Escritas

Lista de Poemas

Lavo minha saudade

Lavo minha saudade


Eu lavo minha saudade
Nas fímbrias do velho Fresno
Desde a minha mocidade
E, por toda a vida, o mesmo

Sempre que a vil solidão
Invada minha saudade
Tuas águas lavarão
A minha infelicidade

Em forma de nostalgia.
Com a musa predileta
Buscarei tua energia
Como fazia o asceta.

Minhas forças recarrego
No ar puro dos pinhais
Por isso, tanto me apego
Às tradições regionais.

Jamais o meu coração
Se afastou deste lugar
Curto mágoa e solidão
Só tu, me fazes sonhar

Minha sombra ali passeia
Projetada no luar
E, minha alma anseia
Mais formosa te encontrar

Volto de novo à vida
Bem longe desse lugar
Se triste foi a partida
Mais triste, é não voltar !

Porangaba, 21/07/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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👁️ 451

Na mão de Deus

Na mão de Deus


Na mão de Deus depositei a esperança

E foi nessa âncora de fé e confiança

Que encontrei a paz nesta existência

Unida à força psíquica da consciência


Na imensidade dos mundos perplexo

Nosso espírito os habita genuflexo

Ante o incomensurável poder Divino

Que na essência da alma descortino


Guardarei na Sua mão eternamente

Os mimos de magnitude e esperança

Que ao longo da vida fez semente


Nas lições d’amor do Grande Professor

Que veio ao mundo proceder a mudança

Trazendo a aliança do Redentor !


Porangaba, 20/07/2014 (data da criação)

Armando A. C. Garcia


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👁️ 473

Pobre Ana,

Pobre Ana,

Pobre Ana, a coitadinha
Jogada nos lupanares
Tenra idade a pobrezinha
Deixada nesses lugares

Não teve infância a coitada
No duro jogo da vida
Desde cedo, molestada
E, desde cedo perdida

Expor seu corpo ao léu
Brincar de marido e mulher
Coberta; as estrelas do céu
Pedia a Deus, pra morrer !

Pobre Ana, a coitada
Triste sina, Deus lhe deu
Tão cedo foi enganada
Mil agruras padeceu

No jogo sujo do amor
Tão cedo ela foi lançada
No desabrochar, sem pudor
Foi logo aos lobos jogada.

Com a pobre Ana, o destino
Foi impiedoso e cruel
Neste mundo libertino
Ela saboreou o fel !

Caiu na alcova dos leões
Jogada pelo destino
Ao sabor das ingratidões
Do mundo torpe, ladino

Mas Ana, não desistia
De mudar a sua vida
Se o seu corpo vendia,
Não era uma decaída

Sair da absurdidade
Da lúbrica cama do abismo
E da promiscuidade
De todo o ostracismo

Tinha sonhos de mudança
Dum carinho apetecido
Sonhos de nova esperança
Do amor que havia perdido

Estendendo a mão à fé
Num programa de televisão
O Pastor disse: a quem crê
- Deus lhe dá o seu perdão

A pobre Ana, a coitada
Nesse lampejo de fé
Sem se fazer de rogada
Foi na igreja da Fé

Lá procurou por ajuda
Contou seu modo de vida
O pastor; que deus nos acuda
Vamos tirá-la dessa vida

Procurou nos seus obreiros
Qual poderia empregá-la
Surgiram logo os primeiros
Que souberam resgatá-la.

São Paulo, 23/07/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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👁️ 516

O Canto da Sereia !...

O Canto da Sereia !...


Sonhos que alimentei e vi morrer
Os sonhos que sonhei na minha infância
E hoje, os alimento, sem saber
Quão grande foi a sua importância

Mais doces que a brisa e a lua cheia
Tão belos, tão puros, por vezes vulcão
Na imaginação, ao canto da sereia
Inquietos, à mente causam confusão.

São Paulo, 13/07/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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👁️ 451

MIRANDA, Voltei, para reverte

MIRANDA,Voltei, para reverte

Minha terra, minha terra
Quantas saudades eu tive
Por tudo que ela encerra,
Pelo tempo que cá estive

Miranda, tu és o ouro,
O Douro, corre a teus pés
Miranda, és um tesouro
Orgulho do Mirandês

Quem me dera ó Miranda
Voltar a morar aqui
No destino, ninguém manda
Premissa que conclui.

Reverte agora, novamente
É imensa satisfação
O que meu coração sente
É alegria e emoção

Encontro-te remoçada
Mais linda e evoluída

Ao retornar, choro a partida
Minha Miranda, querida !

Querido torrão natal
Vim matar minha saudade
Foi em teu solo, afinal
Que passei a mocidade !

Miranda do Douro, 30/06/2014 - Portugal
Armando A. C. Garcia

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👁️ 530

O Tal do Coração !

O Tal do Coração !



Coração ! És tu da vida o sustentáculo

Que sem cessar, não medes as fadigas

Teu sustento, mitigas no cenáculo

Excelsa preeminência a que te ligas


Tuas fibras de viço e vigor potente

Fazem o sangue no corpo voltejar

E assim, vigorizas com sangue quente

O físico, por todas as veias ao passar


De ti, o homem recebe o alento

A força, que lhe infunde a coragem

A disposição resoluta do intento

O brio, quando puro o sentimento


É hospede teu, nosso corpo inteiro

De ti, a mor parte do tempo esquecido

Sem reverenciar-te, como hospedeiro.

