Escritas

Lista de Poemas

Estrelas cadentes

Estrelas cadentes

São como estrelas cadentes

Mudando de direção

No amor nunca contentes

Quem sofre é o coração

Esta nova geração

Desprovida de sentimentos

Pela volúvel paixão

Infringe os dez mandamentos

Em decorrência da sorte

Que o destinou nos moldou

Ninguém vê, além da morte

O que ela nos reservou

Sua vã filosofia

Ao bem de Deus, pouco atenta

Insensata em demasia

Pouco amor ela acalenta

Gente sem força, sem brio,

Só pega os frutos maduros

- Pois plantá-los dá fastio

À geração de imaturos

Ao sábio sentimento

São surdos, se lhe convém

Dependendo do momento

Eles, não conhecem ninguém !

SãoPaulo, 03-02-2015 (data da criação)

ArmandoA. C. Garcia

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👁️ 298

Argumentando !

Argumentando !



Ao deus-dará, eu andei

Neste mundo de aventura

Nunca, nunca encontrei

A felicidade e ventura


Banindo os sentimentos

No caminho percorrido

Poucos foram os momentos

Que não me senti ferido


Difícil vencer o medo

Se nas sombras, escondido

Alma sem luz, é penedo

Rio sem água, é perdido


O que vem à sua mente

Até o gênio se assombra

No deserto ao sol quente

Sem árvore, não há sombra


Na tela, tinta sem cores

Com ares de alucinação

Espelham feitos maiores

Que levam pra fora do chão


Envolto nos meus pedaços

Na boca, teu beijo amargo

Carrego sem embaraços,

O que à vida dou de encargo !


São Paulo, 01-02-2015

Armando A. C. Garcia


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👁️ 334

A Inveja !

A Inveja !


Cobiçar o que é de outrem, gera inveja

Sentimento nefasto que se arrasta

Na humanidade, e nem mesmo a igreja

E suas leis, conseguiram dar-lhe o basta !


Essa fúria cega envenena a alma,

Pela frustração da incompetência

De quem não usa a prudência e a calma

Para ter na vida a mesma ambivalência


Destrói nas ondas o amor e a amizade

Com ódios, repugna o que prospera

E na alma fomenta sua maldade


Pois só, iniquidade em si impera

Pela inveja e cobiça à sociedade

Que cresce ao lado com celeridade.


São Paulo, 02-02-2015 (data da criação)

Armando A. C. Garcia


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👁️ 429

O cão, o velho e o menino

O cão, o velho e o menino



Eram três abandonados

Vivendo desamparados

Pelas ruas da cidade

Um velho, um menor de idade


E um cão; escorraçado

Nenhum dos três em seu fado

Foi abençoado, da sorte

Vez que jogados sem norte


Quis o destino, que um dia

Unissem sua estadia.

Se a semelhança tem vez

O mesmo sonho é dos três


Terem um pedaço de pão

Sempre a cada refeição,

E em cada dia que passa

Nessa tamanha desgraça


O velho, um pobre ancião

Já foi alguém, hoje não

A família o abandonou

Quando o dinheiro acabou


O menino igualmente

Mesmo sendo inteligente

Sofreu a mesma maldade

Foi jogado sem piedade


Na rua da desventura

De sofrimento e agrura

Sem ao menos aprender

Na escola a saber ler


O velho por sua vez

Ensina-lhe português

Dá-lhe lições de moral

Para nunca fazer o mal


O cão, sem ser criatura

Sofreu da mesma agrura

Além de enxotado pra rua

Ainda lhe sentaram a pua


Unidos em comunhão

Da imposta *abjunção

Ao velho pela despesa

Ao jovem pela natureza


De gastar sem produzir.

Ao cão o mesmo carpir

Que o destino lhe impôs,

Diz o velho, tal qual nós


O menino foi crescendo

Nas lições foi aprendendo

A ser alguém nesta vida

A orientação foi seguida


O velho levou-o à escola

Sem uniforme ou sacola

Apenas um pedaço de pão

Para aprender a lição


Por ser aluno aplicado

Ao diretor foi chamado

Inteirou-se da situação

Mandou servir refeição


A ele, ao velho e ao cão

E pela sua educação

De ser aluno exemplar

Passou a escola abrigar


Estes três desamparados

Pelo destino agrupados

O menino estudioso

Na orientação do idoso


Foi galgando posição

Sempre a melhor lição

Era a sua com certeza

E não vos cause estranheza


Que um dia será doutor

Diplomado com louvor

Graças à boa conduta

Que o ancião não reluta


Nas lições que sempre dá

E sem ele, ao deus-dará

Que seria deste menino

Sem família e sem destino !


•Separação


Porangaba, 08-02-2015 (data da criação)

Armando A. C. Garcia


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👁️ 324

Do amor, ao amor

Do amor, ao amor



Desenganos tive tantos

No curso em desalinho

O peito cheio de prantos,

Por este errante caminho


Sempre buscando o amor

Neste mundo de aventura

Caçando um sonho melhor

Para uma vida futura.


