Lista de Poemas
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Jacqueline Batista
Lua...
Selene, Diana, Sin, Cairê
Quantos nomes já deram a você
Deusa de infinita beleza
Assim como sereia
Usa seu brilho para nos inebriar
Eu sou como tuas fases
Às vezes quero me revelar
Às vezes sozinha quero estar
E você consegue me dominar
Meu corpo sofre toda a transformação
O cheiro a sedução
E como animal selvagem no cio
Sou como um vulcão
Caço na noite como uma loba
E sorvo cada gota de excitação
Sou filha de ti, oh lua
E como tua
Na cheia pareço nua
natalia nuno
amor feito desejo...
Mas é pura e serena esta alegria
em que me deixo perder!
Vivo e alguma coisa embriaga o ar
aqui, ali, a esperança, e sempre a fé,
não deixo de reconhecer
que ando agora mais devagar.
Posso olhar-me!
Alegrar-me...
Com olhos espantados
e a interrogação na boca,
depois de tantos passos dados,
ainda confio e estendo os braços á vida,
e vivo-a, louca.
Como a água viva que corre e canta
e é sempre
jovem!
Reconheço-me forte
avanço por entre a multidão
com o coração a pulsar,
acolho o amor e com sorte,
me entrego enlouquecida,
ao amor... a te amar.
Meu peito bate lento,
duma forma perfeita
não há solidão nem esquecimento,
quando a lua cai sobre nós
e aí se deita.
Há muito que meus olhos verdejaram
há a memória ainda fresca desses verões
quando os teus me olharam e amaram
e em uníssino bateram os corações.
Ainda que a vida nos fustigue
e nada seja como dantes
o amor será sempre a verdade
que crepita nos nossos instantes.
Este mistério que nos causa saudade
fogueira onde nos aquecemos
verdor dum bosque onde nos perdemos
amor feito desejos
vivos!
Sonho que não faz ruído
meu coração e o teu cativos
e as águas velozes correndo
no mesmo sentido.
rosafogo
natalia nuno
joao euzebio
ENTRE ONDAS
ENTRE AS ONDAS
DESTA SAUDADE
QUE FICOU
MINHAS LÁGRIMAS
SE ESPALHOU
DENTRO DO PEITO
DEIXANDO NO LEITO
UM RIO
FOI O FRIO
QUE CONGELOU
MEUS PENSAMENTOS
QUE COM O VENTO
NÃO VOOU
ENTRE AS ONDAS
NAUFRAGUEI
QUIS VELEJAR
E NÃO VELEJEI
APENAS SUPEREI
MINHA DOR
DEI A FLOR
OS ESPINHOS
E NESTE CAMINHO
EU SEI
NÃO TEM VOLTA
NÃO IMPORTA
O QUE SINTO
APENAS PARA MIM
MESMO
EU MINTO
QUE SOU FELIZ
QUE ESTE SORRISO
É SINCERO
SÓ ESPERO
QUE ACREDITE
E QUE NÃO CHORE TAMBÉM
POIS MUITO ALÉM
DOS MEUS SENTIMENTOS
SÓ EXISTE MOMENTOS
DE LEMBRANÇAS
SÃO COISAS DE CRIANÇAS
QUERENDO APENAS BRINCAR
FINGIR
QUE SABE AMAR
MAS LÁ NO FUNDO
NAQUELE NOSSO MUNDO
SÃO SÓ LÁGRIMAS
NÃO DEIXANDO OS NOSSOS OLHOS... BRILHAR.
natalia nuno
o suavizar do dia...
esse minúsculo ponto
donde parti,
pequenino, que me trouxe até
aqui,
me traçou o destino e é raiz
em mim.
Ah se não fosse essa linha
traçada, essa estrada
onde vive a minha liberdade
e a saudade
neste cair da tarde,
onde ainda mora em segredo
o sonho, sem medo.
Ah se não fossem os becos
da aldeia e o rio , lembrança
que à minha alma se enleia
tecendo teia
e é melodia ao ouvido,
vinda lá donde
era criança.
