Lista de Poemas
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Ella Lorenza
Recorte cinematográfico
É assim que o cubismo se da na poesia,
recorte cinematográfico,
pedaços desconectados do todo.
É assim que se dá na minha vida?
Mas por que sempre tem que ser assim,
tão doloroso, judiado ?
Deixar o bloco, lançar-me em outro,
em outro não sei o que nos viveres.
Que pelo medo, se faz mais uma vez,
dor.
Oh.
Judiada vida.
recorte cinematográfico,
pedaços desconectados do todo.
É assim que se dá na minha vida?
Mas por que sempre tem que ser assim,
tão doloroso, judiado ?
Deixar o bloco, lançar-me em outro,
em outro não sei o que nos viveres.
Que pelo medo, se faz mais uma vez,
dor.
Oh.
Judiada vida.
283
waluii
Elveda Dostum
Missivas foram todas esquecidas
Já se foram todas queridas
Vede que hoje faltam abraços
E do andar juntos em bosques vastos.
Que nevoa entra nos oculares
De chorares em telas celulares
Partindo depois de tickets comprados
No passando então ficam abandonados
Onde estão os apertos de mãos ?
De saudades e encontros marcados
Como se em ventre separados irmãos
Que ventos as portas batem
Que chuva sem sincronia e pobre.
Pois então todos amigos partem.
Já se foram todas queridas
Vede que hoje faltam abraços
E do andar juntos em bosques vastos.
Que nevoa entra nos oculares
De chorares em telas celulares
Partindo depois de tickets comprados
No passando então ficam abandonados
Onde estão os apertos de mãos ?
De saudades e encontros marcados
Como se em ventre separados irmãos
Que ventos as portas batem
Que chuva sem sincronia e pobre.
Pois então todos amigos partem.
328
ania_lepp
Nem sempre...(soneto)
Nem sempre os dias são de azul imenso
E nem todas as noites, enluaradas
Há dias tristes, de cinza chumbo, intenso
E noites de trevas, luzes apagadas ...
Nem sempre a brisa recende a incenso
Nem estrelas brilham enfeitiçadas
Há vezes que até o ar se torna denso
E as estrelas, se escondem, atordoadas...
Os ventos, nem sempre, são alvissareiros
Não conseguem ser, só bons mensageiros
E o sol, nem sempre, o frio da alma, espanta...
(ania)
(Ouvindo Solitude - Flaer Smin)
https://www.youtube.com/watch?v=xTLJZ4TWsU0
E nem todas as noites, enluaradas
Há dias tristes, de cinza chumbo, intenso
E noites de trevas, luzes apagadas ...
Nem sempre a brisa recende a incenso
Nem estrelas brilham enfeitiçadas
Há vezes que até o ar se torna denso
E as estrelas, se escondem, atordoadas...
Os ventos, nem sempre, são alvissareiros
Não conseguem ser, só bons mensageiros
E o sol, nem sempre, o frio da alma, espanta...
(ania)
(Ouvindo Solitude - Flaer Smin)
https://www.youtube.com/watch?v=xTLJZ4TWsU0
320
fernanda_xerez
ALMA TRANSPARENTE

3 725
fernanda_xerez
A PARTIDA É IMINENTE

Pois é,
alguém sempre parte primeiro e
(parte nosso coração)
__ por inteiro.
Não tem
como ser diferente, pois da vida.
__ a partida é iminente!
Quando chega
a hora, nada importa, Deus abre
seus braços e nos leva para si,
__ (embora)...!
2 610
ania_lepp
Porque a rosa? (soneto)
Porque foi coroada, de rainha, a rosa
Entre as flores que vicejam no jardim,
Se a margarida, também é formosa,
E é belo e cheiroso, o branco jasmim?
Se a orquídea é bem mais luminosa,
Com suas pétalas de puro cetim,
Que dizer da violeta, tão mimosa,
E da elegância, do cravo carmesim?
Sem esquecer da bela açucena,
Do exuberante girassol, a alegria,
E da suave e delicada verbena?
Provado está que são todas formosas,
Enfeitam jardins com encanto e magia,
Porque, então, só glorificar as rosas?
(ania)
(Ouvindo A flower is not a flower)
https://www.youtube.com/watch?v=8PjJ3L9sKgg
Entre as flores que vicejam no jardim,
Se a margarida, também é formosa,
E é belo e cheiroso, o branco jasmim?
