Lista de Poemas
Brasil ! restou a esperança ...
Brasil ! restou a esperança ...
A esperança foi o que nos restou
Da malfadada caixa de Pandora.
O dinheiro, o PT o espalhou
Por outros países afora
Sem retorno certamente
Nunca, nunca, ele voltará
E nosso povo inconsciente
Só em sonho o anteverá
Às vãs promessas, quebradas
Lhes deram ouvidos então,
Agora já delineadas
No bolso do cidadão
Esses medíocres, eleitos
Às escâncaras roubaram
E querem, noutros pleitos
Saquear o que deixaram
Os roubos, segundo eles,
Miragens do Promotor
São doações, daqueles,
Ao partido trabalhador.
Foram repasses legais
Contabilizados em ata,
Disponível aos nacionais
Em troca de negociatas...
Os valores no estrangeiro
...Não passam de alegoria
São migalhas do dinheiro
Que no bolso não cabia !
As promessas não cumpridas
Aguardam novos repasses,
No mandato, serão esquecidas
Antes que ele se completasse
Saíram palavras de esperança
De suas bocas mentirosas
O povo ávido de bonança
Não viu que eram ardilosas
Ainda não está cumprida
A missão do Lava Jato
Tem gente comprometida
Na ratonaria de fato
Resoluta e decidida
A missão do Promotor
Espero que seja cumprida
Sua tarefa de valor
Já chega de ratonaria
Doações que engendraram
Desvendar a anomalia,
Deveres que à lei pautaram
Vamos afastar de vez
A corja de enganadores
Que têm a desfaçatez
De dar razão aos menores
Deixando-os na impunidade
Mesmo matando alguém
Espero que na ambiguidade
Matem deles, a sua mãe !
Palavras de desabafo
Mas com sentido profundo
Pois só sentido o *agrafo
Dar-se-ão conta do mundo
Nosso povo está cansado
De ver tanta impunidade
O Congresso é cobrado,
Rubros, na contrariedade
Ao menor que rouba e mata
Dão alforria pra tal
A sociedade pacata
Não aguenta tanto mal
Que levem pra suas casas
Essa maléfica escória
À qual, pra tal, eles dão asas
Sem dar mão à palmatória
Noventa por cento do povo
Está querendo a mudança
Menor a votar, não é novo
Pra pagar, ele é criança
Contradições, incoerências
Que só os rubros mantêm
Pesem em suas consciências
As mortes que daí provêm
A luxúria dos eleitos
É paga com nosso salário
Como nunca estão satisfeitos
Limpam a caixa do erário !
Chega de humilhação
Chega de despautério
Lava Jato tem razão
De desvendar o mistério !
Brasil ! restou a esperança ...
De ver os culpados punidos
Menor que mata, não é criança
Políticos que roubam, são bandidos
*grampo usado em cirurgias na sutura de incisões
São Paulo, 04/07/2015
Armando A. C. Garcia
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Teu Sentimento profundo
Teu Sentimento profundo
Teu Sentimento profundo
Tira alma do lugar
Não acha lugar no mundo
Onde ela possa morar
Nem a casa, nem a rua
Comportam o desamor
Nem o sol, e nem a lua
Amenizam essa dor
O sono não te repara
Nessa estranha agitação
Nenhum amor se declara
Trazendo paz ao coração !
Deixa a alma a tilintar
Como taças de cristal
Um dia vai encontrar
Seu amor celestial.
Porangaba, 14/06/2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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A voz do fado !
A voz do fado !
Escutei a voz do fado
Num beco da Mouraria
Entrei meio desconfiado
Ela, cantava à porfia
Sua voz, tão meiga e doce
Deixou-me apaixonado
Nunca pensei que ela fosse
A mulher deste meu fado
Voltei no dia seguinte
Para ouvi-la cantar
E, do seguinte, ao seguinte,
Com o coração a arfar
Um dia, ela notando
Esta minha assiduidade
Ela falou, já chorando
Que perderá a liberdade
O sentimento de amor
Que de meu peito brotava
Atingiu aquela flor,
Que só pra mim ela olhava !
E, daquele dia em diante
Abri o meu coração
Àquela pedra, brilhante
Ainda sem lapidação !
São Paulo, 17/06/2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Dei asas ao pensamento
Dei asas ao pensamento
Dei asas ao pensamento
Dei-lhe humor, dei-lhe alegria
E pra maior contentamento
Dei-lhe tudo, que podia !
