Lista de Poemas

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Mia Rimofo

Mia Rimofo

CARDO DE MIM

Na minha morte talvez seja
Uma flor, uma lágrima, um sorriso, uma raiz
Nas tardes outonais por todas as palavras
Que nunca escrevi ou ouvi
Entre as suas paisagens em poesia
E quando a noite vem
As andorinhas palram em segredo
Na minha janela com as silabas em silêncio
Já os melros são a foice dos meus poemas
Pássaros alinhados das minhas penas
Nos sonos longos de inverno
Em que tu anoiteces ao meu lado
Onde teço o teu nome no que tropeço
Cardo que me abraça no meu próprio grito
Pois quando a noite vem peço a Deus
Que me acolha enquanto bordas o meu coração
693
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

BELO OUTONO

Tarde de secas folhas
Nos ramos das árvores
Escritas entre as letras
Das cinzas nas fogueiras
Na tinta das canetas
Em cores tatuadas
Das silvas do peito
Nos nervos dos talos
Que o tempo leva
Neste colorido
Florido belo Outono
1 025
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

VIAJO POR OS VERSOS

Viajo por os versos que faço de ti
Nas letras coloridas de amor
Folhas soltas de paixão
Dançadas pelo tango que ouvimos lá fora
Mas será que tu ainda moras aqui
Releio de novo todos os versos
E vejo que ainda moras no meu peito
Nas folhas escritas de tantas palavras
Escondidas na gaveta misturadas de amor
De loucos abraços, abrasadores desejos teus
Deste amor que sentimos ainda
Na viagem feita num tango de versos teus.
604
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

A SOLIDÃO

A solidão torna-nos
Pessoas amargas
E a ingratidão
Mata-nos a alma.
963
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

AMO AS LETRAS

Amo as letras de todas as palavras
As palavras são armas, são carícias
São paixão, são prazer, são dor, são amor
São suspiros, são sorrisos, são lágrimas
São sonhos, são pesadelos , são excessos
De toda uma vastidão de sentimentos
São pensamentos expressos na emoção
Como flores a florescer, no deserto do meu coração
Afinal ler é beijar a escrita com amor
É desejar quem o faz frequentemente
Pois as trancas da ignorância, escondem-se
Nas páginas , escritas de um bom e belo livro
Que amo-te terrivelmente como um flor a florescer
No deserto da minha seca alma.
1 028
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

AMO-TE COM LÁGRIMAS

Amo-te com as lágrimas da felicidade
Por toda a minha infinidade
Escrevo-te meu amor este poema, com a saudade
Estas palavras que tu talvez nunca irás ler
Amo-te mesmo com medo das horas
que apoderam-se de mim, escrevendo-te com a dor
Do nosso amor já amadurecido
Amo-te nas horas de entrega
Onde nos conjugamos nas lágrimas de dor
Convertidas em alegria, feitas em dias, horas
Minutos de felicidade, sem limites onde juntos
Juramos ao luar amor eterno
Amo-te tanto que dói, só de te o dizer
Escrevi numa folha tudo que sentia
Mas nunca não irás ler, porque rasgarei a folha
Lançando-a ao vento, o malandro do vento
Trouxe de volta a folha com toda a felicidade!
898
Lagaz

Lagaz

Inculta sorte dos amantes

Inculta sorte dos amantes
soubesse antes
teria recusado tal fardo
por mais obscuro que fosse.
E nesse mundo falho em que  não cabe o arrependimento,
nada mais valeria.
As alegrias são ilusões inúteis e perdidas
em um curto tempo.
E ninguém ajudaria
além de suas próprias forças
além  dos sentidos, 
em abstinência 
aguçados elevados ao máximo
A língua sangra 
e sabe
porque a angústia
é viver 
e não ser completo
é lutar 
e não ser livre
é acordar
e não estar limpo.
é amar
e não estar vivo.

2 801
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

CARTAS DE AMOR

Todas as cartas de amor são pensamentos
Traduzidas em belas palavras do coração
Versos em prosas de tantos momentos felizes
Repletos de flores que choram de saudade
De tantos beijos e abraços dados com amor


Todas as cartas de amor são flores
Que a alma dita e o coração sente
484
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

POBRE LOBO

Perdido na serra, no monte
Anda sozinho o lobo
Com saudades da alcateia
Da companheira que foi
Morta, escondida por caçadores
Maldosos sem escrúpulos
Que matam tudo sem respeito
Por nada e por nada, numa luta desigual
Onde os mais fortes sobrevivem
Pobre lobo que acreditará nos outros
E fostes abandonado, agora uiva em agonia
Morre esquecido como um renegado
Afinal quem é o animal? O homem ou o animal ?
683
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

SÃO OS SONHOS

Os sonhos dormem dormem
Embalados por desencantos
Adormecem nos dias mornos
Dos céus cinzentos
Sonolentos de dia, de noite
Onde vivem sem abrir os olhos
E as flores secam no jardim de repente
Como os orvalhos sem manhãs!
618
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

QUANDO EU PARTIR

Quando eu partir colhe-me em flor
Pois sou uma pétala na tua janela
Que mesmo morta perfuma a tua alma
Vamos fingir que volto para te fazer companhia
Tu sabes deixo tudo nada levo
Apenas um sonho perdido
Quando eu partir não te vistas de luto
O meu vestido ao pé do teu casaco
Está perfumada com a saudade
Não tenhas medo hei-de voltar
Em forma de um belo poema
E sentirás cada palavra escrita
Quando o vento acariciar-te o rosto
E tudo será como era antes
Para te encontrar de novo no nosso destino
Por isso quando eu partir colhe-me em flor.
565
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