Ah se não fosse o salgueiro
a emprestar-me a raiz
e a suavizar-me a travessia
a destruir a barreira do tempo
até ser outra vez dia.
Ah se tardasse o anoitecer
como seria bom viver
renascer, habitar de novo
a vida em abundância
e voar, voar na estrada da distância.
Ah mas como tudo está longe,
longe e perto dos sentidos
ontem, hoje, aqui e agora
onde sonho acordada
onde agasalho como outrora
a vida.
natalia nuno
rosafogo
natalia nuno
há um sonho...
há um sonho
que me acorrenta,
outro me leva até ao infinito,
sonhos que o sono inventa
que me transformam numa ave
me enchem de negrura
outros de felicidade
a sonhar com um amanhã feliz
tendo a vida algum significado
voar, cortar os ares,
ou a deixar-me no meu espaço fechado.
há um sonho
onde não há mais lugar
onde não posso chegar
mas onde sinto liberdade
para novas ideias para a verdade
caminho de felicidade,
agarro.me ao sonho
onde sou criança a brincar
apraz-me sonhar o passado
reaver os tempos da meninice
onde me sonho pássaro leve
que muitos mais sonhos não teve.
há um sonho
em que o tempo me foge
não é de ontem nem de hoje
sonho onde se avoluma a saudade
onde me sinto viajante
pisando o chão verdejante,
onde se enraíza meu coração
onde o vento é leve,
onde há silêncio e solidão
e vou ao encontro da minha loucura
onde circulam meus pensamentos
meus sentimentos, onde invento
minhas musas com ternura.
natalia nuno
rosafogo
Dhiogo José Caetano
A droga nossa de cada dia
Efeitos alucinógenos.
Reflexos taxológicos.
Consequência do desequilíbrio.
Ninguém sabe o que verdadeiramente se
passa.
Uma desordem provocada.
Sonolência, medo, prazer, traumas...
Uma liberdade limitada.
Não sei de nada.
Só sei de mim.
Não é certo, não é correto.
Mas uso as drogas para fugir deste
mundo.
Quero destruir a cadeia que aprisiona a
minha alma.
Julgam-me sem saber da minha realidade
A droga nossa de cada dia.
Estou morrendo aos poucos, sentindo os
efeitos deste entorpecente que gloriosamente abduzir o meu ser.
Aqueles que me criticam são usuários de
substâncias devastadoras como: corrupção, autoritarismo, pedofilia, exílio da
ordem e do progresso.
Procuro a liberdade a qualquer preço,
mas não provoco a morte de inocentes.
Sou um usuário de drogas, sou enganado,
manipulado pelo vício, mas foi a única forma encontrada para concretizar uma
falsa liberdade.
O contexto social que nos circunda é uma
droga letal, poucos são os sobreviventes.
joao euzebio
QUEM É VOCÊ
QUEM É VOCÊ
QUE DE REPENTE
EM MINHA VIDA
APARECEU
FOI SE ACHEGANDO
MANSAMENTE
E SEU AMOR ME DEU
NÃO PEDINDO NADA
FOI COMO O SOL VINDO
PELA ESTRADA
AQUECENDO
O AMANHECER
VOCÊ VEIO ROMPER
A MINHA LUCIDEZ
ME DEIXANDO EMBRIAGADO
DE DESEJO
ENCHEU MEUS LÁBIOS DE BEIJOS
E ME AMOU
DO JEITO QUE SABE
É AQUELE AMOR QUE CABE
DENTRO DO PEITO
ATÉ QUE PARECE QUE FOI FEITO
PARA MIM
E FOI ASSIM
QUE ACONTECEU
QUEM É VOCÊ
QUE ME DEU
O CÉU AS ESTRELAS
E O LUAR
QUE ME FEZ SONHAR
ACORDADO
QUE DESPERTA AGORA
AO MEU LADO
E ME CHAMA DE MEU AMOR
QUEM É VOCÊ
QUE GRUDA FEITO TATUAGEM
QUE AO TEMPO PEDE PASSAGEM
E ME FAZ EM SONHOS... VOAR.
