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A poesia de JRUnder

A poesia de JRUnder

Manhãs de primavera


O sol se anunciava, logo cedinho
Nas  douradas manhãs de primavera.
E como era bom acordar com seus raios,
Adentrando em meu quarto,  pela janela.

A grama verde, ainda molhada
Pela noite que serenara tranquila,
Deixou essa imagem, nunca esquecida,
De quando a vida em meu coração floria.

Sol das manhãs,  vida se abrindo,
Qual um botão de rosa amarela,
Que corria a colher,  lá do jardim
Para  enfeitar os cabelos dela.

Quantas primaveras  ficaram no tempo
Quanto alvorecer de sol e de flor
Quantos perfumes esparzidos,  aos ventos
Das flores que abriam, tal qual meu amor.

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shadowoftheworld

shadowoftheworld

Cansada

De encontros tento me encontrar
De acasos começo a perder
Talvez uma hora, recomeçar
Ao que era, deixo de ser

Da maneira que vou, paro
Do jeito que penso, sinto 
Para mim não está claro
Sigo aquilo que permuto

Em meu céu não há paraíso
Em minha morada o não santuário
Talvez um dia perca o juízo
Talvez me encontre em meu obituário
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Luciana Souza

Luciana Souza

As Cores da Dor


Talvez possa eu um dia
Mudar de cor
Saberia o que é ser colorida
E ainda assim
Não teria amor
E nos cantos escuros da vida
Clareados pela luz do dia
Eu seria sabida da crueldade
De todas as cores da dor
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Ricardo Santos de Souza

Ricardo Santos de Souza

Atriz dos Sonhos

O teu rosto atua nas minhas noites, você é á personagem do filme,

danças com meus sentimentos com uma habilidade jamais vista antes,

usas e abusas de movimentos sensuais ao jogar a roupa para o auto,

a tua boca na minha, a minha mão te acariciando com força entre a tua nuca e o teu pescoço, a imaginação no seu melhor estágio,

o êxtase toma conta quando começo a beijar o teu corpo com vontade dos pés a cabeça com aquela pausa demorada na região da tua cintura, que delírio!

Opa! Eu sou um diretor exigente, quero que a minha atriz repita incansavelmente esta cena para eu analisar com precisão por todos os ângulos.
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Mairon

Mairon

Sim, eu espero

Sim, eu espero
Deixo a chuva cair
Tomara que caia
Deixo o tempo passar
Suave como sua pele
Preciso como seu corpo
Eu espero,
Deixo tudo ir-se, tudo passar
Os carros, as vistas, as lamas
Esqueço tudo, deixo esvair-se
E tudo vai ficando distante
Como você naquela manhã de outono
Abandonando e abandonado espero
Enclausurado numa trama sem sentido
Enquanto tudo gira, nasce e morre
E o que sinto não é só aparente saudade
Mas dor e amor,
Por deixar passar
Enquanto sigo esperando...
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wendel

wendel

UM POUCO MAIS DE CANDURA AO CRESCER

Palavras afinal, são brinquedos em nossas mãos...
Que amamos
Que nos ferem
Que nos iluminam
Que nos apresentam às sombras
Que nos trazem verdade
Que nos iludem...
E é triste ver, que com o passar do tempo, todo brinquedo em nossas mãos acaba sofrendo com nossa falta de zelo...
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CORASSIS

CORASSIS

Deus me livre


Deus me livre

Deus me livre das sátiras ,não dos risos.
Não me conceda bençãos mas a alegria dos pobres
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Sirlânio Jorge Dias Gomes (R)

Sirlânio Jorge Dias Gomes (R)

Aparência

Quanta escravidão em nós!
Já nascemos escravos,
Escravos de um sistema inevitável,
Que nos aprisiona até a morte,
Escravidão de faces silenciosas,
Acorrentando nossos sonhos,
Poder irônico sobre nossa falsa liberdade,

Opressão sob a égide de um bem coletivo,
Pessoas se ferem em seus preconceitos,
Subjugadas em si mesmas,
Numa intensa prisão invisível,
Encarceradas em suas ignorâncias,
Insana superioridade fétida,
Excremento de mentes doentias,
Escravizadas em seus vícios.

