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CORASSIS

CORASSIS

Direito




Dai me o direito a ter direito a sombra
que não sou,
ao meu anti gosto predileto
Dai me o direito a mais
do oxigênio contaminado necessário.
Dai me o direito de ser imperfeito
de ser profundamente mediano
Nas decisões assertivas da vida
e nas mediocridades humanas.


 

 
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

AMOR EU JÁ...

Eu já plantei rosas de algodão
No teu corpo nu com o meu
Eu já te abracei sem te tocar
Com os meus braços sem sentires
Eu já reguei o teu corpo
Com as lágrimas da felicidade
Eu já te desenhei no meu corpo
Tatuando o teu nome em mim
Eu já te beijei sem te tocar
Com o meu pensamento em ti
Eu já te amei sem te ver
Com o meu peito a palpitar
Eu já plantei rosas de algodão
Na nossa cama só para amar-te
Veste-me o corpo meu amor
Com o beijo que me despe a alma


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Raimundo Candido

Raimundo Candido

FASTIO

Ultimamente,

tenho carregado demasiado peso:

ausências indefinidas,

presenças indesejadas

e saudade de um doce sal

que jamais provei!

A vontade de conter o mundo

me franze as sobrancelhas

neste nevoeiro denso

a me reter num abraço.

Necessito verter um vômito

inorgânico que se acumulou

em minhas prateleiras:

aclamações induzidas,

anulações forçadas

e as crenças ilusórias

que retraíram meu ser!

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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

HÁ CINZENTOS DIAS

Há dias cinzentos que nos embrulham
De cinzas quentes como o pó na alma
Onde enlaçamos a liberdade no espaço
Sentimos na terra, orvalho da madrugada
São talvez de breves silêncios, os nossos
É amor em gestos das noites e dos dias
Palavras de sombras, sorriso perfumado
Cobre-me com o teu véu poético, não vês?
Se arder então é paixão, é nos teus braços
Que podes aquecer assim o meu coração
Matas todas as sombras que me agonizam
Para beijar o que de melhor há dentro de mim.
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

ETERNO INVERNO

Há noites que são imensas como um eterno inverno
Feitas de montanhas mudas e ventos cortantes
Noites de sonho ou realidade carregadas de volúpia
Vestiu-me de amor e despiu-me de saudade
Desapareceu escurecendo os sonhos
Que trazem lembranças, nas asas velozes
Há noites que tornaram-se pequenas torturas
Lutam de esperanças entre nuvens, aurora vencida
O canto do pássaro à janela, cansado do silêncio já vencido
Sentimentos apalpados ao toque dos sonhos adormecidos
Aquecido pelas notas musicais, nos ponteiros do relógio
Bebo o doce o amargo da agônia para esquecer
A sombra dos teus olhos, tento esquecer a realidade
Cega de lembranças, adormeço e sonho noites melhores.
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

AMOR TU SABES QUE

São para ti todos os poemas
Que as águas da chuva se alimentam
Nas amoras doces que vou colhendo
Entre a tua boca e a minha

Silêncio das soalheiras tardes
Em que te deitas comigo
Olhar que transborda de alegria
Nas camélias que vivem no meu peito
Luxúria nos lençóis, beijo dado em segredo
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Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

Ao menos que sobre o antes ...

Ao menos que sobre o antes,
Se a própria Terra ainda chora,
A má memória das suas gentes,
ao menos q'a minha fé nelas, não morra
Ao menos que só sobrasse o antes,
Porque manhã-cedo haverá guerra,
E acabemos por colher as únicas flores,
No morro ond'ausência de Deus já mora.
Ao menos que sobrasse do ontem...
A liquidez do dia, a noite anuncia mau tempo, vento,
Má sorte ao pobre que nem lar tem,
E um pote d'ouro, á porta do nobre convento.
Ao menos que sobrasse do ontem
Pão, quando não havia fome de trigo,
Agora as florestas entristecem,
Por não morrerem de pé e inclinarem cedo, ao machado.
Ao menos que sobrasse do inda'ontem,
O não haver medos.
Pois dos tempos qu'aí vêm,
Ecoam já os gemidos,
d'outros bem mais antigos.