Me amoldo a ti, não fiques enfurecido,


Como tu, envelheci, que mais tu queres

Deste ancião caduco, rugoso e fraco

Findaram as ilusões, findaram os prazeres

Só nos resta a transferência pro buraco !


Na última estação da vida, fustigado

D’borrascas, contrariedades seguidas

Não esperes qu’inda seja transformado

A máquina, está duplamente enfraquecida !


Porangaba, 08/06/2014 (data da criação)

Armando A. C. Garcia


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👁️ 545

Na culminação do poder !

Na culminação do poder !



Quando chegam à culminação do poder

Esquecem de que foram eleitos pelo povo

Legislam em seu próprio favor e querer

Como se sua fosse, a outorga do povo !


Nossos votos, são subjugados ao crivo

E escravos de sua ambivalência

Projetados aquém da história ao vivo

Como pura antecipação da pestilência


Os noticiários diários nos dão conta

Dos mais horríveis crimes cometidos.

Se preso o meliante, para nossa afronta

A justiça o liberta, estamos perdidos !...


Sem sentido, estranho procedimento

A polícia o prende, a justiça o solta

Dizem o Código Penal ser um instrumento

Ultrapassado. Como a própria escolta


Entretanto, nessa versão, eu não creio,

Que seja pusilanimidade do Código.

Na Lei de Execuções Penais, antevejo

O aniquilamento penal, dito antigo


Hão de se levar em conta as distorções,

Que recentemente nele foram insculpidas

Com benesses pra deixar fora das prisões

Ladrões que atazanam nossas vidas


Concedidas, pelos que, com pundonor

Deveriam proteger nossa sociedade

Ao invés de defender o malfeitor

Deveriam agir com mais seriedade


Até quando esta gente, desprotegida

Sem ninguém, linha dura, que interceda.

Sem cessar o crime, a vida é consumida

P’la inquietação do terror, que não arreda


O psique emocional chegou à exaustão

A nação está descrente do congresso

Não se instituem leis para a punição

Ao contrário, as fazem para o egresso


Acovardam-se com medo dos facínoras,

Ou será, como diz o adágio popular

Que quem cuspe pra cima, lhe cai na cara,

Por este receio, a lei deve ser singular !


Vergonha ! Uma Vergonha Nacional

Não há mais políticos como antigamente

Os que temos, desprotegidos de moral

Só pensam na grana, absolutamente !


Porangaba, 07/06/2014 (data da criação)

Armando A. C. Garcia


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👁️ 500

Seu último suspiro

Seu último suspiro


Na sua palavra trouxe a luz ao mundo
Rasgando a escuridão da mente humana
Seu último suspiro, foi profundo
De clemência da humanidade insana

A palavra triunfante, o destino
Cortou cedo demais na sua vida
O verbo inflamado do peregrino
Que deixava toda elite constrangida !

Medonho fragor no último momento
Quando cessou o dia e a noite veio
No calvário de torrentes sem lamento
Expirou d’vez, voltou pra donde proveio

Sob o cavo obliterante o dia se fechou
Na terra, o terror separou os horizontes
O ruído das torrentes silenciou
Um soluço abafado, cobria os montes

Ó Deus! porque tal dano consentiste
Teu filho subjugado à paixão mundana.
Triunfou da adversidade, se morte existe
Para hoje, Ele ouvir o cântico de hosana !

São Paulo, 06/06/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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👁️ 406

Uma réstia de saudade ! ...

Uma réstia de saudade ! ...


Perdido nos teus encantos

Perdi o meu coração

Agora choro aos prantos

A minha desilusão !


Uma réstia de saudade

Em meu coração reside,

Que Deus tenha piedade

Da paixão que me agride


Já sepultei ilusões

Utopias, coisas vãs

Já fiz sofrer corações

Amarguras de titãs


Se meu amor se perdeu

Logo mais, outros aspira

Só um amor me prendeu

Hoje. Noutro amor respira


No fundamental da vida

Dinheiro tem seu valor

Quando a grana é perdida,

Perde-se junto o amor


Nesta singularidade

Que envolve o coração

Uma réstia de saudade

Na grande desilusão !


Porangaba, 31/05/2014 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

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👁️ 469

Quatro elementos da natureza

Quatro elementos da natureza



Água, Terra, Fogo e Ar

Juntos, o planeta regem

Para nada nos faltar

Na união, nos protegem


Essenciais à vida humana

Deus cedeu à natureza

Como deu caça à Diana

Deu-nos eles, por singeleza


Na motivação da vida

Seu conjunto de fatores

Integrantes na medida

Sutil de grandes valores


A água pura cristalina

Emana até da rocha dura

Tem por condão e rotina

Rasgar da terra a secura


Esta, ao ser irrigada

Nos dá alimento sadio

Quando ela é trabalhada

Mesmo em solo bravio


O fogo é chama que aquece

Por vezes destruidor

Mas se fogo, não houvesse

Não haveria vapor !


O ar, contém o oxigênio

Indispensável à vida

Como a varinha do gênio

Dá motivação à vida


Na evapotranspiração

Pelo efeito do calor

Sua transmudação

Num ciclo repetidor


Em nuvem condensa

O hidrológico vapor

E em chuva imensa

Rega o chão do lavrador


Gera brisas e furacões

Tudo destrói com violência

Leva barracos, mansões

E também a pestilência


Cada qual na sua função

Tem de Deus comportamento

Falta ao homem a unção

Para ter entendimento !


Porangaba, 01/06/2014 (data da criação)

Armando A. C. Garcia


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👁️ 525

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