Lista de Poemas
A Vida (I)
A Vida (I)
A culpa é sempre da vida
Da vida, que não tem culpa,
Mas todos culpam à vida
Da culpa de sua culpa!
Veio a desgraça, é a vida...
Dizem todos numa só vez!
Todos falam que a perdida
É a culpada outra vez...
Na desavença! É a vida
Novamente essa maldita,
De novo intrometida
Nas lamúrias da desdita.
No assassinato, é a vida
Por ser Deus que assim fez
Mas não deu poder à vida,
Em desfazer o que Ele fez!
No amor ou na glória
Todos esquecem a vida
Pois nos láureos da vitória
Quem relembra a mísera vida!...
Por isso a dor glorifica,
Dá valor à própria vida
O que hoje não significa
É a razão da própria vida.
A culpa é sempre da vida
A vida, sem culpa alguma!
Que cada um, em sua vida
Não tenha, é culpa nenhuma!
Armando A. C. Garcia
São Paulo, 22/06/1966 (data da criação)
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A culpa é sempre da vida
Da vida, que não tem culpa,
Mas todos culpam à vida
Da culpa de sua culpa!
Veio a desgraça, é a vida...
Dizem todos numa só vez!
Todos falam que a perdida
É a culpada outra vez...
Na desavença! É a vida
Novamente essa maldita,
De novo intrometida
Nas lamúrias da desdita.
No assassinato, é a vida
Por ser Deus que assim fez
Mas não deu poder à vida,
Em desfazer o que Ele fez!
No amor ou na glória
Todos esquecem a vida
Pois nos láureos da vitória
Quem relembra a mísera vida!...
Por isso a dor glorifica,
Dá valor à própria vida
O que hoje não significa
É a razão da própria vida.
A culpa é sempre da vida
A vida, sem culpa alguma!
Que cada um, em sua vida
Não tenha, é culpa nenhuma!
Armando A. C. Garcia
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👁️ 96
O Pastor
O Pastor
Humilde, simples, homem camponês
Guiado pelo sol e pelos astros
Ele leva seu gado para os pastos
Do acúleo terreno montanhês
Desde o romper da aurora ao por do sol
Atravessa prados e serranias
Sem ir ao povoado passa dias
Vivendo em seu mundo, sem escol.
Coração simples, alma ingênua a sua
Que não maltrata, que não critica
Não joga, nem sabe de política
Só almeja o sol, e à noite a lua
Tem de dia os mansos cordeirinhos
E o gorjeio poético das aves
O sussurro suave pelos ares
Do vôo manso dos passarinhos
Tem o verde dos prados, tem as flores
O olor do alfazema e do alecrim
O aroma do lírio e do jasmim
Matizando os prados multicores.
Armando A. C. Garcia
S.P. 12/08/1964 (data da criação)
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Humilde, simples, homem camponês
Guiado pelo sol e pelos astros
Ele leva seu gado para os pastos
Do acúleo terreno montanhês
Desde o romper da aurora ao por do sol
Atravessa prados e serranias
Sem ir ao povoado passa dias
Vivendo em seu mundo, sem escol.
Coração simples, alma ingênua a sua
Que não maltrata, que não critica
Não joga, nem sabe de política
Só almeja o sol, e à noite a lua
Tem de dia os mansos cordeirinhos
E o gorjeio poético das aves
O sussurro suave pelos ares
Do vôo manso dos passarinhos
Tem o verde dos prados, tem as flores
O olor do alfazema e do alecrim
O aroma do lírio e do jasmim
Matizando os prados multicores.
Armando A. C. Garcia
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Pé de Chumbo
Pé de Chumbo
Os ferros serão retorcidos, quebrados
Das grades frias de cadeias e prisões
Não haverá mais severas punições
Como não haverá eternos condenados.
Os espíritos do umbral, serão afastados
Da face da terra para um novo planeta
Numa missão expiatória de capeta!
Ao tártaro niilismo condenados...
Como os homens primitivos das cavernas
Pleurisseculares íncolas da terra...
Cruéis, sanguinários, sedentos de guerra
Serão sua índole, suas regras internas
Do Pé de Chumbo, primitivos habitantes
Planeta esse que em órbita já entrou
E o homem, ainda, não qualificou...
Por ficarem suas rotas tão distantes.
Se os homens prestarem atenção nos pólos
Verão que o eixo da terra se abalou
E o clima bastante se modificou
Como podem comprovar os próprios solos.
Mas quando esse planeta se for aproximando
Serão pela força magnética atraídos
Para serem do seio da terra expungidos
Esses espíritos que Deus está separando.
Aí separar-se-á o joio do trigo
Como está escrito nas velhas profecias
Como o anunciou o próprio Messias
E como meus irmãos hoje, eu vos digo.
