Lista de Poemas
Explore os poemas da nossa coleção
Gabriela Lages Veloso
Aster
a humanidade fez grandes descobertas.
Aprendeu a dominar a arte
da linguagem, dos números e do fogo.
Porém, no meio do caminho,
em sua sede inesgotável pelo poder,
se esqueceu da simples essência da vida.
É preciso enxergar a vida com lentes de aumento
para compreender as suas miudezas.
Somos seres finitos, e esse é um fato.
Mas é necessário perceber que a
verdadeira morte é fruto do esquecimento.
Enquanto restarem lembranças,
as pessoas continuarão vivas,
como o brilho eterno das estrelas.
E, o que realmente permanecerá serão
os momentos vividos ao acaso,
a bondade sem holofotes,
as amizades sinceras e desinteressadas
e uma compreensão mais profunda de si e do outro.
VELOSO, Gabriela Lages. Poema Aster. Revista Literatura Errante - Memória, p. 28, 22 jun. 2021.
Matheus Dantas
TEMPORALIDADE AMÁVEL
Num compasso intenso.
Preenchendo, os campos inabitáveis das emoções que sentimos
Acima dos toques de prazer concedidos
Onde o desejo toma-nos conta.
E os aspectos do momento proposto,
Torna-se um deleite imutável.
Diante das vistas cansadas que obtivemos,
Entre as orientações defeituosas adquiridas
Para eternizar esse instante;
Alocado dentro de nós.
Tendo a objetividade de dissipar, a dor que construímos
Durante as relações conturbadas,
Sobre o efeito de um mero gesto de afeto
Delineando estes corpos envolvidos.
Na diversidade sensitiva dos beijos e carícias conforme o tempo,
Estende-se mediante aos sentimentos tímidos o qual depositamos
Nesse evento repleto de satisfações,
Numa eficácia de prazer contido entre tantas desventuras.
Onde uma simples formação de fisionomias difundidas
Se caracterizou para suscitar os sentimentos perdidos,
Nas desilusões inteiramente dedicadas a uma frustração já vivida
Perante as transformações que adqurirmos.
E o que mais quero nesse instante,
É simplesmente esquecer, dos acontecimentos ruins
Existentes nos hemisférios atuais da minh'alma.
A fim de mergulhar nos teus braços,
Pedindo o abrigo necessário
Do qual não tive a oportunidade de criar convivência.
Devido as instabilidades, a qual ronda esse conjunto de trejeitos errôneos
Diante da temporalidade;
Que renova amplamente essa conexão de deslizes,
Mergulhando na intensidade apreendida.
Dentre a projeção das óticas que usufruímos
Quando olhamos pela primeira vez um para o outro.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
ABRAÇO SENTIDO
a falta de um abraço
De um beijo teu,
de uma palavra de carinho
De sentir a falta da tua presença
e do teu sorriso
De sentir o teu olhar
e sentir o doce do teu beijo
Beijar-te até ficar sem fôlego
Hoje eu só queria olhar-te e abraçar-te.
A poesia de JRUnder
Alquimia do tempo
Mornas eram as tardes em que te amava,
Entre cálidos beijos com sabor de verão.
As brisas leves ao passar anunciavam
Esse tempo, marco maior da nossa paixão.
Ah! Horas... Por que tanta pressa em passar?
Segundos correndo atrás de segundos...
Não sabem dos amores que como o tempo,
Transformam os corpos amantes em vultos?
Restou somente em nossas memórias,
Um sonho que poderia ser eterno...
E como doce lembrança, sobrevive,
Ao gélido sopro do amor no inverno.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
FORMAS DE MULHER
De um corpo fascinante
É ter a beleza que o tempo transfigura
E continuar a ser especial
Ser mulher é chorar calada as dores do mundo
Ser mulher é cair e voltar a andar
Ser mulher é saber quando o sol nasce
É conseguir encontrar uma flor no deserto
Ser mulher é ter sido escolhida por Deus
É ter os sentimentos francos
E sentir ainda o fulgor dos seus cabelos brancos
É sentir-se como criança e sonhar como uma mulher
Ser mulher é ter o brilho nos olhos quando a noite chegar.!
