Lista de Poemas
Explore os poemas da nossa coleção
ania_lepp
Pudesse eu...(soneto)
soprar prá longe essa bruma cinzenta,
romper esse grilhão que me acorrenta
afastando a dor, trazendo calmarias...
Ah, pudesse eu colorir essa acromia
que meus dias entristece e apoquenta,
varrer daqui a mágoa que atormenta,
trazer prá perto, sorrisos e alegria...
Fazer do dia alamedas perfumadas
de brancos lírios e vermelhas rosas
e abelhinhas bailando buliçosas...
Pudesse eu, pintar a minha estrada
de diversas cores esperançosas,
torná-la colorida e auspiciosa!
(ania)
(Ouvindo Sad blues guitar solo - Neogeofanatic)
https://www.youtube.com/watch?v=t5YYALVjvUw
natalia nuno
trovas soltas...nostalgias
duma dor para sofrer?
Ame antes com ternura!
Deixe o AMOR florescer
Deixa-me sorrir ao céu
ver-me de novo pequenina
que este sonhar meu e teu
é DEUS que assim destina
Na noite brilha uma estrela
Talvez seja minha MÃE...
Quem dera de novo tê-la
pra dizer lhe quero bem.
Versos bonitos, mas vazios
silabas são contadas a dedo
versos bonitos mas tão frios
são vida entre vidas a medo
Só olho para o céu
quando te dou a mão
logo meu olhar no teu
e o bater do CORAÇÃO.
do teu BEIJO sede trago
com simplicidade digo
se o último foi amargo
dá-me outro para castigo
resvalam-me por entre dedos
buscam caminho profundo
levam com elas m' segredos
palavras q'deixo p'lo mundo
natalia nuno
rosafogo
11/12/2001
Allan Gabriel
Versos submersos
Um relacionamento mal explicado,
Um amor maldoso
Um ódio indesejado.
O peito aguenta
Homem de aço,
Apenas o peito
Mente, estilhaço.
Eu tive sede de veneno
Saciei,
Eu amei uma naja
Mudei...
Ocasião?
Dupla personalidade,
O amor reconstrói vida
Enquanto fujo pela cidade.
Me afundei na nícotina
Resolveu porra nenhuma,
Só resultou em despreso
Vício e lacuna.
Meus amigos não existiam
Me pergunto "qual?"
Dizer que tô sozinho?
Legal.
Mas a gente segue vivendo
Mesmo com todo mal que fez,
Poeira o vento leva
Ou nos engasgamos de uma vez.
pauloferraz
Inventário de um Cândido Povo
INVENTÁRIO DE UM CÂNDIDO POVO
Paulo Ferraz de Oliveira
Cândido Sales, berço esplêndido!
Cândido é o amor de teus filhos.
Filhos que de ti nasceram, filhos que em ti cresceram,
E se foram para outras terras, jamais de ti esqueceram.
Cândido Sales, conquista interminável!
Serias tu a Nova Conquista do sertanejo necessitado
Dos humildes que depositaram em ti suas vidas secas.
Mas não eram tão cândidos teus candidatos!
Conquistaram tuas terras com a avareza do latifundiário,
Exploraram tuas riquezas com a ganância do mercenário.
Cândido Sales, gente de labuta!
Gente pacífica que pela sobrevivência luta
E pela brava fé da esperança desfruta.
Cândido Sales, entreposto de tradições culturais!
Vieram teus colonizadores e por ti se apaixonaram
Talvez pelas águas pardas do teu incansável rio,
Ou pelo espetáculo da rodovia que em teu ventre resplandece.
Não vieram alemães, nem italianos, nem tampouco sulistas;
Mas vieram os nordestinos, cabras da peste, homens e mulheres de coragem
E, caprichosamente, os irmãos do norte fazem parte da nossa bela imagem.
Cândido Sales, milho e mandioca!
Abres orgulhosamente a cortina árida do Nordeste Brasileiro,
Não só nos mapas de Geografia ou no discurso do poeta,
Mas nos seus costumes, suas tradições, sua pobreza.
Na farinha do baiano, no Cuscuz do pernambucano,
Na peleja, no suor, na alegria e na tristeza nossa de cada dia,
Todos se misturam numa só paixão,
Candidossalenses de alma e coração.
