Escritas

Lista de Poemas

Poemas Arabico-Andaluzes - a Leitura

Meus olhos resgatam o que está preso na página: o branco do branco e o
preto do preto.
👁️ 1 053

Poemas Arabico-Andaluzes - Visita da Mulher Amada

Vieste um pouco antes de soarem os sinos cristãos, quando o crescente
lunar se abria no céu.

como a branca sobrancelha de um velho ou a curva delicada de um pé.

E, apesar da noite, o arco-íris brilhou no horizonte, o arco de múltiplas
cores, cauda enorme de pavão.
👁️ 971

Poemas Arabico-Andaluzes - Os Jarros

Pesados eram os jarros, mas quando os encheram de vinho puro,

tornaram-se leves, e quase levantaram voo com sua carga preciosa, do
mesmo modo que os corpos se aligeiram com os espíritos.
👁️ 967

Oração Magica Finlandesa Para Estancar o Sangue Das Feridas

Pára, sangue, de correr,
de ressaltar aos borbotões,
de me inundar como torrente,
de me brotar sobre o flanco.
Como contra uma parede,
imóvel como uma sebe,
lírio marinho direito
como espadana na espuma,
como pedra no talude
e o recife na corrente.
Sangue, sangue, se o desejo
te faz correr com tal força,
circula dentro da carne,
abraça-te aos ossos vivos.
Belo, belo que é correr
na obscura pele compacta,
sussurrando nas artérias,
murmurando contra os ossos.
Pára, sangue, de correr
sobre a fria terra morta.
Não corras, leite, no chão,
sangue inocente no vale,
beleza humana entre a erva,
oiro de heróis na colina.
Desce fundo ao coração,
bate surdo nos pulmões,
desce, desce fundamente
aos órgãos vivos do corpo.
Não és rio que se escoe,
nem calmo lago parado,
nem fonte que brote assim,
nem barca velha com rombos.
👁️ 926

Poemas Arabico-Andaluzes - a Noz

É uma envoltura formada por duas peças maravilhosamente unidas: pálpebras
que o sono fecha.

Quando as separa uma faca, surge uma pupila que o esforço de olhar torna
convexa.

E o interior é comparável ao interior de uma orelha, com suas pregas e
esconderijos.
👁️ 883

Poemas Arabico-Andaluzes - Rosas

Desfolharam-se as rosas sobre o rio e, passando, espalharam-nas os
ventos.

como se o rio fosse a couraça de um guerreiro rasgada pelas lanças, por
onde corresse o sangue das feridas.
👁️ 877

Poemas Arabico-Andaluzes - a Lua

A lua é um espelho empanado pelo hálito das raparigas.

E a noite veste-se com o seu brilho como a negra tinta se veste com o
papel branco.
👁️ 1 189

Canção da Cabília

Leve, aparece na dança —
e ninguém lhe sabe o nome.
Vai e vem entre os seus peitos
um amuleto de prata.

Mergulha fundo na dança.
Tilintam em seus artelhos
muitas argolas de prata.

— Foi por ela que vendi
um pomar de macieiras.

Ela cai dentro da dança,
e abrem-se ao meio os cabelos.

— Foi por ela que vendi
o meu olival antigo.

Vai até ao centro da dança.
Cintila, vivo, um colar.

— Foi por ela que vendi
o meu campo de figueiras.

E no coração da dança
todo um sorriso a enflora.

Foi por ela que vendi
um milhão de laranjeiras
👁️ 917

Enigmas Maias

Filho, quais são as bocas tristes por onde as canas se lamentam?
Os buracos da flauta.
Filho, viste acaso duas pedras verdes com uma cruz ao meio?
Os olhos do homem.

Filho, e o papagaio que levanta a saia, e tira a capa, e a camisa, e o
chapéu, e os sapatos? Filho, passou acaso por ti? Talvez tivesses passado
tu por ele, pela alta pedra que se levanta à entrada do céu, e está na
porta da muralha. Quando por lá passaste, viste porventura avançarem para
ti homens como touros inclinados?
A pupila e o par de olhos.

Filho, viste as velhas que traziam ao colo os enteados e outras crianças?
Pai, estão aqui enquanto como, e não os posso deixar. O polegar e os
outros dedos.

Filho, por onde passaste há um riacho.
Pai, esse riacho está em mim. É o sulco ao meio das minhas costas.

Filho, vai buscar uma mulher de Jalisco que tenha os cabelos em desordem
e seja muito bela e virgem. Que lhe dispo o vestido e o saiote, e ficarei
feliz de vê-la assim. O seu perfume será de terra, e um turbilhão será a
sua bela cabeça.
É a tenra espiga de milho verde cozida debaixo da terra.

Ele ganha e, contente, leva consigo a pedra vermelha com que sonhou. O
orvalho do céu com que sonhou.
👁️ 863

Poemas Arabico-Andaluzes - a Barca

Lá vem a barca como um nadador de pernas rígidas, rápida como um falcão
que se abate sobre um peixe-voador.

Parece também uma pupila que contempla o ar, as pálpebras cercadas pelas
pestanas dos remos.
👁️ 926

Comentários (4)

Iniciar sessão ToPostComment
Graca
Graca
2022-03-31

I can't keep a secret??

euskadia
euskadia
2020-08-06

H. H.

Julia
Julia
2020-03-12

Gostei muito , mas a escrita não e grande coisa , mas gostei +- . É razoável . 12/10

A Pikena dele
A Pikena dele
2020-03-12

Casava