Escritas

Lista de Poemas

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Isabel Pires

Isabel Pires

Descoberta

Mesmo que transmutada

em palavras

ou ondulações de beijos a marcar as marés

ou até em filamentos geométricos de sorrisos

é sempre a tua luz que encurta a minha solidão.


Jordan Sweke

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PÉRICLES ALVES DE OLIVEIRA - THOR MENKENT

PÉRICLES ALVES DE OLIVEIRA - THOR MENKENT

UMA VELA AO DESERTO


Tudo mudou em minha rotina final. No descampado a fome e a sede são sempre maiores. Em vez de anjo, lobo me torno. Não nego a condição,

Quando ela apareceu de repende, eu já estava aos ossos, padecendo de desejos e de sonhos.

"Por que você está triste, mocinho?", sussurrou-me com o vento ao ouvido, mal sabendo que foi pelo atropelo de uma puritana.

Com seu lindo olhar interrogativo, quis saber mais coisas, mas o que melhor aprendi na vida é como me escondo.

"Não temes meu deserto?", perguntei de pronto, já lhe ansiando.

"Não, menino, não tenho", firmemente ela sorriu respondendo, como se eu fosse um canarilho perdido no próprio ninho.

"Conte o que aconteceu?", insistiu ela.

"Não, não conto".

De toda sabedoria a de que mais gostei foi dos silêncios e dos segredos. Lilith tinha a pele clara e a alma negra, ela sorria como um anjo. "Não, não conto, e pronto", iria poupá-la das sombras.

Então ela esticou a mão direita e pegou em minha mão. E sorrino meigamente disse "Transcende, menino, e pronto!".

Na mesma noite, amei-a numa cama e num sonho!
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ania_lepp

ania_lepp

Promessas...

Os dias eram lânguidos
e prometiam ternuras,
gestos, afagos,
mas vieram as chuvas
e as chuvas levaram
as delicadezas prometidas...

Hoje faz sol...

Porém, nada mais faz sentido
na aridez dos meus dias
sem você...
(ania)

(Ouvindo No promises - Icehouse)
https://www.youtube.com/watch?v=-o9BCQP0cns
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um-poeta-qualquer

um-poeta-qualquer

Relato de um dia comum

Sentei-me para escrever, mas já não sei porque o fiz. Queria contar-lhe como estou a me sentir, porém, não sei se é possível. É tão difícil caro leitor... não consigo explicar-lhe. Entretanto, "tentar não custa nada".
Sinto-me triste na maior parte do tempo. Se não estou a me sentir assim, sinto uma angústia. É uma sensação de "frio na barriga", de aflição. Raros são os momentos em que estou alegre. São tão raros, tal como a única estrela a brilhar num céu escuro. Esse céu é meu ser. Ser esse que pressinto estar morrendo aos poucos; quiçá, já está.
Leitor, não vejo mais esperança. É como se estivesse eu numa ilha deserta rodeada por um mar de desesperança, de angústia, de tristeza... de solidão. É isso... a solidão. Ela insiste em me fazer companhia, mesmo que eu não a ache muito agradável. (Convenhamos, quem é que gosta de uma visita chata em casa?) Mesmo eu a desprezando, ela não me deixa. Deves estar pensado: - Encontra uma companhia, assim não estarás mais sozinho. Essa não é a questão, meu caro. Mesmo com companhia, a abominável solidão ainda me assola.
Queria terminar meu relato dizendo que estou a me sentir bem agora. Queria poder dizer que somente comecei a escrever para me distrair, colocar o que sinto no papel e assim poder me livrar, de alguma forma, desses sentimentos que a mim não fazem bem. Todavia, a ti e a mim irei decepcionar. Não me sinto nada melhor.


Autor: RSS (Um poeta qualquer)
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Carlos_Gildemar_Pontes

Carlos_Gildemar_Pontes

COM A SEDE DAS FORNALHAS

Eu passava os dias sonhando
com a mulher amada
achava que ela viria um dia
em camisola transparente
andando ao meu encontro
na displicência de quem demora
e o vento colava a camisola em seu corpo
e me entorpecia de desejo
à noite ela me visitava o pensamento
e nós conversávamos baixinho
para não acordar os outros da casa
e ríamos baixinho
fazendo gestos com as mãos
e encolhendo o corpo num abraço
horas a fio fiávamos o tempo
e nos beijávamos como noivos
e nos amávamos com a sede das fornalhas
que aqueciam os engenhos de cana
eu lembro de tudo que quase foi
cada pedaço de nós que costuramos
com as linhas da solidão.
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fernanda_xerez

fernanda_xerez

ALMA TRANSPARENTE

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Taylor

Taylor

Sentimentos

Vivemos em uma plácida ilha de ignorância
cercados por infinitos e negros mares.
Você e eu somos apenas um retrato do tempo
uma mentira,palavras sem uma rima.
E de vez em quando, todos nós temos um sentimento
de um grande vazio dentro de nós se abrindo.
e eu realmente queria que alguem pudesse ajudar.
Seus demônios alguma vez te deixaram ir?
Quando você tentou apunhalá-los, eles se esconderam bem fundo.
todas as coisas que não te matam, te criam o desejo de estar morto
Pegue minha mão, me dê uma razão para começar de novo
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Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

O sabor da terra …





sabor da terra ...