Jorge Santos (02/2012)
http://joel-matos.blogspot.com
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natalia nuno

natalia nuno

Serenem, serenem...

Não me julguem, nem me condenem
Trago o coração cheio de frio

Serenem...serenem...!
Que minha voz está por um fio.

Talvez
regresse na primavera
Mas esse tempo já não será o meu
Também o jasmim espera
cuidar do odor seu.

Não se pode reduzir a distância
O que lá vai passou...
Visita-me ainda a infância
óh minha mãe triste estou!
escuto-te no vento mágico que ocorre
Nesta tarde... manso e invasor

Tudo morre, tudo morre!
Menos por ti...o meu amor.

Tudo é tão belo, porém triste
Oculto em meu coração
Não abandono a esperança
que existe
E na dor te dou a mão.
Onde encontro consolo ainda
quase...quase menina,
para encurtar a distância
volto ao regaço da infância

Agora que o sol declina...
Eu sonho...ao mesmo tempo choro
e canto
E em solidão acesa
Hoje me sinto ainda tua princesa,
Enquanto durar o sonho...por enquanto!

rosafogo
natalia nuno
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

ESSÊNCIA DE PERFUME

Da essência, perder-se o perfume
Aroma que se enrola no ar
Corpo desprendido do sabor
Lábios soltos, vento da minha alma
Transforma-se num espaço vazio da noite
Transporto o olhar do mar
Entre as lágrimas salgadas
Revoltas de emoções, silêncio das letras
Palavras feitas em melodia suave
Frases que crescem neste encontro
Onde os corpos fundem-se
Fundem-se em almas nos céus escuros
Num abraço apertado e eterno!
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tlb

tlb

Imagem e semelhança

Com um lápis na mão,
sei-me imagem e semelhança do meu Criador!

Com um lápis na mão, sei dar forma, cor...
com um lápis na mão, sou capaz de criar aqui... ali...
Uma letra que parece um desenho...
Um desenho que parece vivo...
Uma vida que chora, ri, entristece e alegra...
Uma vida que sente, um sentimento que vive!

Uma vida que gerei!
Um filho que quando nasce, deixa de ser meu;
Já pertence a si próprio!

Mas pertenceu-me, no instante em que o criei!
O instante em que pus o meu dom a render!
O instante em que me apercebi
Imagem e semelhança do meu Criador!
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

DIFÍCEIS DIAS

Há dias que chegas triste
O meu ser fica triste
Há dias que a tua alma chora
A minha alma chora
Há dias que o tempo é cruel
Fico quieta para que nada te fira
Há dias que o teu corpo arde
No meu corpo nu no claro da noite
Há dias que é insuportável
Saber-te triste sem te poder tocar
Há dias que chegas a casa triste
Magoado e eu nada posso fazer
Há dias que chegas cansado
Como eu chego farta desta vida
Há dias repletos de felicidade
Quando olhamos os nossos filhos
Há dias e dias uns mais duros
Difíceis que outros, graças a Deus.
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

AMA A SUA POESIA

Aqui está um homem que ama a sua poesia
Como ama os lobos e a beleza da natureza
Sempre que cai a noite e é hora de recolher o gado
As cabras, as ovelhas, as vacas para o curral
Hoje o pastor teme contar menos cabeças de gado
Que encaminhou para os prados, lameiros
Uivam os lobos nas tardes vazias nubladas cheias de neblina
O pastor procura o seu cão e a sua matilha
A alcateia anda a atacar os rebanhos e a assustar
Eles têm fome quem lhes pode negar, negar alimento
Os habitantes da aldeia que ameaçam
Violar a Lei e matar os lobos, não é novidade
Afinal eles já os matam e ficam escondidos e mortos
Isto não pode continuar assim dizem os aldeões
Esquecidos os lobos com os dentes estraçalham a poesia
A carne fresca do gado onde nunca houve nem haveria de haver.!
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