Haverá na terra grande transformação
O homem praticará o evangelho
Haverá respeito pelo moço e pelo velho
E da gula e da ganância abolição
Não haverá espíritos perturbadores
Todos querer-se-ão como irmãos
Porque Deus os separou com suas mãos
E a ajuda dos espíritos Superiores.
Armando A. C. Garcia
São Paulo, 27/07/64 (data da criação)
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Os ferros serão retorcidos, quebrados
Das grades frias de cadeias e prisões
Não haverá mais severas punições
Como não haverá eternos condenados.
Os espíritos do umbral, serão afastados
Da face da terra para um novo planeta
Numa missão expiatória de capeta!
Ao tártaro niilismo condenados...
Como os homens primitivos das cavernas
Pleurisseculares íncolas da terra...
Cruéis, sanguinários, sedentos de guerra
Serão sua índole, suas regras internas
Do Pé de Chumbo, primitivos habitantes
Planeta esse que em órbita já entrou
E o homem, ainda, não qualificou...
Por ficarem suas rotas tão distantes.
Se os homens prestarem atenção nos pólos
Verão que o eixo da terra se abalou
E o clima bastante se modificou
Como podem comprovar os próprios solos.
Mas quando esse planeta se for aproximando
Serão pela força magnética atraídos
Para serem do seio da terra expungidos
Esses espíritos que Deus está separando.
Aí separar-se-á o joio do trigo
Como está escrito nas velhas profecias
Como o anunciou o próprio Messias
E como meus irmãos hoje, eu vos digo.
Haverá na terra grande transformação
O homem praticará o evangelho
Haverá respeito pelo moço e pelo velho
E da gula e da ganância abolição
Não haverá espíritos perturbadores
Todos querer-se-ão como irmãos
Porque Deus os separou com suas mãos
E a ajuda dos espíritos Superiores.
Armando A. C. Garcia
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👁️ 107
O Vento
O Vento
E o vento, o que o vento passa...
Entre nuvens de espessa fumaça
Ninguém sabe, ninguém, jamais, viu!
Ninguém quer saber o que ele sentiu.
E o vento, lento ou forte se desloca
Bruma suave, ou rajada que passa
O vento não pára um só momento
É como no homem o pensamento.
E o vento alando-se ao infinito
Levado por um sonho bendito
Sem saber se o que lá o espera,
Se miasmas, nuvens, ou cratera
E na sua missão nobre e boa
Em que afasta a trovoada que ecoa
Também, leva a semente caída
Que dará vida a outra vida.
E o vento que parece mau e inútil
Todos o encaram como coisa fútil
Entretanto afasta as miasmas de doenças
A fumaça e a poluição intensas
Armando A. C. Garcia
S. P. 04/10/1964 (data da criação)
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E o vento, o que o vento passa...
Entre nuvens de espessa fumaça
Ninguém sabe, ninguém, jamais, viu!
Ninguém quer saber o que ele sentiu.
E o vento, lento ou forte se desloca
Bruma suave, ou rajada que passa
O vento não pára um só momento
É como no homem o pensamento.
E o vento alando-se ao infinito
Levado por um sonho bendito
Sem saber se o que lá o espera,
Se miasmas, nuvens, ou cratera
E na sua missão nobre e boa
Em que afasta a trovoada que ecoa
Também, leva a semente caída
Que dará vida a outra vida.
E o vento que parece mau e inútil
Todos o encaram como coisa fútil
Entretanto afasta as miasmas de doenças
A fumaça e a poluição intensas
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👁️ 91
Sonho sem sentido
Sonho sem sentido
Iníqua tanta, tamanha e dura covardia
Que vingar da sorte eu queria ter podido
Mais que a ira e piedade a morte prometia
Fiado na promessa do amor comprometido.
Se tão bela era quanto imaginar eu posso
Lancei no negro esquecimento adormecido
Alegres apetites no interno do meu fosso
Dos quais não tive gosto, sonho, nem sentido ...
Adormecido no bruto sonho interno meu,
Nos anos a fio que descendo vão a fundo
Vens agora, despertar quem já sofreu
Quanto sofrer, a alma pode neste mundo.
Encontras em mim uma sombra do passado
Tão mal apagado o fogo do amor está
Por ti abatido, foi morto, sepultado !
Cumpra-se o destino. Põe nele a cal de pá.
Nos versos que escrevo, em vão pretenso intento
Foste imenso lago, no reino fundo de meu peito,
Imenso amor, intenso e diáfano pensamento.
Tu, cheia de medo e de receio do meu leito!
Não venhas agora aprisionar meus curtos dias
Não haverá quem ao amor, reserve resistência...
Nem o corpo, nem a mente lhe ordenaria,
Aquele que foi vencido, lutará com renitência.
