Lista de Poemas
Se o poeta rasga os versos
Se o poeta rasga os versos
Se o poeta rasga os versos
Sem coragem de mostrá-los
Seus pensamentos dispersos,
Não têm força para amá-los
Se o poeta rasga os versos
Não acreditou no que dizia
Ou eles são tão perversos
Que turvam a luz do dia
Se o poeta rasga os versos
Seus sonhos, ele viu morrer
Pois eles são o universo
De quem gosta de escrever
Se o poeta rasga os versos
Algo neles quis esconder,
Ou ele é ruim de converso
Ou como eu, perde o dizer
Se o poeta rasga os versos
Por certo já decaiu
E em funda tristeza imerso
Do que falava, mentiu
Se o poeta rasga os versos
Ao lusque fusque da aurora
Seu âmago está disperso
De sua musa inspiradora
São Paulo, 21/09/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
A força do nada ...
A força do nada ...
Da força do nada
O encanto da vida
Flor decepada
Na areia perdida
Confronto, retoque
Detalhe projetado
Status, enfoque
Caminho apertado
O peso da vida
Na selva de pedra
Ninguém o duvida
O oásis não medra
O trevo da sorte
Sinal de esperança
Na vida ou na morte
O Ser não descansa
Estrada espraiada
Estrela da vida
Prenúncio do nada
Na vida sofrida !
Salvador-BA- 18/09/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
Visite meu blog:
brisadapoesia.blogspot.com
O Legado do Pai !
O Legado do Pai !
Sentei-me neste banquinho
Esperando por vocês
Cada qual por seu caminho
Não chega nenhum dos três
Nem Paulo, nem Eduardo,
E nem mesmo o Francisco
Vêm visitar este fardo
Que já, do fim está *prisco
O tempo passa e não chega
Nenhum dos filhos queridos
Cada um em si carrega
Dois pesos descomedidos
O dinheiro e a ambição
Tomam conta de suas vidas
Nunca lhes faltou o pão
Pra essa corrida enlouquecida
Eu, contínuo esperando
Já no limite da vida
Vocês ficam tateando
Na loucura ensandecida
Perderam de vez a razão
Esquecendo de vosso pai
Um velho e fraco ancião
Que neste banco se esvai
Foi muito amor e carinho
Que na infância vos deu
Três doutores. Esse o caminho,
Que para vós escolheu.
Hoje, aqui abandonado
Sentado espero a morte
Como já não sou lembrado
Vos desejo melhor sorte !
E neste breve legado
Vos deixo meu sentimento
Deste pobre desprezado
Relegado ao esquecimento
A morte já bate à porta
Despeço-me de vocês,
A caligrafia está torta,
Tal como a vida dos três.
Salvador, 16/09/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
Visite meu blog; brisadapoesia.blogspot.com
*antigo; vetusto
Murmura a cachoeira
Murmura a cachoeira
Murmura a cachoeira
Ao som das águas em queda
Do alto da cabeceira,
Em sinfonia se enreda
Cobre-se o horizonte
Co’a bruma da cachoeira
E o arvoredo defronte,
A absorve inteira
É linda e estimulante
A queda d’água pura
Espetáculo exuberante
Emanando paz e ternura
É de singular beleza
Contemplar sua caída
Encanto da natureza
Apoteose da vida
Que nossas almas invade
Com delicada candura
Perde-se a ansiedade
Ante a paz serena e pura
Quietude gratificante
A beleza do lugar
Paz serena dominante
É Deus, a abençoar !
Porangaba,07/09/2014 (data da criação)
ArmandoA. C. Garcia
Visitemeu blog: brisadapoesia.blogspot.com
Amor que o vento levou...
Amor que o vento levou...
Não tem nada que amenize
O amor que o vento levou
É uma constante crise
Que nem o fogo queimou
Só quem perdeu um amor
Pode então avaliar
A imensidão dessa dor
Que não para de abalar
Oh! Que destino malvado
A vida nos apresenta
Carpir a dor deste fado
Nenhum cristão agüenta
É ferida que não cicatriza
A perdição de um amor
É chaga que martiriza
De manhã, ao sol se pôr !
Esta cruz de expiação
Deixa a alma descontente
E o pobre do coração
A carrega, tristemente
Soluça a ilusão perdida
Negro e profundo pesar
A felicidade é interrompida
Dando lugar ao penar
Vão-se sonhos e esperança
Nas asas da desventura
Porém a alma não cansa
De pensar na criatura
É um laço que manieta
Ao que o fogo não queimou
É a ilusão completa
Do nada, que lhe sobrou !