O relógio gira incansavelmente,
Pessoas seguem suas doutrinas,
Trilhando labirintos ignotos,
Buscando refúgio para não enlouquecerem,
Em meio a tanto conhecimento desconhecido,
Alimentando as massas em suas fraquezas,
Enquanto a beleza das coisas murcham,
Diante dos nossos olhos desatentos.

Séculos diante de séculos,
Dos heróis apenas as memórias insistentes,
E a incerteza de algo que até então valeu a pena,
Numa realidade o tempo todo mascarada,
Levando-nos ao grande matadouro social,
Onde a pobreza e a riqueza não fazem diferença,
Somos reféns da natureza cíclica,
Mutando-se ao bem querer da evolução.

Não somos melhores do que a quem julgamos,
Fazemos parte de um imenso quebra-cabeça,
Tão infinito quanto nossa soberba,
Desfilando uma serenidade entediada,
Buscando o tempo todo transpor nossas fragilidades,
De algo que não temos nenhum controle,
Em suas dissimulações convenientes,
Iguais em tudo nesta umbrática humanidade.

Sirlânio Jorge Dias Gomes
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Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

Pra'lém do sonhar comum ...



Pra’lém do sonhar comum,

O essencial é não sentir comum demais …


Pra lá do eu, meu coração é o sonhar meu,
Tudo de resto é o fora de mim e o já agora,
A solução é não sentir o comum demais e o
Que real mais parece a mim, sem precisar de

Sonhos menos dúcteis, tão gerais quanto os
Monstros mortos ou a dócil paixão, segundo os
Logros vivos, como eles naturalmente sentem
À hora do chá e às cinco, n’ametade de tarde

Certa, parada quanto um jogo de premissas
Falsas, aleatoriamente bem verdadeiras, assim
É a nata do leite puro, para não sentir comum
Demais, a respiração aposta nas palavras tácteis,

Segundo uma dicotomia de escravo e seu dono,
Não se tocam e quando acontece o sonho morre,
Produzindo um som profundo embora leve,
Difícil de explicar escrevendo, se nem por gestos…

A unidade mínima na escrita, é o desassossego
E a solidão de quem escreve, uma anátema,
Porque escrever é o complexo e não a virtude,
É o erro e não o Graal que chamam de linguagem,

O ritual mórbido, que não há maneira de definir,
Senão pelo exagero, pois não existem palavras
Justas que definam o caos, a exegese do desapreço,
O menos cómodo dos suicídios e o cativeiro,

É o agir contra nós próprios que nos torna
Inteiros, embora estrangeiros em nossos fragmentos,
Como se fossemos um armazém de cabides
Desorganizados, onde penduramos fatos de outros,

Sensações anónimas e abomináveis, intervalos orgânicos
De conversas que não desejamos nos curtos metros
Quadrados desta nossa alma enviesada, cansada
De colóquios e considerações de precisão volumétrica …

(O essencial é não sentir comum demais)




Joel Matos 10/2019
Http://joel-matos.blogspot.com
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Ricardo Santos de Souza

Ricardo Santos de Souza

Envelheça Comigo!

O teu amor me abraçou e me curou de todas as feridas,
agora com o meu coração bem cuidado e mudado, resolvi aproveitar de todos os benefícios, 
vejo profundidade na nossa relação, me vejo olhando para o horizonte sempre na tua companhia,
encontrei beleza nos laços que a vida oferece, quero envelhecer ao teu lado.
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Rinaldo santo

Rinaldo santo

Adeus

Quando foi o último beijo,
abraço e adeus?
Seu sorriso,
pés descalços e adeus
Último cheiro
suspiro, palavra e adeus
O momento exato sem futuro,
o dia que não existia,
a noite que se perdeu,
o amanhã que se queria,
a vida que se despia,
o sonho que não dormia
o filho que não se deu
Seu último olhar,
O ADEUS

niterói.rj | 2009

https://rinaldosanto.blogspot.com
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A poesia de JRUnder

A poesia de JRUnder

Nossos olhares


Nossos olhares conversam, muito mais que nossas bocas.
Parece até que é mentira, mas veja que coisa mais louca.
O meu olhar quando cruza, com o verde dos olhos dela,
Fala da enorme paixão  que existe entre eu,  e ela.