O sabor da terra é parecido ao da água,
A acrescentar os meus sentidos a chuva
Que cai e molha, não importa de que mar
Distante ela é, de que mundo que não vejo

Mas sinto cheiro de terra molhada e cerro
Os olhos pra que não fuja por eles o desejo,
O prazer do odor que nunca foi meu, mas inunda
O meu sossego e leva-me pela mão,

Longe da terra não existo nem soa real
O sonho que tento viver, imerso no verde
A pastar gado na bruma, indistinto é o serro,
Ermo o pensamento meu, quando escuto

É apenas o meu coração batendo ou não,
O sabor da terra é parecido com o a água,
O que eu não esperava é a própria imitação
De silêncio com que chuva cai no meu rosto,

Como se conhecesse meus inúteis segredos,
Ou sabendo da ausência de ruído no meu peito
Real ou faso. Ausente abaixo dum céu
Que lembra o que pra lá dele há, pressinto outro céu,

O meu ...

Joel Matos (03/2017)
http://joel-matos.blogspot.com
722
ania_lepp

ania_lepp

Entoar versos, o coração afaga...(soneto)

A noite é longa sem um acalanto,
horas vazias de cruel solidão,
o breu tudo cobre, feito manto
que envolve, aperta sem compaixão...

Da janela, avisto cada canto
da rua, pensando na aceitação
de ser tão sozinha e nos tantos
dias solitários que ainda virão...

Pego a viola, encontro guarida,
a saudade é menos dolorida,
a canção, aos pouquinhos, afaga...

Entoar versos sana a ferida,
mima e deixa a alma nutrida
e de carinho, o coração alaga...
(ania)

(Ouvindo Tears From My Eyes - Detroit Blues Band)
https://www.youtube.com/watch?v=75xRuoQV_BY
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Paulo Sérgio Rosseto

Paulo Sérgio Rosseto

ATRIZ

Procura o sorriso claro, impar
Deixado talvez colorindo
Junto às manchas reunidas
Arrancadas dos panos usados
Pendurados entre as chaves
Dos chuvosos dias de fim de outono

Busca aonde a chance da morte não bate
Próximo às pegadas no barro
Das estranhas estradas desertas
Ou nas peneiradas areias
Seladas por ventos firmes
Em ritmos, rimas e suores

Traz suas doces uvas maduras
Para o nosso vinho evoluir
Decantar nos silêncios confiados
Aos caramanchões solitários
Enlevados pelas vivendas
Enevoadas e em nada iluminados

Cuidarei das pétalas amarelas
Dos aromas e do risco
Decepando as percepções
Os preconceitos entre o palco
O carisma, a praça, o júri
A plateia, o vinco e a taça
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ania_lepp

ania_lepp

Imaginar...Sonhar...(soneto)

Pintar...trazer para a branca tela
uma imagem de sonhos, encantada,
com pinceladas, a impressão aquela
que a mente traz guardada...registrada...

Pintar...fazer da pintura, janela
de viagens com a alma maravilhada,
deixando impressa pequena parcela
de uma imaginação privilegiada...

Desenhar...animais, flores, marinas,
florestas, também antigos casarios
e deslumbrantes paisagens alpinas...

Usar...lápis, pincéis, tintas...desenhar
mares...cascatas, correntezas e rios...
imaginar...viajar...sonhar...pintar!
(ania)
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Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

É a poesia parte …





É, de inegável maneira arte, a poesia,

Só por isso existo e esta alma que pensa,
Inconsciente que está sonhando, suave
O sonho, claro qu'é "vida-sentido-único",
Só porqu'isso existe e são meus braços e

Cansaços, sonho sem sentir aquele sonhar
Perfeito que se pode afirmar ser maior arte
Ou apenas consumo de mercearia, detergente,
Mercadoria "a-metro", falo p'los cotovelos,
Ensinei-os a mentir com sentimento qb.

