Escritas

Lista de Poemas

O vil engano

O vil engano


Em taças de ouro, o vil engano bebe

Do tempo mágico da vida encantado

A carruagem, dos prazeres a todos serve

Um homem de bem, em bruto é transformado


Quem se deleita na posse do prazer

Percorre uma estrada, só de descaminho

O princípio é fim, cruel a padecer

Arrostando ao temor de um fero espinho


Quem lança mão dos deleites, manifesta

Sua intenção de seguir o que não presta

Volúvel de um homem sem firmeza


Capaz de cair no abjeto laço infame

Da torpeza, da impudicícia, do vexame

Ao afastar-se voluntariamente da pureza !


Porangaba, 05/04/2014 (data da criação)

Armando A. C. Garcia


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👁️ 535

A chave do cofre !...

A chave do cofre !...

Não se derramam lágrimas sem sentido

Quando o coração sente, a alma chora

A dor, dor pungente, não vai embora

Fica albergada ao pé do ouvido

Não se pranteiam lágrimas ao desalinho.

Uma janela aberta para o mundo

É a razão do sentimento profundo

Daquele que trilha o reto caminho

A esperança é alívio da saudade

Ninguém perde a coragem sem razão

Após o dia, surge a escuridão

Mas logo após... o dia, a claridade

A excelsa preeminência é a vida

O sentimento é lavra do Ser humano

É o recato, é a timidez ao profano,

Incompleto à eterna despedida

O sustentáculo da vida é o amor

Sutil flama que em nós se derrama

No vigor potente, que o sangue inflama

Como na singeleza pura duma flor !

Mil desatinos de insaciável desejo

Que a mente alimenta e o coração sofre

São para a alma, como a chave do cofre

Que alberga a mágoa que ora antevejo

O juízo universal, no amor consiste

Se é tudo que no mundo acreditamos

Porque então, muitas vezes odiamos

E não no dever, que na lei de Deus existe!

São Paulo, 08/04/2014 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

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👁️ 534

Sentimento quântico

Sentimento quântico

Perdido o sentimento quântico
Do amor outrora romântico
Onde a falsa luz e a fantasia
Fechava os olhos e, nada via

Descuidado, o pobre coração
Igualmente, os olhos sem visão
Não notavam o que acontecia
Nem tampouco, minha alma o sentia

Aquela face inocente, esvaece
- Voltar aos ditosos dias pudesse
De seus abraços bem apertados

Talvez mudasse meu triste fado.
Quem sabe, o que eu sofro calado
De pensar outrora... entristece !

São Paulo, 25/03/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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👁️ 435

Senhor ! Clamo Tua ajuda

Senhor ! Clamo Tua ajuda

Se meu pecado é tão grande
Que chega a jorrar pus
Que Teu perdão o abrande
Pelo martírio da cruz

Reina em Ti o poder
Entre o céu e a terra
Só Tu podes nos valer
Pela força qu’ele encerra

Senhor ! Clamo Tua ajuda
Não deixes desamparado !
Por favor, o curso muda
Ao destino malfadado

Se acho minha cruz pesada
Que direi do teu madeiro.
Minha, em plana caminhada
Tua, subindo o outeiro !...

Perdoa o meu destempero
E falta de compreensão
Se nenhum sofrimento quero
Como remir a imperfeição !

Celeiro cheio de grãos
Precisa ar permanente,
A nossa alma, irmãos
De prece, constantemente !

São Paulo, 26/03/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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👁️ 548

Cego na ambição ! ...

Cego na ambição ! ...


Cego na ambição, o mundo caminha

Sustendo o homo em pura decadência

Deus deu-lhe ciência, ele a descaminha

Como agnóstico, duvida a existência


De um Ser Superior que tudo governa

E moto contínuo manifesta-se descrente

Pleno vigor, vivo, de potente perna

Plena saúde, sem uma febre ardente


Julga-se o sustentáculo da vida

E que toda excelsa preeminência

Esta na pura natureza contida,

E, ela sim, encerra toda a ciência.


Sistemas, opiniões, têm mudança

Ao longo das quatro épocas da vida

Na quarta idade, quando a fraqueza avança

Teme as ofensas, já na eterna despedida


Quando era moço forte, em nada cria

Não tinha chagas, nem tinha amargura

Agora velho, caduco, chega a agonia

Muda a opinião, medo da sepultura !


O vil egoísmo, império do fanatismo

Do niilismo, da descrença absoluta

Garbo fingido, a alma, leva ao abismo

E seu hóspede, a uma vida dissoluta !


Porangaba, 30/03/2014 (data da criação)

Armando A. C. Garcia


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👁️ 460

No pendor de minha vida

No pendor de minha vida


No pendor de minha vida

Penhorei em ti meus sonhos

Mas tu, em contrapartida

Os transformastes bisonhos


Triunfas na adversidade

Na inconstância volúvel

Cheia de ardis e maldade

E pensamento dissolúvel


Não cabe o sentimento

No coração que albergas

Só o frio esquecimento.


