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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

VELA ESPECIAL

Esta vela é para todos
Aqueles que sofrem e estão sós
Que o silêncio sufoca e amordaça
Que Deus transforme em alegrias
Todas as suas horas e dias.
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Nas letras

Morri nas letras
Duma palavra muda
Sobrou o ressentimento
No profundo silêncio.
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Pedro Rodrigues de Menezes

Pedro Rodrigues de Menezes

malmequer negro

percorro pulsante o corredor
de pés mudos como muros
ergo o intransponível crânio
nascendo e dormindo prescrito
adio a translúcida sibilância
malmequer fulgente e negro
que levo ao peito como um sabre
recito pelo adejar rítmico dos lábios
salmos rituais ossos barro pó
fulgurante translação das veias
arde-me o míope sangue vertical
escorrendo pelo lantânio e lutécio
hei-de criar pedra sobre pedra
farei da luz dois vítreos ciclopes
pousarei nos pilares de hércules
a incorpórea maldição dos deuses
e levitando andarão as testas
dos homens e deuses
dos deuses homens
sit tibi terra levis[1]
requievit in pace.[2]

[1] que a terra te seja leve
[2] descansa em paz

(Pedro Rodrigues de Menezes, "malmequer negro")
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Fernando Cartago

Fernando Cartago

ADORO

Apenas olhei e enxerguei uma pessoa, numa fala atento fiquei.
A cada palavra dita, que até poderiam ser bem ou mal dita... Mas
minha escuta mantive limpa. Seu timbre firme despertou-me o macho
no cio e ali pensamentos quase saltaram aos olhos.

Uma louca vontade insana de lhe rasgar a roupa, te possuir, beijar-lhe a boca
invadiu minha cabeça.
Mas contive este lado vagabundo, mundano de querer você ali na frente de todos e todas. Comecei a cercá-la, só na espreita como uma onça a caçar e no momento do golpe
rápido me segurei antes do salto.

Fechei os olhos e me guiei apenas pelo seu cheiro.
Mesmo que fosse mortal para mim decidi estar inteiro

Todo ouvidos
Libido
Desejo
Fogo
Paixão
Pele
Corpo
Alma

Já havia pulado sem medo de perder estava ali inteiro um completo
Felino entregue a erupção do meu e o seu prazer.
É simples assim. ADORO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

(Fernando Cartago)



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Tsunamidesaudade63

Tsunamidesaudade63

À noite


À noite,
eu escondo-me como o sol,
tentando ocultar as artérias,
da minha solidão,
do meu desespero,
procurando afugentar as mágoas,
que caminham, em cada um dos meus passos,
À noite as dores, as saudades, os antigos abraços,
as lembranças que vagueiam,
nas almas perdidas dos meus abandonos.
À noite, aguardo as estrelas
como quem espera, ter companhia em cada uma delas,
e ter a última chance de ser feliz.
Os pássaros se escondem à tarde
voltando aos seus recantos,
aos seus abrigos.
sem entoar mais os seus cantos
À noite,
eu não tenho para onde voltar
senão para dentro de mim,
tentando me identificar
e eu mesmo me encontrar...

Luzern, 5 maio de 2014, Joao Neves
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

PEDE-ME AMOR

Se tu meu amor pedires a minha lealdade
Eu te darei a minha honestidade
Se pedires minha honestidade
Eu te darei a minha lealdade
A fidelidade faz com que duas pessoas
Sentem-se no meio de um banco do jardim
Mesmo que haja espaço nas extremidades
No amor temos de guardar a fidelidade
E a sinceridade como os primeiros princípios
Se o teu amor não for fiel uma vez a culpa é dele
Se ele não for fiel a segunda vez a culpa será sempre sua.
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

QUERO PEGAR-TE

Senhor nesta noite quero pegar-te
Ao colo e dizer que Te amo
Contar-te que às vezes tenho preguiça de rezar
Mas Tu sabes o que vai no meu coração
É dor e uma solidão que mata-me
E roi-me por dentro
Eu venho pedir-Te perdão
Sei que fiz-Te mal e que magoei-Te
Quero pedir perdão pelos erros que cometi
Não quero perder-me de Ti Senhor
Perdão Senhor...perdão!
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izasmin

izasmin

Pessoas Ruínas

81. Pessoas Ruínas | 10.09.2020 | Autoral de izasmin

Aqueles traços que nos aproximam,

Envolvem de forma indescritível,

Por um tempo nos animam,

Até explodirem o míssil.


A luz do dia vira escuridão,

Atrai para perto e ataca...

Armadilha para a solidão.


Tamanha areia movediça,

Mais movimento, menos saída

Surgem para nos deixar em ruínas

Labirinto que promove desgaste total.
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Emílio

Emílio

setembros

setembros

manto solar estende desenrola

seus raios

espreguiçando seus membros

em ruas da cidade



joga o claro escuro das janelas

das portas num esconde

esconde de amanhecer

como convite ao acordar

adormecer



enleiam-se braços

trocam-se corpos numa

simbiose formal de encontro

sem chama num ato de

despedida da cama



maria reticente bem acordada

de insónias visitada

aguarda não por amor

por nada



baila na cabeça madrugadas

de incertezas

criança, livros, escola

roupa

vai e vem estelar que

certezas
iluminam

suas alvoradas



pão carne batatas

feijão

casa gás
luz

que cava a insónia

para lá da televisão

que tudo se reduz



sentir a vida em contramão

saber o josé desempregado

anita sem abono

salário em redução

diário malfadado



josé não tenho não

amor foi guardado

em armários de aflição

resta rezar a fátima

que me segure o patrão



Emílio Casanova, in "ninguém compra"

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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