No entanto não canso de prometer a mim
Mesmo um fio de cabelo com o pensar d'prata
Numa ponta, assim oval quanto o imenso
Universo, que é a esperança de ser tud'isso,
Só pra isso existo tod'eu, suposto Rei-Sol,

Deposto quando a serenidade da manhã
Acaba e se torna relento de fim-de-tarde,
Que sentido esta'arte de ser o tempo todo
Eu e não ser minha a fé, que a outros sabe
Tanto a sucesso e o meu falar implora

Essa inigualável maneira e forma d'arte.

Joel Matos (07/2017)
http://joel-matos.blogspot.com
701
Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

Alma e lírica …








A alma lírica dá passadas vastas como sínteses,
Que é feito do mundo, porque breve meu olhar é
E antes que esqueça envelhecida a voz e o senso
Que se perde como se fosse pele do céu, eu víbora

A alma lírica de partida que se pensa num auge,
Embora eu mal seja réptil corvo, outro a sonhar
A própria voz em homenagem a quem não serei,
Vasto como síntese porque o nada é impossível,

Nem os sei descrever, distrai-me do que é viver
Passadas curtas ou caminhar a par doutros seres
Que não conheço, de cabelo mais vasto que o meu,
Incómodo o meu desejo de no infinito haver fim

E saber do que é feito tudo, havendo céu por-de-meio,
Ou então por-de-baixo um mundo que-se-não sabe,
Templo Ilusório, alma lírica, extracto de tristeza,
Loucura sem perdão, sou somente homilia, sentindo

Que sou nem quem, mas quem nem pareço, ausência
Sem remédio e antes que o vento vença o cerro, antes
D'antes mesmo da cigarra e as semelhanças morrerão
comigo, anatómicas, como acontece a quem enlouquece

Triste por a última vida ter sido gasta num ápice,
Porém fiz ao sonhar triste aparência de tão pouco,
De facto o que sou, quando exilo de-dentro de mim
O ruído de todo o mundo e mais o outro todo ...




Joel matos ((02/2017)
http://joel-matos.blogspot.com
680
Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

Diário dos imperfeitos





Diário dos imperfeitos


Às vezes preciso tanto de saber
Porque ponho todas as minhas
esperanças nas rosas e ignoro
os malquereres, fazem-me lembrar

O aroma perdido da natureza, a seiva
O desejo de não saber o que quero,
Qual dos caminhos tomo, o coração
Ou o cérebro que não vê, nem tem

Dor odor, imagino milhares na minha
Campa quando não puder mais ver
Nem saber sequer quem as pôs, não
Preciso estar indeciso no que preenche

A divisão da minha alma nem agora,
Nem para sempre, digo quem me dera
Ter a esperança que tinha, líquida
Quanto no parque infantil e criança

Depois demiti-me de ser da terra
Pedaço chão, pedra e encarnei do poeta
O ofício de sonhar um mundo completo
E novo e é nele que ponho esperanças

E dele cuido, como se fosse jardim meu
E todo mundo, mesmo neste imperfeito
Tempo,às vezes preciso mesmo é de
Tempo e de ânimo onde deposite este

Sonho que fiz meu, este é o meu ofício ...

Jorge Santos (02/2017)
http://namastibetpoems.blogspot.com
686
Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

A onze graus da esperança toda





Faltam sonhos

Nas casas da esperança,
Voltam calmos quando
Deles se fala pra dentro,
A outra fase do silencio,
É a lembrança partida,
Que destes tenho e dessa sobrevivo
Instante a instante,
Momento a momento,
Quando os sonhos voltam aos anjos,
A casa dos sonhos é ao fundo,
Na estrada
Para Entepfuhl,
A onze graus North-West
De toda a esperança e que me levará
Até ao fim do mundo ...

Jorge santos (02/2017)
http://namastibetpoems.blogspot.com
683
Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

Fim de sessão …





Torno sem palavras, dos turnos

Que as alvoradas fazendo vão, sulcos
Nos meus olhos vãos,embora
Não digam nada as mãos me falam

Sem entusiasmo do tempo longe
A vida que vivo de tarde substitui
A que vã tive ind'agora manhã cedo
Daqui a pouco acabo as palavras

Então não sei mais ser,trono não tenho
Ceptro ou manto de monarca do Tempo
Sulcos nos meus olhos se vêm
Só eu vejo o coração, casa fria, triste

Sem palavras em torno, torno
Sem palavras, fim de sessão ...





http://joel-matos.blogspot.com
Joel Matos (04/2017)
638
Baal_Otavio

Baal_Otavio

I - Há um mar que nos derrete

I
Há um mar que nos derrete
Na decomposição dos dias
Há um ar que nos devora
Na demolição da aurora

No oceano em que me escondo
Há secura, imprudência e gozo

Corro para não chegar...
(Bernardo Almeida)
305
Wagner

Wagner

Viver?

