Lista de Poemas
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Rabs
A vida é como um jogo de xadrez
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
ADORMEÇO FELIZ
Os teus olhos vêm na minha direcção
Tu és o meu farol quando estou perdida
O sofrimento que chega de noite
Somente o sono ameniza a minha dor
Quero viver com o teu sorriso e o teu olhar
Corro paro o mar para lembrar-me de ti
A brisa e o vento, traz-me o que eu não quero esquecer
Entre os soluços e as lágrimas do meu choro
É nos teus braços o meu lugar
Contemplo as estrelas e a minha solidão
É mais que uma emoção que aperta o meu peito
Não quero estar sem amor, sem luz e sem ar
A madrugada esta fria sem ti, tu és a parte
Da minha vida que eu desconhecia, és a presença
Que habita dentro de mim nos meus dias e noites
Consigo escutar o silêncio da tua alma
Que me falas e quando eu leio os meus poemas
Encostada no teu ombro, adormeço e descanso feliz
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
QUERIDA MÃE
No teu ventre durante nove meses
Mãe tu que trouxeste-me para a vida
Mãe deste-me um cantinho
Dentro de ti muito quente e protegido
Mãe nos teus braços foi acarinhada
Com teu amor e dedicação
Mãe o teu amor por mim, é incondicional
Mãe todos os dias proteges-me e acaricias-me
Mãe tu conheces-me por dentro e por fora
Mãe tu sabes quando estou triste
Mãe a tua força fortalece-nos
Mãe obrigado por ter nascida do Amor
Mãe amo-te e obrigado por seres minha mãe
Senhor abençoa a todas as mães
Nem sempre as podemos ter ao nosso lado
Que maravilha é ter uma mãe. Querida Mãe !
afonso rocha
VICIO
Era mais forte que ela...e não havia explicação para tal, apesar de gastar as horas deitada, no divã do psicanalista.
Não havia nada a fazer. Foi-se embora.
Rodou a chave...e entrou de mansinho no apartamento de águas furtadas...
O seu pensamento obssessivo levou-a em direção ao quarto.
Aproximou-se da cama em passos aveludados...como uma felina prestes a cair sobre a presa.
Olhou para ele...destapou-o...com cuidado...observou-o com ternura e afeto...susteve a respiração por segundos...
e atirou-se a ele.
Estava completamente possessa. O seu rosto era uma amálgama de cores...desde o rosa choque...até ao púrpura.
Comeu-o quase todo...com sofreguidão.
Ele...nada disse.
Só então, quando o virou de lado, reparou que estava fora de prazo.
Não conseguia resistir a tudo que era selvagem...
e aquele...
bem...
aquele...era o que ela mais adorava!
TOBLERONE...com amêndoas.
Raimundo Candido
BODEGA
Às vezes, no rústico balcão
de velha tábua enegrecida
o tempo parava...
Às vezes, o vento passava
e o papel de embrulho acenava
convidando o cliente
a absorver o aroma
pungente de couro curtido
que se irradiava no ar...
Só a velha balança parada
com os pratos vazios
ponderava o que havia
de sabor no denso langor
de algo invisível a indicar
que a tarde se dissipava
pesarosa a chorar...
E quando vinha freguês
antonio, maria ou joão
de caderneta na mão
fiava o açúcar, a farinha,
num embrulho feito com arte
com dedos magros da mão
de um bodegueiro artesão!
