Lista de Poemas
Corredor do tempo
Corredor do tempo
No longo corredor do tempo vejo os dias
Passarem obliquamente dissimulados
Como se o nada da vida, que é o tudo
Tivessem sido pelo tempo estiolados
Na noção do presente, do passado e futuro
No mesmo interstício, das partes desse todo
Sopra o vento da maldade e do apuro
Da coragem, do valor e do denodo
O estertor d’angustiosa ânsia dá anseio.
Somente nas horas, o dia é projetado
Da vida, o tempo futuro é o esteio
Não volve de novo o tempo passado
O tempo bebe rápido a luz dos dias
Logo chega a soturna noite negra
Quando a sombra se projeta no luar
No imutável curso que segue sua regra
Na rígida e irretratável caminhada
No corredor, sem janelas que o detenham
Irretroativo na contagem acumulada
O tempo, dá-nos os dias que convenham
Porangaba,24/08/2014 (data da criação)
ArmandoA. C. Garcia
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O Rei da Glória
O Rei da Glória
Tu, és o Rei da Glória
A Suprema Majestade
Onde triunfa a vitória
E se projeta a verdade
O caminho da ascensão
Na subida transitória
Do mundo da perdição
Ao da excelsa glória
És a luz, consolação
Que ajuda e dá esperança
Discreto amor, redenção
Libertação que avança
O cultor das dores alheias
Dulcificador do pranto
Tu, o fazes às mãos cheias
Socorrendo com Teu manto
Balsamizas as feridas
Punges da alma a aflição
E às vidas doloridas,
Levas a consolação
De quem sofre, és esperança
Transcende de Ti o amor
Expande-se a confiança
A Teus pés. Ó Criador !
São Paulo, 21/08/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
A Suprema Majestade
Onde triunfa a vitória
E se projeta a verdade
O caminho da ascensão
Na subida transitória
Do mundo da perdição
Ao da excelsa glória
És a luz, consolação
Que ajuda e dá esperança
Discreto amor, redenção
Libertação que avança
O cultor das dores alheias
Dulcificador do pranto
Tu, o fazes às mãos cheias
Socorrendo com Teu manto
Balsamizas as feridas
Punges da alma a aflição
E às vidas doloridas,
Levas a consolação
De quem sofre, és esperança
Transcende de Ti o amor
Expande-se a confiança
A Teus pés. Ó Criador !
São Paulo, 21/08/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Resquícios de lembranças
Resquícios de lembranças
Num lampejo de saudade teu encanto
Irrompe, como cachoeira em livre queda
No turbilhão da correnteza. Onde o canto
da sinfonia das águas, nele se envereda,
No resquício de lembranças, adormecidas
Que fluem de sonhos de amor, de mansinho
Em meio às esperanças, já perdidas
Nas pedras cheias de lama do caminho
Vivo, da triste saudade, sem clemência,
No desejo, que o tempo refaça os anseios
Refazendo o desengano na coerência
Da relação harmônica de meus devaneios
Vaguei na ambivalência mística da idéia
Contemplativa, absorção do pensamento
E como aranha me envolvo nessa teia
Qu’a aridez do tempo, forjou sem um lamento
Como folhas que a ventania não soprou
Estão em mim os resquícios das lembranças
Preciso expurgar da alma o que sobrou
Praretornar a ter da vida confiança !
Porangaba,23/08/2014 (data da criação)
ArmandoA. C. Garcia
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As penas da vida
As penas da vida
Penas que flutuam no ar,
Das minhas são o inverso
Aquelas pairam no ar
Já estas, têm peso inverso.
As penas do meu penar
Pesam no pensamento
São como as ondas do mar,
Em constante agitamento.
Quem me dera não ter penas
E, nem ter porque penar
Tivesse, somente, apenas
Um coração para amar
Porque as penas mais pesadas
Nós temos que carregar
As das aves, aveludadas
São usadas para voar
Fossem plumas apenas
As penas do meu calvário
Não estaria na arena
Tão triste e solitário
Não transformes minhas penas
Num rosário de penar
Elas, não são tão pequenas
Pra que as possas agrupar
Nos *interstícios das penas
Cheios de melancolia
Vivem as memórias apenas
**Magma da dor dos meus dias
Vento que sopras as plumas
Das penas das avezinhas.
Perdidas, como as brumas
Leva tu... também as minhas!
Este abstrato penar
Transcende a realidade
É como as areias do mar
Qu’a espuma, os pés vem beijar
* fenda; intervalo
**lava
São Paulo, 11/08/2014
(data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Homem !
HOMEM !
És dependente de tudo
Independente do nada
És da vida um tetra-mudo
Um taxi na bandeirada
Homem ! Tua vida devassa
Aninha sonhos de aventura
Por tua cabeça passa
Só ambição e loucura
Abismo desconhecido
Nesse teu desiderato
Teu coração oprimido
Turba teu senso pacato
Independente do nada
Carregas pesada cruz.
Nessa árdua caminhada
A dependência te conduz
És pseudo independente
Tu, que dependes de tudo
Desde a noite, ao sol nascente
E do alimento ao estudo !