Se a orquídea é bem mais luminosa,
Com suas pétalas de puro cetim,
Que dizer da violeta, tão mimosa,
E da elegância, do cravo carmesim?
Sem esquecer da bela açucena,
Do exuberante girassol, a alegria,
E da suave e delicada verbena?
Provado está que são todas formosas,
Enfeitam jardins com encanto e magia,
Porque, então, só glorificar as rosas?
(ania)
(Ouvindo A flower is not a flower)
https://www.youtube.com/watch?v=8PjJ3L9sKgg
346
Delonir cavalheiro
feitiço de amor
Que feitiço e esse?
Que me faz deslizar
Enquanto caminhamos
Por que brilha teu olhar?
Que feitiço e esse?
Que me faz flutuar
Me sinto nas nuvens caminhar
Pisando algodão doce
Será ilusão?
Será sonho?
Não quero acordar
Porque hoje eu sinto
Encontrei alguém
E se for um sonho
Não me desperte
Deixa eu sonhar
Eu encontrei alguém
Radiante como o sol
Que me ama e me faz bem
Que feitiço e esse?
Que põe sorriso nos meus lábios
Me faz sorrir sem querer
Basta apenas te ver
Foi o teu toque?
Suave como a brisa
Doce caricia
De fato tudo mudou
Após seu toque
Delonir cavalheiro
Canoas/RS
brasil
www.delonir.blogspot.com
Que me faz deslizar
Enquanto caminhamos
Por que brilha teu olhar?
Que feitiço e esse?
Que me faz flutuar
Me sinto nas nuvens caminhar
Pisando algodão doce
Será ilusão?
Será sonho?
Não quero acordar
Porque hoje eu sinto
Encontrei alguém
E se for um sonho
Não me desperte
Deixa eu sonhar
Eu encontrei alguém
Radiante como o sol
Que me ama e me faz bem
Que feitiço e esse?
Que põe sorriso nos meus lábios
Me faz sorrir sem querer
Basta apenas te ver
Foi o teu toque?
Suave como a brisa
Doce caricia
De fato tudo mudou
Após seu toque
Delonir cavalheiro
Canoas/RS
brasil
www.delonir.blogspot.com
251
Ella Lorenza
Cada passo, só vida.
Onde está minha poesia?
As palavras, aquele
não sei o que, inspiração?
Terá um alguém, algo, entidade,
capaz de me fazer compreendida,
povoar o mundo melhor do que faço,
sabendo cada passo,
sem precisar morrer para viver cada dia?
Cansada demais de não me saber, não
me entender na vida,
Cavo cova para enterrar o que já em
mim muito já está morto.
Chance?
Judiar menos, mais amiga, acreditar em
algo.
A nova de mim, encontrarei pelos caminhos,
farei de pedaços menos desbotados,
sem tantas necessidades doloridas.
No convento da mata me anuncia,
aquilo que me falta, que me justifica ainda viva.
Que eu me dê tudo de mim,
que eu seja tudo o que eu tenho,
que não seja pergunta, nem procura de responta,
que seja e simplismente seja,
sem hematoma, sem agnonia,
Só vida.
As palavras, aquele
não sei o que, inspiração?
Terá um alguém, algo, entidade,
capaz de me fazer compreendida,
povoar o mundo melhor do que faço,
sabendo cada passo,
sem precisar morrer para viver cada dia?
Cansada demais de não me saber, não
me entender na vida,
Cavo cova para enterrar o que já em
mim muito já está morto.
Chance?
Judiar menos, mais amiga, acreditar em
algo.
A nova de mim, encontrarei pelos caminhos,
farei de pedaços menos desbotados,
sem tantas necessidades doloridas.
No convento da mata me anuncia,
aquilo que me falta, que me justifica ainda viva.
Que eu me dê tudo de mim,
que eu seja tudo o que eu tenho,
que não seja pergunta, nem procura de responta,
que seja e simplismente seja,
sem hematoma, sem agnonia,
Só vida.
518
Maria Antonieta Matos
ALENTEJO JANELA ABERTA
Alentejo janela aberta,
De largos e soltos horizontes,
Onde a beleza ressalta,
O sol ardente tudo abrasa,
Povoam de branco os montes.