Seus olhos quando me fitam, com o brilho do desejo,
São como um convite ao amor, um chamariz para o beijo...
Esse olhar que tanto conheço, quando aponta pra mim,
Fala-me do paraíso, fala-me de um amor sem fim.

E a vida se inunda de cor, no chamego  que é pura aquarela.
Ela que é toda minha, e eu que sou todo dela!
Os nossos olhos  não param, dois olhares tagarelas...
Ela falando comigo e eu, falando com  ela!
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ROSA ACASSIA LUIZARI

ROSA ACASSIA LUIZARI

Dualidade

Vítima do algoz é o poema na gaveta.
Poeta cruel, tem em mãos a liberdade do significado.
Autoestima engavetada,
Evitemos o sofrimento da palavra.

Sente amor o poeta.
Poeta decepcionado, poema recuperado.

Poema dono de si
No livro da vida consagrado.
Sem dó, nem piedade
Do poeta desesperado.

Mas o poeta se supera, exala ingratidão
Aprisiona outro poema na escuridão.
Autoestima aprisionada,
Memória de amor engavetada.


Mas a Língua Portuguesa, extasiada,
Não se prende a nada
E adverte o poeta:
-Não conseguiu o que queria
Encontrei abrigo em outra caligrafia.

Poeta que nega o amor é calculista
Favorece o poema itinerante.
Compartilha morfologias, abre novas trilhas
Eterniza, a cada segundo, um novo instante.

LUIZARI, Rosa Acassia.In: Semeando o pólen da vida 2: Poesias - 1ª ed. Pedras de Fogo – PB.
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wendel

wendel

NAVALHAS NO AVESSO FAZEM O SUSPIRO ENTRECORTAR

Inspiro, bem devagar... fecho os meus olhos, o mundo está escuro. Já não sei mais como é a sua face, e bem de longe ouço seus cânticos, que se desfazem antes de chegar em meus ouvidos. Solto o ar. E com ele um suspiro entrecortado, como se meu avesso soluçasse, de tanto chorar..
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manoelserrao1234

manoelserrao1234

VIRTUOSA DE PORTUGAL [MANOEL SERRÃO]

Vede se lhe fazem bem? Vede que altivos sobre mirrados,
Sobre afogados, pobres e miseráveis, se ti querem o bem!

Ó vejam se pisados e perseguidos dos homens gemem, agonizam calados?

Se sobre o planisfério de perplexo espanto, põe-nos subsumidos amados.

Segues, ó virtuosa musa de Portugal! Segue no teu canto o fado aos homens encantados.

Segues a rapsódia dos teus versos de amores brandos, e o purgativo inferno o teu império, tu amais orando.

Vês! Não vês que tua mentira bramida nunca fora mágica da vara de Merlin.

Olha que cedo ou açodado o tempo rapace...
Amar sem vê a alma e o coração?
É amor que não há nem houve, e nem haverá.
Faz dos amores rompantes desencantos.
E como se fora muito firmes;
Faz dos amores ideados fundados sobre castelos...
Ó com que tanto pensaras amar na vida assim?
Apenas os sonhares de um amor conúbio sem despedida!
Mas na terra das pedras e do Sol, acaso vendo o engano da esperança...
Do amor desistirias?




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A poesia de JRUnder

A poesia de JRUnder

Sou esperar


Sou barco no cais, tempestade no mar,
Sou folha no chão, vento vem assoprar.
Sou fera à espreita, o pulo tem hora,
Sou marca do tempo, o momento demora.
 
