Escritas

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Alex Zigar

Alex Zigar

Inconstâncias

Onde estão tuas mãos?
Nesta noite seca elas não desceram
Para acalmar-me da loucura do mundo


Abro a janela
Há tiros e inconstâncias nas ruas

Ficamos sós.
Em noites silenciosas teu corpo nu me marcou
Como o galopar de um animal selvagem

Escuta
Há tiros e inconstâncias nas ruas

Hoje não tenho tua pele na minha
Nem literatura nem poesia


Tenho carros e discussões absurdas nas ruas


Não, não nos entendemos
Ninguém se compreende no tumulto

Fiquei só.
Em noites silenciosas teus seios e tuas pernas
Adentraram sussurrando em meu corpo


Nota
O mundo não tem calma nem cama
Para silenciar-se ou gozar
É apenas tumulto
Que nos confunde e funde na incompreensão
Das mãos


Não sejamos como o mundo


Nesta noite ficamos sós. Distantes.
Ouvindo as inconstâncias das ruas
Sem silêncio nem gozo.


Para saber mais: http://letradestoante.blogspot.com
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Ana Moraes

Ana Moraes

AUSENCIA

A ausência de sentidos
que outrora tanto desejei
me faria não mais sentir dor,
mas também me privaria de sentir
tal profundo e indescritível amor
que hoje finalmente sinto
e que me anestesia em meio
a tanto sofrimento e dor
e que um dia com toda certeza,
há de me tirar de tanta tristeza
e serei enfim feliz, que foi
o que sempre quis, por natureza.

Ana Moraes (2011)

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Carolina Caetano

Carolina Caetano

Folia

Possuem os nomes às coisas
(devemos não ser diluídos)
O homem está dentro do mundo
e dentro dum corpo o teu sítio
- os meus olhos dos teus adormecem -
tu e estes objetos coloridos
um balão, um tear, um talher
vós sois algo tão parecido
neste mesmo jarro de parentes
só essa coisa de barro
(este rancho de nossas almas)
provisionam impávido abrigo:
dá este instante ao sossego
tu que estás dentro agora do tudo
percebeste a fortuna em teu peito?
De ti, dentro, espreguiçava o mundo
num infinito menor instante possível.
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Alexa Stampp

Alexa Stampp

Poema

É na incoerencia das palavras
sem sentido que me faço expressar;
e em versos comedidos
que venho me libertar.

Abro minhas asas,
fecho meus olhos pronta para sonhar,
voo livremente
sem nada a me alcançar...

A solidão e o silêncio
confortam meu coração,
o vento bate em meu rosto;
me alegra esta situação.

Estou no céu e no inferno
sinto minh'alma arder,
mas a calma reina em meu corpo
num doce prazer...

Desejo e falo.
Grito e encerro.
Leio, paro e meço;
no fim tudo sem muito complexo.
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Rabs

Rabs

O despertar

Não nasci da geração da luz ou do bem
O mal me deslumbrou mas o bem me fascinou
Por quanto tempo mais terei que vagar por aqui?
Caído, ferido, feito pó, eis-me fênix ao bater de asas
Ressurgindo do fel e da amargura da escola da vida
Olhem! Uma sobra! Sou eu, você viu? Eu voei!
Quantas vezes tenho que te provar que sou capaz?
Meus joelhos já estão calejados, não faz diferença
Meus olhos que de tempestade eram feitos
Hoje são faróis para qualquer tipo de escuridão
Hoje meu sorriso é eterno por cada lágrima derramada
Qualquer desafio será brisa entre meus dedos
Ao fechar o punho se desfalecerá agora, medo
Você sente? Ele está do seu lado, consegue esquivar-se?
A verdade é que sou capaz por que você é capaz
Sinta! Agora eu sei que posso, é só pensar que posso!
Liberte-se, pois o gatilho depressivo é a desonra
E só quem pode puxa-lo é você! Acorde!
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Carlos Geraldino

Carlos Geraldino

felicidade

Tio Patinhas nadando no cofre

besouro rolando bosta
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Lyard

Lyard

Lugar real

eu sempre tive dificuldade de gostar
gostava por treino,
forçando minhas cordas vocais
enterrando minhas vontades
num cemitério clandestino,
daqueles que não tem indicações,
mas que é sabido ter mortos.

infância, juventude, velhice
foi
vai
vem

eu, eu gostaria de me localizar melhor
naquele cemitério,
mas nem em dias ensolarados é possível.
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Rômulo Luna

Rômulo Luna

Auto-explicação

Ser poeta é ser um ser meio absurdo,
É ver no peito as sensações do mundo
E, ao mesmo tempo, nunca poder tê-las;
E no enganar dos olhos, é sê-las.