A luz clara, o azul do céu,
O passeio dos passarinhos,
Tantos cânticos, asas ao léu,
O esplendor que adormeceu,
O sonho a vaguear caminho.
Alentejo de tradições,
De "estórias" inolvidáveis,
De poemas e canções,
De música nos corações,
De gente linda e amáveis,
Alentejo dourado mar,
Espera-te a lua cheia,
Ao lusco-fusco a bailar,
espreitando a namorar,
Os amores na sua teia.
Maria Antonieta Matos, 19-07-2017
De largos e soltos horizontes,
Onde a beleza ressalta,
O sol ardente tudo abrasa,
Povoam de branco os montes.
A luz clara, o azul do céu,
O passeio dos passarinhos,
Tantos cânticos, asas ao léu,
O esplendor que adormeceu,
O sonho a vaguear caminho.
Alentejo de tradições,
De "estórias" inolvidáveis,
De poemas e canções,
De música nos corações,
De gente linda e amáveis,
Alentejo dourado mar,
Espera-te a lua cheia,
Ao lusco-fusco a bailar,
espreitando a namorar,
Os amores na sua teia.
Maria Antonieta Matos, 19-07-2017
896
PÉRICLES ALVES DE OLIVEIRA - THOR MENKENT
UMA VELA AO DESERTO

Tudo mudou em minha rotina final. No descampado a fome e a sede são sempre maiores. Em vez de anjo, lobo me torno. Não nego a condição,
Quando ela apareceu de repende, eu já estava aos ossos, padecendo de desejos e de sonhos.
"Por que você está triste, mocinho?", sussurrou-me com o vento ao ouvido, mal sabendo que foi pelo atropelo de uma puritana.
Com seu lindo olhar interrogativo, quis saber mais coisas, mas o que melhor aprendi na vida é como me escondo.
"Não temes meu deserto?", perguntei de pronto, já lhe ansiando.
"Não, menino, não tenho", firmemente ela sorriu respondendo, como se eu fosse um canarilho perdido no próprio ninho.
"Conte o que aconteceu?", insistiu ela.
"Não, não conto".
De toda sabedoria a de que mais gostei foi dos silêncios e dos segredos. Lilith tinha a pele clara e a alma negra, ela sorria como um anjo. "Não, não conto, e pronto", iria poupá-la das sombras.
Então ela esticou a mão direita e pegou em minha mão. E sorrino meigamente disse "Transcende, menino, e pronto!".
Na mesma noite, amei-a numa cama e num sonho!
2 073
um-poeta-qualquer
Vivendo o tormento
Sorrisos, felicidades e pessoas.
No ambiente que me cerca,
não vejo saída.
Tudo que vejo são sorrisos, felicidades e pessoas.
Por quê? Por quê?
Por quê? Eu me pergunto.
Me pergunto o motivo dessa alegria,
que em mim já não vive mais.
O que vive em mim é a tristeza,
que me assola, que me massacra por dentro.
Me destrói por inteiro,
e me entrega ao vento.
Vou assim vivendo.
Levado pelo vento.
Junto com meu sofrimento.
Vivo assim meu tormento... vivo assim minha vida.
Autor: RSS (Um poeta qualquer)
714
Isabel Pires
No amor
no amor
não é a paixão que leva a melhor,
mas sim o que se extrai do amar lento que não exige nada um ao outro,
a não ser a honestidade,
e em que sabes que estás e ficas e queres continuar,
mesmo que seja a tentar,
porque isso continua a acrescentar-te.
Dominique Issermann
280
um-poeta-qualquer
O impasse
Devolveram-me a vida?
Ou trouxeram-me a morte?
Difícil saber;
difícil distinguir vida e morte.
Ambas estão separadas
por uma linha tênue.
Uma dela está presente em mim...
só não sei qual.
Antes era a dor que me fazia sentir vivo,
mas, ao mesmo tempo, fazia-me querer não estar.
Sei que parece contraditório,
porém não o é.
A dor da solidão era o que me movia.
Como não há dor,
não há motivo para viver.
Mas não quero sentir dor.
Entretanto, quero viver...
Encontro-me diante de um impasse.
Autor: RSS (Um poeta qualquer)
Autor: RSS (Um poeta qualquer)
806
um-poeta-qualquer
Contradições do isolamento
Solidão, és tu?
és tu solidão?
Sim, és tu.
