Lista de Poemas
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca
LEVA-ME CONTIGO
Vem com o teu coração aberto
Tu és um palavra escrita com os dedos
És mil emoções sentidas no peito
És passado, presente nos meus sonhos
És e serás uma emoção tatuada no meu corpo
És mil sentimentos de pensamentos meus, teus
Ama-me com intensidade
Deixa os silencios na penumbra deste quarto
E vive um amor de mil momentos
De amanheceres eternos.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
Nas letras
Duma palavra muda
Sobrou o ressentimento
No profundo silêncio.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
Gosto da tua barba
Cheia de amor e paixão
Gosto de sentir a tua barba a picar a minha face
Dos teus beijos quentes e do teu carinho
A tua voz grossa,quando diz que me amas
Tu meu amor, és o meu confidente
És o chão que eu piso
Todos temos necessidades que alguém nos ouça
Mesmo que seja em silêncio.!
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
É SOL É A VIDA
Mantém-se longe e calado
Rasgam-se as nuvens no céu
Estrelado de estrelas brilhantes
Ouve-se o som de um belo luar
O sol dorme e sonha relaxado
A fada desperta de um sonho
Encantado, grita de amor e dor
Invade com a harpa, o sol e a lua
Cheia de vontade de amar
Deslumbrando ao longe um novo acordar
Surge então um novo céu
Ouve-se ao longe o galo a cantar
É o nascer de um novo dia
A lua chora e o sol, desperta para um novo dia.!
Alex Zigar
A Revolução
A sorte
O ônibus o trem
A revolução não veio
É inútil esperar
Então cava
Planta
Colhe
O mundo fez-se vazio
Os homens vazios
Vazios são os sonhos
Todos Eles estão mortos
A revolução não veio
É inútil se enforcar
Ou invadir terras
Assaltar o mercado
Ou fazer guerras
Marte está próximo
Falam os fios e computadores
Distantes estão as mãos
A revolução não veio
As mulheres são assassinadas
Os inocentes presos
Os protestos nulos
As eleições em outubro
A revolução não veio
A felicidade está nos mercados e nas feiras
Deus e o diabo brigam por dinheiro
Nas empresas e nas igrejas
Os homens estão desertos de utopias
A revolução não veio
Cavas em atônito silêncio
E tentas enterrar a tua dor
Pois não há remédios
Pois não há salvação
A brutalidade é alucinada demente
Corriqueira assassina
Precipitas a falar com fantasmas
Pois os homens se calaram com diálogos inúteis
Eles não vivem só de pão
Mas de ódios e guerras
E não houve revolução
Admirável seria rebelar-se
Insurgir-se contra todos
Mas é inútil lutar sozinho
E cometer um crime
Então apenas esperas
O ônibus
O trem
Pois a revolução não vem
Para saber mais: http://letradestoante.blogspot.com
Daniel Correia
Não
Não quero beber esse silêncio, essas lágrimas de alegria
Não sentes? O nosso corpo solto, molhado, caindo das janelas,
Não vês ? Podemos ser como a chuva que lavra lá fora...
Não é a felicidade que eu procuro. Há-de ter outro nome, outro rosto, outra força...
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
JÁ CHOREI JÁ SOFRI
De amargura, de lamentando
Que castigo é este que a tristeza
Não me larga, que pecados é que já fiz?
Para que cada dia e noite seja
Seja maior esta minha dor, este meu sofrer
Desejo incessantemente amar-te
És a melhor flor do meu jardim
Anseio por sentir o teu fulgor
Tão essencial à minha alma
Em cada hora que passa
A tempestade cruzou-se comigo
Trazendo-me a infelicidade a minha ansiedade
Sou uma sombra de mim
Não quero aceitar tal fatalidade
Dor e dor, só Deus sabe como sofri e sofro
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
FALÁCIAS DE AÇAFRÃO
Desfeita em nó, maldito este círculo tão apertado
Perfumado de mortos, oh morte que estiveste só
Por horas, dias, meses e anos
Cama de pés gelados, braços esticados
Com mil demónios, falácias brotam no sangue
Coração de renúncia e inquietação
Asas decepadas num sonho, para impedir
O voo no falatório, excesso de vozes repetidas
Na alma, na mente, no corpo doente
Vagam pelo espaço, desfeito no tempo sugam
O mel do feitiço, sonhos de fogo coberto de sangue
Afrontando os nossos anjos
Na calada da noite, no próprio abandono
Sente-se as garras de dor o rufar dos tambores
Clamor de uma poesia feita de esquecimento
Oh ânsia que despertas o açafrão acorrentado "Geleia do nosso ouro"
Mia Rimofo
MÃE
Todas as lágrimas do mundo. ★
FELIZ DIA DAS MÃES...!
