a força e grandeza
De enfrentar a caminhada


Que a sombra e sofrimento
Sejam pra sempre afastadas
Meu coração sem alento,
Quer ver as dores resgatadas


O Teu poder é sublime
De varrer a amargura
Senhor! Minha alma redime
Dá-me as sobras da ventura!


São Paulo, 10/04/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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