Lista de Poemas
Lavo minha saudade
Eu lavo minha saudade
Nas fímbrias do velho Fresno
Desde a minha mocidade
E, por toda a vida, o mesmo
Sempre que a vil solidão
Invada minha saudade
Tuas águas lavarão
A minha infelicidade
Em forma de nostalgia.
Com a musa predileta
Buscarei tua energia
Como fazia o asceta.
Minhas forças recarrego
No ar puro dos pinhais
Por isso, tanto me apego
Às tradições regionais.
Jamais o meu coração
Se afastou deste lugar
Curto mágoa e solidão
Só tu, me fazes sonhar
Minha sombra ali passeia
Projetada no luar
E, minha alma anseia
Mais formosa te encontrar
Volto de novo à vida
Bem longe desse lugar
Se triste foi a partida
Mais triste, é não voltar !
Porangaba, 21/07/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Na mão de Deus
Na mão de Deus
Na mão de Deus depositei a esperança
E foi nessa âncora de fé e confiança
Que encontrei a paz nesta existência
Unida à força psíquica da consciência
Na imensidade dos mundos perplexo
Nosso espírito os habita genuflexo
Ante o incomensurável poder Divino
Que na essência da alma descortino
Guardarei na Sua mão eternamente
Os mimos de magnitude e esperança
Que ao longo da vida fez semente
Nas lições d’amor do Grande Professor
Que veio ao mundo proceder a mudança
Trazendo a aliança do Redentor !
Porangaba, 20/07/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Pobre Ana,
Pobre Ana, a coitadinha
Jogada nos lupanares
Tenra idade a pobrezinha
Deixada nesses lugares
Não teve infância a coitada
No duro jogo da vida
Desde cedo, molestada
E, desde cedo perdida
Expor seu corpo ao léu
Brincar de marido e mulher
Coberta; as estrelas do céu
Pedia a Deus, pra morrer !
Pobre Ana, a coitada
Triste sina, Deus lhe deu
Tão cedo foi enganada
Mil agruras padeceu
No jogo sujo do amor
Tão cedo ela foi lançada
No desabrochar, sem pudor
Foi logo aos lobos jogada.
Com a pobre Ana, o destino
Foi impiedoso e cruel
Neste mundo libertino
Ela saboreou o fel !
Caiu na alcova dos leões
Jogada pelo destino
Ao sabor das ingratidões
Do mundo torpe, ladino
Mas Ana, não desistia
De mudar a sua vida
Se o seu corpo vendia,
Não era uma decaída
Sair da absurdidade
Da lúbrica cama do abismo
E da promiscuidade
De todo o ostracismo
Tinha sonhos de mudança
Dum carinho apetecido
Sonhos de nova esperança
Do amor que havia perdido
Estendendo a mão à fé
Num programa de televisão
O Pastor disse: a quem crê
- Deus lhe dá o seu perdão
A pobre Ana, a coitada
Nesse lampejo de fé
Sem se fazer de rogada
Foi na igreja da Fé
Lá procurou por ajuda
Contou seu modo de vida
O pastor; que deus nos acuda
Vamos tirá-la dessa vida
Procurou nos seus obreiros
Qual poderia empregá-la
Surgiram logo os primeiros
Que souberam resgatá-la.
São Paulo, 23/07/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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O Canto da Sereia !...
O Canto da Sereia !...
Sonhos que alimentei e vi morrer
Os sonhos que sonhei na minha infância
E hoje, os alimento, sem saber
Quão grande foi a sua importância
Mais doces que a brisa e a lua cheia
Tão belos, tão puros, por vezes vulcão
Na imaginação, ao canto da sereia
Inquietos, à mente causam confusão.
São Paulo, 13/07/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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MIRANDA, Voltei, para reverte
MIRANDA,Voltei, para reverte
Minha terra, minha terra
Quantas saudades eu tive
Por tudo que ela encerra,
Pelo tempo que cá estive
Miranda, tu és o ouro,
O Douro, corre a teus pés
Miranda, és um tesouro
Orgulho do Mirandês
Quem me dera ó Miranda
Voltar a morar aqui
No destino, ninguém manda
Premissa que conclui.
Reverte agora, novamente
É imensa satisfação
O que meu coração sente
É alegria e emoção
Encontro-te remoçada
Mais linda e evoluída
Ao retornar, choro a partida
Minha Miranda, querida !
Querido torrão natal
Vim matar minha saudade
Foi em teu solo, afinal
Que passei a mocidade !
Miranda do Douro, 30/06/2014 - Portugal
Armando A. C. Garcia
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O Tal do Coração !
O Tal do Coração !
Coração ! És tu da vida o sustentáculo
Que sem cessar, não medes as fadigas
Teu sustento, mitigas no cenáculo
Excelsa preeminência a que te ligas
Tuas fibras de viço e vigor potente
Fazem o sangue no corpo voltejar
E assim, vigorizas com sangue quente
O físico, por todas as veias ao passar
De ti, o homem recebe o alento
A força, que lhe infunde a coragem
A disposição resoluta do intento
O brio, quando puro o sentimento
É hospede teu, nosso corpo inteiro
De ti, a mor parte do tempo esquecido
Sem reverenciar-te, como hospedeiro.
Me amoldo a ti, não fiques enfurecido,
Como tu, envelheci, que mais tu queres
Deste ancião caduco, rugoso e fraco
Findaram as ilusões, findaram os prazeres
Só nos resta a transferência pro buraco !
