Escritas

Diário dos imperfeitos

Jorge Santos (namastibet)




Diário dos imperfeitos


Às vezes preciso tanto de saber
Porque ponho todas as minhas
esperanças nas rosas e ignoro
os malquereres, fazem-me lembrar

O aroma perdido da natureza, a seiva
O desejo de não saber o que quero,
Qual dos caminhos tomo, o coração
Ou o cérebro que não vê, nem tem

Dor odor, imagino milhares na minha
Campa quando não puder mais ver
Nem saber sequer quem as pôs, não
Preciso estar indeciso no que preenche

A divisão da minha alma nem agora,
Nem para sempre, digo quem me dera
Ter a esperança que tinha, líquida
Quanto no parque infantil e criança

Depois demiti-me de ser da terra
Pedaço chão, pedra e encarnei do poeta
O ofício de sonhar um mundo completo
E novo e é nele que ponho esperanças

E dele cuido, como se fosse jardim meu
E todo mundo, mesmo neste imperfeito
Tempo,às vezes preciso mesmo é de
Tempo e de ânimo onde deposite este

Sonho que fiz meu, este é o meu ofício ...

Jorge Santos (02/2017)
http://namastibetpoems.blogspot.com
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Comentários (2)

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namastibet
namastibet
2017-09-30

Finjo compreender os outros Sobretudo os mortos, minha memória Tanto faz lembrarem quando for Se nada fiz de bom a ninguém Nem a mim tampouco, indiferente Ao circo, a indiferença é um cinzel Que me iguala aos outros nos cantos, Reduz arestas, sobretudo aos mortos Das campas rasas como estas daqui chuva é detergente erva não cresce Finjo entender dos outros sobretudo A poesia, não faço parte do publico Fraudulento estragado, não me apraz Ser enterrado no vão de um buraco Feito no chão igual aos outros mortos Aos quais o inútil não destrói, a mim Me dói tanto que me transforma em Lívido, eu que era do tom das alvoradas De total silencio de quando tudo é mudo Finjo compreender os outros qb

namastibet
namastibet
2017-09-30

Finjo compreender os outros Sobretudo mortos, minha memória Tanto faz lembrarem quando for Se nada fiz de bom a ninguém Nem a mim tampouco, indiferente Ao circo, a indiferença é um cinzel Que me iguala aos outros nos cantos, Reduz arestas, sobretudo aos mortos Das campas rasas como estas daqui chuva é detergente erva não cresce Finjo entender dos outros sobretudo A poesia, não faço parte do publico Fraudulento estragado, não me apraz Ser enterrado no vão de um buraco Feito no chão igual aos outros mortos Aos quais o inútil não destrói, a mim Me dói tanto que me transforma em Lívido, eu que era do tom das alvoradas De total silencio de quando tudo é mudo Finjo compreender os outros qb