Escritas

Lista de Poemas

A fúria que o mar agita

A fúria que o mar agita

Mesmo que tal não pareça

A sina de minha cruz,

O sofrimento começa

Quando me afastei da luz

Os males, que cisma fomenta

Sem proveito e em demasia

São raiva que alimenta

O estertor duma agonia

A fúria que o mar agita

Tem vigor omnipotente,

Ninguém na vida cogita

Quand’o sangue ferve quente.

O Ser; em dor se derrama

Quando o fruto, é desengano

É qual faísca sem chama,

No notável corpo humano.

Nem o gestor das idades

Tragador dos pensamentos

Das vidas e das cidades

D’esculturas e monumentos,

Tem o dom da equidade,

Pra trazer a felicidade

A alegria e a bondade,

Nem que seja... por piedade !

Porangaba,15/08/2015(data da criação)

Armando A. C. Garcia

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👁️ 353

Queimei os sonhos,

Queimei os sonhos,

Queimei os sonhados sonhos
Na minha vida de sonhos

E sem desejo de encontrá-los,

Eu; nem pensei procurá-los

Sonhos de amor, de saudade

Dos tempos da frivolidade

Sonhos d’esperança, perdidos

Num disfarce consentidos,

Sonhos de vida perdida,

Foi uma vida, sem vida

Inverno sem primavera.

Rocambolesca quimera,

As penas, do meu penar

Tu, m’as fizeste aceitar,

As mesmas que escolhestes

No fora, que tu me deste

Teria sido tão diferente,

Não fosse maldita serpente,

Que de ti, me separou,

E para longe me levou

Mágoas, só geram tristeza

E esta, nos deixa a certeza

Que nossa alma está morta

Quando o amor nos fech’a porta

Desamor, pranto profundo

Em qualquer parte do mundo

Sonhos cruéis que no fundo

Fruto de amor infecundo

Inverno sem primavera,

Sonho de falsa quimera

Sem praia e sem flores

Sem ternura e sem amores

Do corpo, o sonho desliga

A falsidade, e a fadiga

E faz a gente pensar,
Em ardentes febres amar

Ó ilusão que não cansa,

Do sonho, fazer mudança

Ao gosto da opinião

Que nutre nossa paixão.

Por defeito a natureza,

Sujeita nossa fraqueza

A variedade do sonho

Nunca real, eu suponho !

Porangaba, 15/08/2015(data da criação)

Armando A. C. Garcia

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👁️ 243

Nidificando ,,, (soneto)

Nidificando... (soneto)

Na copa das árvores,nota-se movimento

Num constante vai evem da passarada

Afluênciacircunscrita ao advento

De novos canários,de nova ninhada

Pássaros preto; pintassilgos,João de barro,

Sábias, acorrendo aalimentar a prol

A passarada, nessevai e vem bizarro

Agita as árvores, donascer ao por do sol.

Com seus trinados,de lindas melodias

Enchem de encanto epaz o meu pomar

Comem meus figos,peras, que alegria

Vê-los beliscar asfrutas sem parar,

De manhã, à tarde,em todo o dia

Lá procuram, com oque se alimentar

São Paulo,12/07/2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia


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👁️ 327

O Marinheiro !

O Marinheiro !


Sentado ao soalheiro
No umbral de sua porta,

Estava um velho marinheiro

Pensando na amada morta

Foi revivendo o passado

As aflições no mar bravio

Quando caiu da amurada

Não morreu... foi por um fio.

Agora em terra firme

Vive triste amofinado

Mais inseguro e infirme,

Do que no mar agitado

São verdadeiros artistas

São excelentes figuras

São do mar especialistas

Que navegam sem agruras

Navegar foi sua vida,
O mar é sua paixão

Um porto, onde a partida

Alegra seu coração

Nas peripécias do mar

Ele, o velho marinheiro,

É qual raposa a caçar

À noite no galinheiro

Seu coração livre e solto

É como as ondas do mar
Mesmo quando está revolto,

Sabe que vão serenar

Singra os mares de lés a lés

Enfrentando a procela,

No mais elevado convés,

- Mesmo se o mar se encapela

E nessa hora de procela
Que faz as ondas vibrar,
Promete acender uma vela,
Quando em terra ele pisar

Enfrenta ondas perigosas

Do imenso mar d’água salgada

Rotas incertas, duvidosas

Até à próxima arribada !

Pensava o velho marinheiro

Longa e paulatinamente,

Nos mistérios do cruzeiro

E em seu amor, certamente !

São Paulo, 13/07/2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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👁️ 322

A terra onde nasci. - Miranda do Douro

A terra onde nasci.

Miranda do Douro

A terra onde nasci, tem céu azul-celeste

Com estrelas dependuradas no zimbório

E tem na rigidez duma terra agreste,

A imaginação dum templo evocatório.

