Lista de Poemas
Estrelas cadentes
Estrelas cadentes
São como estrelas cadentes
Mudando de direção
No amor nunca contentes
Quem sofre é o coração
Esta nova geração
Desprovida de sentimentos
Pela volúvel paixão
Infringe os dez mandamentos
Em decorrência da sorte
Que o destinou nos moldou
Ninguém vê, além da morte
O que ela nos reservou
Sua vã filosofia
Ao bem de Deus, pouco atenta
Insensata em demasia
Pouco amor ela acalenta
Gente sem força, sem brio,
Só pega os frutos maduros
- Pois plantá-los dá fastio
À geração de imaturos
Ao sábio sentimento
São surdos, se lhe convém
Dependendo do momento
Eles, não conhecem ninguém !
SãoPaulo, 03-02-2015 (data da criação)
ArmandoA. C. Garcia
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Argumentando !
Argumentando !
Ao deus-dará, eu andei
Neste mundo de aventura
Nunca, nunca encontrei
A felicidade e ventura
Banindo os sentimentos
No caminho percorrido
Poucos foram os momentos
Que não me senti ferido
Difícil vencer o medo
Se nas sombras, escondido
Alma sem luz, é penedo
Rio sem água, é perdido
O que vem à sua mente
Até o gênio se assombra
No deserto ao sol quente
Sem árvore, não há sombra
Na tela, tinta sem cores
Com ares de alucinação
Espelham feitos maiores
Que levam pra fora do chão
Envolto nos meus pedaços
Na boca, teu beijo amargo
Carrego sem embaraços,
O que à vida dou de encargo !
São Paulo, 01-02-2015
Armando A. C. Garcia
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A Inveja !
Cobiçar o que é de outrem, gera inveja
Sentimento nefasto que se arrasta
Na humanidade, e nem mesmo a igreja
E suas leis, conseguiram dar-lhe o basta !
Essa fúria cega envenena a alma,
Pela frustração da incompetência
De quem não usa a prudência e a calma
Para ter na vida a mesma ambivalência
Destrói nas ondas o amor e a amizade
Com ódios, repugna o que prospera
E na alma fomenta sua maldade
Pois só, iniquidade em si impera
Pela inveja e cobiça à sociedade
Que cresce ao lado com celeridade.
São Paulo, 02-02-2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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O cão, o velho e o menino
O cão, o velho e o menino
Eram três abandonados
Vivendo desamparados
Pelas ruas da cidade
Um velho, um menor de idade
E um cão; escorraçado
Nenhum dos três em seu fado
Foi abençoado, da sorte
Vez que jogados sem norte
Quis o destino, que um dia
Unissem sua estadia.
Se a semelhança tem vez
O mesmo sonho é dos três
Terem um pedaço de pão
Sempre a cada refeição,
E em cada dia que passa
Nessa tamanha desgraça
O velho, um pobre ancião
Já foi alguém, hoje não
A família o abandonou
Quando o dinheiro acabou
O menino igualmente
Mesmo sendo inteligente
Sofreu a mesma maldade
Foi jogado sem piedade
Na rua da desventura
De sofrimento e agrura
Sem ao menos aprender
Na escola a saber ler
O velho por sua vez
Ensina-lhe português
Dá-lhe lições de moral
Para nunca fazer o mal
O cão, sem ser criatura
Sofreu da mesma agrura
Além de enxotado pra rua
Ainda lhe sentaram a pua
Unidos em comunhão
Da imposta *abjunção
Ao velho pela despesa
Ao jovem pela natureza
De gastar sem produzir.
Ao cão o mesmo carpir
Que o destino lhe impôs,
Diz o velho, tal qual nós
O menino foi crescendo
Nas lições foi aprendendo
A ser alguém nesta vida
A orientação foi seguida
O velho levou-o à escola
Sem uniforme ou sacola
Apenas um pedaço de pão
Para aprender a lição
Por ser aluno aplicado
Ao diretor foi chamado
Inteirou-se da situação
Mandou servir refeição
A ele, ao velho e ao cão
E pela sua educação
De ser aluno exemplar
Passou a escola abrigar
Estes três desamparados
Pelo destino agrupados
O menino estudioso
Na orientação do idoso
Foi galgando posição
Sempre a melhor lição
Era a sua com certeza
E não vos cause estranheza
Que um dia será doutor
Diplomado com louvor
Graças à boa conduta
Que o ancião não reluta
Nas lições que sempre dá
E sem ele, ao deus-dará
Que seria deste menino
Sem família e sem destino !
•Separação
Porangaba, 08-02-2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Do amor, ao amor
Do amor, ao amor
Desenganos tive tantos
No curso em desalinho
O peito cheio de prantos,
Por este errante caminho
Sempre buscando o amor
Neste mundo de aventura
Caçando um sonho melhor
Para uma vida futura.