Essas cinzas que restaram
São escombros do passado
São saudades que ficaram
De um sonho sepultado !
São Paulo, 04/09/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
Visite meu blog:
brisadapoesia.blogspot.com
A dor da solidão
A dor da solidão
Tive a dor da solidão por companheira
Ante a tua ausência súbita, inesperada
Mudaste o curso de minha cachoeira
Para turvar a água cristalina; Que cilada !
Deixaste-me de mãos atadas, com a dor
É detalhe que não importa na caminhada
No paradigma entre o ódio e o amor
Sem pressa, na vida longa, angustiada.
Como posso olvidar a mor verdade
Sem pesar toda a essência fulminante
Aquela que doeu atrás, na mocidade
E até hoje faz parte desta história
Tão profundo o amor que ainda debate
E inflama esta pobre oratória !
Porangaba, 31/08/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
Visite meu blog: brisadapoesia.blogspot.com
Síntese da história secular de Miranda do Douro
Miranda do Douro
Os encantos de minha terra, cantei em verso
Antes de vê-la, pelos atrativos modificada
Miranda do Douro, minha cidade-berço
Ao ver-te, minha alma, ficou emocionada
Na parte mais antiga e histórica
Guardas relíquias de inestimável apreço
Tua Sé, faz inveja pela sumptuosidade
As muralhas, mostram nobreza, teu adereço
Vou contar-vos um pouco de sua história
Na reconquista cristã, da península Ibérica
Em oitocentos e cinquenta e sete, tropas com glória
Do rei Afonso d’Astúrias chegam ao Douro
No ano de mil e noventa e três, os limites
Orientais de Galiza, já incluíam Miranda,
Cujo condado portucalense, acredite
Era governado sucessivamente na ciranda
Pelo conde Dom Henrique, a condessa Teresa,
E o filho do casal, Dom Afonso Henriques.
À época Miranda, tinha castelo, como defesa
Para protegê-la contra todos os despiques
Assim, ante a tomada do condado Portucal
Por Dom Afonso Henriques ao reino de Leão
A quem deviam vassalagem. Pôs um ponto final
Reafirmou-se independente, proclamou-se Rei
Para manter os limites com o reino de Leão
E, pra que a localização estratégica, não mele
Mandou restaurar o castelo, face à *abjunção
Dos Reinos de Leão e de Castela, contra ele
Continuo falando, de sua importância secular
Em mil, duzentos e oitenta e seis, Dom Dinis
Elevou-a à categoria de Vila para aumentar
Ainda mais os privilégios, e assim o quis,
Na condição de nunca sair da coroa Portuguesa
Tornando-a, assim, a mais progressiva vila
E importante de Trás os Montes, na defesa
Porque o jovem país, independente, inda vacila.
Após, já sob o reinado de Dom Manuel I,
A vila, em razão da paz com os castelhanos,
Teve grande prosperidade, saiu do rotineiro
Tornando-se um grande centro entre irmanos.
Em maio de mil quinhentos e quarenta e cinco,
Por bula do papa, passou a ser a primeira diocese
De Trás-os-Montes. E aos dez de julho, com afinco
É elevada à categoria de cidade por Dom João III.
Ocasião em que Miranda passou a ser a Capital
De Trás-os-Montes, com sede e residência de bispado
Autoridades militares e civis, com adicional
Do séquito necessário acompanhado.
Após, no ano de mil, seiscentos e quarenta
Teve início a guerra da restauração
Cuja luta, seis anos após, se pacienta,
E é libertada do cerco imposto na ação,
Liderada pelo Governador da Província.
Na guerra da sucessão Espanhola
A guarnição foi aprisionada não por **acracia
Aos oito de julho de mil setecentos e dez
Quando o sargento-mor, por seiscentos dobrões
Perpetrou a traição de entregá-la aos espanhóis.
