Escritas

Lista de Poemas

Estrada da saudade

Astronomicamente... desiguais !


Astronomicamente desiguais

Salários percebidos por políticos

Ao grupo social, no analítico

A proporção é vilã aos demais


E, no coeficiente majorativo

O deles, não se cansam de aumentar

Ao povo dão migalhas sem falar

Que o aumento deles é superlativo


As avaliações dos representantes

Trazem o ranço putrefato do petróleo

Dos sofismas virulentos, sem óleo

Rangendo na máquina *estuantes


Vinte bilhões que a máquina corroeu

É espantoso minha estimada gente

Que a **cleptocracia siga em frente

E impune, quem mais nos empobreceu


Solução de minguada transparência

Sem recuperação das verbas desviadas

Nas complexas e multifacetadas

Artes de ***concussão e influência


Apoderaram-se de vinte bilhões

É dinheiro de que nem temos noção

O rombo que abalou toda nação

Derrubou na Bolsa o valor das ações


Em consequência grandes acionistas

Dos Estados Unidos, acionam na justiça

A Petrobrás, a responsável da liça

Em razão do golpe dos oportunistas


O escândalo do grande desvio de dinheiro

Levará acionistas estrangeiros a pleitearem

Altas indenizações, as quais se equiparem

À perda sofrida nas ações do petroleiro


Destarte, o valor da Petrobrás com o rombo

Desvalorizou pra a metade seu valor

Face às indenizações, será ainda pior

Se ela aguentar o arrimo do tombo


Roubo não se justifica, nem se explica

A não incriminação desses patifes

Demonstra que fazem parte doutra grife

Que tudo pode e que, nada os implica


Delação premiada! como ficam os delitos?

Proponho aos ladrões que confessem os crimes

Se somos iguais conforme a lei e regime

Confessado o crime... resolve-se os atritos !


Roubo não se justifica, nem se explica

Delação, atitude de Judas premiada

Não deixa de ser lorota de vil piada

D’gente sem honra, por herança abdica !


Dizê-la como uma das ignomínias maiores

da humanidade, apouca-lhe a dimensão

Foi um câncer que corroeu toda a nação

À exceção de nossos governadores


São Paulo, 09/01/2015 (data da criação)

Armando A. C. Garcia


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* que ferve em cachão

** a corrupção nas altas esferas que põe em xeque a democracia

*** extorsão ou peculato exercido por servidor público

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... Sem igual !

... Sem Igual !


Do canto da ave mais canora

Ao brilho do sol refulgente

É a vida pacata dessa gente

Aqui, tudo ainda é como outrora


Lugar aprazível, sem igual

Recanto prazeroso do mundo

B’leza d’encanto imenso e profundo

Maravilha na paz convival


Mais que, possa a mente perquirir

Para abeirar-se da tranquilidade,

O encanto desta comunidade

É como flor que rebenta ao florir,


E, à natureza se manifesta

Com o brilho do amor que abriga.

É uma flor, em contraste à urtiga

Na força criadora da floresta.


Descrever inigualável recanto

É preciso invejável talento

Como eu, não possuo cem por cento

Apenas retrato aqui, a cor do manto


Tu, podes conhecer esse lugar

Porangaba, a Cidade Sinfonia.

Em tupi-guarani, Bela vista

Com certeza, vais-te apaixonar!


Porangaba, 23/11/2014 (data da criação)

Armando A. C. Garcia –


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Nectário floral

Nectário floral

O nectário floral nutre o beija-flor
E faz a abelha zumbir em seu redor
E desse celeiro, ninho de amor
Da candura inocente de cada flor

Surge a doce substância chamada mel
Da angélica fragrância, do néctar da flor,
E pela constância do tenaz labor
Dessas obreiras, no seu trabalho fiel

Do esplendor imorredouro, a cada dia
Vão granjeando o sustento no farnel
Para suprir as necessidades com seu mel
Extraído até, da perfumada orquídea,

Para em noites caliginosas e frias
Alimentarem o enxame da colmeia.
Expira-se ao pôr do sol a sua ceia
E dormem sem aflições nem agonias

