Escritas

Lista de Poemas

O exemplo da Indonésia

O exemplo da Indonésia


A Indonésia acaba de dar
Um exemplo ao seu país,
E ao mundo para acatar
Quem da lei é aprendiz !

A condenação do Marco,
Serve de exemplo aos demais
Se libertado é parco
O castigo que lhe dais

Quem dera aqui no Brasil
Ter leis mais eficientes,
Nós, temos pra lá de mil
Que soltos, são reincidentes

Tudo em razão da brandura
Destas leis que pouco punem
As penas não estão à altura
Dos crimes que nos desunem

Famílias ficando sem pai,
Outras, perdendo irmãos
E... o meliante se esvai
Na alforria ou abolição.

Não chamem de hipocrisia
Esse tal fuzilamento
É de honra e primazia
D’quem da lei tem o conceito

É um exemplo de castigo
Para o criminoso pensar
Que o povo não é inimigo
Para assaltar e o matar .

Post-Scriptum:

Dêem aos da Petrobrás

A mesma delação premiada

Que a Indonésia foi capaz

De dar ao da asa cocada !


São Paulo, 17/01/2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia –

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👁️ 369

Sem ti deixei meu querido Portugal

Sem ti deixei meu querido Portugal



Sem ti deixei meu querido Portugal

Com minha alma cheia de tristeza

Percorri caminhos dignos de chacal

Carregando em segredo tua vileza


Aprendi como viver ao desalento

Meu espelho abandonei com tua imagem

Quando a teu lado caminhei desatento

Ladeando teus passos que não interagem


Meu caminho, era atravessar contigo

Este mundo deserto de carinho e amor

Mas vi, para punição de meu castigo

Que meu reino, era o império da dor!


Pela ambição e grandeza do poder

Veio a cobiça por montes de tesouros

Que agita e abala qualquer mulher

Quando fita e se encanta pelo ouro


Hoje, como um sonho em vão, já se desfez

A ilusão que habitava em seu coração

E um tormento doloroso, teve vez

E assim pagou por sua infame traição !


Porangaba 24-01-2015

Armando A. C. Garcia


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👁️ 316

Em busca do oceano

Em busca do oceano


Se a vida é um sopro, um sonho sem fim
Um rio onde passa a água que corre
Em busca do oceano, e neste ínterim,
Entre escarpas de trilhas pedregosas

Suas fortes correntes vão lapidando
As pedras do caminho que impedem
Um trajeto manso, porém caudaloso,
No curso que a vida lhe ordenou

Não é tão contrário à vida o seu curso
Posto que finda-se no imenso oceano,
Sua meta, é o final de seu percurso.
A vida esconde-se no recôndito *arcano

O indomável dito rio pedregoso
Que corre entre fraguedos apertados
Chega perto da foz, já afadigoso
Pois da viagem de sopros, está cansado !

*mistério

São Paulo, 25-01-2015
Armando A. C. Garcia

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Homenagem a São Paulo (replay)

Homenagem a São Paulo (replay)

A ti não chegaram as caravelas,
Mas de ti, partiram bandeirantes.
Como centro financeiro abres velas
Singrando o Brasil e América do Sul

És uma das mais globalizadas
Cidades no cenário mundial
Tua pujança, e luta das arcadas
São destemor e audácia sem igual

Teu povo, miscigenação de raças
Esculpindo ao mundo novas gentes
Longas ruas, jardins e praças
Repleta de arranha-céus imponentes

No emaranhado, contrasta briosa
Com favelas que ninguém ousa falar
Por São Paulo ser grande e majestosa
É a locomotiva que roda sem parar

Berço do trabalho e da cultura
Acolhe o migrante e o estrangeiro
Dás esperança aquele que te procura
E teu povo, é um povo hospitaleiro

Tua marcha triunfal o Anchieta
Do além, certamente consagrou
Não foste traçada em prancheta
A força do destino te edificou

És o gigante, deste imenso país
Teu progresso está no imenso sucesso
E neste dia vinte e cinco de janeiro
Milhões de beijos ao teu povo hospitaleiro

Porangaba, 24/01/2012 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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👁️ 242

Íntimos versos

Íntimos versos



Desse teu amor, que tanto em mim persiste

Num sentir inexorável a teus pés

Eu já nem sei na verdade porque existe,

Se de eras esperanças é meu *arnês.


Teia do destino, de sonhos albergados

A balouçarem incrédulos sentimentos

Em pensamentos adredemente cogitados

Nas vãs promessas dos **abjuramentos,


Que ainda dormem vestidas com o arnês

Nas sombras infiéis do desatino e da lua

Co’as lembranças das pedras da tua rua


Que carrego na desdita em segredo,

Não porque de ti amor, eu tenha medo

Não quero jogar-me de novo a teus pés !


*antiga armadura de guerreiro

** perjurar


São Paulo, 30-01-2015 (data da criação)

Armando A. C. Garcia


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👁️ 332

Afago

Afago

O afago carinhoso

Que a mulher dá ao esposo

Não é um abraço perdido

É carinho concedido

Num peito aberto ao amor

Com o perfume da flor

A doce mistura de mel,

De amor insuperável.