Suas palavras o tornam intocável,
Inelegível, angustiado, indecifrável;
Ao mesmo tempo em que o simplifica
E torna fácil explicar as outras vidas.

Ao que promete é posto que se cumpra,
Nem que para sempre carregue consigo a culpa
De descrever, de novo, um adormecido sonho.

Pois some aos poucos na penumbra branca
A acender nos outros a sua chama
Que pulsa solta em seu desvario pronto.

Rômulo Luna
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Alexa Stampp

Alexa Stampp

Passos Equivocados

a dor que sua ausência me causa
se expressa na triteza
de versos incoerentes.

O sorriso se esconde
por de trás das lágrimas...

Sinto me só, frágil, indefeso
lembrando que num breve beijo
amarrei minh'alma a sua
por isso continuo desarmado...

...sigo jogando seu jogo;
ignorando sua predisposição
para brincar com meu coração.

Sinto me guiado
por caminhos errados
para um fim catastrófico,
esperando você voltar.
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Raspa

Raspa

conspiração social

Um mundo de conspirações
cuidado ao respirar
conspiram os pulmões
até te faltar o ar

Atenta ao que dizes
contra ti serão usadas
palavras tuas em aprendizes
constantemente mal utilizadas

Muita cautela ao ouvir
de cúmplice te farão
e na hora de intervir
questiona sempre a razão

É a triste realidade
inquisição de pensamentos
desvalorizando a verdade
falsificando sentimentos
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A poesia de JRUnder

A poesia de JRUnder

Ode ao destino


E faço da noite, assombros
Delírios, enquanto deitado,
Cubro-me com seus carinhos
Como estivesse ao meu lado.

Em meu teatro de sonhos,
Canta a noite, enquanto a lua,
Passeia o luar pelas ruas,
Em tons de prata-azulado.

Faço da vida, desejos
Que vazam pelas janelas
Dos anseios maculados.

Triste, é a felicidade
Que se tem, que ironia!
Por um destino, fadado.
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Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski

Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski

O peito se agita...

O peito se agita,
Estou assim 
Por causa da
tua breve ausência,
Ele se agita 
Por uma vontade
amorosamente vadia,
É uma vontade
imperiosa de reunir 
As tuas saudades
com as minhas,
Escrever para nós
dois é uma ode 
à bem querência
longe de ser vazia.

O peito não
sabe como mensurar
Essa doce
alegria de penar,
Ele se agita
por uma vontade amorosa
De mergulhar
no teu corpo,
É uma vontade imperiosa 
De reunir o teu
sabor com o meu,
Escrever para nós dois
é uma ode à liberdade 
- longe de não nos libertar.

O peito não sabe
como mensurar 
O tamanho da graciosidade
versada sobre nós,
Ele se agita
por uma vontade amorosa 
E vagarosa por cada
pedacinho teu,
Essa vontade imperiosa  
De reunir o teu
amor com o meu,
Escrever para nós dois
é uma ode à descomplicação 
- longe de não desejar
desatar os nós.

O peito se agita,
estou assim por causa
da tua breve ausência,
Ele se agita por uma vontade
amorosa de ser tua,
É uma vontade imperiosa de faiscar
com os arrepios da tua alma,
Escrever para nós
dois é uma ode à paz
que há de te trazer
de volta - e desejoso
da minha calma.


03/08/2012
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A poesia de JRUnder

A poesia de JRUnder

Vidas e mares.


Sou parte do todo, pedaço do roto,
Deste rasgado céu cor de anil.
Nos mares de longe, se buscam os portos,
O amor por amores, o vazio por vazios.

Espelha a verdade, ao largo do corpo,
Que o sentimento a pouco surgiu.
Na alma se gravam os mares e portos,
Se do coração algum barco partiu.
 
Velames ao vento! Empurre a barcaça!
Que o tempo nos leve aos mares bravios...
O amor sopra a vida, que ela se abra,
Ao mundo mais novo que o céu descobriu.

Abrace a brisa que toca seu corpo,
Carinho igual este mundo não viu.
Veleiros nas águas  sombria dos mares,
Porto-esperança que ao sol se esvaiu.
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kurome

kurome

O sol é a lua

Oque aqui se conta, aconteceu há muitos anos. Desde a época dos dinossauros, e tiranossauro, o sol tinha um grande amor pela lua.
     O sol queria falar sobre seus sentimentos para lua, não sábia como, mais resolveu tentar. Ele falou oque sentia diretamente pra lua. Lua ao ouvir tudo aquilo, ficou perplexa. Falou pouquíssimas palavras.
 Lua então disse; 
- Não sei, não sei, me dá um tempo.
Lua pensou que, um ser como o sol nunca poderia ser bom pretendente para ela, afinal, ela é a inspiração de todos os poetas aos mais normais.
     O sol resolveu pedir ajudar para o vento, o vento nem se quer parou, pois não tinha tempo para lhe ajudar.  Já havia se passado muito tempo, o sol queria o amor de lua, é seu carinho, o sol implora para lua amar ele.
     Por favor, faça este eclipse acontecer, saturno guarda nossos belos anéis, então me ame como van gogh amou a arte, me ame como ele amou a vida. 
   Até os dias de hoje saturno ainda guarda nossos anéis , sol ainda espera uma resposta de lua, feliz, triste é angustiada. Queria rapidamente dar o seu amor para lua, é ser amado.
                      
