Lista de Poemas
O vil engano
O vil engano
Em taças de ouro, o vil engano bebe
Do tempo mágico da vida encantado
A carruagem, dos prazeres a todos serve
Um homem de bem, em bruto é transformado
Quem se deleita na posse do prazer
Percorre uma estrada, só de descaminho
O princípio é fim, cruel a padecer
Arrostando ao temor de um fero espinho
Quem lança mão dos deleites, manifesta
Sua intenção de seguir o que não presta
Volúvel de um homem sem firmeza
Capaz de cair no abjeto laço infame
Da torpeza, da impudicícia, do vexame
Ao afastar-se voluntariamente da pureza !
Porangaba, 05/04/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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A chave do cofre !...
A chave do cofre !...
Não se derramam lágrimas sem sentido
Quando o coração sente, a alma chora
A dor, dor pungente, não vai embora
Fica albergada ao pé do ouvido
Não se pranteiam lágrimas ao desalinho.
Uma janela aberta para o mundo
É a razão do sentimento profundo
Daquele que trilha o reto caminho
A esperança é alívio da saudade
Ninguém perde a coragem sem razão
Após o dia, surge a escuridão
Mas logo após... o dia, a claridade
A excelsa preeminência é a vida
O sentimento é lavra do Ser humano
É o recato, é a timidez ao profano,
Incompleto à eterna despedida
O sustentáculo da vida é o amor
Sutil flama que em nós se derrama
No vigor potente, que o sangue inflama
Como na singeleza pura duma flor !
Mil desatinos de insaciável desejo
Que a mente alimenta e o coração sofre
São para a alma, como a chave do cofre
Que alberga a mágoa que ora antevejo
O juízo universal, no amor consiste
Se é tudo que no mundo acreditamos
Porque então, muitas vezes odiamos
E não no dever, que na lei de Deus existe!
São Paulo, 08/04/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Sentimento quântico
Perdido o sentimento quântico
Do amor outrora romântico
Onde a falsa luz e a fantasia
Fechava os olhos e, nada via
Descuidado, o pobre coração
Igualmente, os olhos sem visão
Não notavam o que acontecia
Nem tampouco, minha alma o sentia
Aquela face inocente, esvaece
- Voltar aos ditosos dias pudesse
De seus abraços bem apertados
Talvez mudasse meu triste fado.
Quem sabe, o que eu sofro calado
De pensar outrora... entristece !
São Paulo, 25/03/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Senhor ! Clamo Tua ajuda
Se meu pecado é tão grande
Que chega a jorrar pus
Que Teu perdão o abrande
Pelo martírio da cruz
Reina em Ti o poder
Entre o céu e a terra
Só Tu podes nos valer
Pela força qu’ele encerra
Senhor ! Clamo Tua ajuda
Não deixes desamparado !
Por favor, o curso muda
Ao destino malfadado
Se acho minha cruz pesada
Que direi do teu madeiro.
Minha, em plana caminhada
Tua, subindo o outeiro !...
Perdoa o meu destempero
E falta de compreensão
Se nenhum sofrimento quero
Como remir a imperfeição !
Celeiro cheio de grãos
Precisa ar permanente,
A nossa alma, irmãos
De prece, constantemente !
São Paulo, 26/03/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Cego na ambição ! ...
Cego na ambição ! ...
Cego na ambição, o mundo caminha
Sustendo o homo em pura decadência
Deus deu-lhe ciência, ele a descaminha
Como agnóstico, duvida a existência
De um Ser Superior que tudo governa
E moto contínuo manifesta-se descrente
Pleno vigor, vivo, de potente perna
Plena saúde, sem uma febre ardente
Julga-se o sustentáculo da vida
E que toda excelsa preeminência
Esta na pura natureza contida,
E, ela sim, encerra toda a ciência.
Sistemas, opiniões, têm mudança
Ao longo das quatro épocas da vida
Na quarta idade, quando a fraqueza avança
Teme as ofensas, já na eterna despedida
Quando era moço forte, em nada cria
Não tinha chagas, nem tinha amargura
Agora velho, caduco, chega a agonia
Muda a opinião, medo da sepultura !
O vil egoísmo, império do fanatismo
Do niilismo, da descrença absoluta
Garbo fingido, a alma, leva ao abismo
E seu hóspede, a uma vida dissoluta !
Porangaba, 30/03/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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No pendor de minha vida
No pendor de minha vida
No pendor de minha vida
Penhorei em ti meus sonhos
Mas tu, em contrapartida
Os transformastes bisonhos
Triunfas na adversidade
Na inconstância volúvel
Cheia de ardis e maldade
E pensamento dissolúvel
Não cabe o sentimento
No coração que albergas
Só o frio esquecimento.