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
MALDITA DEPRESSÃO
Esta dor no meu peito, esta vontade de chorar
O que eu posso fazer para que tu entendas
Que a saudade invadiu o meu mundo
Tomou posse de mim e da minha vida
Deixando-me assim triste com esta saudade
Que sinto do meu coração chamando-te
Para ficares comigo, mesmo sabendo que tu tens que ir
Como posso explicar meu amor
Como explicar esta dor que eu sinto ao perder meu amor
A vontade de sentir os encantos de uma paixão
E voltar a sentir o meu coração
Como posso explicar esta dor da minha alma
Senão dizer-te que és e foste a verdade
Mais verdadeira de toda a minha vida.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
LUTAR POR TI
Por um homem carinhoso, amoroso como tu
Que toca a minha alma e não somente o meu corpo
Que entra pelos meus olhos com o coração livre
Que olha no fundo da minha alma como ninguém
Olha e vê o reflexo do meu amor e carinho
Tu és grande para invadir os meus sonhos
E torná-los numa doce realidade, com o coração
Que este amor que seja vivido por inteiro com
Os corpos de um encontro total, tornando a união
Em êxtase, prazer, gemidos afugantes de amor
E que os teus abraços sejam o meu abrigo
Que a voz a ser ouvida, seja a do coração, da alma
Dos nossos corpos e os meus e os teus lábios
Sejam mudos de beijos, mudos sem palavras
Ganhando a emoção, de dois corpos num só.!
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
MEU AMOR AS ROSAS
Vibravam, ardiam, gemiam
No silêncio em chamas
E as águas corriam caladas
Por entre as fragas
Beijo com sede num grito
Que as nossas bocas pediam
E as rosas perfumavam a noite
Numa canção de embalar
Onde tu me beijas mil vezes
Nos desalinhados lençóis
Amamos-nos como iguais
Na aurora matinal
Nesta vontade que nos queima
Somos a cor um do outro
E ninguém vê, só nós
As rosas te chamam
No jardim do meu desejo
Raspa
Movimento Sorriso
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
OLHA PARA A FRENTE
Não olhes para o passado
Abraça o presente
O tempo que te resta
Sem saber que existe o amanhã
Ama, vive, Sem medo de amar
Sem medo de sentir o ridículo
Ridículo na pele, vive o presente
Segue para a frente, sem olhar para trás!
Jorge Santos (namastibet)
Em tempos quis o mundo inteiro
Em tempos, quis o mundo inteiro,
afonso rocha
CASA QUE HABITO
Rostos
perdidos
ausentes
irmãos
abandonados
em selvas de promessas e ilusões.
Olhos
tristes
velados
ovelhas
tresmalhadas
em campos estéreis como celas.
Casa
que habito
onde seres à deriva
procuram afetos
e o amor
se pode comprar
em cada esquina.
Jardins
de mortos-vivos
entregues a feras
onde as flores murcham
e ervas daninhas
passeiam
incólumes
serenas.
Adilson Adão
Vitorioso
O vencedor luta Mesmo quando tudo está perdido,
Não há vós no mundo que o faça parar,
Seja ele forte, oprimido, realista ou iludido.
Queira ser
cineasta, escritor,
Poeta, professor,
Filósofo, presidente,
Esportista, combatente
Cientista, missionário,
Burguês ou revolucionário,
Ser humano,
Ser a si mesmo.
Se há um alto muro tenta saltar,
Se cair da escada tenta subir novamente,
Se tiver uma idéia tenta pô-la em pratica
Se tiver um sonho tenta torná-lo real.
Sempre incerto, de conseguir ou não.
Em uma busca ao desconhecido,
Querer saber como termina.
Estava errado ou tinha razão?
Era preciso ou só tentação?
É possível ou só ilusão?
Qual a resposta da questão?
Não sabe e pouco importa.
Ser derrotado... Nunca!
Mesmo se o que busca não for conquistado
Vencerá por sempre ter lutado
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
HÁ CINZENTOS DIAS
De cinzas quentes como o pó na alma
Onde enlaçamos a liberdade no espaço
Sentimos na terra, orvalho da madrugada
São talvez de breves silêncios, os nossos
É amor em gestos das noites e dos dias
Palavras de sombras, sorriso perfumado
Cobre-me com o teu véu poético, não vês?
Se arder então é paixão, é nos teus braços
Que podes aquecer assim o meu coração
Matas todas as sombras que me agonizam
Para beijar o que de melhor há dentro de mim.
Alex Zigar
O Tempo
E o Tempo não morre na barriga do homem.
Ele aumenta e aumenta.
Incha a barriga
E devora o homem de dentro pra fora.