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mcegonha

mcegonha

Quero sentir!

quero sentir! Quero sentir cada pétala de vc. 

Quero chegar a cada bocado da sua alma.

Quero trespassar muros e paredes da matéria,

formar-me fluído universal.




Chegar ao seu coração como um qualquer malmequer,

transformado em bem-me-quer.

Toda a sua essência é flor mulher.




A liberdade é o seu caminho.

O amor o seu destino,

continuo ou continuado.

A certa!

O seu coração só precisa ser livremente amado,

sincero sentimento pela luz purificado.




Por vc e eu apenas encontrado.

Ser feliz é ser livre

amor, momento ou estado.




Amar e ser amado.
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José António de Carvalho

José António de Carvalho

PARA TI

(XIII Antologia Poética "Entre o Sono e o Sonho" - Chiado Editora)

PARA TI

Deixa-me ficar sentado
Nas tuas pálpebras nuas,
Poder ler-te os pensamentos,
Memórias e esquecimentos,
Que trazes em ti guardados
E nos versos insinuas.

Ver no brilho dos teus olhos
As mais belas melodias
Cantadas p’lo coração,
Quentes horas de paixão
Perdidas entre os escolhos
Que resistiram ós dias.

Deixa-me ficar sentado
Nas tuas pálpebras nuas,
Dizer-te que assim me atrevo
Cantar o quanto te devo,
Que tanto tenho sonhado
Ficar nas páginas tuas.

José António de Carvalho, 24-novembro-2021
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Mel de Carvalho

Mel de Carvalho

da hermenêutica do sujeito

apenas o musgo em frinchas irregulares de calçada gasta
no raspar contíguo de cascos puídos
de milhões de pés
passados

...e as folhas,

calendarizadas, uma a uma,

ora murchas, ora acendidas viventes p’la fúria vitalícia do vento
que longo e longe, sopra,
amareladas já,
se desenham a si, hermenêuticas, em queda lenta.

    [redemoinham velas, chamas pálidas, lampadários acesos 
    no azeite de oliva efervescente, comungam-se sacros. isentos de pecado
    seguem. o Inverno purga a alma….
    ... depois, o cheiro da lenha em lareira, dentro;
    o calendário pacifica a vida, na hermenêutica sacra, samaritana… ]

paladina a forma
o desenho e o contorno do corpo do poema
onde epigramas amorosos se entretecem em lábios carnudos de fonemas.

pendular se faz o verbo
d’ética estóica, de simbólico acto de ser afago, de ser centelha breve d’erotismo
- o desejo de dar forma à crueza do voo da águia
do abutre por sobre a carne seca dos mamíferos
na medula da serra,
à libertinagem das asas da antiguidade clássica. o pêndulo de Foulcault…

apenas o musgo entalha a pedra alva em efervescências ferretes
d’incidências pagãs e operância cartesianas.

opulento, o vento, eleva a folha. pousa serena no campanário renascentista da igreja.
aqui em frente!

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simoni_souza0

simoni_souza0

Recomeço

Por que apegar- se ao sofrimento?
É preciso experienciar,
Respeitar o ciclo
E transmutar.
A dor nos permite perceber nossa força,
Mas é necessário deixá- la partir.
Há quatro Estações, 
Nas quais podemos recomeçar.
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Matheus Dantas

Matheus Dantas

PRESSÕES DIRECIONADAS AO PRISMA

Olhares fulminantes dirigem-se para mim, diante do espelho
Observando o fundo da minh'alma,
O transformando como o último acontecimento desse instante
E o seu viés, 
É somente a adequação daquilo está acumulado em sentimentos.
A visão pautada nesse exato momento, intensifica o ódio
E a exteriorização característica neste olhar traz à tona, o sofrimento enjaulado há muito tempo.
 
No qual o corpo
Persiste somente para a sobrevivência ante aos dias que se sucede,
Fortalecendo a sua diretriz sofrível.
Fazendo com que isso seja uma perturbação rotineira
Trazendo dores e medo, constantemente 
Sem ter um porquê convicto.

Restando apenas a irresolução, 
De um caso distorcido pelos próprios pensamentos
Atraídos pela retina infame instaurada neste olhar ao espelho.

