Lista de Poemas
TROVAS
TROVAS
Não lamento a minha sorte
Se por mim foi escolhida
Nem digo adeus à morte
Quando chegar a partida
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Pus-me a pensar sobre a vida.
Olvidei-me de viver
Com a mente distraída
A vida passou sem ver
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O que será que me leva
A tanto te amar assim,
Que minha alma carrega
O fardo desse estopim
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A idéia dos idiotas
Vem nas asas das gaivotas
A idéia dos poetas
Vem na cauda dos cometas
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Se fui louco em te amar
Fui feliz nessa loucura;
Mas o mais louco... é calar
O amor a essa loucura
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O que a natureza apronta
A cada quatro anos invade,
Hoje, um dia a mais da conta
Que não conta na idade
Porangaba, 29/02/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Amor... eterno amor,
Amor... eterno amor,
Amor... eterno amor, vives em mim
És o doce veneno que segue meus passos
Não queiras tu, saber dos meus fracassos
Na perversa estrada donde eu vim.
Supremo amor, estrela que me guia
Deusa olente, com perfume de mulher
Sublimidade de formosura a transcender
A nobre generosidade de sua fidalguia
Musa, que a natureza fez mulher
Espargindo encantos de primavera
No ansioso anseio que minh'alma gera,
No qual é aprisionada pelo amor
De teus encantos, cheios de esplendor
Aos quais me amarro, enquanto Deus quiser !
São Paulo, 26/02/2016
Armando A. C. Garcia
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O reflexo !...
O reflexo !...
Via espelhado nas águas o reflexo
D'silhueta da mulher em que pensava
Como se p'lo poder da mente; perplexo
Descreu da imagem que se projetava
Naquela água límpida translúcida
E o que via, ele não acreditava.
Idéias perdidas na memória da vida
Que na alma e na mente gravava
Pensou ser projeção de sentimentos
Alucinação cognitiva da mente
Assim, permaneceu estático momentos
Quando ao voltar-se prá realidade
Olhando ao redor. Viu finalmente
Aquela que projetava em si o amor !
Porangaba, 28/02/2016
Armando A. C. Garcia
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Politica mente falando
Politica/mente falando
Pedi ao Deus poderoso
Coisa de muita valia
Tirar o político maldoso
Deixar só a serventia.
Tire esse ninho de cobras
Que age como urubu
Pro povo, deixam as sobras
Enchem o bolso de tutu
Por isso, que educação
Anda de mal a pior,
Saúde, na proporção
O paciente morre de dor
Que dizer da segurança,
O povo, não tem nenhuma,
Se democracia é esperança
Não há expectativa alguma
Afinal do que nos serve
Essa política maldosa,
Nem quando a chaleira ferve
Tiram os espinhos da rosa!
Conforme sua conveniência
Mudam a lei constantemente,
Mas tem uma, em decadência,
A que protege o adolescente
E o povo já sem paciência
Não aguenta a impunidade
Dos que matam sem clemência
Com alvará da autoridade
E esses políticos manhosos
De novo estão na TV
Promessas falsas aos idosos,
Aos jovens, tiram brevê.
Jogado à própria sorte
Vive este povo ordeiro,
Do trabalho ao transporte
Em cidade sem banheiro
É triste ver nosso povo
Sem amparo, nem guarida
Arroz seco, mais um ovo,
Pra eles, lauta comida !
Não se engane minha gente
Com os marqueteiros, agora
Quem muito fala... só mente,
Joguem essa turma fora !
Vamos limpar as mazelas
Desse labéu infamante
Que pinta com aquarelas
A gestão do governante
Vamos mostrar que o povo
Cansou da corrupção,
Brasileiro, não é bobo
E ama sua nação !
Porangaba, 19/02/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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A adversidade
A adversidade
Esvaneceram-se suas esperanças
Depois de longo tempo a esperar
O delírio da imaginação a flutuar
O fez perder nas eternas lembranças.
A lucidez diante da realidade
Traça-nos indecifráveis caminhos,
Onde além de raros os escaninhos,
Neles, o coração guarda a amizade.
No estrugir da intensa tempestade
Que assola de dor o pobre coração
Pulsando diferente, sem reação,
O deixa perplexo e hesitante
Sentindo imensa dor alucinante
Cai, desfalecido pela contrariedade !
Porangaba, 10/02/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Reto retrato de: TU
Reto retrato de: TU
Tu és o amor a quem eu quero tanto
Tu, és a esperança que em mim renasceu
A luz que clareia o meu caminho, enquanto
A alegria de meus dias só cresceu
Quando te encontrei, sorrindo no caminho
Tu, rosa sem espinho, perfumada
És a deusa do amor e do carinho
És a luz que ilumina minha estrada !
Tu, que és a expansão e o limite
O Omega e o alfa, a morte e a vida
A flor exótica, a onda em desafio
Tu. Que foste tudo isto em minha vida
Sou hoje, para ti um nada, um estalactite
Pendido do teto da caverna por um fio !