Cândido Sales, romântica promessa!
És uma jovem donzela acanhada, ávida de sonhos
A solidariedade é o trunfo do nosso povo, virtude rara;
A politicagem é nossa ferida exposta que não sara.
A feira é a nossa garota dos olhos, nosso chamego semanal
Na segunda feira, a cidade inteira desce jubilosa à Praça do Mercado
Ali na feira, a eloquente arte da sobrevivência comercial
Ofusca a elegante conferência das damas sobre o novo boato espalhado
Nas barracas exaustas, pulsa e acelera o coração da nossa terra,
Se a feira incomoda os lucros do lojista estabelecido
É a única porta aberta para o sustento do povo sofrido
Cândido Sales, ciranda de ilusões!
A vibrante Rio-Bahia é o teu motor. De dia e de noite.
A aflição, o paraíso; o sonho e o pesadelo.
Vidas e mortes se entrelaçam nesta gigantesca estrada
Estrada que é a nossa própria aventura de viver.
Às marginais da nossa Rio-Bahia, também "briquita" o povo
Os ofícios são antagônicos, o sofrimento é o mesmo.
A turma do óleo em sua correria interminável dentro de macacões esburacados
Os borracheiros com seus macacos incansáveis, dentro de clínicas de pneus furados
A famosa beira da Rio-Bahia, nosso oásis de prosperidade!
Se o movimento cai, a cidade inteira queixa a calamidade
Menos as prostitutas, que apesar de darem descontos
Lideram o mercado interno e externo.
Mas diz a lenda que a mais bonita logo enriquece e vai embora
Frustra a freguesia e parte pro Sul para ser uma distinta senhora.
Cândido Sales, esperança dolorosa!
A ponte do Rio Pardo é um monumento do progresso sobre nossas águas;
Última lágrima dos que partem para o exílio, exangues, em busca da sorte
Primeira alegria dos que voltam, após a saudade os sufocarem de mágoas.
A nossa velha Ponte, tão surrada, tão massacrada anos a fio
Hoje não tem mais o outrora pujante e generoso rio
Abrigo de pobres e andarilhos, balançou mas nunca caiu
É ponte federal, mas Brasíla parece que nunca a viu
No Planalto não se sabe que nessa parte do país,
Tem um povo honesto e trabalhador sem oportunidade de emprego decente
Ah, se essa Ponte caísse, Brasília conheceria a história dessa brava gente.
Cândido Sales não conhece fila de desempregados.
Não temos esse privilégio concedido aos pobres de cidade grande.
Pobre daqui entrava na fila pra fazer caridade.
Para ajudar o miserável mais pobre na Rádio de Seu Geraldo.
Cândido Sales, comunidade solidária!
Se hoje não tens mais a Rádio Difusora clamando "vamos fazer caridade"
Não é por falta de necessitados.
É porque a modernidade consumista não tolera a exposição da miséria,
Se a voz agônica do seu Geraldo nos incomodava,
O silêncio cúmplice de nossa hipocrisia social obstrui a nossa artéria
Nossos olhos testemunham a nossa indiferença, desconfiados
E gloriosamente moramos mais perto de Deus
E cada vez mais distante de nossos ilustres deputados.
beneditocglimadonquixotepant
SOU NEGRO,SIM SENHOR
sou forte
na busca da sorte
e viver
sou bravo
sou rude
mas fiz o que pude
para sobreviver
não choro
e até oro
e os dias se esvaziam
na taça do sofrimento
mas não lamento
sou bom de argumento
o jeito é saber
o lugar de destaque
no som da atabaque
sou negro
sou um heròi.
gabrielfillipi
Vítreo
Dor ou felicidades momentâneas?
Ganhei a vida para viver em um mundo tão vazio?
Quando morremos?
Quando damos o ultimo suspiro ou quando perdemos as esperanças, convicções e fé?
Quantas pessoas mortas você já viu em sua vida?
Invejo os que tem corpos mortos...
Quando meu espirito morreu.
Desejei a morte mas ela me rejeitou!