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
SEM FLOR
Diz-lhes que fui arrastada
Por um sopro de vento
Que me sepultei sem nome
Sem lápide ou ainda sem flor.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
INVASÃO DA NOITE
São do coração e das mãos vazias
Das horas vividas e passadas
Invasão de sentidos e sonhos
De um ser que quer dormir
Do sono que esqueceu-se de vir
Um pobre corpo que implora o sol da manhã
E sente a chuva a cair do céu
Há noite a alma e o corpo descansam
Com os desejos contidos nesta noite triste
Perco a emoção e os meus passos
É só vazio e solidão neste pobre coração.
João Edesio (Jhon)
O natural é mais fácil...
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
AMA A SUA POESIA
Como ama os lobos e a beleza da natureza
Sempre que cai a noite e é hora de recolher o gado
As cabras, as ovelhas, as vacas para o curral
Hoje o pastor teme contar menos cabeças de gado
Que encaminhou para os prados, lameiros
Uivam os lobos nas tardes vazias nubladas cheias de neblina
O pastor procura o seu cão e a sua matilha
A alcateia anda a atacar os rebanhos e a assustar
Eles têm fome quem lhes pode negar, negar alimento
Os habitantes da aldeia que ameaçam
Violar a Lei e matar os lobos, não é novidade
Afinal eles já os matam e ficam escondidos e mortos
Isto não pode continuar assim dizem os aldeões
Esquecidos os lobos com os dentes estraçalham a poesia
A carne fresca do gado onde nunca houve nem haveria de haver.!
ania_lepp
Tristura...(soneto)
Noite escura tenebrosa, o medo
a penetrar por dentro, corroendo,
o vento forte, as ondas se debatendo
insanas, de encontro aos rochedos...
Sozinha, vou em frente, não retrocedo
diante da tempestade enfurecendo,
continuo, pés descalços, chorando,
meu pranto para o mar não é segredo...
Cabelos pelo vento embaraçados,
um cansaço que consome e perdura,
uma saudade que dói e amargura...
Sigo, coração abatido, alquebrado,
alma envolta em pesar e tristura,
fantasma do dissabor e da loucura...
(ania)
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
A MORTE CRESCE
Num odor de todas as letras
Feitas em ciclos escondidas
Onde a poesia terá sempre alma
Por entre marés de sonhos
E os rios sussurram gritos
Pela ressurreição das águas
Sombras que se escondem nas pedras
E morrem a desenhar estrelas
Sonhos nus de poetas vivos ou mortos
Remendam pesadelos escritos num passado
Presente num pano rasgado de que vive
Reescreve de noite de nefastos sonhos
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
LUTO NEGRO
Está consumada a morte esquecida, sentida
Sono entre as pedras frias da funda sepultura
Dorme no nosso silêncio, nossa triste solidão
Vigília do coração, calvário de fragas tão nosso
Sigo a brisa do vento procurando o sal do mar
Gaivota presa da linguagem na areia vulcânica
Que voa baixo para não perder as asas no oceano
Verbo da lua, das estrelas perdido no luto negro
Silêncio que sinto em cada folha que se move
Em cada sombra do caminho que ando piso
O alcatrão quente no toque das rosas feridas
Que sinto lá fora na fria sepultura esquecida
Espera acordar do sonho prometido imperfeito.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
SOU O TEU DOCE
Sou eu o teu vinho
A tua taça em desejo
E tu és o meu labirinto
A voz que arde em mim
E me dá asas nas videiras
Por entre o jardim dos abraços
Onde descansas o corpo
Dormindo de beijadas palavras
Chega o amor e sobra-me corpo
No prazer que nunca acaba
Afagos que nos alimenta
Neste videira de frutos
Onde eu sou o teu vinho
E tu o néctar que eu mais desejo.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
CALVÁRIO
Sofrimento, desprezível dum inútil invejoso
Com o terço nas mãos ajoelhado
Ferro quente cruel, termo da crueldade humana
Lança perversa, madeiro companheiro
Pregado, sofrido, morto, rastro de sangue derramado
Amado, odiado entre caminho de pedras
Monte calvário, a passos dados, dores de amor
Peito trespassado, sangue do pecado só nosso
Onde foi consumado, madeiro nos ombros
Cordeiro morto inocente, pedras quebradas
Tesouro do mundo, fonte de vida da pouca humanidade.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
ACREDITAR É TER FÉ
Senhor aumenta a minha fé porque eu amo-te senhor
Hoje vamos rezar e estender as nossas
Mãos por todas as famílias, quando vemos
O olhar triste de uma criança, que tem fome que vive na miséria
Uma mãe que chora, um pai que corre contra o tempo
Para alimentar a sua família, antes que seja tarde demais
Sem emprego, sem nada, deixaram de acreditar
Eles deixaram de ter esperança, para a sua família
Quantos projectos começaram e não terminaram?