Tenho certeza!
Não vá solidão...
Não vá.
Não deixe-me aqui.
Não me deixe para trás... sozinho.
Não a tenho mais.
Ela se foi.
O que será de mim agora?
Se até a solidão me abandonou.
Não tenho ninguém.
Não vejo ninguém.
Abandonaram-me.
Então agora estou... só?
Autor: RSS (Um poeta qualquer)
Autor: RSS (Um poeta qualquer)
779
um-poeta-qualquer
Relato de um dia comum
Sentei-me para escrever, mas já não sei porque o fiz. Queria contar-lhe como estou a me sentir, porém, não sei se é possível. É tão difícil caro leitor... não consigo explicar-lhe. Entretanto, "tentar não custa nada".
Sinto-me triste na maior parte do tempo. Se não estou a me sentir assim, sinto uma angústia. É uma sensação de "frio na barriga", de aflição. Raros são os momentos em que estou alegre. São tão raros, tal como a única estrela a brilhar num céu escuro. Esse céu é meu ser. Ser esse que pressinto estar morrendo aos poucos; quiçá, já está.
Leitor, não vejo mais esperança. É como se estivesse eu numa ilha deserta rodeada por um mar de desesperança, de angústia, de tristeza... de solidão. É isso... a solidão. Ela insiste em me fazer companhia, mesmo que eu não a ache muito agradável. (Convenhamos, quem é que gosta de uma visita chata em casa?) Mesmo eu a desprezando, ela não me deixa. Deves estar pensado: - Encontra uma companhia, assim não estarás mais sozinho. Essa não é a questão, meu caro. Mesmo com companhia, a abominável solidão ainda me assola.
Queria terminar meu relato dizendo que estou a me sentir bem agora. Queria poder dizer que somente comecei a escrever para me distrair, colocar o que sinto no papel e assim poder me livrar, de alguma forma, desses sentimentos que a mim não fazem bem. Todavia, a ti e a mim irei decepcionar. Não me sinto nada melhor.
Autor: RSS (Um poeta qualquer)
Autor: RSS (Um poeta qualquer)
724
ania_lepp
Inexorável destino...(soneto)
Pelo chão, só folhas esparramadas
Etéreas conchas, pelo vento jogadas,
A esmo, pela estrada, seguem voando
Como sonhos , vão se dissolvendo...
Em sarjetas e esquinas espalhadas,
Funéreas visões amareladas,
De formas e cores se alterando,
Como sonhos, vão se desfazendo...
Trilhamos também, estrada só de ida
Como as folhas, inexorável destino
Tão definitivo...tão cristalino...
Cabe aceitar e seguir pela vida
Cumpre, por ela passar, sem desatino,
Pois a vida é de Deus, presente divino!
(ania)
Etéreas conchas, pelo vento jogadas,
A esmo, pela estrada, seguem voando
Como sonhos , vão se dissolvendo...
Em sarjetas e esquinas espalhadas,
Funéreas visões amareladas,
De formas e cores se alterando,
Como sonhos, vão se desfazendo...
Trilhamos também, estrada só de ida
Como as folhas, inexorável destino
Tão definitivo...tão cristalino...
Cabe aceitar e seguir pela vida
Cumpre, por ela passar, sem desatino,
Pois a vida é de Deus, presente divino!
(ania)
339
ania_lepp
Gran Finale...(soneto)
Os dias voam velozes, passageiros
num relance transformam-se em passado,
o hoje para o ontem transportado,
o amanhã é hoje rápido, ligeiro...
Os anos vão de janeiro a janeiro,
os meses flutuam num movimentado
num louco frenesi, tão disparado
como bala num tiro certeiro...
E assim, vai-se nossa juventude,
marcas e cicatrizes nos calejam,
instalada está a decrepitude...
E isso é certo, não há nada que mude,
não existem mandingas que nos protejam
desse 'gran finale' tão triste, tão rude!
(ania)
(Ouvindo Requiem - Lacrimosa)
https://www.youtube.com/watch?v=a47FYuAASWc
num relance transformam-se em passado,
o hoje para o ontem transportado,
o amanhã é hoje rápido, ligeiro...
Os anos vão de janeiro a janeiro,
os meses flutuam num movimentado
num louco frenesi, tão disparado
como bala num tiro certeiro...
