Lista de Poemas
A fúria que o mar agita
A fúria que o mar agita
Mesmo que tal não pareça
A sina de minha cruz,
O sofrimento começa
Quando me afastei da luz
Os males, que cisma fomenta
Sem proveito e em demasia
São raiva que alimenta
O estertor duma agonia
A fúria que o mar agita
Tem vigor omnipotente,
Ninguém na vida cogita
Quand’o sangue ferve quente.
O Ser; em dor se derrama
Quando o fruto, é desengano
É qual faísca sem chama,
No notável corpo humano.
Nem o gestor das idades
Tragador dos pensamentos
Das vidas e das cidades
D’esculturas e monumentos,
Tem o dom da equidade,
Pra trazer a felicidade
A alegria e a bondade,
Nem que seja... por piedade !
Porangaba,15/08/2015(data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Queimei os sonhos,
Queimei os sonhos,
Queimei os sonhados sonhos
Na minha vida de sonhos
E sem desejo de encontrá-los,
Eu; nem pensei procurá-los
Sonhos de amor, de saudade
Dos tempos da frivolidade
Sonhos d’esperança, perdidos
Num disfarce consentidos,
Sonhos de vida perdida,
Foi uma vida, sem vida
Inverno sem primavera.
Rocambolesca quimera,
As penas, do meu penar
Tu, m’as fizeste aceitar,
As mesmas que escolhestes
No fora, que tu me deste
Teria sido tão diferente,
Não fosse maldita serpente,
Que de ti, me separou,
E para longe me levou
Mágoas, só geram tristeza
E esta, nos deixa a certeza
Que nossa alma está morta
Quando o amor nos fech’a porta
Desamor, pranto profundo
Em qualquer parte do mundo
Sonhos cruéis que no fundo
Fruto de amor infecundo
Inverno sem primavera,
Sonho de falsa quimera
Sem praia e sem flores
Sem ternura e sem amores
Do corpo, o sonho desliga
A falsidade, e a fadiga
E faz a gente pensar,
Em ardentes febres amar
Ó ilusão que não cansa,
Do sonho, fazer mudança
Ao gosto da opinião
Que nutre nossa paixão.
Por defeito a natureza,
Sujeita nossa fraqueza
A variedade do sonho
Nunca real, eu suponho !
Porangaba, 15/08/2015(data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Nidificando ,,, (soneto)
Nidificando... (soneto)
Na copa das árvores,nota-se movimento
Num constante vai evem da passarada
Afluênciacircunscrita ao advento
De novos canários,de nova ninhada
Pássaros preto; pintassilgos,João de barro,
Sábias, acorrendo aalimentar a prol
A passarada, nessevai e vem bizarro
Agita as árvores, donascer ao por do sol.
Com seus trinados,de lindas melodias
Enchem de encanto epaz o meu pomar
Comem meus figos,peras, que alegria
Vê-los beliscar asfrutas sem parar,
De manhã, à tarde,em todo o dia
Lá procuram, com oque se alimentar
São Paulo,12/07/2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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O Marinheiro !
O Marinheiro !
Sentado ao soalheiro
No umbral de sua porta,
Estava um velho marinheiro
Pensando na amada morta
Foi revivendo o passado
As aflições no mar bravio
Quando caiu da amurada
Não morreu... foi por um fio.
Agora em terra firme
Vive triste amofinado
Mais inseguro e infirme,
Do que no mar agitado
São verdadeiros artistas
São excelentes figuras
São do mar especialistas
Que navegam sem agruras
Navegar foi sua vida,
O mar é sua paixão
Um porto, onde a partida
Alegra seu coração
Nas peripécias do mar
Ele, o velho marinheiro,
É qual raposa a caçar
À noite no galinheiro
Seu coração livre e solto
É como as ondas do mar
Mesmo quando está revolto,
Sabe que vão serenar
Singra os mares de lés a lés
Enfrentando a procela,
No mais elevado convés,
- Mesmo se o mar se encapela
E nessa hora de procela
Que faz as ondas vibrar,
Promete acender uma vela,
Quando em terra ele pisar
Enfrenta ondas perigosas
Do imenso mar d’água salgada
Rotas incertas, duvidosas
Até à próxima arribada !
Pensava o velho marinheiro
Longa e paulatinamente,
Nos mistérios do cruzeiro
E em seu amor, certamente !
São Paulo, 13/07/2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
Agradeço sua visita ao meu blog:
A terra onde nasci. - Miranda do Douro
A terra onde nasci.
Miranda do Douro
A terra onde nasci, tem céu azul-celeste
Com estrelas dependuradas no zimbório
E tem na rigidez duma terra agreste,
A imaginação dum templo evocatório.