Como todas as outras formas vivas ao meu alcance.
natalia nuno
trovas singelas...uma mão cheia de nada
palavras são tempestade
chuvadas e vento forte
são saudades da saudade
que persegue até à morte
lágrimas secam no rosto
a calma volta ao coração
no mais fundo o desgosto
vai mudando de posição
és o mel que me adoça
minha luz da madrugada
amar-te sempre que possa
e me queiras tua amada...
o teu olhar me rodeia
são teus beijos o fogo
és luz da minha candeia
que ao ver-te ateia logo
meu coração desespera
logo chegas sem aviso
no vazio à tua espera!?
partes quando mais preciso
logo a dor que o peito sente
clemente... vai soluçando
cada vez que estás ausente
morre um pouco esperando
a vida é feita de nadas
de solidões e tristeza
uns dias ensolarada
outros feita de incerteza
este tempo adverso
nem me deixa esquecer
ateia a saudade no verso
temo a solidão de a ter
nasci numa segunda feira
terrível dia de inverno
aqueceram-me à lareira
vim do céu para o inferno
são simples minhas trovas
falam com simplicidade
não são velhas e nem novas
nelas prolifera a saudade
as mãos cheias de nada
no coração a saudade
eu e os poemas dizemos
"Obrigada"
vosso apreço, nossa vaidade
natalia nuno
rosafogo
ania_lepp
Florido era o caminho...(soneto)
Por onde eu passava havia tantas flores
florido me saudava o caminho
os pássaros gorjeavam em seus ninhos
e as borboletas dançavam multicores...
A brisa espalhava doces olores
e os trigais ondulavam em redemoinhos
no céu, as nuvens flutuavam em desalinho
felizes, resplandecentes em alvores...
Na areia, o mar espargia sua espuma
e a lua, toda nua, sem reserva nenhuma
nas águas se espelhava deslumbrante...
Hoje nem pássaros, nem flor alguma
pelo caminho só espinhos e brumas
e a solidão como acompanhante...
(ania)
(Ouvindo Here With Me - Susie Suh x Robot Koch)
https://youtu.be/YzR8BCmV9Ew
Malyuk
Sem título 1
Limpem as mãos desgastadas
E ergam, firmemente,
Os punhos rijos e cansados.
E corram com o vento,
Espalhem a verdade
E destruam os interessados
Na vossa misera realidade.
ania_lepp
Depois de tudo...
das palavras vazias...
Dos dias longos e cinzas
de infinita solidão...
Das madrugadas sem estrelas
das noites insones...
Depois de tudo,
ainda resta um pouco de mim,
pedindo prá sonhar,
outra vez!
(ania)
(Ouvindo Dream On - Aerosmith
Musica composta em 1973 por Steven Tyler...foi o primeiro single da banda)
https://youtu.be/11fH4M4GYtE
niso
Ao sol da primavera
O sol ilumina
Tudo aquece
Tudo engrandece
E a mim me anima.
O sol fascina,
A terra floresce
E o mundo esquece
A dura sina
Horas fagueiras
Que correm felizes
E inspiram poetas.
Horas primeiras
Forças motrizes
Das almas despertas
pmariabotelho
Passado
E lamentos
Se olhar para trás
Já significa ontem
15.06.2014
pmariabotelho
Carlos Alberto Godinho
SENTIDOS
Eu decifro os olhos e os olhares
Eu distingo lépidos sorrisos
Do sentido pérfido das gargalhadas
Entenderei tudo o que pensares
Porque tem sentimentos lisos
Aguça-me essa moça desgovernada
Meu instinto é exato e preciso
Tua retina desandou na luminosidade
sutil baixa de pupilas à olhar o chão
Não esperava meu rosto conciso
Aparecendo no meio da tua verdade
Perdoa se dobro tua pulsação
Feliz eu seria se me dissesses sim
Tranquilamente aceitaria um não
Mas me confunde essa princesa insana
Esperta, não da a chance de botar um fim
Será o que pensa essa Deusa romana?
Talvez um capricho contradizendo esse coração
Luan Vinícius
Verão Agridoce
Isso mesmo, você percebe que gosta de alguém...
Porém, cinco minutos depois, uma eternidade, tudo cai em pedaços, o futuro se mostra como é: uma ilusão; e o castelo de areia desmorona.