Dias que se sucedem em  anos que se acumulam,
Flores que nunca florescem,  nuvens que nunca flutuam.
A nada se presta o desejo, que não se faz realidade.
Mais nada se espera do amor, que se transformou em saudade.
 
Folhas de cartas em branco, nunca contaram de sonhos,
Risos em lábios entreabertos, meros espasmos tristonhos.
Alvorecer de esperanças, em céu carregado de chuva,
Rubro que tinge o vinho, sem que se colha a uva.
 
Sou esperar,  sou silêncio
A sombra que brilha na noite,
O calor que antecede o beijo
O estalar do açoite.
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A poesia de JRUnder

A poesia de JRUnder

O tempo de uma prece


E imaginando ter encontrado o amor, corria feliz...
Seu coração saltitava em seu peito ofegante,
Chegando a ocasionar gemidos  de uma dor prazerosa.

E sonhando com momentos de carinhos e ternura, dançava...
A música vinha de seus sentimentos interiores,
E inundava ser corpo de uma satisfação indescritível.

E da vida, nada mais pedia, imaginava que tudo lhe tinha sido entregue...
Um amor, um alguém só seu, que viveria a seu lado,
Por todo o sempre de quantas vidas houvessem.

E entorpecidas  por tantas ilusões,  estavam suas próprias razões...
Que não lhe permitiam ver que de amar o amor não vive,
E que a eternidade dura apenas, o tempo de uma prece.
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leo_martins

leo_martins

BRINCANDO


Seria a poesia um brinquedo?
Onde se brinca com sentimentos
Com fatos ou com segredos?

Seria o poeta um brincante?
Fazendo das palavras um jogo
Do momento um instante?

Tudo não passa de brincadeira!
Com pena, tinta e papel
Deveras, brinquedo.

Léo Martins
#leomartinspoeta
20/10/2019
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Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

Tudo em mim



Tudo em mim, minha pele, paredes, tecto,

Embrulho de jornal, papel e texto, tudo enfim
Era, é falso, porquanto normal, alheio, tudo
Em mim disfarço, pele, parede, embrulho,

Jornal não leio, detesto-me, vegeto, teimo
Me achar, descolo-me d’tudo o que a mim
Pouco sabe, na fala começo a parecer não
Eu mesmo, mas um outro que não lembro,

Pois nem leio, tudo em mim é a fingir, até
O fingimento sem remédio me flui pelos
Poros dos dedos, sou uma fraude, desfaço-me
Como um peixe de viveiro, grelho mal,

Sou asfalto de tarde quente, queria tanto
Ser “Mastim”, sendo mal-cuidado, “Tuga
Podengo” de França, podendo ser Chinês,
Argonauta poliglota de Minas Gerais,

Que me importa se nem o estóico Zenão
Me representa como humano destinado
A apenas e inexoravelmente sê-lo, tal-qual
Quanto a fealdade do logro e da carraça preta…






Joel Matos 09/2019
Http://joel-matos.blogspot.com
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poemasepoemas

poemasepoemas

o mar e a vida...

       o mar e a vida...

         o mar frio
        como as pessoas
        ondas violentas
        como o mundo

        as vezes calmo
         como os sentimentos
        molhado e unico
         assim como as lagrimas que escorrem em meu rosto

         e hoje eu so queria...
         ...me afogar nas quelas aguas salgadas
           com sabor de vida.
                                                     eduarda melquiades
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Rinaldo santo

Rinaldo santo

Do Lápis ao Pó

O vento forte de meus pensamentos,
Carregando minhas lembranças
Misturando meus sentimentos.