As mãos cheias de ternura

Não se cansa a criatura

Na mansa fusão de almas.

Como pluma, tu acalmas.

Se o afago é manso, puro

É um afeto pro futuro

Desse enlevo de carinho

Que do imo, sai mansinho.

A mãe, a seu filho afaga

O pai, segue a mesma saga

Acarinha, ameiga, amima

Afeição, em amor se firma,

O afago é luz que anima

Dá à alma, clara estima

E quando o afago é sincero

É amor... sem exagero!

Post-Scriptum:

Afago é meigo carinho

De ternura e afeição

É a flor do caminho

Que perfuma o coração

SãoPaulo, 26/01/2015

ArmandoA. C. Garcia

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👁️ 361

Amargos encantos

Amargos encantos


A mais pungente mágoa
Aquela que mais nos dói
Cujo calor é uma frágua,
É de um amor, que se foi.

É uma mágoa de prantos
De soluços e suspiros
São os amargos encantos
Já forjados em Oniros,

Que sufocam a ventura
Dizimando a esperança.
São os dias de amargura
Frustrando a confiança

Corações escravizados
Na dor mais rude e cruel
Aflitos e flagelados,
Seu cálice, continha fel !

Embora a dor nos açoite
A vida é bela e formosa
Mas, se o dia vira noite...
Seja ela, cor de rosa !

São Paulo, 14/01/2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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👁️ 266

Nas ondas...

Nas ondas ...

Neste mar a que chamamos de vida
Em condições adversas à calmaria
Navegamos nas ondas das intempéries
Para nos vislumbrarmos *paupéries
Ao deparar não passar de alegoria
A altanaria conquista da subida !

São Paulo, 13/01/2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
*miséria; penúria
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👁️ 355

Astronomicamente... desiguais !

Astronomicamente... desiguais !


Astronomicamente desiguais

Salários percebidos por políticos

Ao grupo social, no analítico

A proporção é vilã aos demais


E, no coeficiente majorativo

O deles, não se cansam de aumentar

Ao povo dão migalhas sem falar

Que o aumento deles é superlativo


As avaliações dos representantes

Trazem o ranço putrefato do petróleo

Dos sofismas virulentos, sem óleo

Rangendo na máquina *estuantes


Vinte bilhões que a máquina corroeu

É espantoso minha estimada gente

Que a **cleptocracia siga em frente

E impune, quem mais nos empobreceu


Solução de minguada transparência

Sem recuperação das verbas desviadas

Nas complexas e multifacetadas

Artes de ***concussão e influência


Apoderaram-se de vinte bilhões

É dinheiro de que nem temos noção

O rombo que abalou toda nação

Derrubou na Bolsa o valor das ações


Em consequência grandes acionistas

Dos Estados Unidos, acionam na justiça

A Petrobrás, a responsável da liça

Em razão do golpe dos oportunistas


O escândalo do grande desvio de dinheiro

Levará acionistas estrangeiros a pleitearem

Altas indenizações, as quais se equiparem

À perda sofrida nas ações do petroleiro


Destarte, o valor da Petrobrás com o rombo

Desvalorizou pra a metade seu valor

Face às indenizações, será ainda pior

Se ela aguentar o arrimo do tombo


Roubo não se justifica, nem se explica

A não incriminação desses patifes

Demonstra que fazem parte doutra grife

Que tudo pode e que, nada os implica


Delação premiada! como ficam os delitos?

Proponho aos ladrões que confessem os crimes

Se somos iguais conforme a lei e regime

Confessado o crime... resolve-se os atritos !


Roubo não se justifica, nem se explica

Delação, atitude de Judas premiada

Não deixa de ser lorota de vil piada

D’gente sem honra, por herança abdica !


Dizê-la como uma das ignomínias maiores

da humanidade, apouca-lhe a dimensão

Foi um câncer que corroeu toda a nação

À exceção de nossos governadores


São Paulo, 09/01/2015 (data da criação)

Armando A. C. Garcia


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* que ferve em cachão

** a corrupção nas altas esferas que põe em xeque a democracia

*** extorsão ou peculato exercido por servidor público

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O Cata-vento

O Cata-vento

Põe rumo em teu coração
Não sejas tal cata-vento
Que muda a todo momento
Seu rumo e direção

A tua grande firmeza
Está na fé e no amor
E, nos momentos de dor
Deus, dá força, com certeza

Ninguém dela está isento
Até Jesus o Salvador
No mundo sentiu a dor
E a suportou, sem lamento

Abolir da consciência
Pecado e devassidão
É, já uma abnegação
Começo de abstinência

Usa a tua liberdade
Não te apegues a ilusão
Tu, sabes que a salvação
É a maior felicidade

Não olvides que a existência
Será ventura no porvir
Nisso, tu tens de convir
E aceitar, sem divergência

Nunca te esqueças irmão
Que pro repouso angelical
A balança decimal
Não pode pender pro mal !

São Paulo, 30/11/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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