Lista de Poemas
O exemplo da Indonésia
O exemplo da Indonésia
A Indonésia acaba de dar
Um exemplo ao seu país,
E ao mundo para acatar
Quem da lei é aprendiz !
A condenação do Marco,
Serve de exemplo aos demais
Se libertado é parco
O castigo que lhe dais
Quem dera aqui no Brasil
Ter leis mais eficientes,
Nós, temos pra lá de mil
Que soltos, são reincidentes
Tudo em razão da brandura
Destas leis que pouco punem
As penas não estão à altura
Dos crimes que nos desunem
Famílias ficando sem pai,
Outras, perdendo irmãos
E... o meliante se esvai
Na alforria ou abolição.
Não chamem de hipocrisia
Esse tal fuzilamento
É de honra e primazia
D’quem da lei tem o conceito
É um exemplo de castigo
Para o criminoso pensar
Que o povo não é inimigo
Para assaltar e o matar .
Post-Scriptum:
Dêem aos da Petrobrás
A mesma delação premiada
Que a Indonésia foi capaz
De dar ao da asa cocada !
São Paulo, 17/01/2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia –
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Sem ti deixei meu querido Portugal
Sem ti deixei meu querido Portugal
Sem ti deixei meu querido Portugal
Com minha alma cheia de tristeza
Percorri caminhos dignos de chacal
Carregando em segredo tua vileza
Aprendi como viver ao desalento
Meu espelho abandonei com tua imagem
Quando a teu lado caminhei desatento
Ladeando teus passos que não interagem
Meu caminho, era atravessar contigo
Este mundo deserto de carinho e amor
Mas vi, para punição de meu castigo
Que meu reino, era o império da dor!
Pela ambição e grandeza do poder
Veio a cobiça por montes de tesouros
Que agita e abala qualquer mulher
Quando fita e se encanta pelo ouro
Hoje, como um sonho em vão, já se desfez
A ilusão que habitava em seu coração
E um tormento doloroso, teve vez
E assim pagou por sua infame traição !
Porangaba 24-01-2015
Armando A. C. Garcia
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Em busca do oceano
Se a vida é um sopro, um sonho sem fim
Um rio onde passa a água que corre
Em busca do oceano, e neste ínterim,
Entre escarpas de trilhas pedregosas
Suas fortes correntes vão lapidando
As pedras do caminho que impedem
Um trajeto manso, porém caudaloso,
No curso que a vida lhe ordenou
Não é tão contrário à vida o seu curso
Posto que finda-se no imenso oceano,
Sua meta, é o final de seu percurso.
A vida esconde-se no recôndito *arcano
O indomável dito rio pedregoso
Que corre entre fraguedos apertados
Chega perto da foz, já afadigoso
Pois da viagem de sopros, está cansado !
*mistério
São Paulo, 25-01-2015
Armando A. C. Garcia
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Homenagem a São Paulo (replay)
A ti não chegaram as caravelas,
Mas de ti, partiram bandeirantes.
Como centro financeiro abres velas
Singrando o Brasil e América do Sul
És uma das mais globalizadas
Cidades no cenário mundial
Tua pujança, e luta das arcadas
São destemor e audácia sem igual
Teu povo, miscigenação de raças
Esculpindo ao mundo novas gentes
Longas ruas, jardins e praças
Repleta de arranha-céus imponentes
No emaranhado, contrasta briosa
Com favelas que ninguém ousa falar
Por São Paulo ser grande e majestosa
É a locomotiva que roda sem parar
Berço do trabalho e da cultura
Acolhe o migrante e o estrangeiro
Dás esperança aquele que te procura
E teu povo, é um povo hospitaleiro
Tua marcha triunfal o Anchieta
Do além, certamente consagrou
Não foste traçada em prancheta
A força do destino te edificou
És o gigante, deste imenso país
Teu progresso está no imenso sucesso
E neste dia vinte e cinco de janeiro
Milhões de beijos ao teu povo hospitaleiro
Porangaba, 24/01/2012 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Íntimos versos
Íntimos versos
Desse teu amor, que tanto em mim persiste
Num sentir inexorável a teus pés
Eu já nem sei na verdade porque existe,
Se de eras esperanças é meu *arnês.
Teia do destino, de sonhos albergados
A balouçarem incrédulos sentimentos
Em pensamentos adredemente cogitados
Nas vãs promessas dos **abjuramentos,
Que ainda dormem vestidas com o arnês
Nas sombras infiéis do desatino e da lua
Co’as lembranças das pedras da tua rua
Que carrego na desdita em segredo,
Não porque de ti amor, eu tenha medo
Não quero jogar-me de novo a teus pés !
*antiga armadura de guerreiro
** perjurar
São Paulo, 30-01-2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Afago
Afago
O afago carinhoso
Que a mulher dá ao esposo
Não é um abraço perdido
É carinho concedido
Num peito aberto ao amor
Com o perfume da flor
A doce mistura de mel,
De amor insuperável.