Armando A. C. Garcia
São Paulo, 13/12/2001 (data da criação)
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Iníqua tanta, tamanha e dura covardia
Que vingar da sorte eu queria ter podido
Mais que a ira e piedade a morte prometia
Fiado na promessa do amor comprometido.
Se tão bela era quanto imaginar eu posso
Lancei no negro esquecimento adormecido
Alegres apetites no interno do meu fosso
Dos quais não tive gosto, sonho, nem sentido ...
Adormecido no bruto sonho interno meu,
Nos anos a fio que descendo vão a fundo
Vens agora, despertar quem já sofreu
Quanto sofrer, a alma pode neste mundo.
Encontras em mim uma sombra do passado
Tão mal apagado o fogo do amor está
Por ti abatido, foi morto, sepultado !
Cumpra-se o destino. Põe nele a cal de pá.
Nos versos que escrevo, em vão pretenso intento
Foste imenso lago, no reino fundo de meu peito,
Imenso amor, intenso e diáfano pensamento.
Tu, cheia de medo e de receio do meu leito!
Não venhas agora aprisionar meus curtos dias
Não haverá quem ao amor, reserve resistência...
Nem o corpo, nem a mente lhe ordenaria,
Aquele que foi vencido, lutará com renitência.
Armando A. C. Garcia
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👁️ 90
Àrvores
Àrvores
Árvores velhas, seculares, árvores fortes,
Que dais sombra e descanso aos viandantes,
Que dais frutos e dais flores vicejantes,
Árvores pequenas e grandes, de todos portes
Árvores que abrigais as avezinhas
Que sois o berço dos poetas voadores
Onde canta o rouxinol, entre as flores
E gorjeiam o sabiá e as coleirinhas
Árvores frondosas, riqueza natural
Sois a beleza dos campos e do jardim
Atavio profícuo das selvas sem fim
A maior de toda a beleza universal
Árvores grandes, troncos nus, verdes ramos
Onde os melros e as rolas fazem ninho
O sábia, o pintassilgo e o canarinho
E outros mais que aqui nós não citamos
Árvores pequenas, lindas e floridas
Perfumadas, e com frutos naturais
Coqueiros, cajueiros e laranjais
Árvores verdes, amarelas e garridas.
Árvores, árvores fortes que sois vida
Troncos que dais madeira, que dais borracha,
Troncos que dais cortiça, que dais a acha
Árvores que dais as vidas, de vossa vida.
Armando A. C. Garcia
S.P. 23/09/1964 (data da criação)
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Árvores velhas, seculares, árvores fortes,
Que dais sombra e descanso aos viandantes,
Que dais frutos e dais flores vicejantes,
Árvores pequenas e grandes, de todos portes
Árvores que abrigais as avezinhas
Que sois o berço dos poetas voadores
Onde canta o rouxinol, entre as flores
E gorjeiam o sabiá e as coleirinhas
Árvores frondosas, riqueza natural
Sois a beleza dos campos e do jardim
Atavio profícuo das selvas sem fim
A maior de toda a beleza universal
Árvores grandes, troncos nus, verdes ramos
Onde os melros e as rolas fazem ninho
O sábia, o pintassilgo e o canarinho
E outros mais que aqui nós não citamos
Árvores pequenas, lindas e floridas
Perfumadas, e com frutos naturais
Coqueiros, cajueiros e laranjais
Árvores verdes, amarelas e garridas.
Árvores, árvores fortes que sois vida
Troncos que dais madeira, que dais borracha,
Troncos que dais cortiça, que dais a acha
Árvores que dais as vidas, de vossa vida.
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Bem-vinda sejas
Bem-vinda sejas
Pétalas de flores brotarão à tua passagem
Olor de perfumes cobrirão a aragem
E impregnarão lá no alto os feitos teus
Para toda a eternidade, habitares os céus.
Tua alma áptera alar-se-á ao infinito
Onde os anjos, os íncolas celestiais
Terão para ti, honras e glórias divinas
Pelo teu viver cheio de paz e bendito.
Gozarás de toda a glória, de toda a ventura
Que por séculos e séculos, nos céus perdura
Para as almas pulquérrimas e benfazejas
E como a tua, também é. Bem-vinda sejas.
Armando A. C. Garcia
São Paulo, 29/06/1964 (data da criação)
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Pétalas de flores brotarão à tua passagem
Olor de perfumes cobrirão a aragem
E impregnarão lá no alto os feitos teus
Para toda a eternidade, habitares os céus.
Tua alma áptera alar-se-á ao infinito
Onde os anjos, os íncolas celestiais
Terão para ti, honras e glórias divinas
Pelo teu viver cheio de paz e bendito.
Gozarás de toda a glória, de toda a ventura
Que por séculos e séculos, nos céus perdura
Para as almas pulquérrimas e benfazejas
E como a tua, também é. Bem-vinda sejas.