São Paulo, 11/08/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Perdido na solidão
Quando andava pelo mundo,
Perdido na solidão
Um sentimento profundo,
Tocou o meu coração
Foi então que compreendi
A magnitude de Deus
Vi que em sonhos me perdi
Como fazem os ateus.
Ainda a lágrima suspira
Lá, no infinito vazio
Entre a verdade e a mentira
Num tremendo desafio,
Mas se em vós eu confiei
No presente e no futuro
Minhas mágoas... já penei
Não quero mais correr apuro
Dum polo a outro impelido
Mil lamúrias derramei
Meu coração esvaído
Teve paz, quando Te amei!
São Paulo, 23/07/2014
Armando A. C. Garcia
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Pai ! (replay)
Pai ! (replay)
PAI, chama de vida
Presente a toda hora
No carinho, educação
Deste sempre acolhida
Ao impulso que aflora
Do meu pobre coração
És o grande timoneiro
Significado de vida
Com tua sabedoria
Moldaste, qual usineiro
Sem deixar de dar guarida
À minha triste *agnosia
Aos poucos foste moldando
Mostrando o bom caminho
No exemplo de tua conduta
Aprendi o valor, quando
Vi em grande desalinho
Minha vida dissoluta
Que entre o certo e errado
Há grande diferenciação
Um, caminho verdadeiro
O outro, leva ao pecado
Um pulsa na exatidão
Outro, exala mau cheiro
Corrigir, defeitos, falhas
Tudo de ti aprendi
Conhecimento, bondade
E, enfrentar as batalhas
Que, de nenhuma fugi
Nem estendi a toalha
Longo o aprendizado
Foi-me de grande valia
Aprendi a ser honrado
Probo, integro, respeitado
A **cravelha que me guia
Tangendo cordas do fado
PAI, de ti foi plagiado
Nos passos de teu caminho,
Teu exemplo incrustado
Na minha alma gravado
Por teu amor e carinho
A teu filho dedicado.
Neste dia congraçado
Aos pais deste universo
Quero deixar um recado
Nas letras deste meu verso
Que seja um dia louvado
E o Pai, parabenizado.
Com abraço de ternura
E um beijo de afeição
Que expresse o carinho
Cheio amor e ventura
E sele a saudação
Com cheiro de rosmaninho!
São Paulo, 13/08/2011
Armando A. C. Garcia
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leia; SER PAI
*ignorância
**peça para retesar as cordas (de instrumentos de corda)
A Concupiscência
A concupiscência
A *concupiscência é o antônimo da pureza
É a principal causa dos males humanos
Fruto do desejo intenso com certeza
Por bens, gozos materiais ou sexuais
Na **preceituação, retórica-poética
A ostentação por desejos diletantes
Evidenciam procedimentos sem ética
Obra das veleidades inconstantes
Nos olhos há cobiça, na mente ilusão
Seus caminhos cruzam o intangível
Na distante presença das estrelas
Desvairadamente o seu coração
Não se coaduna com o plausível
- Despedaça-se na ambição, sem cautela !
*desejo intenso de bens ou gozos materiais
**ordenamento;.determinação
Porangaba, 02/08/2014
Armando A. C. Garcia
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Fonte do amor !...
Fonte do amor !...
Nesta ausência da verdade
Na cinza que o fogo deixa
Onde a queima da vontade
É o suspiro da queixa
Última réstia do sol
Última réstia de esperança
Sonho flutua ao arrebol
O enigma à semelhança
A memória se povoa
De perspectivas sem fim
Tua imagem sobrevoa
As sombras do meu jardim
Nas voltas que o contornas
Dissipas o ensombrado
As flores, antes soturnas
Voltaram ao seu passado
Fundem-se as emoções
Num gradual sentimento
Que une dois corações
Ao sagrado sacramento
Nessa fonte de desejo
Onde nasce o grande amor
Se beijar-te é um ensejo
Abraçar-te é esplendor !
Porangaba, 09/08/2014
Armando A. C. Garcia
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Cinzas do passado !
Cinzas do passado !
No silêncio da saudade
Acredite, ouço sua voz
Quando o luar, a terra invade
Diviso sua sombra, na foz !
E, quando triste passeio
Taciturno, melancólico
Vou espairecer no seio
Do meu recanto bucólico
Certas noites te procuro,
Fitando as estrelas do céu
Sob o manto azul-escuro
Está, teu destino e o meu
O céu não quis nos unir
No passado e no futuro
São saudades a carpir
Neste orbe, obscuro
Nesta mata de enganos
Em que sonhos flutuam
Nos recônditos *arcanos
Que na alma perpetuam
Longo mar, longa distância
Tua imagem carinhosa
Não teve a mesma coerência
Que fez de ti, a mais ditosa
Jamais tirei da lembrança
A moldura do teu rosto
Mas o fiel da balança
Pendeu-se no contraposto
Neste longo corredor
Que a vida nos aflora
A paixão é uma dor
Que nem a morte a devora
*segredo; mistério
Porangaba, 26/07/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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E poeta é qual vinho envelhecido
Em antigos tonéis de carvalho
Por alguns será bebido,
Por outros, só degustado !
São Paulo, 10/09/2009
Armando A. C. Garcia
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