Dei-lhe liberdade e vida
Sem mistério, sem temor
Dei-lhe a mensagem florida
De quem busca grande amor
Dei-lhe um mundo de alegria
Com a luz do sol a brilhar
Dei-lhe tudo que existia
No mundo pra agraciar
Dei-lhe sorrisos, dei-lhe fé
Dei-lhe a verdade e razão
A confiança de quem crê
Tudo que eu tinha à mão !
Dei-lhe razões pra voltar
Sem marcas ou exigências
Dei-lhe o mar pra navegar
Estrelas, como referências
Ele gravou todas imagens
Dos lugares onde passou,
Como excelsas reportagens,
Até o zimbório filmou .
São Paulo, 05/07/2015
Armando A. C. Garcia
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Irrealidade do real
Na irrealidade do real
A vida ficou mais cara
O que fazer afinal
Se a inflação já dispara
Aumento na gasolina
Na conta d´água e luz
Aumenta a carnificina
- Só o salário reduz.
Estrangulada a economia
Vivemos em sobressaltos
E nesta triste agonia
Sofremos com os assaltos
Do meliante gatuno,
Aos que a lei, nos impõe
Nenhum deles é oportuno
E a nosso querer, se antepõe
Dos obscuros segredos
Às traves que delimitam
O contorno destes medos
Que a saúde debilitam
Angústias inamovíveis
Na existência duvidosa
De convergências possíveis
E ao destino perigosa
Não há razões mais claras
Pra temer a recessão
Deu sinal a *almenara
De estarmos na escuridão
Crescendo o sobressalto
Na real, irrealidade
Que tecem no Planalto
E denotam ambiguidade
Ressuscitada a inflação
É mapa que se apresenta
É grande a desilusão
No quadro da Presidenta
Acentuando a irrealidade
Do nítido, ao mais intenso
No mar da calamidade,
Temor do naufrago é imenso...
A voracidade aos bolsos
Deixando-os logo vazios
E sem que haja reembolso
Chega a dar-nos calafrios!
Preço da carne, impossível
Ao bolso do trabalhador
Pecaminoso, inadmissível
Num plantel que é o maior
Se me ouvísseis neste instante
Iríeis buscar o dinheiro
Que a razão se levante
E o retorne do estrangeiro
Eu sei que é utopia
Maneira de discorrer
Ponto de analogia,
Se seu destino é morrer !
Nenhum Governo se sustenta
Ao peso da iniquidade
Sempre a melhor ferramenta
É prover necessidade.
· São Paulo, 04/07/2015
Armando A. C. Garcia
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Volta amor ...
Volta amor ...
Volta amor aos braços meus
Partiste, sem um adeus
Nas fantasias dum desejo
Decretas-te o meu despejo
Teus beijos foram pra mim
A alquimia, o início e fim
Vem derramar tua candura
Abraçar-me com ternura
Vem amor, o dia é curto
Meu refúgio é teu *surto
Densas saudades amor
Bruma instalada é dor
Quem te chama, não desiste
Desde o dia que partiste ,
Partiste o meu coração
Sem desfrutar tua mão
Tua ausência foi tensão
Intenso desejo, ambição
Loucura de amor espúrio
D‘alguém que presta perjúrio
Vestiste a jura de sombras
E ornaste com **alfombras
As vontades e destinos
De sonhos tão libertinos
Não sei porque presumo
Do capítulo tal resumo
Volta aos meus braços amor
Teu beijo é um esplendor
Não desprezes outra chance
Talvez um dia me canse
O triste anseio em mim morra
E sem querer tire a desforra !
*ambição,cobiça
** tapete espesso
São Paulo, 03/06/2013
Armando A. C. Garcia
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Desalento/Depressão
Desalento/Depressão
Num vôo alucinado
Quase toquei nas estrelas,
Meu cérebro estava cansado
Fez-me ver coisas... sem vê-las !
Tangenciando a loucura
Nesse tal procedimento,
Preciso, ter compostura
Nesse louco pensamento.
Essa tal de depressão
Depreca comportamentos,
É tão grande a confusão,
Que atinge os pensamentos.
A faculdade cognitiva
Do intelecto humano
Parece absorvida
Por esse sonho insano
Os tímidos pensamentos,
Renova-os por otimistas
Senão cais no abatimento
Régulo* dos pessimistas
Nesse estado de espírito
Levanta tua moral
Permite que o perispírito,
Te torne mais racional.
Essas voltas e revoltas
Que dás à noite na cama,
Deixa sem peias, às soltas
- Os motivos de teu drama.
Estranho comportamento,
Síndrome de insegurança,
Que atinge o sentimento
E invalida a esperança !