Porangaba, 10/02/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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O amor é chama... (soneto duplo)
O amor é chama ...(soneto duplo)
O amor é chama que arde no peito
Sentimento que aquece permanente
Vida de contentamento a quem o sente
É viver num paraíso perfeito.
É fogo que não se apaga sutilmente
Esperança de carinho toda a vida,
É ter a confiança consentida
É dar a lealdade a quem consente.
Amor é o fruto deiscente que se abre
No esplendor da fausta primavera
Que por vezes toca noutra alma severa.
É ficar preso sob a mira de um sabre,
Ou viver para servir a quem se ama,
Na cinza permanente dessa chama !
Porangaba, 08/02/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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O amor é fogo ...
O amor é fogo que arde sem queimar
É algo imaterial qu'a gente sente e não vê
É o despertar pra vida da alma e da fé
É um querer, impossível de deixar
É um contentamento de alegria
Sentimento impar de felicidade
É troca sincera de lealdade
É querer o que se quer, sem astenia
É morrer pelo amor se precisar
É servir-lhe de guia na cegueira
É ter com quem dividir à sua beira
É contentar-se, mesmo descontente
Se a vida dói, fingir que não o sente,
E não deixar a chama se apagar !
Porangaba, 09/02/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Despidos de Moral
Despidos de Moral
No inocente desafio a gênese do mal
Transtorno de personalidade nacional
Desvios de percepção despidos de moral
Na conduta dos individuas no poder
Capazes de reduzirem a personalidade
Dos cidadãos a um sentimento de igualdade
Condição social patológica que ao grupo
É imposta, sem levarem em conta o apupo
Da minoria que pode enxergar este fator
Que a longo prazo pretendem impor
E o indivíduo passa a pensar em "nós", Assim,
de tão coletivizado deixa de pensar em "mim"
Esta mudança está sempre apropriada
A novos conceitos jurídicos, equilibrada
Em novo sistema social a ser concebido
Onde o indivíduo pode dar sua vida por ele
Grupo denominado de ponerogênicos
Cuja melhor denominação; anticívicos
Vez que em plena luz do dia não hesitam
Em reverter a lei a favor, se necessitam
Assim, impondo de maneira lenta e gradual
Vão adequando aos fins do descomunal
A ordem de modo autoritário e irrevogável
Desestabilizando a qualquer custo a nação
Para eles o primordial é personificação
Conclamo aos liberais e conservadores
E a todo aquele que ao país tem amor
A proteger a nação de maléficas instituições
Para não vermos nossos filhos chorar, depois !
Porangaba, 11/02/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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O Epicurismo
O Epicurismo
O homem precisa ater-se aos prazeres moderados
Pra ausentar o sofrimento e libertar-se do medo
E atingir estado corporal e espiritual ledo,
Afastando-se dos desejos exacerbados !
Epicuro no século IV a.C. assim o exigia,
Filósofo grego que pregava tal pensamento
Com ausência da morte pelo sofrimento
Chamando essa tranquilidade de ataraxia.
Entrar num estado de alma calmo e sereno
Para evitar a dor e as perturbações
Colocando em harmonia as libertações
Afastado dos luxos, dos exageros, dos excessos
Desfrutando da paz que a natureza oferece,
A quem a limitação dos desejos arrefece !
Porangaba, 08/02/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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O amor é chama ... (soneto duplo)
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O amor é chama que arde no peito
Sentimento que aquece permanente
Vida de contentamento a quem o sente
É viver num paraíso perfeito.
É fogo que não se apaga sutilmente
Esperança de carinho toda a vida,
É ter a confiança consentida
É dar a lealdade a quem consente.
Amor é o fruto deiscente que se abre
No esplendor da fausta primavera
Que por vezes toca noutra alma severa.
É ficar preso sob a mira de um sabre,
Ou viver para servir a quem se ama,
Na cinza permanente dessa chama !
Porangaba, 08/02/2016 (data da criação)
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O amor é fogo ...
O amor é fogo que arde sem queimar
É algo imaterial qu'a gente sente e não vê
É o despertar pra vida da alma e da fé
É um querer, impossível de deixar
É um contentamento de alegria
Sentimento impar de felicidade
É troca sincera de lealdade
É querer o que se quer, sem astenia
É morrer pelo amor se precisar
É servir-lhe de guia na cegueira
É ter com quem dividir à sua beira
É contentar-se, mesmo descontente
Se a vida dói, fingir que não o sente,
E não deixar a chama se apagar !
Porangaba, 09/02/2016 (data da criação)
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E poeta é qual vinho envelhecido
Em antigos tonéis de carvalho
Por alguns será bebido,
Por outros, só degustado !
São Paulo, 10/09/2009
Armando A. C. Garcia
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