No ano seguinte, as tropas do conde de Atalaia
Recuperam a cidade e os aprisionam depois
Mais tarde, no contexto da guerra dos sete anos
Novo cerco imposto a Miranda por tropas espanholas
Mil e quinhentas arrobas de pólvora causaram danos
De nada valendo a denodada resistência, nem a bitola
Das muralhas do seu castelo, que em parte ruiu
Em razão da tremenda explosão que o devastou
Embora nunca tenha sido apontado quem traiu
Os historiadores falam no Governador Militar
Na catástrofe pereceram quatrocentas pessoas
Levando a cidade à quase ruína demográfica
No ano seguinte, recuperada, voltou às boas
Assinando a paz em mil setecentos e sessenta e três
Assim, face ao lamentável fato acontecido
Decorridos dois anos; o vigésimo terceiro bispo
Abandona a cidade, trocando-a por Bragança
Deixando Miranda, na situação do Cristo !
Meio século mais tarde, na Guerra Peninsular
Miranda mais uma vez estaria de prontidão
Alvo das tropas napoleônicas a avançar
O que lhe causaria mais uma agravação.
Somente, no século vinte, a cidade voltaria
A retomar a pujança, alento, viço e vigor
Com a construção das barragens, ***acéquias
De Picote e Miranda, a cidade, é um primor.
Se um dia perdido, sem caminho quiser
Belezas mil, ver, apreciar e desfrutar
Vai a Miranda, e seus encantos confere
E seu centro histórico, poderás admirar
A cidade que viveu momentos apoteóticos
Sofreu duros revezes em seu destino
Na antiga entrada, um arco em forma gótica
Circundada por dois torreões,formam o trino
Hoje, é feliz, como quem por lá passeia
Sua gente tem muito orgulho e altivez
Seja a residente da cidade, ou da aldeia
Mormente, por ser um cidadão Mirandês !
*separação
** ausência de governo
***represa de águas
São Paulo, 03/09/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
Visite meu Blog:
brisadapoesia.blogspot.com
Sulcos pelo chão
Sulcos pelo chão
Ver-te-ei, ainda, certamente
Carpindo os momento de amargura
Se na vida, o ser não é prudente
Acaba colhendo da semeadura
Por isso, não sejas negligente
Age com dignidade e amor
Não deixes tua cruz aumentar
Tem fé e esperança no Criador
Se afeito às mágoas e sofrimento
Envolvido no ceticismo e dor
Tua vida, é verdadeiro tormento
O qual deves afastar pelo amor
Abduz de vez todo desalento
Sai da rua sombria d’amargura
Lá reside o desencantamento
E toda ilusão cria desventura
Se fraco ou exausto de lutar
Não ergas tu, um altar profano
E se um dia cansado de chorar
Lembra-te que um dia não faz ano
Mas, trezentos e sessenta e cinco, sim
Neles, procura a felicidade
O amor, com o cheiro de jasmim
E do passado, sentirás saudade !
São Paulo, 02/09/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
Visite meu blog: brisadapoesia.blogspot.com
Escola Bendita !
Escola bendita !
Eu percorri mil caminhos
Em busca da paz e do amor
Sabe aonde os encontrei
Na palavra do Senhor
É este o caminho correto
De quem busca a felicidade
Não seja um analfabeto,
Na procura da verdade !
E nessa escola bendita
Encontrarás alegria
Ao que estuda e confia
Mundo novo descortina
Sê fiel, ama e perdoa
Fé em Deus e confiança
Mesmo que a alma te doa
Não percas a esperança
Tem afeição e carinho
Consola no sofrimento
Semeia luz no caminho
Terás certo o pagamento.
São Paulo, 05/09/2014 (data da criação)
ArmandoA. C. Garcia
Visite meu Blog:
brisadapoesia.blogspot.com
Amor onírico
Amor onírico
Nos meus sonhos cor de rosa
Sempre sonhava contigo
Tu, a linda mariposa
Prometendo casar comigo
Os tempos foram passando
Tu, te afastando de mim
Os sonhos continuando
A mentir, com o teu sim !
E nessa onírica ilusão
Cegamente confiava
Nesse amor de perdição
Que fingindo me amava
A mente cria ilusões,
Que o coração aninha
São as chamadas paixões
De quem na neve caminha
Não lamento minha sorte,
Nem jogo pragas à vida
Porque sei que nem a morte
Cicatrizará a ferida !
São Paulo, 21/08/2014
Armando A. C. Garcia
Visite meu blog:
brisadapoesia.blogspot.com
Comentários (0)
NoComments
E poeta é qual vinho envelhecido
Em antigos tonéis de carvalho
Por alguns será bebido,
Por outros, só degustado !
São Paulo, 10/09/2009
Armando A. C. Garcia
Visite meu blog://http://brisadapoesia.blogspot.com
Português
English
Español