Armando A. C. Garcia
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A Minha Terra no Inverno
A Minha Terra no Inverno
Caíam bolotas e folhas dos carvalhos
Dos carrascos e, também, das azinheiras.
As rubras azeitonas das oliveiras,
Batidas pelo vento, secas dos orvalhos.
Despencavam dos ouriços as castanhas.
Gemiam os zimbros, bramiam os lobos
Que, em dias de neve, desciam aos povos
Famintos. Abandonavam as montanhas.
A noite, numa escuridão sepulcral,
Entrecortada, pelos raios dos trovões.
Mostrava as copas das árvores, nos clarões,
E, os penedos recortados vertical.
O musgo e a hera, trepando em rochas quedas
E, os galhos secos das figueiras nuas,
Homens andando por veredas e ruas
De velhos muros, repletos de azedas.
Os campos desertos, arroteados
Onde, crescem os carvalhos e sobreiros,
As montanhas, as colinas e outeiros
Têm no sulco a rabiça dos arados.
São Paulo 18/05/1964 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Caíam bolotas e folhas dos carvalhos
Dos carrascos e, também, das azinheiras.
As rubras azeitonas das oliveiras,
Batidas pelo vento, secas dos orvalhos.
Despencavam dos ouriços as castanhas.
Gemiam os zimbros, bramiam os lobos
Que, em dias de neve, desciam aos povos
Famintos. Abandonavam as montanhas.
A noite, numa escuridão sepulcral,
Entrecortada, pelos raios dos trovões.
Mostrava as copas das árvores, nos clarões,
E, os penedos recortados vertical.
O musgo e a hera, trepando em rochas quedas
E, os galhos secos das figueiras nuas,
Homens andando por veredas e ruas
De velhos muros, repletos de azedas.
Os campos desertos, arroteados
Onde, crescem os carvalhos e sobreiros,
As montanhas, as colinas e outeiros
Têm no sulco a rabiça dos arados.
São Paulo 18/05/1964 (data da criação)
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A Candura
A Candura
No murmurejar incessante da fonte
Corre água pura, branca, cristalina
A brancura dessa água nos ensina
Que turva, se for cair fora da fonte.
Como ela é a candura feminina
Precisa de muito viço e cuidado
Não misturar a candura ao pecado
Para não turvar a pureza angelina
Teu ego, na limpidez alabastrina
Envolvido por ternuras blandiciosas
Não deixará perceber quão mentirosas
As carícias recebidas em surdina
Para não seres tua própria vítima
Nunca deixes cair tua moral
Que a carícia jamais te arraste ao mal
Par obteres a vitória legítima.
São Paulo, 07/05/64 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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No murmurejar incessante da fonte
Corre água pura, branca, cristalina
A brancura dessa água nos ensina
Que turva, se for cair fora da fonte.
Como ela é a candura feminina
Precisa de muito viço e cuidado
Não misturar a candura ao pecado
Para não turvar a pureza angelina
Teu ego, na limpidez alabastrina
Envolvido por ternuras blandiciosas
Não deixará perceber quão mentirosas
As carícias recebidas em surdina
Para não seres tua própria vítima
Nunca deixes cair tua moral
Que a carícia jamais te arraste ao mal
Par obteres a vitória legítima.
São Paulo, 07/05/64 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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SERÁ ! ... (soneto)
SERÁ ! ...
Pé ante pé, com o coração partido
Fui até ti, para dar à vida outro sentido
Porém, ignoraste, será que pensaste
Está velho... não passa de um traste!...
E sem resposta afirmativa ou negativa
Continuas lado a lado em minha vida
Mal suportas a presença indefinida
Aguardando o despojo da partida
Aquilo que foi amor, forte paixão
Hoje virou vida sem definição
Perdidos os sentimentos de carinho
Segues hoje a trilha de outro caminho
E eu, sofro o amargor do teu desprezo
Até o dia em que feliz parta coeso
São Paulo, 25/04/2005(data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Fui até ti, para dar à vida outro sentido
Porém, ignoraste, será que pensaste
Está velho... não passa de um traste!...
E sem resposta afirmativa ou negativa
Continuas lado a lado em minha vida
Mal suportas a presença indefinida
Aguardando o despojo da partida
Aquilo que foi amor, forte paixão
Hoje virou vida sem definição
Perdidos os sentimentos de carinho
Segues hoje a trilha de outro caminho
E eu, sofro o amargor do teu desprezo
Até o dia em que feliz parta coeso
São Paulo, 25/04/2005(data da criação)
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NoComments
Sou Poeta !
E poeta é qual vinho envelhecido
Em antigos tonéis de carvalho
Por alguns será bebido,
Por outros, só degustado !
São Paulo, 10/09/2009
Armando A. C. Garcia
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Em antigos tonéis de carvalho
Por alguns será bebido,
Por outros, só degustado !
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