Lista de Poemas
À Maneira de Horácio
À mesa do banquete entre os amigos
E coroado estava de rosas e de mirto
Seu canto nascia da solar memória dos seus dias
E da pausa mágica da noite —
Seu canto celebrava
Consciente da areia fina que escorria
Enquanto o mar as rochas desgastava
1994
Narciso
Outro Narciso em busca do retrato.
29 de Novembro de 1949
Arte Poética
Mas dar minha voz à veemência das coisas
E fazer do mundo exterior substância da minha mente
Como quem devora o coração do leão
Olha fita escuta
Atenta para a caçada no quarto penumbroso
Navegações Descobrimento-Encobrimento
Inaceitáveis memórias ensombrando
O puro emergir e a flor da transparência
O Poeta Sábio
Porém quando ele escreve
As Ménades não dançam
O Poema E a Casa
Entre mobílias escuras e as janelas verdes
Um longo instante paramos em frente
Das mil luzes e mil estátuas do poente
Eurydice Em Roma
A voz da flauta na penumbra fina
E ao longe sob a copa dos pinheiros
Com leves pés que nem as ervas dobram
Intensa absorta — sem se virar pra trás —
E já separada — Eurydice caminha
À La Manière De
Que voam sem rede e jogam
A virar o mundo de pernas para o ar
Também caminham
Pé ante pé no arame
Equilibrados no fio fino e leve da vara
Eles próprios são leves e finos e recaem
Aéreos sobre a terra e conhecem
As leis abstractas do equilíbrio
O jogo do que é os absorve
Porque o inventam
A Viagem
Infinita esmeralda desdobrada.
Como um incenso os halos da maresia.
Cristais de distância.
Um navio esticado no seu vento
Êxtase e poder
Plenitude do tempo
Um navio esticado no seu vento
Presa do espaço intenso.
Um navio de homens carregado,
De vagabundos mareantes procurando
Terras quase lendárias,
Filhos duma áspera pátria de pedras e luz clara
Filhos duma áspera pátria exacta e avara
Que vão de porto em porto derivando.
Filhos duma áspera pátria procurando
A aparição do mundo
Filhos duma áspera pátria sobre o mar errando.
No alto mar os homens parecem
Semelhantes a deuses
Participantes dum rito antiquíssimo e sagrado
De água, luz e vento
Os seus corpos se tornam
Inteiros e ritmados
À própria essência da vida relegados.
Lá
De mágicos tantans e de fantásticos
Animais venenosos que elásticos
Entram à noite pelas persianas
Onde há flores à flor das ondas finas
— Flores que olhá-las só é uma festa —
E rápidas gazelas nas campinas
E homens nus e pintados na floresta
Lá é que está essa vida de mil cores
A que nós todos fomos destinados
Por isso é que paramos perturbados
Ante os cais onde sonham os vapores
1940
Comentários (10)
kkkkkkk
Poetisa que deu a magia nos co tos da minha i fancia!
foi uma grande escritora /poeta e é pena que não esteja entre nós :(
tao admirador
Amei o poema
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Fuck my errors, important are my rights that are MANY
Porque tu tens toda a razâo na maioria of your assertions, are a great poetic genius, although I despise Blake for that concept, sometimes he, as his Tiger and engraves, must be considered. Girl, you are hot in poetry. Podia ter conhecido a tua excelsa presença, eu que sou de falar dos partidos e raramente nos vivos, normalmente na musica...Amo'te Mulher
Eu não estou morta servos! Hahaha
ameei,pena q ja morreu,mais ela tinha um talento enorme...
Sophia de Mello é um Icon da literatura portuguesa