Fernando Oliveira Granja
O homem que me olha
Enide Santos
Epístola-16
Fragmentos de mim
E as mãos dos sonhos
ainda me roçam a pele.
Amparou-me com sua
existência, ocupou meus pensamentos por muitas e muitas horas. Realizou sonhos
meus e muitos outros me ofereceu.
Deu-me sonhos sim, e
para realiza-los impregnou-me de vida.
Seu amor ensinou-me a
não temer a saudade a não fugir dela, fez-me paciente e terna com minhas nostalgias,
seu amor ajudou-me a saborear
cada fragmento do meu
amar. Posso sentir o melhor de você em mim.
Hoje habitam sonhos e
saudades nas lágrimas vivas que agora morrem de mim. Aprendi a andar no tempo,
idas e voltas há lugares que somente meu pensamento é capaz de alcançar. As
horas passam como tem que passar como sempre passaram, e eu? Prossigo sozinha
dividindo minha vida com alguém muito mais frágil que eu, alguém que tenho que
proteger a todo custo e a todo o momento, alguém de quem depende tudo que sou
de onde emana a minha seiva.
Ah! Mas a minha solidão
já não é mais a mesma, ela pressente um riso a vagar, sabe que por trás
daquelas lágrimas está você e tudo que a tua presença deixou, agora a minha
solidão é feita de recordação, cometida de espera e instigada por tão intenso
amor.
Em muitos dos caminhos
em mim, até mesmo desconhecidos por mim, você chegou, deixou marcas vivas que
se rebelam exigindo tua presença.
Já me sangram as mãos,
de tanto segurar as rédeas desta paixão.
Mas às horas vão
devorando os meus sonhos e me vejo só, tendo que por fim em tudo menos em mim.
Enide Santos 14/06/14
Jacqueline Batista
Lindo é quando amamos alguém
Lindo é quando amamos alguém
E mesmo sabendo que jamais iremos tê-lo
Lançamos a ele todo o nosso amor
Em forma de gotas de desejo
Desejo de vida longa e prazerosa
Desejo de felicidade infinita
Desejo de paz aonde quer que vá
Lindo é quando amamos alguém
E mesmo na ausência estará
Para sempre presente
Na memória de momentos
Na lembrança de sensações
Nos sorrisos sinceros
Nas palavras que nunca foram ditas
Lindo é quando amamos alguém
Carla Pais
Desculpa meu amor
Fogem-me as palavras que usaria nesta folha para te
falar de amor. Talvez, no fundo, as palavras nunca tenham
existido, talvez não passem de invenções delicadas que o
amor nos oferece a cada intervalo de silêncio – desculpa
meu amor não ter nascido com o dom de tecer as palavras certas
para construir poemas que te enobreçam a alma,
ou que te aliviem o cansaço dos olhos, pois isso, já outros o fizeram;
os poetas abandonados à leveza das penas que trouxeram ao papel
todas as dores do mundo e mais as nossas. Desculpa meu amor,
mas as palavras teimam em debandar-se e não sei se voltarão depois,
suspeito que o amor não se escreva hoje como outros o escreveram, e,
por assim ser, o gastaram como gastamos nós todas as páginas em branco
que teimosamente desejamos escritas.
RITA FLOR
GENTES E SAUDÁVEIS ELEVANDO-SE ( Uma reflexão micro-elevada..sem pretensão ...que verdadeira ) Rta.