Que a brisa doce do amor
Toque no meu coração
Para que eu sinta o sabor
Adrenalina e a emoção
Pra sentir como é bonito
O pulsar do teu coração
Junto ao meu, o favorito
Que compartilha a paixão
Que brilhe um mundo melhor
Na estrada do meu caminho
Que seja só resplendor
O amor em nosso ninho
Já chega de sofrimento
De dor e de amargura
Seja agora, só alento
Mundo de pura ventura
E nesse comportamento
Raie a aurora, em novo dia
E no amor que acalento
Que sejas minha, eu queria !
Mas se assim não puder ser
Oh! Que tremenda ilusão
Melhor seria morrer
Que sofrer o sonho em vão
Com minhas forças, lutarei
Pra te manter a meu lado
E um dia, fazer-te-ei
O amor do meu pecado !
Coração cheio de ardor
Tem paixão a vida inteira
Intensa fonte de amor
Pondo lenha na fogueira
São chamas que não se apagam
Ainda que bem distantes
E pelo espaço divagam
Como eternos diamantes !
Porangaba, 07-02-2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Meu Destino !
Meu destino !
Quando eu era pequenino
Não sabia que o destino
Traça nossa caminhada
E nos impõe a jornada
Fui crescendo e podes crer
Mesmo sem o meu querer
O leme mudava o curso
Indo em outro percurso
Daquele que havia traçado
E na prancheta planejado,
Singrando rumos diferentes
Até em outros continentes
Trajetórias interrompidas
Por vezes desapercebidas,
Qual apedeuta oriundo
Do outro lado do mundo
Assim, eu vi o destino
Na proa, em desatino
Mudar o curso da vida
Sem timoneiro, sem guia
Meu destino vim cumprir
E nada poderá impedir
A vontade deste fado
Quer seja, leve ou pesado!
SãoPaulo, 31-01-2015
ArmandoA. C. Garcia
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Relíquias !
Relíquias !
Relíquia do meu coração
Outro, que por mim já pulsou
Nestes versos de paixão
Relembro o amor que passou
Tu que me deste emoção
E à vida o sentimento
Nas nuvens da redenção
Em cada feliz momento
De amor, sonho e ilusão
Teu encanto me vestia
Hoje, refém da escravidão
Do sonho que me iludia
Dos febris encantamentos
Desfeitos, transfigurados
Tristes são os meus lamentos
Quimeras dos velhos fados
São relíquias do passado
Na sombra duma saudade
De quando estava a teu lado
Almejando a felicidade !
São Paulo, 09-02-2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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No fio da trama
No fio da trama
Minh’alma no silêncio das lembranças
No fio da trama, ferida a sangrar
Verte lágrimas de vãs esperanças,
Do vento que levou a ilusão de amar
Naquela trama, sob pretexto fútil
Mostrou o desejo, de não querer me amar
Abandou o amor, que não é mais útil
E buscou outro, pra com ele, se casar !
O amor que a grande desventura alquebrou
Verte na sua fronte a intensa tristeza,
Desfeitas as juras, o amor terminou
Jamais se refez dos anseios da surpresa
No tempo, adormecidas as saudades
Inesperadamente como as lavas do vulcão
Irrompem expelindo chamas e vontades
Dos resquícios que transpõem o coração
Na saudade que vagueia sem clemência
Quais folhas secas caídas no caminho
Batidas pelo vento da ambivalência
Da *hidrofobia, ao terno amor e carinho
*raiva
Porangaba,24-01-2015 (data da criação)
ArmandoA. C. Garcia
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DEUS
Já caminhei pela terra
Já caminhei pelo mar
Subi montes, desci serra
Nunca pude te encontrar
Caminhei no Sol ardente
E até, na fria Lua
Fui do Norte ao Poente
Casa em casa, rua em rua
Caminhei anos sem fim
E não te pude encontrar
- Caminhando lado a mim
Foi difícil te achar
Sempre Tu me orientavas
Não ouvia teus conselhos
Pensamentos, sem palavras
Achava coisa de velhos
Finalmente reconheço
Nos caminhos percorridos
Se pedras são um tropeço
São caminhos definidos
Hoje, sei onde encontrar-te
Já que caminho contigo
Estás na poesia e na arte,
TU, és meu melhor amigo.
São Paulo, 04/07/2011
Armando A. C. Garcia
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...A ponte!
Quando nosso peito dá lugar à dor
Afastando-se da ventura e da alegria
Passa a sofrer a aflição maior
Da desgraça que arrocha dia a dia
Sentindo o amargo prazer de viver
Tão grande o acerbo que o consome
Já, com a alma cansada de sofrer
De martírios, aflições e tanta fome
Quer desistir de tudo que o faz sofrer,
Num mar de angústias, seu pensamento,
Navega nas intempéries do carecer
D’amor, do carinho e até, do alimento
Ingrata esperança que lhe orna a fronte
Derramando amarguras no coração
Vos sois, entre a incerteza e a dor, a ponte
No meu martírio, carrasco da agressão !
São Paulo, 19/01/2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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E poeta é qual vinho envelhecido
Em antigos tonéis de carvalho
Por alguns será bebido,
Por outros, só degustado !
São Paulo, 10/09/2009
Armando A. C. Garcia
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