Trespassas todo tormento,
E mesmo que a taça ergas
Contemplas o sofrimento!
Porangaba, 29/03/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Essa besta !...
Cultua-se o diabo,
Cultua-se essa besta
Mas, cultuar o diabo
É gostar do que não presta
O povo está ousado
Crendo nessa criatura
Vem de anjo disfarçado
Prometendo-vos fartura
Mas assim, que vos cativa
Fantoche, virais dele
E com a vida à deriva
Ireis saborear o fel
Vossa alma desvirtua
Deprava a vossa moral
Sua chave, uma gazua,
Abre o coração pró mal
Mentiroso, trapaceiro
Um perfeito vigarista
Hipócrita, embusteiro
No seu palco, é artista !
Até Jesus, o Nazareno,
Já foi, tentado por ele
Sua trapaça tem veneno
Mais amargo que o fel !
Porangaba, 30/03/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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A compra da refinaria Pasadena
A compra da refinaria Pasadena
Quarenta e dois milhões e meio de dólares
Foi o preço pelo qual a Astra a comprou
No ano seguinte os Belgas venderam metade
Por trezentos e sessenta milhões de dólares.
Sabe quem! generosamente, a comprou...
Com cláusula obrigando à compra da outra metade?
Se não sabe, eu te direi, foi a nossa Petrobras
Obrigada a adquirir a outra metade por mais do dobro
Do que ela pagou no primeiro pagamento.
A empresa que andava pra frente, andou pra trás
É da inteligência desse pessoal que eu cobro
Explicações para esse péssimo investimento.
Afinal, se a petrolífera não processa o óleo
Produzido no Brasil, qual o motivo da compra ?
Negócio irregular é o que se pode entender
Ninguém faz uma empresa falida dar petróleo
A não ser a Petrobras, isto nos assombra !...
Agora, vender a sucata... milhões vai perder
A ministra chefe da Casa Civil, por ironia
Então presidente do Conselho Administrativo
Da Petrobras era Dilma Rousseff, presidente
Diz não saber o que assinou, porque o faria...
Quem assina, o que não lê, não é defensivo
E muito menos, criterioso e prudente !
Agora, sobra essa conta, para nós pagarmos,
Duma administração caótica e desordenada.
De cento e oitenta milhões de dólares foi a proposta
Para compra da sucata... só resta entregarmos
Se afinal, não vale nada, como foi valorizada
No ato da compra. Negociata, eis a resposta !
O mais irritante neste episódio, é o baixo lance
De diretores afastados, dependurando-se
Imediatamente em outro cargo semelhante
Chego a crer que honorabilidade não tem alcance.
Prejudicando o erário, os conchavos ajeitando-se
No meio político, terá um cargo importante !
Porangaba, 22/03/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Perdido, em busca de mim
Perdido, em busca de mim
Nesta vida eu tenho andado
Perdido, em busca de mim
Não me tenho encontrado
Nem do princípio ao fim,
Nesta minha intemperança
Vi Jesus, pelo caminho,
Mas não dei muita importância
Ao que diz seu pergaminho
Sagrados ensinamentos
O Bom Jesus nos legou
Guardar os mandamentos...
Coisas que o vento levou !
Procurei ser justo e fiel
Ambos, difícil concluir
São remédio, igual ao fel
Rejeitar, ou engolir
Neste maciço mistério
Conforto meu pensamento
Desculpem meu vitupério,
Se vos dá algum alento !
São Paulo, 20/03/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Desejos !...
Desejos, quantos já tive
Nesta vida indesejada
Se de desejos se vive
Essa foi minha estrada
Nascemos predestinados
Uns pro bem, outro pro mal
Uns patrões, outros criados
Neste mundo desigual
Não se trata de desejos
O que a vida nos reserva
O ser bom, ou malfazejo
O espírito o conserva
O viver é um desejo
Inato do ser humano
Ninguém resiste ao ensejo
De na vida ser o decano
Reclamando, ou não da vida
O desejo é mais forte
Adiando a partida
Vencendo a própria morte
O desejo é uma esperança
Esta, não morre jamais
É uma eterna criança
Na vida dos animais
Desejos, quem os não teve
Pergunto, quem os não tem
Se o desejo se manteve
É a aurora do Bem !
São Paulo, 19/03/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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E poeta é qual vinho envelhecido
Em antigos tonéis de carvalho
Por alguns será bebido,
Por outros, só degustado !
São Paulo, 10/09/2009
Armando A. C. Garcia
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