É O INVERNO

Inverno frio chega de mansinho
Manhãs ensolaradas de ventos suaves
Noites melancólicas, voam em pensamentos
procuram um momento, uma lembrança
Essência de amor, ausência de dor
Alma que se desnuda diante da paixão
Quatro paredes quentes, doces de ternura
Adorno dos teus beijos, mimos e sorrisos
Adormeço no dias longos, horas lentas
Como um rio que transborda de agonia.!
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

É A MINHA NOITE

Olho a noite, a minha noite
Tantas noites, perdidas em devaneio
Quero voltar a encontrar-me
Mas só o eco da minha tristeza sai
Olho desesperadamente dentro de mim
Quero fugir deste mesmo lugar
Sempre a vaguear noites longínquas perdidas
Ajuda-me, quero voltar a sonhar
Sonhar com o amor, queria tanto voltar a amar
Noite minha, noite luzes cintilantes, brilham em ti
Sombras negras, também as há luz, trevas
Sonho com os teus olhos acariciando o meu corpo
Beijando os meus lábios com desejo e ternura
Perdida em lágrimas de uma saudade profunda
Olho a noite, minha noite perdida no meu peito

31-O8-2020
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

DISPO A ALMA

Dispo a alma do corpo
Visto-me num sonho
Mergulho na solidão
Entre as gotas de felicidade
Das lágrimas caídas
Sentimentos das emoções
Que nasceram vazias
Morrem de tantas sensações
Nas palavras escritas
De tantos amores
Esquecidos, perdidos
Nos sonhos inventados
Por caminhos desconhecidos
Que nos levam a viajar
Pelos caminhos do amor.
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

INVASÃO DA NOITE

Há noites que as lágrimas sentidas
São do coração e das mãos vazias
Das horas vividas e passadas
Invasão de sentidos e sonhos
De um ser que quer dormir
Do sono que esqueceu-se de vir
Um pobre corpo que implora o sol da manhã
E sente a chuva a cair do céu
Há noite a alma e o corpo descansam
Com os desejos contidos nesta noite triste
Perco a emoção e os meus passos
É só vazio e solidão neste pobre coração.
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Gabriela Lages Veloso

Gabriela Lages Veloso

Aster

Com o correr do tempo,
a humanidade fez grandes descobertas.
Aprendeu a dominar a arte
da linguagem, dos números e do fogo.
Porém, no meio do caminho,
em sua sede inesgotável pelo poder,
se esqueceu da simples essência da vida.

É preciso enxergar a vida com lentes de aumento
para compreender as suas miudezas.
Somos seres finitos, e esse é um fato.
Mas é necessário perceber que a
verdadeira morte é fruto do esquecimento.

Enquanto restarem lembranças,
as pessoas continuarão vivas,
como o brilho eterno das estrelas.
E, o que realmente permanecerá serão
os momentos vividos ao acaso,
a bondade sem holofotes,
as amizades sinceras e desinteressadas
e uma compreensão mais profunda de si e do outro.

VELOSO, Gabriela Lages. Poema Aster. Revista Literatura Errante - Memória, p. 28, 22 jun. 2021.
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

SOU O TEU DOCE

Sou doce, suave
Sou eu o teu vinho
A tua taça em desejo
E tu és o meu labirinto
A voz que arde em mim
E me dá asas nas videiras
Por entre o jardim dos abraços
Onde descansas o corpo
Dormindo de beijadas palavras
Chega o amor e sobra-me corpo
No prazer que nunca acaba
Afagos que nos alimenta
Neste videira de frutos
Onde eu sou o teu vinho
E tu o néctar que eu mais desejo.
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Déa Villarinho

Déa Villarinho

POR QUÊ

Por que querer saber o porquê da minha vida
Se a vida tem perguntas nunca respondidas?
O porquê dos porquês é a triste realidade!
Por que sofrer, por que amar, por que perdoar, não ter vontade...
Por que perder, por que ganhar tão pouco ou nada receber
Depois de tanto ter sofrido, amado, doado, perdido...
Por quê?