AMAR-TE É FLORIR NO PEITO

Quero rasgar a pele e ser como tu és
Nesta dor que nos aflige
De abraços que tocam a alma
Florindo versos de rosas
Ecos da boca que beija
No desejo em afagar o corpo em pecado
Lábios de vinho em poesia
Que incendeia o grito de prazer
Numa rajada de vento que se desfaz
Fogo que nos consome em silêncio
Voraz fome perfumada de cores
No fugaz olhar que me vais lançando
Entre todas as carícias que as flores deixam
Rasgar-te a pele que me cobre o corpo
Para florir em ti de belas rosas de encanto
510
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

LÍRIOS BRANCOS

A tristeza e a morte tomam conta de tudo
Não eram os lírios brancos
Caídos na areia da praia
Eram rosas brancas
Na areia prateada da noite
Não eram lírios, nem rosas
Era a tua sombra o teu aroma
Que perfumava a areia da praia
Vagueava pelas sombras à procura de paz
Almas perdidas, corpos caídos corações dilacerados.!
1 039
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

SÓ O COLO DA MINHA MÃE

Os olhos vêem
O que a alma sente
E o coração transmite
Só o colo da minha mãe
Mata todas as minhas dores
Mãe é ser poesia em amor
458
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

AMO O QUE TEMOS

Amo o que temos, amo e não abdico de ti
Amo a tua doce companhia
Amo o teu ar que pões só para me chatear
Amo-te quando me fazes sentir uma adolescente
Amo a tua voz melosa que me fazes
Amo os teus abraços fortes, amo os teus beijos sentidos
Amo o teu olhar profundo que faz desviar o meu
Amo quando ocupas o sofá e invades o meu espaço
 Amo que te faças de santo 
Amo o teu lado doce e o teu lado perverso
Amo a nossa cumplicidade que juntos criámos
Amo que sejamos especiais um com o outro
Amo ter-te por perto e detesto sentir a tua ausência
Amo tudo o que me dás, tudo o que me fazes sentir
Amo tudo que é teu e amo-te simplesmente pronto
Tu meu amor mergulhaste dentro de mim
Dentro dos meus pensamentos, dentro do meu ser
Criaste raízes tão profundas, tão fortes que já não saem.
654
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

MORRER DE AMOR

Morrer de amor, morrer por ti
Trocar tudo, trocar por ti
Por castelos se for preciso
Príncipes perfeitos
Jardim de borboletas
Dorme comigo meu amor
Agasalha-me nas noites frias
Sufoca-me de prazer, com o teu corpo
Sufoca a tua boca à minha
Até desfalecer na pele de um sorriso
Imperfeito como o amor
Bebamos e falemos pois nada é eterno
Becos sem saída, resistimos ao cansaço
Os nossos beijos são as línguas
Delirantes de um poema
Poema escrito com o corpo
Amo-te meu amor, morro de amor, morro por ti!
1 010
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

AMO O ACONCHEGO

Amo o aconchego que tu me dás
Amo o quentinho do teu corpo 
Amo que te faças de santo 
Amo o teu lado doce e o teu lado perverso
Amo a nossa cumplicidade que juntos criámos
Amo que sejamos especiais um com o outro
Amo ter-te por perto e detesto sentir a tua ausência
Amo tudo o que me dás, tudo o que me fazes sentir
Amo tudo que é teu e amo-te simplesmente pronto
Tu meu amor mergulhaste dentro de mim
Dentro dos meus pensamentos, dentro do meu ser
645
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

NAMORAR CONTIGO

Sentir amor por ti é muito mais que desejo
Tu mostraste-me como posso tocar o céu
A lua, as estrelas,o por do sol
Sentir o desejo de uma paixão ardente
Onde o amor nunca está ausente
Hoje é o céu, as estrelas, a lua e o pôr do sol
Que já vêem até mim todos os dias
O amor obriga-nos a sentir e existir
Só nós é que sabemos, o amor que sentimos
O desejo para namorar todos os dias.!
775
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

SE FALAREM MAL DE TI

Se falarem mal de ti
Não ligues 💖
Manda-os para poesia
Que os pariu.
409
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

MULHER AMA

Ama loucamente
Devora toda a tua fome
Rasga explodindo de paixão
Apaga o fogo que te consome
Sacia esta vontade sentida
Seduz com um olhar
Deixando no beijo dado
O sentimento que arde
Castiga o corpo com o desejo
Dos mais belos gemidos
Explora o corpo loucamente
Mas não finjas orgasmos
Deixa-o saber que fode bem.
395
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

AMO-TE NA SUBLIME

Amo-te na sublime emoção
Desta minha paixão deste meu desejo
De amor por ti num quente desejo teu
Para perder-me no teu corpo loucamente
Se eu pudesse voltar atrás por momentos
Seria louca mas procuraria na tua boca
O sopro de vida que me falta neste momento
           "Amando-te mais ainda"
964
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Quando faltam as palavras

Quando faltam as palavras 🌹
As flores perfumam em poesia
435
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

AMO-TE AUSENTE

Sei que te pareço ausente, fria e distante
Toma-me nos braços sem fazer perguntas
O sol de inverno secou as minhas lágrimas
Chuva de outono secou as minhas dores
E tu tornaste a minha terra fértil
Plantaste os meus novos amores
Rondaste o meu corpo deste castelo solitário
Como as águas de um rio de vozes e de gestos
Conheci o teu fogo, o teu agrado
Teus olhos fulminaram o meu desejo
A tua voz são as ondas do mar
De fogo e mel, beijos ardentes raros e belos
Deste-me um banquete, os teus odores perfumados
Eu amo-te, sussurraste ao meu ouvido..!
742
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Sinto-me cansada

Sinto-me cansada
Neste mundo
De tanta maldade
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