Enfim, irei me conter
Vou apenas repelir essa volatilidade que está me sufocando.
Tentando apelar a esses versos tímidos, 
O qual poucos irão ler de fato elevando o entendimento para si mesmos.

Não quero trazer contextos supérfluos 
Mas, o que me sobra neste tempo num formato compreensível
Que talvez, 
É o suspiro de mais uma dia que me sobrevém
Num alarde contínuo de caos e temeridade.
 
-M.Dantas-
21/08/2021.
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LUIZ GONZAGA DE PAULA

LUIZ GONZAGA DE PAULA

TEMPO DE AMAR

TEMPO DE AMAR

 

No tempo em que o amor impera,

Na vida que havia era,

Esqueça essa primavera,

Espera o tempo que tivera.

Afora os dias corridos,

Contudo ainda acredito,

Foi o que restou de bonito,

Em seu sorriso de fera.

 

Demora nos olhos a chama,

Mim faz a cama macia,

Quem sonha sonhos dispersos,

Sempre esperas outro dia.

Navega em rios de seixos,

Deixa-me o corpo arredio,

Com os nervos a flor da pele,

Mesmo os passos desvio.

Pois para chegar onde estou,

Cortei mais de mil caminhos.

 

Quem tem a boca fechada,

A alma lavada havia.

No veio dessa certeza,

Alguma razão carecia.

Não sabe o preço da fama,

Esquece até quem te ama,

E volta no fim do dia.

P´ra que o destino converte,

E trava forte batalha,

No calor de uma contenda,

Se salva mais que trabalha.

 

 

2 108
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Pedro Rodrigues de Menezes

Pedro Rodrigues de Menezes

sofisma das papoilas

depois dos campos 
de batalha
de papoilas

a solidão 
dos gestos
das palavras
das ideias

a morte deixa de ser morte
a vida deixa de ser mote.

(Pedro Rodrigues de Menezes, "sofisma das papoilas")
 

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Carla Pedro

Carla Pedro

Anda

Levanta-te e vem
que o resto
não me importa

quero lá saber
se o vento
traz sal
ou clorofila.

915
4
simoni_souza0

simoni_souza0

Declaração

No silêncio do meu amor profundo,
Declaro em versos o meu amor
que é tão fecundo . 

És a estrela que ilumina o meu céu,
És meu grande amor, meu doce amigo fiel.

És a melodia que embala os sonhos do meu coração,
És a razão da minha plena gratidão, és meu grande amor, minha paixão.   

Neste verso, te entrego meu querer,
Para sempre, contigo vou viver.

Na dança dos ventos e no doce luar,
Minha declaração contigo vou compartilhar. 

No calor do seu abraço, o meu amor se encontra, és a luz que na escuridão reluz e me encanta.

Nas estrelas, traço juras de paixão,
Na lua, nosso encontro prometido 
És minha inspiração, Amor que brota,
Nunca esquecido.
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Matheus Dantas

Matheus Dantas

PRIMÍCIAS PERDIDAS

Tanto discute-se os problemas neste lugar em que convivemos
Que os indivíduos se digladiam entre si
A fim de chegar,
Numa resolução convicta e cômoda.

Mas nada muda,
E essas adversidades apenas se amplificam com o tempo.
Já que há um apego aos conceitos racionais solúveis 
Ao qual não gera frutos.

Mesmo assim, tentam tratar essas feridas abertas
Com estratégias fajutas repletas de efemeridades.
Sem ter um efeito que as solucione, de fato
Caindo no fracasso no qual se sobressai a devassidão. 

Tornando-se perceptível o rumo que estamos tomando
Vivenciando um quadro notório e derradeiro
A qual deposita um crédito no decaimento,
Dos alicerces desta sociedade atual.

Que começa a ter uma exposição produtiva
Enquanto permanecemos inertes a isso.
Nos iludindo a cada instante acerca desse tema,
Pelas futilidades que consumimos 
Nas cadeias midiáticas baseadas no hedonismo compulsivo.

Talvez, a única coisa que nos salve é a prática do silêncio
Vendo tudo desmoronando ao nosso redor.
Mantendo a integridade intacta, 
Em tempos de despersonalidade. 

Valorizando a conservação da essência
O qual desperta a autenticidade
Sem ter o desespero do amanhã,
Pois ele não nos pertence. 

Visto que é apenas um sonho infundado 
Entre os pensamentos líquidos
De um dia que ainda não culminou
Ou seja, é necessário viver o agora.

Antes que seja tarde, afinal
Devemos abrir caminho para que as ações desse momento
Possam ter um rumo corrente,
Esboçando o trajeto do futuro sombrio que nos aguarda. 

São Paulo - SP
15/01/2022.
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