Fernando Oliveira Granja
A Morte subjacente
joao euzebio
SENSUALIDADE
ME AFAGA
ENTRE UM DESEJO
E OUTRO
ME DEIXANDO LOUCO
E FEBRIL
SÃO COMO CHUVAS
CAINDO NAS CORRENTEZAS
DESTE RIO
ME AFAGA
ENQUANTO EM
AQUEÇO ME DESTE FRIO
QUE A CHUVA DEIXOU LA FORA
POIS SEI QUE NÃO DEMORA
ME FARA ENLOUQUECER
ME DERRETER
EM SEUS BRAÇOS
ME DESPEDAÇAR
EM PEDAÇOS
ME FAZENDO DENTRO DE VOCÊ
SUMIR
ME AFAGA
ME BEIJA LOUCAMENTE
ME SUGA
INDIFERENTE DESTE DESEJO
ROÇA SEUS LÁBIOS NOS MEUS
POIS O BEIJO QUE ME DEU
ME FAZ SONHAR
DELIRAR
DE PRAZER
SINTO ESCORRER
TEU CORPO NO MEU
SÃO OS DESEJOS TEUS
QUE DERRETEU
NESTA CAMA
FEITO CHAMAS
QUE NÃO SE APAGA
QUE APENAS SE PROPAGA
EM
INFINDÁVEIS
... DESEJOS.
ME AFAGA
E DEIXA O TEMPO PASSAR
DEIXE
QUE O LUAR
NOS TRAGA ESTAS ESTRELAS
ENQUANTO ADORMECE
E AQUECE OS SONHOS MEUS
POIS TE QUERO
E PARA SER SINCERO
SEJA MINHA
QUE EU SEREI... SEMPRE SEU.
Remisson Aniceto
Aborto
Baseado no depoimento de um casal arrependido
Ontem,
um tiquinho de nós se foi
sem querer, mas por querermos
e levou com ele nossa alma,
nossa vergonha, nosso pudor,
nossa fé e coragem.
Ontem,
um tiquinho de nós chorou,
lutou até o fim
e partiu.
Partiu os nossos corações,
venceu a nossa ignorância,
nossa imoral, nossa impiedade.
Ontem,
um tiquinho de nós se foi,
um tiquinho de mim, um tiquinho de ti,
uma promessa de amor e felicidade,
uma paz infinita...
Nós o mandamos embora
sem carinho, sem proteção.
Ontem,
um tiquinho de nós se foi
e levou TUDO de nós.
Hoje, amanhã e depois
e sempre
estaremos sós com nossa maldade.
Ontem,
matamos um tiquinho de nós
e morremos TUDO!
Remisson Aniceto
Desatino
Olho-te e não te vejo.
Não és mais o que antes vi.
Procuro ver o que desejo
e desejo o que houve em ti.
Tudo é mudado, tudo é estranho...
Tudo difere do que vivemos.
A imaginar como fomos nos pomos
e tão alheios de nós nos percebemos...
À hora morta, é morto o riso
e do vento a ladainha nos ouvidos
insiste que o Amor é preciso
mas não adianta: estamos perdidos.
O tempo é escuro... a voz não fala...
No alvorecer dos belos dias
deixamos os sonhos. Nada nos abala.
Só nos resta agora a alma fria...
É mudo o meu ser mas não mudei.
Duas almas opostas no mundo.
Quando tu dormiste, acordei.
Vejo um corredor escuro e sem fundo...
marcelomalves
Sakuragi-cho
Remisson Aniceto
TAMtos mortos
De quem é a culpa?
Do homem-máquina?
Da máquina-homem?
Da máquina-máquina?
Ou de todo o maquinário?
E o que diz a caixa,
a caixa queimada,
a caixa “imune” à queda,
a preta caixa-preta?
Será que gritos, choros,
gemidos, ruídos,
frases entrecortadas,
palavras desmembradas
denunciam culpados?
De quem é a culpa?
Da chuva? Da pista?
Da torre?
De quem já morreu?
E a próxima culpa?
De quem há de ser?...
Minha? Tua?...
niso
Petição
Na vida em que vicejo
Tenho estranhos momentos.
Em cada hora revejo
Flutuantes pensamentos.
Dia que começa e acaba
Apontando ao futuro.
Dia de longa meada
Que se tece com apuro.