As mãos cheias de ternura
Não se cansa a criatura
Na mansa fusão de almas.
Como pluma, tu acalmas.
Se o afago é manso, puro
É um afeto pro futuro
Desse enlevo de carinho
Que do imo, sai mansinho.
A mãe, a seu filho afaga
O pai, segue a mesma saga
Acarinha, ameiga, amima
Afeição, em amor se firma,
O afago é luz que anima
Dá à alma, clara estima
E quando o afago é sincero
É amor... sem exagero!
Post-Scriptum:
Afago é meigo carinho
De ternura e afeição
É a flor do caminho
Que perfuma o coração
SãoPaulo, 26/01/2015
ArmandoA. C. Garcia
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Amargos encantos
A mais pungente mágoa
Aquela que mais nos dói
Cujo calor é uma frágua,
É de um amor, que se foi.
É uma mágoa de prantos
De soluços e suspiros
São os amargos encantos
Já forjados em Oniros,
Que sufocam a ventura
Dizimando a esperança.
São os dias de amargura
Frustrando a confiança
Corações escravizados
Na dor mais rude e cruel
Aflitos e flagelados,
Seu cálice, continha fel !
Embora a dor nos açoite
A vida é bela e formosa
Mas, se o dia vira noite...
Seja ela, cor de rosa !
São Paulo, 14/01/2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Nas ondas...
Neste mar a que chamamos de vida
Em condições adversas à calmaria
Navegamos nas ondas das intempéries
Para nos vislumbrarmos *paupéries
Ao deparar não passar de alegoria
A altanaria conquista da subida !
São Paulo, 13/01/2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
*miséria; penúria
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Astronomicamente... desiguais !
Astronomicamente... desiguais !
Astronomicamente desiguais
Salários percebidos por políticos
Ao grupo social, no analítico
A proporção é vilã aos demais
E, no coeficiente majorativo
O deles, não se cansam de aumentar
Ao povo dão migalhas sem falar
Que o aumento deles é superlativo
As avaliações dos representantes
Trazem o ranço putrefato do petróleo
Dos sofismas virulentos, sem óleo
Rangendo na máquina *estuantes
Vinte bilhões que a máquina corroeu
É espantoso minha estimada gente
Que a **cleptocracia siga em frente
E impune, quem mais nos empobreceu
Solução de minguada transparência
Sem recuperação das verbas desviadas
Nas complexas e multifacetadas
Artes de ***concussão e influência
Apoderaram-se de vinte bilhões
É dinheiro de que nem temos noção
O rombo que abalou toda nação
Derrubou na Bolsa o valor das ações
Em consequência grandes acionistas
Dos Estados Unidos, acionam na justiça
A Petrobrás, a responsável da liça
Em razão do golpe dos oportunistas
O escândalo do grande desvio de dinheiro
Levará acionistas estrangeiros a pleitearem
Altas indenizações, as quais se equiparem
À perda sofrida nas ações do petroleiro
Destarte, o valor da Petrobrás com o rombo
Desvalorizou pra a metade seu valor
Face às indenizações, será ainda pior
Se ela aguentar o arrimo do tombo
Roubo não se justifica, nem se explica
A não incriminação desses patifes
Demonstra que fazem parte doutra grife
Que tudo pode e que, nada os implica
Delação premiada! como ficam os delitos?
Proponho aos ladrões que confessem os crimes
Se somos iguais conforme a lei e regime
Confessado o crime... resolve-se os atritos !
Roubo não se justifica, nem se explica
Delação, atitude de Judas premiada
Não deixa de ser lorota de vil piada
D’gente sem honra, por herança abdica !
Dizê-la como uma das ignomínias maiores
da humanidade, apouca-lhe a dimensão
Foi um câncer que corroeu toda a nação
À exceção de nossos governadores
São Paulo, 09/01/2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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* que ferve em cachão
** a corrupção nas altas esferas que põe em xeque a democracia
*** extorsão ou peculato exercido por servidor público
O Cata-vento
Põe rumo em teu coração
Não sejas tal cata-vento
Que muda a todo momento
Seu rumo e direção
A tua grande firmeza
Está na fé e no amor
E, nos momentos de dor
Deus, dá força, com certeza
Ninguém dela está isento
Até Jesus o Salvador
No mundo sentiu a dor
E a suportou, sem lamento
Abolir da consciência
Pecado e devassidão
É, já uma abnegação
Começo de abstinência
Usa a tua liberdade
Não te apegues a ilusão
Tu, sabes que a salvação
É a maior felicidade
Não olvides que a existência
Será ventura no porvir
Nisso, tu tens de convir
E aceitar, sem divergência
Nunca te esqueças irmão
Que pro repouso angelical
A balança decimal
Não pode pender pro mal !
São Paulo, 30/11/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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E poeta é qual vinho envelhecido
Em antigos tonéis de carvalho
Por alguns será bebido,
Por outros, só degustado !
São Paulo, 10/09/2009
Armando A. C. Garcia
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