Quantas vezes disseram que desta vez ia ser diferente e não foi
A atitude positiva pode levar-nos longe e tornar tudo possível
Nascemos para viver bem e ser felizes
Para estarmos atentos a todas as oportunidades
Os nossos sonhos são convites para irmos
À luta sempre até ao final da meta, temos de ter fé
na nossas capacidades e realizá-las, facilitará a vida de toda a família
Os passos que dermos são necessários. para sermos abençoados
Com dádivas, que nos permitem aumentar as nossas capacidades
Podemos estar tristes hoje, mas o amanhã poderá dar-nos
Grandes vitórias, após uma tempestade o sol brilha sempre
Quanto maior for a sua luta, maior é a vitória que o Senhor
Tem preparado para todas as famílias, entregamos os nossos propósitos
A Ti, para que tudo se realize conforme a Tua vontade
Desistir? Nunca! Retroceder? Jamais! abençoa todas as famílias
Para que possam ter o pão nosso de cada dia
Pois acreditar é ter fé, ter esperança é acreditar.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
A MINHA ALMA GRITAVA
O meu corpo descosia as linhas cerzidas
Onde eu remendava a minha desalinhada mente.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
LANÇA DE MORTE
De espinhos numa flor, sem medo
Sem temor, amor que abraça-me
Que foge comigo, devassa-me os sentidos
Entranha-se na pele, como um grito colorido
Voz rouca de um eco que acompanha-me
Esquizofrênicos sentidos de lembranças
Feitos de vozes, gritos, gemidos, suspiros
Que iluminam de esperança as lágrimas caídas
De uma quimera fora do tempo esquecido
Vivido de dor, fogo interno neste Inverno antigo
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
DISSOLVEU-SE
Num tempo que nutria-se a alma
Entre o cantar das cigarras
Na pacatez dos campos de trigo
Aconchego das mãos já velhinhas
Na esperança de belos sorrisos
No rosto enrrugado pelo tempo
De uma rara beleza sem fim
Sonho acordado de amor
Como o ventre da minha mãe
Onde se dissolvem os versos
Na voz de encantada poesia minha.ღ╭✿
JORGE FLORENTINO JUNIOR
O SONETO DA LIBERDADE
DE OLHOS ABERTOS E FACA NOS DENTES
LUTADO CONTRA OS DEMENTES
COM CORAÇÃO FORTE E SEMPRE QUENTE,
NO MEIO DA TEMPESTADE TUDO É DIFERENTE
PRINCÍPIOS E MORAL SEMPRE ESTÃO AUSENTES
A LEI SOMENTE PERTENCE AO SOBREVIVENTE
E A HONRA É A FRAQUEZA DOS POBRES DECENTES,
MUITOS FALAM, MAS POUCOS TÊM CORAGEM
POUCOS PENSAM QUANDO A ATITUDE É SELVAGEM:
-TODOS TÊM MEDO DE ENFRENTAR A REALIDADE;
DIANTE DOS OLHOS EU VEJO O PERIGO DESTA MIRAGEM
QUE DEIXO PARA TRÁS PARA CONTINUAR A MINHA VIAGEM
OS MEUS IDEIAIS E OS MEUS PENSAMENTOS GARANTEM A MINHA LIBERDADE.
Jorge Santos (namastibet)
Pressagio de tudo por quase um nada
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
DIÁRIO
A quem eu chamei de amor
Ferido, congelando, guardei
Trancado numa caixinha de dor
Está o diário sonhador
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
É impossível
Sem agradar a ti próprio
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
AMOR DESNUDA-ME
No silêncio desta noite
No arrepio da espinha
De gemidos ofegantes
De tantos carinhos.
Taís Silva
Palavras
Palavras são frias nesse ar
Prendem fragmentos do sentir
Sem elas somos vazios
Com elas somos mortais
Palavras doces encantam
Prendem com nitrogênio o rir
Seu olhar apenas mata
Meu desejo em laço, aço e alumínio
Deságua em seus cais...
Palavras são frágeis
Palavras são imortais
Palavras são promessas
Cruas...
Tuas...
Que me inspiram a escrever
E me render a elas
Em simples versos
em rios de lavas...
apenas palavras de...