Trespassas todo tormento,

E mesmo que a taça ergas

Contemplas o sofrimento!


Porangaba, 29/03/2014 (data da criação)

Armando A. C. Garcia


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👁️ 492

Essa besta !...

Essa besta !...


Cultua-se o diabo,
Cultua-se essa besta
Mas, cultuar o diabo
É gostar do que não presta

O povo está ousado
Crendo nessa criatura
Vem de anjo disfarçado
Prometendo-vos fartura

Mas assim, que vos cativa
Fantoche, virais dele
E com a vida à deriva
Ireis saborear o fel

Vossa alma desvirtua
Deprava a vossa moral
Sua chave, uma gazua,
Abre o coração pró mal

Mentiroso, trapaceiro
Um perfeito vigarista
Hipócrita, embusteiro
No seu palco, é artista !

Até Jesus, o Nazareno,
Já foi, tentado por ele
Sua trapaça tem veneno
Mais amargo que o fel !

Porangaba, 30/03/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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👁️ 528

A compra da refinaria Pasadena

A compra da refinaria Pasadena


Quarenta e dois milhões e meio de dólares

Foi o preço pelo qual a Astra a comprou

No ano seguinte os Belgas venderam metade

Por trezentos e sessenta milhões de dólares.

Sabe quem! generosamente, a comprou...

Com cláusula obrigando à compra da outra metade?


Se não sabe, eu te direi, foi a nossa Petrobras

Obrigada a adquirir a outra metade por mais do dobro

Do que ela pagou no primeiro pagamento.

A empresa que andava pra frente, andou pra trás

É da inteligência desse pessoal que eu cobro

Explicações para esse péssimo investimento.


Afinal, se a petrolífera não processa o óleo

Produzido no Brasil, qual o motivo da compra ?

Negócio irregular é o que se pode entender

Ninguém faz uma empresa falida dar petróleo

A não ser a Petrobras, isto nos assombra !...

Agora, vender a sucata... milhões vai perder


A ministra chefe da Casa Civil, por ironia

Então presidente do Conselho Administrativo

Da Petrobras era Dilma Rousseff, presidente

Diz não saber o que assinou, porque o faria...

Quem assina, o que não lê, não é defensivo

E muito menos, criterioso e prudente !


Agora, sobra essa conta, para nós pagarmos,

Duma administração caótica e desordenada.

De cento e oitenta milhões de dólares foi a proposta

Para compra da sucata... só resta entregarmos

Se afinal, não vale nada, como foi valorizada

No ato da compra. Negociata, eis a resposta !


O mais irritante neste episódio, é o baixo lance

De diretores afastados, dependurando-se

Imediatamente em outro cargo semelhante

Chego a crer que honorabilidade não tem alcance.

Prejudicando o erário, os conchavos ajeitando-se

No meio político, terá um cargo importante !


Porangaba, 22/03/2014 (data da criação)

Armando A. C. Garcia


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👁️ 565

Perdido, em busca de mim

Perdido, em busca de mim


Nesta vida eu tenho andado

Perdido, em busca de mim

Não me tenho encontrado

Nem do princípio ao fim,


Nesta minha intemperança

Vi Jesus, pelo caminho,

Mas não dei muita importância

Ao que diz seu pergaminho


Sagrados ensinamentos

O Bom Jesus nos legou

Guardar os mandamentos...

Coisas que o vento levou !


Procurei ser justo e fiel

Ambos, difícil concluir

São remédio, igual ao fel

Rejeitar, ou engolir


Neste maciço mistério

Conforto meu pensamento

Desculpem meu vitupério,

Se vos dá algum alento !


São Paulo, 20/03/2014 (data da criação)

Armando A. C. Garcia


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👁️ 501

Desejos !...

Desejos! ...


Desejos, quantos já tive
Nesta vida indesejada
Se de desejos se vive
Essa foi minha estrada

Nascemos predestinados
Uns pro bem, outro pro mal
Uns patrões, outros criados
Neste mundo desigual

Não se trata de desejos
O que a vida nos reserva
O ser bom, ou malfazejo
O espírito o conserva

O viver é um desejo
Inato do ser humano
Ninguém resiste ao ensejo
De na vida ser o decano

Reclamando, ou não da vida
O desejo é mais forte
Adiando a partida
Vencendo a própria morte

O desejo é uma esperança
Esta, não morre jamais
É uma eterna criança
Na vida dos animais

Desejos, quem os não teve
Pergunto, quem os não tem
Se o desejo se manteve
É a aurora do Bem !

São Paulo, 19/03/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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