Seu corporativismo é da melhor idéia
Organizado por tarefas de trabalho
A colmeia é um tesouro, tal bisalho
Que guarda o mel, cor d’ouro, sempre cheia

Sobre a fonte do esplendor e do afinco
Benção de amor que só é concedida
A quem sua, a camisa e o consolida
Com seu labor no persistente afinco

Qual harpa eólica, zumbem à distância
No imaginário da amplidão sem-fim
Desde o primeiro raio de sol até ao fim
Quando o pôr do sol perde a culminância

Pra no dia seguinte, da angélica fragrância
Sugarem novamente o néctar da flor
P’lo ideal sempre tenaz e de vigor
Aumentar o farnel com abundância,

Granjeado às custas de seu trabalho
Laborioso, organizado e sincero
Que um dia o homem, assim espero
As possa imitar, sem tolho, ou atrapalho !

Porangaba, 20-11-2014
Armando A. C. Garcia

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Não o deixes Senhor perder a fé

Porque ela, é o fruto da quem crê

Não o deixes perder a esperança,

Porque ela, é o fruto da bonança.


Se cansado ou esmorecido, na fé

Sua escalada; encontra-se no sopé,

Não o deixes esmorecer, homem da Cruz

Consola e sustenta com Tua luz.


Ajuda-o na escalada da montanha,

Que, sua pequena fé, seja tamanha

Capaz de atingir o ápice, o apogeu

Que no duro percurso, leve ao céu !


A fé é a essência, o cerne da vida

Sem ela toda a esperança é perdida

A fé é o alicerce da fidelidade

Que leva a alma à eternidade !


Não limites a tua fé à mostarda

Deus a quer maior, na vanguarda

Capaz de mostrar ao mundo herege

Que a tua vida, em Deus se rege !


Deus não quer que tua fé seja pigméia

Que tenha vibração d'enxame na colmeia

Capaz de fazer-se ouvir até por moucos

E os que não te ouçam, sejam poucos !


São Paulo, 19/11/2014 (data da criação)

Armando A. C. Garcia –


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👁️ 437

NATAL 2014


Senhor, NATAL 2014

Eu O espero novamente neste Natal.

Onde a esperança é quase morta,

Leva um gesto de carinho

O Natal está à porta

Que Deus guie o teu caminho


Encontrarás certamente

Corações em aflição

Num gesto beneficente

Leva-lhes consolação


Quem socorre a desventura

Planta no firmamento

Com as sobras da fartura

Aura de aprimoramento


Caridade é sacrossanta

É ela a maior virtude

E quem em si a planta

Seu fruto, mansuetude


Como excelsa recompensa

Ao gesto de caridade

Luminosidade imensa

De amor na eternidade


Dissiparás a amargura

A lágrima, o sofrimento

E num gesto de ternura

Suprirás o alimento.


Estende a mão, abre a porta

Ao teu nobre coração

A caridade transporta

À Sublime Mansão !


São Paulo, 22-10-2014 (data da criação) Feliz Natal -2014 e


Alvissareiros sucessos de Próspero Ano Novo – 2015

É o que desejamos a toda humanidade

Armando A. C. Garcia


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👁️ 342

Exceções

Exceções


De exceção, em exceções
O mundo, muda conceitos
Passa a aceitar excreções
Sem apontar-lhe defeitos

Pressionado pela mídia
E, p’la Justiça, também
Vê forçada sua apatia,
Ante a força, diz amém !

Conceito estereotipado
Que o mundo, finge aceitar
Como sendo consumado
O que não pode repudiar

Mas que, no íntimo repele
Com toda sua ironia,
Não questões, da cor da pele,
Mas de outra anomalia

Ao que age de modo estranho
Estrambólico, heteroclítico
Como em dias de antanho
No período neolítico.

O mundo é subjugado
Às excêntricas exceções
Ficar mudo, é obrigado
Para não sofrer sanções

Excreções inaceitáveis
Na palavra sacrossanta
Para os céus abomináveis
Satanás, as alevanta.