SÃO OS SONHOS

Os sonhos dormem dormem
Embalados por desencantos
Adormecem nos dias mornos
Dos céus cinzentos
Sonolentos de dia, de noite
Onde vivem sem abrir os olhos
E as flores secam no jardim de repente
Como os orvalhos sem manhãs!
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

A PRIMAVERA DE AMOR

Sussurrava-me palavras atrevidas ao meu coração
Cantava-me derramando amor em sentimento
Num desejar de belas fantasias em carinho
Beijava-me sem palavras no silêncio em fogo
Dormia no meu ventre em flor, no meu sonho
Plantava o seu desejo dentro de mim em labaredas
Onde bebia-me com entusiasmo os meus abraços
Florindo o meu corpo com o teu, no sossego da primavera
Perfumando todo o meu ser neste encontro do teu amor
Pois amar-te mil vezes não bastaria, até que viver não baste
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

AMAR-TE É FLORIR NO PEITO

Quero rasgar a pele e ser como tu és
Nesta dor que nos aflige
De abraços que tocam a alma
Florindo versos de rosas
Ecos da boca que beija
No desejo em afagar o corpo em pecado
Lábios de vinho em poesia
Que incendeia o grito de prazer
Numa rajada de vento que se desfaz
Fogo que nos consome em silêncio
Voraz fome perfumada de cores
No fugaz olhar que me vais lançando
Entre todas as carícias que as flores deixam
Rasgar-te a pele que me cobre o corpo
Para florir em ti de belas rosas de encanto
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

AMO-TE

Amo-te
Tenho tantas palavras para te dizer
- E procuro-as
Nos espaços fechados, abertos
- Onde guardo-te
Na solidão perfeita das palavras
- Amo-te
Nos versos alinhados da poesia.


 

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Lua Barreto

Lua Barreto

Efeito Borboleta

O tempo parou um instante
E eu, tornada anti-matéria
Fui totalmente absorvida por teus olhos.

E aquele olhar
Causou um tsunami na ásia
Terremotos na áfrica
Maremotos na Europa
Um vulcão eclodiu na América

E o mundo acabou.

De lá pra cá, tudo o que parece existir
é ilusão.
Só o que existe são teus olhos.
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Lagaz

Lagaz

Inculta sorte dos amantes

Inculta sorte dos amantes
soubesse antes
teria recusado tal fardo
por mais obscuro que fosse.
E nesse mundo falho em que  não cabe o arrependimento,
nada mais valeria.
As alegrias são ilusões inúteis e perdidas
em um curto tempo.
E ninguém ajudaria
além de suas próprias forças
além  dos sentidos, 
em abstinência 
aguçados elevados ao máximo
A língua sangra 
e sabe
porque a angústia
é viver 
e não ser completo
é lutar 
e não ser livre
é acordar
e não estar limpo.
é amar
e não estar vivo.

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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

TUA, MINHA CARTA

Escrevo-te esta carta
Carta escrita de lágrimas
Lágrimas derramadas em palavras
De amor, de dor, solidão, tantas vezes crueis
Ternas, meigas, tão minhas
Pelos momentos de lutas sofridas
Pelos nossos momentos de céu
Feitos de desejo carnais
Vividos intensamente com toda força
Do universo, força tão nossa, nossa
Sim quero colocar em ti toda esta minha poesia
Escrita na pele do teu corpo e no meu
Banhada nas águas que correm neste nosso rio
Escritas e tatuadas na nossa pele pelo nosso corpo todo.!
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

LUZ DE DEUS

Deus é a luz
De uma lâmpada
Que ilumina
O meu coração
A minha vida.
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

DANCEI NUM POEMA

Dancei num poema de lâminas afiadas
Enquanto a minha alma voava de mim
Nas palavras que a carne exercia
De aguçadas feridas
Memórias solitárias de fundas raízes
Feroz transparência da própria carne
O inferno rebenta contra os rochedos
Mar impiedoso onde sustenta o abismo
Enterra a memória de todos caminhos
Alma de lâminas, saradas feridas
Dancei num poema, sentido feroz
Vidas vividas de perpétuas saudades
Dancei num poema de bravos costumes
De florida piedade, pó na alvorada
Fôlego em silêncio, súplicas de fogo
Sangue num corpo morto de afiada poesia
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Mia Rimofo

Mia Rimofo

AGRADEÇA

Bom dia ╭✿
Agradeça pela sua felicidade 
Que o seu coração ficará feliz

Agradeça com mel a sua felicidade

Amar é agradecer todos os dias
✿ 
Agradeça ser amada
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

AMEI-TE

Amei-te na chuva 
Para ver o sol brilhar
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Taís Silva

Taís Silva

O quê sei!

O quê sei...

Amassei

Aperteicontra o peito.

...

Sonhei

Lutei contrao vento.

...

Amei

Falei tudo!Não disse

Nada

...

Hoje não oidentifico

Quem és?

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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

MEMÓRIA MINHA

Nos estendais espalhados
Espalhados da minha memória
Desfraldam com os ventos
Com ventos da saudade
Do teu beijo, abraço, carinho
Depositei no teu peito
Toda a minha desnudes
Senti o aroma do teu corpo
Um perfume doce, doce suave
Onde jazia o desejo
Ensurdecedor, da nossa história.
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

DE TI PERDI-ME

Perdi-me de ti por entre
As pedras soltas da rua
Entre vestidos de princesas
Num conto de fadas lido
E relido num luar de solidão
Das noites presas aos dias
Dos dias presos às noites
Escuras nos sonhos, nos anseios
Por entre desejos meus, teus
Gritos espalhados pelo vento
De tantos beijos dados
Que me tombam do regaço
Flores, flores dos belos tempos
Em que o amor floresceu em desejo.
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Helena Santos

Helena Santos

ESCRAVOS

Somos todos escravos 
nesta doce e maldita vida
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