Hoje as rugas do meu rosto confundem-se: idade ou sofrimento?
Não queiram saber neste momento o porquê dos porquês, pois eu não saberia responder!

A vida, a incógnita vida, é a resposta.
Eu nem sei se sou eu ou se sou apenas sofrer.
Não importa...
No meu perambular pelo mundo, confundo:
Olham para mim e enxergam alegria
Falsa harmonia entre o sorriso e o olhar...
Deixo transparecer um desejo de viver que só a vontade de morrer consegue ocultar.

Por que não encontro respostas se tudo é muito claro
Se a incrível transparência revela que é raro
Responder as razões de um viver obscuro
Que insiste em revelar-se, embora no escuro,
que tudo é nada e nada é tudo?

Jogo de palavras, simplesmente, ou certeza
Que o "tudo" repleto de "nadas"
é melhor que o "nada" inexplicável.
Inexorável!

Por que me perguntar se não entendo o que digo,
Se nem mesmo as palavras convivem comigo
No mais profundo do meu ser?
Há coisas belas, porém encobertas
Que nem mesmo a alma conseguiria ver.

E eu vou vivendo assim... morrendo...
De alegrias falsas,
de tristezas disfarçadas,
de vida mal vivida,
de saudades bem guardadas.

E continuarei na minha indagação
Magoando tanto o meu coração
Por não conseguir me responder
Por quê?
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

ABRAÇO SENTIDO

Hoje acordei a sentir
a falta de um abraço
De um beijo teu,
de uma palavra de carinho
De sentir a falta da tua presença
e do teu sorriso
De sentir o teu olhar
e sentir o doce do teu beijo
Beijar-te até ficar sem fôlego
Hoje eu só queria olhar-te e abraçar-te.
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

AS MINHAS RUGAS

A minha pele é um livro aberto
Uma página escrita da minha vida
Leio-me pelos caminhos das minhas rugas
Revelando a todos que me acompanham
Tudo que vivi. As minhas rugas são o livro
Mais bonito do meu rosto🌹
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

UM POEMA

Queria escrever um poema
Sem dor, com a solidão
E a saudade escrita nas estrelas
Escrevi em cada folha um verso
E senti-me nua, senti o meu lado
O meu lado negro no meu espelho
As raízes profundas do meu livro
Era terra lavrada no ventre perfumado
Aromatizado de terra molhada
Com o vermelho das rosas.
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

EU SEI, EU SEI

Eu sei que Deus ama-me
Que as lágrimas que correm na minha alma
Ele seca-as e jamais desampara-me
Apesar disso queria reciclar a minha alma
O meu corpo frágil ferido de dor
Para começar de novo, apagar alguns rastros
Algumas feridas, olhar para as coisas e a vida
De uma outra maneira esquecer este sofrimento
Que me rasga por dentro, ficando em carne viva.
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

AMOR NÃO POSSO

Não posso mais ouvir em silêncio
Preciso falar, sou metade agonia
Metade esperança que partiu minha alma
Quero a loucura da saudade, do amor
No silêncio das madrugadas quando
O cheiro do orvalho mata-me de desejo
Quase sufoca-me no silêncio do quarto
Quero ouvir o barulho das nossas almas
Para matar esta agonia e desilusões
Eu sei que dentro do meu silêncio
Corre um rio de pensamentos e as minhas águas
Ficam mais claras ao encontrar as tuas
Tu és um raio de sol, nos dias escuros
Uma ave rara que enfeita o meu céu azul
És alma, coração, poema, ternura e dedicação.
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