São Paulo, 09/11/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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👁️ 407

Poesia – Alçar vôo


Poesia – Alçar vôo


Minha alma precisa ser livre, livre

Como a águia nos céus do horizonte

Como a clareza da água da fonte

Sem obstáculo algum que de tal a prive


Pra quando chegar a hora de alçar vôo

Singrar por todos oceanos e céus

Abstrair de todos os afetos meus

Como sendo o último café que côo


São Paulo, 21/10/2014 (data da criação)

Armando A. C. Garcia –


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👁️ 444

Mergulhado na saudade

Mergulhado na saudade


Aplacar a sua angústia

Da mente e do coração.

Sentir a sua empatia

Não augura, a seu irmão

Sofre a dor da solidão

Mergulhado na saudade

Nessa sombra da paixão

Que tenebrosa o invade

O corpo lasso, fatigado

Apagou sua esperança,

Hoje está desencantado

Resta-lhe só a lembrança.

Olvidar com sapiência

Bom alívio lhe daria

Perdoar é uma glória

Pra quem tem sabedoria

Sem alento e alegria

O que carrega no peito

É pura melancolia

Falar de amor. É suspeito

Os mistérios que abrigam

Os sentimentos de afeto,

Os seus brios o castigam

Nesse silêncio secreto !

Porangaba,31-10-2014

ArmandoA. C. Garcia

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👁️ 346

Absconso segredo

Absconso segredo


Naquele absconso segredo
Escondia seu amor
Seu peito arfava de medo
As entranhas de calor

De repente, ela se amarra,
Nessa centrípeta força
E, perplexa esbarra
Com o cio de uma corça

Incógnitas e nebulosas
As misteriosas razões
Se lhe pareciam jocosas
Causam-lhe transformações,

Está sôfrega, ansiosa
Por conhecer o sensorial
E nessa ânsia furiosa
Vira a *hetera nacional.

    * mulher dissoluta; cortesã

São Paulo, 04/11/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia  -  

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👁️ 354

QUADRAS SOLTAS (Dezoito)

QUADRAS SOLTAS (Dezoito)

Fingindo que não me ama
Ela diz que não me quer
Mas quando vamos pra cama
Eu sou homem, ela é mulher !
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Deixei a vida me levar
Fui ao encontro da morte
Foi o que me fez pensar
Que pobre, nunca tem sorte !
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Projetei felicidade
Prós dias de minha vida
Ó! quanta contrariedade,
Quanta lágrima sentida
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É suplicando que peço
Que voltes ao meu coração
Já levei muitos tropeços.
Este, não quero levar não !
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Eu peço a Deus que não morra
O amor que tenho por ti
Pois se ele morrer, sei agora
Que eu, também, morro por ti
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Na soma dos desiguais
Uma justiça capenga
Nas hostes dos tribunais
Não somos, mesmo iguais !
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Muito riso, pouco siso
Chamado de carnaval
Há, é falta de juízo
Depravação animal !
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Tem coisas que a gente sente
Tem coisas que a gente vê
As da alma e do instinto
São coisas para quem crê
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Espero que a árvore das letras
Não seque no meu jardim
Quero falar outras tretas
Que tenham princípio e fim !
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O meu drama, é o teu drama
Pouco dinheiro, muita luta
Vivemos na mesma trama
Semelhante a prostituta !
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Como estava sem tempo
Não via o tempo passar
Agora, falta-me tempo
Pra outro tempo encontrar
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Pensei fazer uma trova
Sem saber o que diria
O meu joelho se dobra
Aos pés da virgem Maria
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A Virgem, Nossa Senhora,
Foi a mãe que mais sofreu
Mesmo sem ser pecadora
Seu filho na cruz morreu
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Louvado seja o que crê
Na palavra do Senhor
Cristão é o que tem Fé,
E ora a Deus com fervor
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Mal desponta a madrugada
O sabiá vem me saudar
Tomo banho, faço a barba
Ele, não pára de trinar

É nesta selva de pedra
Que ouço o sabiá cantar
Parece que a fauna não medra
Mas não pára de aumentar
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A biodiversidade
Até parece impossível
Mas creiam, nesta cidade
Aumentando, é incrível !
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Não queiras dar, certamente
Conselhos à minha vida
Se a tua, constantemente
Vive errante e destruída
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São Paulo, 10/06/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia –

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