Na última estação da vida, fustigado
D’borrascas, contrariedades seguidas
Não esperes qu’inda seja transformado
A máquina, está duplamente enfraquecida !
Porangaba, 08/06/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Na culminação do poder !
Na culminação do poder !
Quando chegam à culminação do poder
Esquecem de que foram eleitos pelo povo
Legislam em seu próprio favor e querer
Como se sua fosse, a outorga do povo !
Nossos votos, são subjugados ao crivo
E escravos de sua ambivalência
Projetados aquém da história ao vivo
Como pura antecipação da pestilência
Os noticiários diários nos dão conta
Dos mais horríveis crimes cometidos.
Se preso o meliante, para nossa afronta
A justiça o liberta, estamos perdidos !...
Sem sentido, estranho procedimento
A polícia o prende, a justiça o solta
Dizem o Código Penal ser um instrumento
Ultrapassado. Como a própria escolta
Entretanto, nessa versão, eu não creio,
Que seja pusilanimidade do Código.
Na Lei de Execuções Penais, antevejo
O aniquilamento penal, dito antigo
Hão de se levar em conta as distorções,
Que recentemente nele foram insculpidas
Com benesses pra deixar fora das prisões
Ladrões que atazanam nossas vidas
Concedidas, pelos que, com pundonor
Deveriam proteger nossa sociedade
Ao invés de defender o malfeitor
Deveriam agir com mais seriedade
Até quando esta gente, desprotegida
Sem ninguém, linha dura, que interceda.
Sem cessar o crime, a vida é consumida
P’la inquietação do terror, que não arreda
O psique emocional chegou à exaustão
A nação está descrente do congresso
Não se instituem leis para a punição
Ao contrário, as fazem para o egresso
Acovardam-se com medo dos facínoras,
Ou será, como diz o adágio popular
Que quem cuspe pra cima, lhe cai na cara,
Por este receio, a lei deve ser singular !
Vergonha ! Uma Vergonha Nacional
Não há mais políticos como antigamente
Os que temos, desprotegidos de moral
Só pensam na grana, absolutamente !
Porangaba, 07/06/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Seu último suspiro
Na sua palavra trouxe a luz ao mundo
Rasgando a escuridão da mente humana
Seu último suspiro, foi profundo
De clemência da humanidade insana
A palavra triunfante, o destino
Cortou cedo demais na sua vida
O verbo inflamado do peregrino
Que deixava toda elite constrangida !
Medonho fragor no último momento
Quando cessou o dia e a noite veio
No calvário de torrentes sem lamento
Expirou d’vez, voltou pra donde proveio
Sob o cavo obliterante o dia se fechou
Na terra, o terror separou os horizontes
O ruído das torrentes silenciou
Um soluço abafado, cobria os montes
Ó Deus! porque tal dano consentiste
Teu filho subjugado à paixão mundana.
Triunfou da adversidade, se morte existe
Para hoje, Ele ouvir o cântico de hosana !
São Paulo, 06/06/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Uma réstia de saudade ! ...
Uma réstia de saudade ! ...
Perdido nos teus encantos
Perdi o meu coração
Agora choro aos prantos
A minha desilusão !
Uma réstia de saudade
Em meu coração reside,
Que Deus tenha piedade
Da paixão que me agride
Já sepultei ilusões
Utopias, coisas vãs
Já fiz sofrer corações
Amarguras de titãs
Se meu amor se perdeu
Logo mais, outros aspira
Só um amor me prendeu
Hoje. Noutro amor respira
No fundamental da vida
Dinheiro tem seu valor
Quando a grana é perdida,
Perde-se junto o amor
Nesta singularidade
Que envolve o coração
Uma réstia de saudade
Na grande desilusão !
Porangaba, 31/05/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Quatro elementos da natureza
Quatro elementos da natureza
Água, Terra, Fogo e Ar
Juntos, o planeta regem
Para nada nos faltar
Na união, nos protegem
Essenciais à vida humana
Deus cedeu à natureza
Como deu caça à Diana
Deu-nos eles, por singeleza
Na motivação da vida
Seu conjunto de fatores
Integrantes na medida
Sutil de grandes valores
A água pura cristalina
Emana até da rocha dura
Tem por condão e rotina
Rasgar da terra a secura
Esta, ao ser irrigada
Nos dá alimento sadio
Quando ela é trabalhada
Mesmo em solo bravio
O fogo é chama que aquece
Por vezes destruidor
Mas se fogo, não houvesse
Não haveria vapor !
O ar, contém o oxigênio
Indispensável à vida
Como a varinha do gênio
Dá motivação à vida
Na evapotranspiração
Pelo efeito do calor
Sua transmudação
Num ciclo repetidor
Em nuvem condensa
O hidrológico vapor
E em chuva imensa
Rega o chão do lavrador
Gera brisas e furacões
Tudo destrói com violência
Leva barracos, mansões
E também a pestilência
Cada qual na sua função
Tem de Deus comportamento
Falta ao homem a unção
Para ter entendimento !
Porangaba, 01/06/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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E poeta é qual vinho envelhecido
Em antigos tonéis de carvalho
Por alguns será bebido,
Por outros, só degustado !
São Paulo, 10/09/2009
Armando A. C. Garcia
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