António Castela Fonseca
NOSSA LOUCURA
Procuro o teu orgasmo
Na loucura de te satisfazer
Com o meu libido em desejo
Na loucura do nosso amor é o prazer e o entusiasmo
Na loucura de ser o nosso intimo prazer
Num amor puro e nosso sem qualquer maldade
Jorge Santos (namastibet)
Hoje mudei

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
OS FILHOS
São pétalas unidos a nós
São um jardim florido de rosas
Taís Silva
O quê sei!
O quê sei...
Amassei
Aperteicontra o peito.
...
Sonhei
Lutei contrao vento.
...
Amei
Falei tudo!Não disse
Nada
...
Hoje não oidentifico
Quem és?
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
HOJE SILENCIEI-ME
Assim totalmente
Permaneci, esquecida
Magoada, perdida
Revoltada, desnudada
Mas sabes, hoje não morri
Mas parte de mim, sim essa morreu
danielacavalheiro
Sob a pele
ao qual sou submetido
É o que vem de dentro.
Cada falha, cada rasgo de meu ser
É analisado com minúcia.
Coisas que passam batidas
aos olhos dos outros
Da proximidade que vejo,
me parecem terríveis.
Preciso de distância,
Para ter paz.
Me tirem de mim!
A poesia de JRUnder
Eu quero
Eu quero correr pelas campinas,
Subir ao cume de uma colina,
E bem lá do alto, poder ver o mar.
Sentir a vida, tranquila e serena
Na brisa que sopra suave e amena,
Trazendo magia à luz do olhar.
Eu quero os anseios de uma criança,
Que faz do futuro um lugar de bonança,
De manhãs douradas, noites de luar.
A vida, um ninho criando esperanças,
As horas passadas somando lembranças,
Da felicidade de quem quer sonhar.
Eu quero as certezas da juventude,
De quem por paixão por vezes se ilude,
E crê em um mundo feito de paz.
Nas asas da ave que passa ligeira,
No tempo da vida, também passageira,
Na força que tem, o poder de amar.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
LUZ DE DEUS
De uma lâmpada
Que ilumina
O meu coração
A minha vida.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
PORTO DE FELICIDADE
Com ele senti-me segura e protegida
Como a chuva que aparece com saudade
Leve, miudinha, mansa que ensopa
Todos os meus sonhos deste dia
Descreves o meu nome no meu corpo
Com palavras na minha memória
Pelo som cheiro e sabor, palavras que correm
Escritas com a tinta de uma pena suave
Pelo meu corpo, sangue quente que corre
Nas minhas veias como uma doce fragrância
De amor, ecos das palavras que escrevo
Onde sinto-me invadida com sentidos
Voz silenciosa que pintas o meu corpo de belas cores
Selamo-nos com a pintura com beijos molhados
Molhadas de um olhar sereno, porto de felicidade.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
BRILHO DO SOL
O que em mim devora
Searas de tempos passados
Luto das ninfas, águas turvas
Dor de parto, sonho, vento, poema
Aurora solta num instante
Rios de sangue, beijos furtivos
Felicidade colorida, dias na essência
Pelo sol, desejando amor.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
QUANDO MORRER

José António de Carvalho
POR FAVOR
POR FAVOR
Ouve-me neste momento
que me sinto perdido
entre as brechas da vida
e um luar entristecido
no frio do esquecimento.
Deita-te na margem do rio
a ver o céu azul de seda
em ti debruçado a beijar-te
doce e imensa vereda
que nunca sente o frio.
Oh, como quero abraçar-te
para me tirar deste sono
e ser novamente estio
matando este outono
que me impede de sonhar-te.
José António de Carvalho, 09-outubro-2019
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
AMO-TE
Tenho tantas palavras para te dizer
- E procuro-as
Nos espaços fechados, abertos
- Onde guardo-te
Na solidão perfeita das palavras
- Amo-te
Nos versos alinhados da poesia.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
Mentira, Falsidade, Intriga
De mentira, falsidade e intriga
Nos dias de hoje é muito difícil
Encontrar alguém que realmente
Queira o teu bem é uma deceção
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
QUERO-TE MEU AMOR
Na minha vida
Sim na minha cama
Para te dizer palavras sentidas
Liquidas, ásperas, doces, obscenas
Deleitosas, como nós gostamos
No prazer que sentimos
Quando estamos juntos
Nesta dança da nossa vida