Uma dia me perguntaram, o que é viver? e eu sem pensar respondi.
Viver é compreender o por quê de estarmos aqui,
Viver é saber que tudo tem um começo,meio e fim.
Viver é ser livre, e não aprisionar para não acabar aprisionado.
Viver é uma arte, que não pode ser expressada, que não pode ser escrita e nem pouco ser desenhada.
Viver é não se privar do que a vida tem a te oferecer.
Viver é não deixa que outros façam escolhas por você.
Pois no final vc é quem vai conviver com o resultado.
206
Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

Pois que eu desapareça






Pois que eu desapareça.

Anseiam por noticias da minha morte,
Dou-vos o estéril, devo-vos a dor
Que não me vem, não a tenho real,
Essa não, o real é sal e eu só sou um tal,

Anseiam por notícia da minha morte,
Pois que guardem a vida vossa a sete,
Oito trancas, pois eu não morri no começo,
Nem morrerei no final do acto, só depois,

Esta minha alma fria é aço e não chora
Com o nascer do dia, nem morre agora
Com o ultimo bocado do sol, pra morrer á
É preciso somente parar de sonhar

E eu não paro, canto até me deixar dormir
Ou quando não tiver mais remédio,
Como outros estéreis, ou vontade de viver,
Que a tenho de real e imensa,

Anseiam por noticias da minha morte,
Dou-vos a agonia minha em prosa
E o sal provém desta lágrima que teima
Em não parar, é realmente água falsa

E flui, fluirá depois que eu desapareça...




Jorge Santos (04/2017)
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738
MinSaurica-Len

MinSaurica-Len

O fim de um nós

Meu peito está acelerado
Minha mente está a mil
Meus ossos estão se quebrando,
Me sinto tão vil!

Seus olhos vejo ao longe
Clamando por meu ficar
Caso fosse antes,
poderia funcionar.

Meu sangue se esparrama
Meus olhos esbugalham
Não sou mais eu,
Minha vida foi para o ralo.

473
Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

Valham-me as palavras boas …






Valham-me as palavras boas,

E tudo que haja a devolver
Seja composto do falar,
Natural tanto como o dia

Ao nascer e a hora que foi,
Valham-me as palavras,
As maduras e as outras
Azuis da cor dos beiços

Que trago neste lugar,
Que pra mim é a alma
E a devolvo porque real
Existe e o falar é vão e

Compósito demais, valham-
-me as palavras e o dever
De pôr o coração à frente
Das costas quando digo:

-Valham-me as palavras
Em tudo que haja a devolver
Por mais pesado ou leves
Tanto quanto folhas mortas,

Cabelos de prata, horas que fui
Real, postiça a ilusão, inútil sou
Eu só, valham-me palavras,
As más...as doces e as boas.




Jorge Santos (04/2017)
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654
Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

Gostei de preencher de sonhos, instantes





Gostei de encher de sonhos pequenas nações

E o que atrás eram pombas dormindo apenas,
Deixei um tear de instantes, paixões do que entre
Mim e elas há ou houve e nos pacifica de veludo,

Gostei de encher de sonhos os que conheço,
Indivíduos que lembram sem querer, pombos.
Imito as próprias vozes deles todos a falar,
Depois talvez eu endoideça, há um sexto sentido

Que me diz não serem pombas dormindo em
Camas de veludo, mutantes doutros mundos
Que não este de pequenas nações, calmas pombas,
Pensar eu que tudo é assim, espécie de sonho

Enchendo sonhos e outras nações pequenas,
Imaginações e paisagens suspensas, suspeitas,
Mar que seja de penas, tear d'aves feitas,
Nem sei do que estou falando, veludo e dia.





Jorge Santos (04/2017)
http://namastibetpoems.blogspot.com
642
Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

A onze graus da esperança toda




Faltam sonhos
Nas casas da esperança,
Voltam calmos quando
Deles se fala pra dentro,
A outra fase do silencio,
É a lembrança partida,
Que destes tenho e dessa sobrevivo
Instante a instante,
Momento a momento,
Quando os sonhos voltam aos anjos,
A casa dos sonhos é ao fundo,
Na estrada
Para Entepfuhl,
A onze graus North-West
De toda a esperança e que me levará
Até ao fim do mundo ...

Jorge santos (02/2017)
http://namastibetpoems.blogspot.com
535
ania_lepp

ania_lepp

O Toque que eu dei...

Você nem viu
O toque que eu dei...
A flor, a fantasia
Que adornei...
O verso, a emoção
Que ocultei...
Você nem viu
A dor, a máscara
Que usei...
O rosto, a lágrima
Que enfeitei...
Você nem viu
O sorriso, a agonia
Que disfarcei...
O coração, a mágoa
Que guardei...

Você nem viu
O toque que eu dei...
(ania)

(ouvindo Breathe you in my dreams - Trixie Whitley)

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