Escritas

Sonho sem sentido

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Sonho sem sentido 

Iníqua tanta, tamanha e dura covardia 
Que vingar da sorte eu queria ter podido 
Mais que a ira e piedade a morte prometia 
Fiado na promessa do amor comprometido. 

Se tão bela era quanto imaginar eu posso 
Lancei no negro esquecimento adormecido 
Alegres apetites no interno do meu fosso 
Dos quais não tive gosto, sonho, nem sentido ... 

Adormecido no bruto sonho interno meu, 
Nos anos a fio que descendo vão a fundo 
Vens agora, despertar quem já sofreu 
Quanto sofrer, a alma pode neste mundo. 

Encontras em mim uma sombra do passado 
Tão mal apagado o fogo do amor está 
Por ti abatido, foi morto, sepultado ! 
Cumpra-se o destino. Põe nele a cal de pá. 

Nos versos que escrevo, em vão pretenso intento 
Foste imenso lago, no reino fundo de meu peito, 
Imenso amor, intenso e diáfano pensamento. 
Tu, cheia de medo e de receio do meu leito! 

Não venhas agora aprisionar meus curtos dias 
Não haverá quem ao amor, reserve resistência... 
Nem o corpo, nem a mente lhe ordenaria, 
Aquele que foi vencido, lutará com renitência. 

Armando A. C. Garcia 
São Paulo, 13/12/2001 (data da criação)

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