Que a brisa doce do amor

Toque no meu coração

Para que eu sinta o sabor

Adrenalina e a emoção


Pra sentir como é bonito

O pulsar do teu coração

Junto ao meu, o favorito

Que compartilha a paixão


Que brilhe um mundo melhor

Na estrada do meu caminho

Que seja só resplendor

O amor em nosso ninho


Já chega de sofrimento

De dor e de amargura

Seja agora, só alento

Mundo de pura ventura


E nesse comportamento

Raie a aurora, em novo dia

E no amor que acalento

Que sejas minha, eu queria !


Mas se assim não puder ser

Oh! Que tremenda ilusão

Melhor seria morrer

Que sofrer o sonho em vão


Com minhas forças, lutarei

Pra te manter a meu lado

E um dia, fazer-te-ei

O amor do meu pecado !


Coração cheio de ardor

Tem paixão a vida inteira

Intensa fonte de amor

Pondo lenha na fogueira


São chamas que não se apagam

Ainda que bem distantes

E pelo espaço divagam

Como eternos diamantes !


Porangaba, 07-02-2015 (data da criação)

Armando A. C. Garcia


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👁️ 384

Meu Destino !

Meu destino !

Quando eu era pequenino

Não sabia que o destino

Traça nossa caminhada

E nos impõe a jornada

Fui crescendo e podes crer

Mesmo sem o meu querer

O leme mudava o curso

Indo em outro percurso

Daquele que havia traçado

E na prancheta planejado,

Singrando rumos diferentes

Até em outros continentes

Trajetórias interrompidas

Por vezes desapercebidas,

Qual apedeuta oriundo

Do outro lado do mundo

Assim, eu vi o destino

Na proa, em desatino

Mudar o curso da vida

Sem timoneiro, sem guia

Meu destino vim cumprir

E nada poderá impedir

A vontade deste fado

Quer seja, leve ou pesado!

SãoPaulo, 31-01-2015

ArmandoA. C. Garcia

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👁️ 350

Relíquias !

Relíquias !



Relíquia do meu coração

Outro, que por mim já pulsou

Nestes versos de paixão

Relembro o amor que passou


Tu que me deste emoção

E à vida o sentimento

Nas nuvens da redenção

Em cada feliz momento


De amor, sonho e ilusão

Teu encanto me vestia

Hoje, refém da escravidão

Do sonho que me iludia


Dos febris encantamentos

Desfeitos, transfigurados

Tristes são os meus lamentos

Quimeras dos velhos fados


São relíquias do passado

Na sombra duma saudade

De quando estava a teu lado

Almejando a felicidade !



São Paulo, 09-02-2015 (data da criação)

Armando A. C. Garcia


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👁️ 272

No fio da trama

No fio da trama


Minh’alma no silêncio das lembranças

No fio da trama, ferida a sangrar

Verte lágrimas de vãs esperanças,

Do vento que levou a ilusão de amar

Naquela trama, sob pretexto fútil

Mostrou o desejo, de não querer me amar

Abandou o amor, que não é mais útil

E buscou outro, pra com ele, se casar !

O amor que a grande desventura alquebrou

Verte na sua fronte a intensa tristeza,

Desfeitas as juras, o amor terminou

Jamais se refez dos anseios da surpresa

No tempo, adormecidas as saudades

Inesperadamente como as lavas do vulcão

Irrompem expelindo chamas e vontades

Dos resquícios que transpõem o coração

Na saudade que vagueia sem clemência

Quais folhas secas caídas no caminho

Batidas pelo vento da ambivalência

Da *hidrofobia, ao terno amor e carinho

*raiva

Porangaba,24-01-2015 (data da criação)

ArmandoA. C. Garcia

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👁️ 363

DEUS

DEUS

Já caminhei pela terra
Já caminhei pelo mar
Subi montes, desci serra
Nunca pude te encontrar

Caminhei no Sol ardente
E até, na fria Lua
Fui do Norte ao Poente
Casa em casa, rua em rua

Caminhei anos sem fim
E não te pude encontrar
- Caminhando lado a mim
Foi difícil te achar

Sempre Tu me orientavas
Não ouvia teus conselhos
Pensamentos, sem palavras
Achava coisa de velhos

Finalmente reconheço
Nos caminhos percorridos
Se pedras são um tropeço
São caminhos definidos

Hoje, sei onde encontrar-te
Já que caminho contigo
Estás na poesia e na arte,
TU, és meu melhor amigo.

São Paulo, 04/07/2011
Armando A. C. Garcia

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👁️ 332

...A ponte!

...A ponte !


Quando nosso peito dá lugar à dor
Afastando-se da ventura e da alegria
Passa a sofrer a aflição maior
Da desgraça que arrocha dia a dia

Sentindo o amargo prazer de viver
Tão grande o acerbo que o consome
Já, com a alma cansada de sofrer
De martírios, aflições e tanta fome

Quer desistir de tudo que o faz sofrer,
Num mar de angústias, seu pensamento,
Navega nas intempéries do carecer
D’amor, do carinho e até, do alimento

Ingrata esperança que lhe orna a fronte
Derramando amarguras no coração
Vos sois, entre a incerteza e a dor, a ponte
No meu martírio, carrasco da agressão !


São Paulo, 19/01/2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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