Vida que por mim passas
Meus sonhos não desfaças
Que me deixas inseguro
Não tenho mais pedidos
Nem desejos escondidos
Nem desígnio obscuro.
Carlos Alberto Godinho
INSTANTE INEXPLICÁVEL
Adentro aquele salão iluminado
Nada havia de luzes incandescentes
Apenas velas no candelabro, tochas fumegantes
Eis que surge um som semitonado
E como um balsamo penetrante
Invade da flamenca guitarra um dedilhado
Não sabendo se é sonho ou se é miragem
Pensamentos vão tomando vida
Pareço estar bailando em Andaluzia
Apaixono-me deixo-me levar pela viagem
Embriagado em meus braços a prometida
A cigana bailarina cuja face reluzia
O sangue ferve, aflora em mim o meu gene Espanha
E nesse lúdico delírio, vou mergulhando
Ouvindo palmas da Catalunha, rítmicas e cadenciadas
Uma rosa rubra minha mão apanha
Que século estarei navegando?
Intruso ou não, faço parte dessa madrugada
Hipnotizado dentro do olhar da espanhola
Pareceu-me que fosse me tragar do futuro
Seduzido, como homem e a sereia poderosa
Resisto. Vagarosamente volto a mim, obscuro
E da fração de segundo em que dançou as horas
Veio um rastro de batom e também a rosa
natalia nuno
fantasio...
Entra o luar pela janela
a toldar-me o pensamento
nada mais para além da solidão
eu e ela
e a obscuridade da noite
tudo mais lá fora ao relento.
Saudade distância sem tempo
olho a janela o luar entra por ela
fantasio, deixo-me num faz
de conta, sorrio,
é hora da libertação,
dum sonho maior
ouço o bater do coração
ignoro o luar que atravessa a cortina
é meu companheiro
desde quando era menina
no meu mundo inventado
e dormia comigo, ali, lado a lado
surgia da fresta do telhado.
Hoje há uma teimosa vontade
e um sonho suspenso
de procurar na saudade
a menina em quem sempre penso
seus passos ficam martelando
minha mente
fecho os olhos, vejo os dela fielmente,
atravesso a ponte da lembrança
e no sonho cresce a esperança
saudosa de mim,
volto ao tempo de criança...
natalia nuno
rosafogo
niso
Às minhas inumeráveis quedas
Canto hoje a minha vida de quedas
Com o zelo de um coleccionador de moedas
A minha primeira queda
Foi tiro e queda.
A minha segunda queda
Foi brutal e cega
A minha terceira queda
Foi um simples desarreda
A minha quarta queda
Foi como deslizar num escorrega
Ai, a minha quinta queda
Não a troco por qualquer moeda
A minha sexta queda
foi triste mas também leda
Minhas inúmeras quedas
Por veredas
Barrancos e alamedas
Às vezes são cinzas
Outras labaredas.
Nem nos Vedas
Há tão infindas.
Niso 4.6. 2014
Paulo Jorge LG
Sem Te Encontrar
Não te fixei o olhar,
Nem te consegui dedilhar,
Sem encantamentos,
Nem emolumentos,
Dilui-me em dor,
Em puro torpor,
Imolado na loucura,
Que perdura,
Deixaste-me o perfume,
No meu azedume,
E eu sequei as saudades,
De todas as inverdades,
As lágrimas contidas,
Do coração vertidas,
Ninguém bateu à porta,
Da minha natureza morta,
O sol nunca mais nasceu,
Quando o assombro se perdeu,
Enviusado no sentir,
Extinto ao resistir.
Lisboa, 21-10-2013
natalia nuno
o riso...
o riso se entretém na minha boca
a saudade me aquece na solidão
neste tarde chuvosa e louca
gargalhamos dando a mão
enquanto sonhamos
já levamos a vida inteira
trazemos tudo na memória
onde até a alegria é ilusória
o sonho furtivo
porém ainda vivo.
quando a nostalgia é
nossa companhia
descanso o braço no teu braço
a vida é ainda generosa
e eu amo-te...
romã
natalia nuno
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