Evita transtornos à mente,
Afastando os negativos
Pensamentos, que a gente
Cultiva no digressivo.
Seja você novamente
Longe das conjecturas,
Fique alegre e contente
Afaste-se das amarguras
Não dei-a ouvidos em vão
A estranhas suposições
Consulte o seu coração
Por justas opiniões
Não deixe que se perturbe
Tua mente em agitações,
Vê a confusão da urbe
Com tantas imprecauções
Falta de ordem ou método
Gera tumulto na mente
Passar a ver tudo, no todo
Duma maneira diferente
Como se ficasse vazia
A mente já perturbada
De repente, essa agonia
Vem deixá-la atrapalhada.
Quem pensa em demasia
Sempre no mesmo assunto
Entra na fase sombria
Dessa tal... de depressão !
*pequeno rei; reizinho
Porangaba, 14/06/2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Caminhos ...
Caminhos...
Percorrer o caminho da esperança
Ao encontro da luz e da razão
Em busca da fé e da bonança
A seiva que leva amor ao coração
Caminhos percorridos em oração
Conduzem aos páramos celestiais
Da vida, são as sendas racionais
Afastam o ser humano da perdição
Caminhos, seguem em várias direções
Diametralmente opostos entre si
Uns conduzem a efêmeras emoções
Outros, à luz da glória para ti,
Há os tortuosos e os corretos
Cabe a ti escolher qual a seguir
Há os perfumados e os infectos
A escolha só a ti cabe decidir !
São Paulo, 02/07/2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Desalento/Depressão
Desalento/Depressão
Num vôo alucinado
Quase toquei nas estrelas,
Meu cérebro estava cansado
Fez-me ver coisas... sem vê-las !
Tangenciando a loucura
Nesse tal procedimento,
Preciso, ter compostura
Nesse louco pensamento.
Essa tal de depressão
Depreca comportamentos,
É tão grande a confusão,
Que atinge os pensamentos.
A faculdade cognitiva
Do intelecto humano
Parece absorvida
Por esse sonho insano
Os tímidos pensamentos,
Renova-os por otimistas
Senão cais no abatimento
Régulo* dos pessimistas
Nesse estado de espírito
Levanta tua moral
Permite que o perispírito,
Te torne mais racional.
Essas voltas e revoltas
Que dás à noite na cama,
Deixa sem peias, às soltas
- Os motivos de teu drama.
Estranho comportamento,
Síndrome de insegurança,
Que atinge o sentimento
E invalida a esperança !
Evita transtornos à mente,
Afastando os negativos
Pensamentos, que a gente
Cultiva no digressivo.
Seja você novamente
Longe das conjecturas,
Fique alegre e contente
Afaste-se das amarguras
Não dei-a ouvidos em vão
A estranhas suposições
Consulte o seu coração
Por justas opiniões
Não deixe que se perturbe
Tua mente em agitações,
Vê a confusão da urbe
Com tantas imprecauções
Falta de ordem ou método
Gera tumulto na mente
Passar a ver tudo, no todo
Duma maneira diferente
Como se ficasse vazia
A mente já perturbada
De repente, essa agonia
Vem deixá-la atrapalhada.
Quem pensa em demasia
Sempre no mesmo assunto
Entra na fase sombria
Dessa tal... de depressão !
*pequeno rei; reizinho
Porangaba, 14/06/2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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O Melro ! (Infanto juvenil)
O Melro ! (Infanto-juvenil)
Melro que pias sozinho
A morte de tua mãe
Nesse piar tão baixinho
Externas tua dor, também
Teu sentimento profundo
Revela amor pela mãe.
- A criatura no mundo
Igual ao teu, já não tem.
Quisera Deus que assim fosse
O amor do ser humano
Hoje imbuído na posse,
Só vê o lado profano.
O melro piando dolente
Demonstra com sua dor
Ao pai omnipotente
Quão grande era seu amor,
Põe-se o sol, vem o luar
À noite, já mal se ouvia
Mas continuava a cantar
Num choro de agonia
Veio um anjo e lhe falou
Melro, não fiques triste
A tua mãe descansou
Estava doente, tu não viste
O melro, quase expirando
Ao anjo se reportou:
Passei a vida voando,
Minha mãe, nada falou !
São Paulo, 12/07/2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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E poeta é qual vinho envelhecido
Em antigos tonéis de carvalho
Por alguns será bebido,
Por outros, só degustado !
São Paulo, 10/09/2009
Armando A. C. Garcia
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