E assim, vai-se nossa juventude,
marcas e cicatrizes nos calejam,
instalada está a decrepitude...
E isso é certo, não há nada que mude,
não existem mandingas que nos protejam
desse 'gran finale' tão triste, tão rude!
(ania)
(Ouvindo Requiem - Lacrimosa)
https://www.youtube.com/watch?v=a47FYuAASWc
304
um-poeta-qualquer
Os massacrantes dias
Nas sombras densas da solidão, me encontro. Solitário, sofrendo, morrendo por dentro. Sendo massacrado pelos mais dolorosos sentimentos: medo, angústia, desespero, dor. Sei que ninguém irá me encontrar, ninguém irá me resgatar, ninguém irá me socorrer... me amar.
Na penumbra vivo meus dias. Nela me massacro, me desconsolo, me perco. Me perco no vazio da existência, na penúria da alma, na imensidão da amargura, no exílio da dor.
Na penumbra vivo meus dias. Nela me massacro, me desconsolo, me perco. Me perco no vazio da existência, na penúria da alma, na imensidão da amargura, no exílio da dor.
Vai, vai, não volta, morra. Morra comigo, esperança. No meu túmulo permaneça; e não reapareça, não cresça, não floresça... não amadureça. Perdida fique em mim, e em seguida, desapareça.
Não sei se preciso de ti - acho que sim. Mas não te suporto, não aguento ver-te rir, ver-te feliz, ver-te tão... esperançosa. Não a quero mais. Minha amargura toma meu ser; suportar-te não consigo.
Resignar-me-ei em meu castelo da solidão. Nele estarei pelos restos de meus tristes e cinzentos dias. Nele morrerei, e de lá não ressurgirei.
Autor: RSS (Um poeta qualquer)
Autor: RSS (Um poeta qualquer)
738
alesson
MENINA QUE ME AMA JÁ TRAIR
Ela é um anjo pra me,
Uma pessoa perfeita tão bela
-hum mas ela me amar,
Me chamar de amor.
-mas sempre ela me trair
Ela é tão bela
Tão sincera
Mas ela me amar
Ela me achar perfeito
Tão perfeito que me achou belo
Mas não acredito nela.
Porque ela me ama ja trair
Ela talvez pensar que eu amo
Mas a menina que amar ja me trair
ALESSON SOUS
ALESSON SOUS
204
fabricio antonio
À canção certa para você
Estou caminhando nas flores
Estou atrás do meu amor
Porque há muito tempo
Estou tentando achar
Um novo sonho para sonhar
Mas a distância entre nós dois
Não consigo encontrar
Mas estou perto de fazer
À canção certa para você
Que eu tento cantar bem baixinho
Para ninguém descobrir
Que existe alguém especial
Dentro de mim.
Estou atrás do meu amor
Porque há muito tempo
Estou tentando achar
Um novo sonho para sonhar
Mas a distância entre nós dois
Não consigo encontrar
Mas estou perto de fazer
À canção certa para você
Que eu tento cantar bem baixinho
Para ninguém descobrir
Que existe alguém especial
Dentro de mim.
180
ania_lepp
Onde andava eu? (soneto)
Onde andava eu que não vi no horizonte
o sol surgindo por trás dos montes,
nem o pessegueiro em flor desabrochar,
nem o céu a noite, de estrelas cintilar?
Como não ouvi o som das águas da fonte,
nem no céu, o pratear da lua em desponte,
onde andava eu que não a vi tudo iluminar
e nem senti a relva, meus pés molhar?
Como não senti o toque da borboleta
que bailando, em minha mão veio pousar
e nem ouvi dos pássaros, o doce trinar?
Onde estava que a cor não vi das violetas?
em que estranho mundo fui me ocultar
e que só agora percebi ao te reencontrar?
(ania)
(Ouvindo I Never Told You - Colbie Caillat)
https://www.youtube.com/watch?v=_YtzsUdSC_I
o sol surgindo por trás dos montes,
nem o pessegueiro em flor desabrochar,
nem o céu a noite, de estrelas cintilar?
Como não ouvi o som das águas da fonte,
nem no céu, o pratear da lua em desponte,
onde andava eu que não a vi tudo iluminar
e nem senti a relva, meus pés molhar?
Como não senti o toque da borboleta
que bailando, em minha mão veio pousar
e nem ouvi dos pássaros, o doce trinar?