Imagens sussurrando em minha cabeça
palavras flutuando pelo ar

O traço, o bico da pena
A letra da música musicando,
o barulho estático das fotografias
o movimento suave do pincel,
riscos e acertos, rabiscados num pedaço de papel

Vestígios de arte espalhada pelo chão
a pintura desbotada da parede

O devaneio do vício
O sonho que acordou
O ensaio desatinado de menino,
Nos olhos de quem lhe encantou
A busca incontida,
o encontro, quem sabe talvez,
do lugar onde minha alma-perdida,
sem a sua se refez.

são gonçalo.rj | 2009

https://rinaldosanto.blogspot.com
225
alanis_

alanis_

Escuridao

Foi naquela noite de escuridão
Deitada sobre aquela superfície fria
Onde um corpo me possuía
Sem ter a minha permissão
 
Para ele era um momento de prazer
Para mim era pior que tortura
Eu não possuo palavras para descrever
Aquele momento de tanta angustia
 
Chorei e gritei
Em um desesperado pedido de socorro
Implorando por piedade
Esperando alguém me tirar daquele sufoco
 
Sentir uma dor intensa
Que era pior que a externa
Era a dor interna
Que acabara com toda minha essência
 
E aquela garota inocente
Cresceu com aquela dor interna
Aquela que não possui lagrimas
Onde os sentimentos apelas congela
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Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

Sonhar é cabelo,



Sonhar é cabelo, nos ombros a razão fala

E murmura o que persigo, se é verdade de leigo
Ou ilusão de passageiro, Encaro o que escrevo,
Sonhar em cabelo, idioma raro, não sei lê-lo,

Não sei sê-lo, erro ao explicar o credo sendo
Eu imperador dos descrentes e dos rochedos
Negros, atavio de profeta cuja incapacidade
Apesar de empolgada, mil vezes lida à peça,

Não contém profecias nem interpretações
Cabales ...Tenho ego de "formiga-d'asa"
Partilho estrelas num céu que, cego eu nem vejo,
Sob o tecto da minha minga casa,

Distinto, apenas o cachimbo
De boca, "à Torga", posso argumentar como fosse
Poeta mas confundo o luzir das velas,
No brilhar de mil e uma telhas ...

A química do universo começou com HeH+,
Numa espécie de "panspermia química",
As paisagens, tão admiráveis como quadros
Entraram-me pelos olhos adentro, querendo

Que algum Deus os criou com velas de perto,
Pano preto, braços estranhos, tanto quanto
Eu, tão cheio a "esperantos" mudos, cansaços
Quanto o Mundo pode causar-me nos olhos,

Tantas musas causas, tantos pregões longos,
Lembram cavalos cinzentos, cavalgadas sísmicas,
Funestas. O vento é um fluído volátil,
Ainda assim, fugidio o sinto como o tempo,

Acariciando-me o cabelo raso e ao ouvido táctil
Dizendo:
-Vem comigo, vem comigo, vem comigo...
Antes que se faça tarde, sonhar é cabelo …










Joel Matos 10/2019
Http://joel-matos.blogspot.com
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Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

Doce manifesto da vida



Doce manifesto da vida ...






Complexa expressão de tributo, presta
A arte à dor como impressão de prazer divino.
Se eu soubesse que a tal me completaria,
Deixava completamente de a ter, amarga,

Substituía-a por outra abominável sensação,
Que evocasse o vazio nulo que contemplo,
Sendo seu falso monarca ou subordinado atento,
Como só grandes homens o são, condenados

A um paliativo degredo, ainda que imposto
A quem homenageia, numa manifestação
De triunfo, a amargura complexa, mimética
Igual quanto a dor é e desperta em mim,

Nivela-me a quantos têm na vida grandes
Sonhos, sem que os ponham de lado, levando
Consigo demasiados bocados da alma e pés,
Sem terem quem os reanime, batidos, derrotados.

Nada mais me dói senão a lucidez do dia,
De facto atrai-me o que repele aos outros,
Não me submeto ao conforto da opinião alheia
Como uma panaceia, cultivo a liberdade

De espírito assim como o desprezo do real,
Pois só o temos do lado que vemos, não do
Aposto do olho, deselegante e rude, porém
Divino tanto quanto pode ser a dor, um doce

Manifesto de vida...






Joel Matos 09/2019
Http://joel-matos.blogspot.com
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