O Tempo é assim
Como um bicho pragento
Que come aos pouquinhos
E a gente ri, canta e vive
E só depois se dá conta que o Tempo nos devorou
Devorou a cor dos cabelos,
O brilho dos olhos,
A pele, os dentes, os ossos...
Por fim é o Tempo que engole o homem
E o homem some na enorme barriga do Tempo.
Para saber mais: http://letradestoante.blogspot.com
Raimundo Candido
FASTIO
Ultimamente,
tenho carregado demasiado peso:
ausências indefinidas,
presenças indesejadas
e saudade de um doce sal
que jamais provei!
A vontade de conter o mundo
me franze as sobrancelhas
neste nevoeiro denso
a me reter num abraço.
Necessito verter um vômito
inorgânico que se acumulou
em minhas prateleiras:
aclamações induzidas,
anulações forçadas
e as crenças ilusórias
que retraíram meu ser!
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
SINTO UM VAZIO
Tenho um vazio
Que corroí-me o corpo
Cada gesto, cada palavra
Caí em silêncio na minha alma
Numa dor que corroí e mata
Trespassa-me a alma
Num silêncio agudo
Onde eu escondo-me
Para o resto do mundo
Estou e sinto-me só
Jorge Santos (namastibet)
Ainda hei-de partir por esse mundo afora
Ainda hei-de partir por esse mundo afora montado na alma d'algum estivador
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
PÉTALAS DE FELICIDADE
As pétalas das flores sentem a saudade
Da tua ausência que aperta o meu coração
Parece que já passaram anos sinto a falta
Do teu carinho e do teu sorriso
Da tua voz e do teu calor de tudo que partilhamos
Volta depressa meu amor, quero amar-te
E deixar-te voar, ver o teu sorriso longe
Dos meus braços é melhor do que sentir
As tuas lágrimas a molhar e a ferir o meu coração.!
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
É O PIANO
Com sons agoniados, agonizados
Velho como um lavrador que cultiva
Versos de mil palavras, notas soltas
Sonhos longos, profundos, eternos
Castelos em traços que descrevo
Estrelas que iluminam e beijam o coração
Piano velho, gasto que agoniza no tempo.!
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
BRILHO DO SOL
Existe um lugar especial para nós os dois
Meu amor, vejo-te em tudo que me rodeia
Mesmo distante nunca sais do pensamento
Nada é mais belo meu amor
Que estar nos teus braços
Sentir o calor dos nossos abraços
Trazes o brilho do sol
Para aquecer o meu coração
A beleza do momento
Que ilumina os nossos corações
Meu amor, eu vou esperar
Mesmo que da saudade sinta dor
Não deixarei de amar-te.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
É O INVERNO
Manhãs ensolaradas de ventos suaves
Noites melancólicas, voam em pensamentos
procuram um momento, uma lembrança
Essência de amor, ausência de dor
Alma que se desnuda diante da paixão
Quatro paredes quentes, doces de ternura
Adorno dos teus beijos, mimos e sorrisos
Adormeço no dias longos, horas lentas
Como um rio que transborda de agonia.!
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
ETERNO INVERNO
Feitas de montanhas mudas e ventos cortantes
Noites de sonho ou realidade carregadas de volúpia
Vestiu-me de amor e despiu-me de saudade
Desapareceu escurecendo os sonhos
Que trazem lembranças, nas asas velozes
Há noites que tornaram-se pequenas torturas
Lutam de esperanças entre nuvens, aurora vencida
O canto do pássaro à janela, cansado do silêncio já vencido
Sentimentos apalpados ao toque dos sonhos adormecidos
Aquecido pelas notas musicais, nos ponteiros do relógio
Bebo o doce o amargo da agônia para esquecer
A sombra dos teus olhos, tento esquecer a realidade
Cega de lembranças, adormeço e sonho noites melhores.
Emílio
Liberdade
Ao me permitires passear no teu mundo
No teu território
Na tua pele
Na tua casa
Abri meu coração.
Adorei cada momento
Cada onda
Cada porta que abriste.
Prometo nunca te invadir
Adoro quem és
Quero a liberdade que há em ti
Para sempre.
(Emílio casanova, "Coisas do Coração" )