Hoje, tem gente nova que desconheço
Com heterogeneidade de padrões
Mas todos eles, merecem o meu apreço
Mesmo que sejam diferentes as deflexões
Minha Miranda, foste a última atalaia
Fazes divisa natural com a Espanha
Defendeste nosso país na azagaia
- Demonstrando o vigor de tal façanha.
O rio Douro, serpenteia tua terra
Terras do querido e amado Portugal
O teu castelo e Sé; superou a guerra
Hoje, orgulho do patrimônio nacional.
As belezas naturais que tu encerras,
Transformam meu amor em saudade.
- Onde vivo, tem imensidão de terras
Mas nenhuma, se iguala à tua majestade !
São Paulo, 12/07/2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Sonetos de amor !
Sonetos de amor !
De mil e uma saudades que senti,
A tua, foi a última que restou
No meu peito, aninhada a consenti,
Em razão do amor, que não secou
E agora, que a dor da mágoa passou
Imagino teu amor em pensamento
Desvarios que meus versos levou
Neste claro e inútil tormento
A pena a que o amor se reduziu
De meus erros, derradeiro castigo
Mostrou o que o destino consentiu
À vista da dor e do sofrimento
Onde o futuro, certamente contigo
Dar-me-ia eterno contentamento
II
Fado de nossas vidas desigual
Ao que projetam as aspirações
É tão clara esta verdade, este mal
Que diverge da vontade e ações
Estas, nem sempre com a harmonia
Que liga nossa vontade à conjetura
Mesmo querendo mudá-la, não podia
Em razão do que dita a desventura
Vontades tão diferentes a natura
Nos impõe, no curso de nossa vida
Está claro, que esse mal não tem cura
E que melhor remédio, não mereço
Senão chorar a marga despedida
Por tão vil engano, paguei o preço !
Porangaba, 18/07/2015(data da criação)
Armando A. C.Garcia
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Neste mundo de vaidades !
Neste mundo de vaidades !
Neste mundo de vaidades,
Onde todos andam perdidos,
Exaltam-se mediocridades,
Apoucam-se os comedidos
Desordens da natureza
Inconformes à razão
Sublimando a vileza,
Deslustrando ocidadão.
Entre tais fatuidades,
O mundo os enaltece,
Nutrem d’efemeridades
Os que lhe dão abenesse,
A vida tem suas regras,
Que a outras se antepõem
Umas claras, outras negras
Que na vida se interpõem.
Das infernais, a vaidade,
A mais nefasta e medonha,
É de tamanha acuidade,
Que ao homem, dá vergonha !
Porangaba, 18/07/2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Erros de quem ama ! (soneto)
Erros de quem ama ! (soneto)
Perdidas todas suas esperanças
Fundadas em supostas conjeturas
Vede quão perigosas e inseguras,
Ao dar ao amor, eterna confiança
De erros, quem ama, não está ausente
Nem de sofrimentos d’áspera contenda
Só quem, ao seu coração não atenda,
Os sonhos, que sua alma consente,
E se lágrimas, os olhos consentissem
Ao sentir o arrependimento profundo
Mais de mil, seriam as que se viessem
Vertendo o lamento, o sentido pranto
Num caráter decisivo, rotundo
D’amor,que sem saber amava tanto !
Porangaba, 17/07/2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Nidificando... (soneto)
Nidificando... (soneto)
Na copa das árvores, nota-se movimento
Num constante vai e vem da passarada
Afluência circunscrita ao advento
De novos canários, de nova ninhada
Pássaros preto; pintassilgos, João de barro,
Sábias, acorrendo a alimentar a prol
A passarada, nesse vai e vem bizarro
Agita as árvores, do nascer ao por do sol.
Com seus trinados, de lindas melodias
Enchem de encanto e paz o meu pomar
Comem meus figos, peras, que alegria
Vê-los beliscar as frutas sem parar,
De manhã, à tarde, em todo o dia
Lá procuram, com o que se alimentar
São Paulo, 12/07/2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Que mais queres ó vida ! (soneto)
Que mais queres ó vida ! (soneto)
Que mais queres ó vida, deste ancião
Já mui fraco, sem ânimo e rugoso
Outrora enérgico, impetuoso,
Indomável coragem no coração,
Hoje,sem forças, curte o desengano
Dos dias que fogoso se sentia.
Vejo agora, que d’nada me servia
Indumentária social, ou de cigano
Findou o encantamento que dispunha
Quando jovem, alegre, prazenteiro
Tinha o bolso recheado de dinheiro
Hoje,vazio, como vazia sua alma
Seu ímpeto, seu alento; agora é calma,
Antes,nenhuma, àqueles se antepunha !
Porangaba, 18/07/2015 (data da criação)
ArmandoA. C. Garcia
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E poeta é qual vinho envelhecido
Em antigos tonéis de carvalho
Por alguns será bebido,
Por outros, só degustado !
São Paulo, 10/09/2009
Armando A. C. Garcia
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