ANDAS A RASGAR-ME

Andas a rasgar-me os olhos
Pelas horas que choram
Num tempo embriagado de dor
Dilacerando-me o peito
Neste abismo que morre calado
Afogado sentimento em carne viva
Espreme-me a melodia que o vento trás
Saudades feridas perseguidas em mim
Serôdios momentos de agreste agonia
O medo perde a fala, a visão, a inocência
Num desamor constante em poesia
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