Onde estava que a cor não vi das violetas?
em que estranho mundo fui me ocultar
e que só agora percebi ao te reencontrar?
(ania)
(Ouvindo I Never Told You - Colbie Caillat)
https://www.youtube.com/watch?v=_YtzsUdSC_I
305
PÉRICLES ALVES DE OLIVEIRA - THOR MENKENT
SOZINHO
... é quandonavego em meu próprio
silêncio
à solidão
e ao frio das sombras
noturnas
que mais consigo
descongelar alguma coisa
e preencher
o vazio que no sombrosso momento
me há
com conglomerados
de sonhos, de fantasias, de poesias
e de outras possibilidades
infindas!
Site do autor: www.espaconiilista.net
Blogdoautor: https://poesiasniilistas.blogspot.com.br/
2 084
Creepy
Saudades
Uma palavra que me deixa tão desconfortavel
um sentimento, não pode ser palpavel
eu entendo mas não concordo, é obvio
espero que não coloque meu coração de volta no ócio.
um sentimento, não pode ser palpavel
eu entendo mas não concordo, é obvio
espero que não coloque meu coração de volta no ócio.
572
Isabel Pires
Floral
Há sempre uma imagem que nos fica mais colada à retina. Seja dos locais em que passamos de fugida, seja dos sítios em que repetimos experiências. Pensar na colónia de férias que frequentei durante uns dez anos seguidos traz-me à memória as colchas da camarata. Diria que aquelas cobertas, todas do mesmo padrão florido - seriam rosas ou camélias? - em que só mudava a cor de fundo, eram o elo unificador entre a alegria, o aborrecimento, a festa, os amuos. Não era que passássemos o tempo todo na camarata. Não é nada disso; nós até estávamos lá com a finalidade de ir à praia.
O dia começava com um apito. Levantar às oito. Se não estivéssemos a pé em poucos minutos, vinha um monitor com um púcaro de alumínio cheio de água fria. Era para nos deitar na testa. Ainda experimentei!
O cumprimento das actividades diárias resultava de uma planificação rigorosa e apertada em termos de horários. Todo um encadeado que, hoje, ao pensar, associo a uma linha de montagem. E era, só que com recurso exclusivo a mão-de-obra.
Primeiro, havia a missa. Ninguém ousasse faltar à missa. Seria logo accionado o sistema de penalizações mais pesado. Esfregar aquele chão de madeira, por exemplo. O chão em que assentavam os beliches com as colchas floridas.
Seguia-se o pequeno-almoço, preparado por uma equipa extraída do nosso conjunto e que se revezava conforme uma escala pré-definida. Esse grupo de trabalhadores, que éramos nós, os miúdos, com mais três adultos, arranjava fatias de pão escuro com manteiga e canecas de leite para todos e ainda tínhamos que pôr a mesa. E os outros? Não, não estavam de folga. Faziam as camas e ajudavam nos balneários.
Por muitos dias que passassem, por muitos anos que repetíssemos, acusávamos sempre enfado por aqueles trabalhos, que sentíamos como forçados, embora não soubéssemos usar essa expressão.
Quando chegava a hora de nos sentarmos à mesa, esquecíamos tudo. Não era só a vontade de comer que nos fazia esquecer. Havia as brincadeiras, o pão que se roubava ao miúdo do lado e, ai, os pingos de leite na roupa e, "está quieta, olha aí a manteiga!".
Duas vezes em cada turno, tínhamos uma noite especial. Uma festa em que todos participávamos. Havia sessões de magia - para além da magia de todos os dias! -, declamação de poemas, jogos e, sempre sempre um número com animais em fila, qual arca de Noé ao comprido, que formava um comboio com as colchas floridas das nossas camas.
Tudo isto a juntar àquelas histórias do Miguel e da Clara que nós, os mais pequenos, nunca percebemos bem. Soubemos que aqueles crescidos, quase a passarem para monitores, tinham ido para as rochas - "ai, ninguém podia!", e fazíamos o gesto de tapar a boca - e ouvimos falar de beijos na camarata. Uau!
Então, com tal entrosamento com o dormitório, como podíamos nós esquecer aqueles tecidos verdes, azuis, vermelhos e amarelos, com grandes flores? Afinal, as nossas colchas tinham rosas ou camélias? Vês, também não te lembras...
Robert Doisneau
263
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