Permanecendo apenas a dor e a lembrança de alguma coisa.
28/02/2013
Ariane Batagy
Por enquanto
Antes que as sensações morram.
Antes que a hierarquia domine
E que as subserviências comandem os corações
E que toda gente apareça apenas como um simulacro.
Mais que as fricções e contemplações
E mais que tuas mãos desenhando estradas.
Eis-me aqui como um sonho
E nem mais o dia seguinte me interessa.
Jorge Santos (namastibet)
Talvez o sonho do mar seja o meu pensamento
Helen Costa
O que há de errado?
ana rafael
Recordação
São coisas banais
Não os sinto
Não os vejo
Apenas os ignoro
Nas noites frias
Em que o Amor
É simplesmente
A recordação do que
Eleonora Galvão
Mudo ou Não?
A palavra mágica pós-merda-feita.
Mu-dar
Verbo, dissílaba, oxítona terminada
em - dar.
(o quê?)
Mudar. mu-dar! (o quê? o quê?)
Ecos...
Seria mudar; emudecer?
Cléia Mutti Fialho
BATE E MISTURA NOSSO PRAZER (erótico)
José João Murtinheira Branco
MENDIGO
Velho de olhar triste, pobre e vagabundo
Tens
por companheira a miséria dominante
Viajante
de alma e mendigo neste mundo
Que
em delírio beijas o pó, murmurante.
Onde
os dias e as noites passam sem ter pressa
Onde
nada é diferente e tudo te parece igual
Até
o dormir, no canto escuro de qualquer travessa
No
chão de pedra enganas o frio num leito de jornal.
Mora
próximo a demência, que cultiva esse fadário
Nessa
alma adormecida, em que a sorte é a morte
Que
num ato de amor, termina esse Calvário.
Poemas
escritos de luto, marcados por almas sem amor
Inspirados
na desgraça, foram buscar a poesia ao teu sangue
De
trajos negros te veneram, declamando um verso à tua dor
.
João Murty
Luna Blanca
Você
Você é beco sem saída,
Paixão sob medida,
Maior dos desesperos.
Você é onda que me arrasta,
Tortura que devasta,
Melhor dos devaneios.
Então vem, mergulha sem receio em mim, eu quero ser teu mar.
Me prende nestes grilhões,
Que escraviza tantos corações,
Não é isso que é amar?
E o que mais posso fazer,
Se tudo é nada sem você,
Se não sai da minha mente?
O que resta é me entregar,
Me perder para te encontrar,
Ser sua eternamente.
Larissa Rocha
Volta pra mim
Volta pra mim, amor... Sinto tanta saudade!
Talvez não passe de um sonho intangível
Mas não quero viver nessa realidade
Sem ti, viver já se tornou impossível!
Se ainda resta algo do nosso amor
Volta... Não consigo te esquecer.
Ainda te amo... Volta, por favor!
Tu bem sabes que não quero te perder
Tenho ainda algumas coisas para te falar
Do nosso amor eu nunca desisti,
Essa distancia não pode acabar
Com o amor que sinto por ti
Eu não me acostumo com a tua ausência
Por isso ainda te espero e te procuro
Simplesmente tu és já minha essência
Só quero fazer parte do teu futuro
Ainda te quero de qualquer jeito
As coisas não precisam ser assim
Sei que nada mais será perfeito
Não importa como, apenas volta pra mim!
Luna Blanca
Meu Tormento
Hoje lembrei de você na brisa leve que entrou pela fresta da janela.
Quisera eu que fosse ela a envolver-me, a acariciar-me...
Se você pudesse sentir na carne essa minha tormenta!
É arrepio que esquenta
É meu oxigênio e não me deixas respirar.
Fico então a amargar - Frigidez, cio
Ocupa tanto espaço e deixa um vazio;
O fardo que me faz levitar.
Como ar te sinto, não toco
E logo em seguida me choco com a forma como me transpassa,
Indiscriminadamente me estilhaça,
Sinto-me como uma taça de cristal.
É fúria da natureza,
Imprecisão,
Incerteza,
Animal.
E suscita
Sonhos,
Pesadelos,
Acalma e agita,
Alegrias,
Tristezas,
O bem e o mal.
Português
English
Español