Hoje, tem gente nova que desconheço

Com heterogeneidade de padrões

Mas todos eles, merecem o meu apreço

Mesmo que sejam diferentes as deflexões

Minha Miranda, foste a última atalaia

Fazes divisa natural com a Espanha

Defendeste nosso país na azagaia

- Demonstrando o vigor de tal façanha.

O rio Douro, serpenteia tua terra

Terras do querido e amado Portugal

O teu castelo e Sé; superou a guerra

Hoje, orgulho do patrimônio nacional.

As belezas naturais que tu encerras,

Transformam meu amor em saudade.

- Onde vivo, tem imensidão de terras

Mas nenhuma, se iguala à tua majestade !

São Paulo, 12/07/2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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👁️ 392

Sonetos de amor !

Sonetos de amor !

De mil e uma saudades que senti,

A tua, foi a última que restou

No meu peito, aninhada a consenti,

Em razão do amor, que não secou

E agora, que a dor da mágoa passou

Imagino teu amor em pensamento

Desvarios que meus versos levou

Neste claro e inútil tormento

A pena a que o amor se reduziu

De meus erros, derradeiro castigo

Mostrou o que o destino consentiu

À vista da dor e do sofrimento

Onde o futuro, certamente contigo

Dar-me-ia eterno contentamento

II

Fado de nossas vidas desigual

Ao que projetam as aspirações

É tão clara esta verdade, este mal

Que diverge da vontade e ações

Estas, nem sempre com a harmonia

Que liga nossa vontade à conjetura

Mesmo querendo mudá-la, não podia

Em razão do que dita a desventura

Vontades tão diferentes a natura

Nos impõe, no curso de nossa vida

Está claro, que esse mal não tem cura

E que melhor remédio, não mereço

Senão chorar a marga despedida

Por tão vil engano, paguei o preço !

Porangaba, 18/07/2015(data da criação)
Armando A. C.Garcia

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👁️ 346

Neste mundo de vaidades !

Neste mundo de vaidades !


Neste mundo de vaidades,
Onde todos andam perdidos,
Exaltam-se mediocridades,
Apoucam-se os comedidos

Desordens da natureza
Inconformes à razão
Sublimando a vileza,
Deslustrando ocidadão.

Entre tais fatuidades,
O mundo os enaltece,
Nutrem d’efemeridades
Os que lhe dão abenesse,

A vida tem suas regras,
Que a outras se antepõem
Umas claras, outras negras
Que na vida se interpõem.

Das infernais, a vaidade,
A mais nefasta e medonha,
É de tamanha acuidade,
Que ao homem, dá vergonha !

Porangaba, 18/07/2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia


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👁️ 289

Erros de quem ama ! (soneto)

Erros de quem ama ! (soneto)

Perdidas todas suas esperanças

Fundadas em supostas conjeturas

Vede quão perigosas e inseguras,

Ao dar ao amor, eterna confiança

De erros, quem ama, não está ausente

Nem de sofrimentos d’áspera contenda

Só quem, ao seu coração não atenda,

Os sonhos, que sua alma consente,

E se lágrimas, os olhos consentissem

Ao sentir o arrependimento profundo

Mais de mil, seriam as que se viessem

Vertendo o lamento, o sentido pranto

Num caráter decisivo, rotundo

D’amor,que sem saber amava tanto !

Porangaba, 17/07/2015 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

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👁️ 330

Nidificando... (soneto)

Nidificando... (soneto)

Na copa das árvores, nota-se movimento

Num constante vai e vem da passarada

Afluência circunscrita ao advento

De novos canários, de nova ninhada

Pássaros preto; pintassilgos, João de barro,

Sábias, acorrendo a alimentar a prol

A passarada, nesse vai e vem bizarro

Agita as árvores, do nascer ao por do sol.

Com seus trinados, de lindas melodias

Enchem de encanto e paz o meu pomar

Comem meus figos, peras, que alegria

Vê-los beliscar as frutas sem parar,

De manhã, à tarde, em todo o dia

Lá procuram, com o que se alimentar

São Paulo, 12/07/2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia


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👁️ 301

Que mais queres ó vida ! (soneto)

Que mais queres ó vida ! (soneto)


Que mais queres ó vida, deste ancião
Já mui fraco, sem ânimo e rugoso
Outrora enérgico, impetuoso,
Indomável coragem no coração,

Hoje,sem forças, curte o desengano
Dos dias que fogoso se sentia.
Vejo agora, que d’nada me servia
Indumentária social, ou de cigano

Findou o encantamento que dispunha
Quando jovem, alegre, prazenteiro
Tinha o bolso recheado de dinheiro

Hoje,vazio, como vazia sua alma
Seu ímpeto, seu alento; agora é calma,
Antes,nenhuma, àqueles se antepunha !

Porangaba, 18/07/2015 (data da criação)
ArmandoA. C. Garcia


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👁️ 259

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