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semiabstrato

semiabstrato

Se

Desde quando o significado nos retém?
A importância velada de tudo, que não tem importância alguma
A vida não tem importância!
Os suicidas concordam em dizer que há muito o sentido se desfez
Se ao menos um abraço sufoco me viesse explicar
Se ao menos um desprezo de amor me fizesse sentir
Talvez assim, haveria crença
Talvez sim, haveria...

Nos desertos, no subsolo, onde estás furtiva alma?
Onde estás que me preenche e me falta
O que fizestes Dæmon, o que fizestes?
Condenas a um inocente
Cujo maior crime é almejar o simples merecimento
Tudo retiram de mim, apenas a carne me sobra
Condenas a alma apagada ao desfalecimento obrigatório
A esperança traidora que corrói as vísceras
O eterno retorno da praga surge
Qual peça lhe falta ou lhe sobra homem miserável, infiel e amargo
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karinaazev

karinaazev

Morte

Morte
Para alguns, o fim
para outros, reencarnação.
Para mim, somente crueldade.
Racionalmente entendo que tudo que começa, precisa terminar
mas, emocionalmente, acho doloroso demais
como um prego, diariamente martelado no peito de alguém.
Alguns dias, penso ter me acostumado,
em outros, penso que nunca doeu tanto.
Mas acho que é assim afinal,
amar alguém que já se foi.
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Heinrick

Heinrick

Luto

Não mais restou
Nada porque lutou

Pois não luto;
Somente sinto, observo e escuto
Pessoas mortas ao meu desfavor
Pessoas mortas que se matam
Por cor
Por moeda
Por amor

Amor em morrer, ou talvez prazer?
Na minha mente pessoas mortas a viver
Amar a dor do luto
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italo2000

italo2000

Devaneios de um dia escuro



- O que fazer em um dia escuro?
- Ora, devo sentar e olhar as estrelas. Só é possível ver as estrelas em meio a escuridão. Escuridão... Quem me dera também poder ver o brilho numa caixa vazia e obscura. Quem dera poder me apaixonar.
Paixão.
Paixão.
O que é paixão? Ou melhor, o que não é paixão? Paixão não é amor; Quem ama tem o poder de irromper alem das paredes de qualquer caixa com o brilho da inspiração. Quem ama, ama, simplesmente o faz.
- Mas e a escuridão?
- Por que diabos insistir em ser escura?
- O que fazer quando se esta preso na escuridão?

- Bom, só é possível ver as estrelas em dias escuros.


@italo.jose_19
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manoelserrao1234

manoelserrao1234

PROMETEU ETERNO [MANOEL SERRÃO]



Ó vibrai-o o rijo punho! Deixai-o de ser o amargo remédio dos teus infernos.
Deixai-o levar o fogo divino de Prometeu eterno ao vosso Ente cego.
Deixai-o Mundo Novo e o Velho Mundo pronto e acabado vos levar ao Mundo Futuro Novo começado!

Oh! Que belos olhos! Sonho guardião do fogo Eterno. 
Ó que belo Mundo ideado! Belos são os olhos verdes-claros do todo dominado Mundo inacabado.

Belo! Belo! Belo Mundo pela cor do tom tornado o acreditável,
E o pleno acreditado no Futuro Mundo Belo.
Belo! Belo! Ó Mundo belo! Todo belo Mundo em tudo começado.

Ó catarse! Ó cães! Ó aves cheias de graça dos mundos plurais habitados!
Ó por que não faleis. Dizeis o que vieste dizer? Dizeis do óbvio que o homem não ver? Ouves: os homens que sofrem sem sonhos e sem saber precisam nascer e florescer!

Ó Bendicto sejas tu saber, invasor! O Mal belo ‘sta na pedra bruta e o Bem belo n'alma do saber!
O Saber! Não o Saber que se desenha de um hoje-amanhã que sustenta o falso,  mas que se mostra como Mundo verdadeiro! Ó não é sonho nem saber! Porque se sonhar saber faze-o sofrer, não sonhar saber faze-o morrer!

Ó a quê Mundo tudo deveis saber? E de que tudo podeis sede possível – tornar-se – o Tudo é Possível Sonhar - quão saber do Mundo - Saber como O Mundo derradeiro?

Eia, bela quiromante bela, predica é-lhes o futuro? Não os vês?  Não vês qu’inda dos clãs por não saber vagam bandos, brutos, rudes e rugem os bárbaros sonhos nunca maiores do que as palmas das mãos!
Ó louvado sejais vós! Saber é uma estrada de luz, na floresta da Noite e das sombras.

Ó vibrai-o o rijo punho! Vibrai-o!  Às armas, sonhos, às armas, saberes!
Que a arte seja a vida e a vida arte da poesia que se cria por saber, não seja apenas sonho que se acaba sem Vida e Sonho por não saber sonhar nem viver: não há vida nem sonho!

Ó Homem-futuro-do-Saber-Sonhar sem o Mundo Escuro à Luz-Sol com que Sonhara saber sorrir... Depós de muitos sábios conselhos, saber? Saber, não é sonho!

 

 

 

 
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Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

Supondo-me desperto





Despertei não sei do quê nem como,

Se ainda durmo um tardio febril sonho
Vestido a luto ou se desperto a mando
De alguém morto há séculos e por falecer

Do mesmo mal que me anima ainda pés e tronco
E em que nada combina com vida, nem ar aliado
Ao movimento de sombra e luz que me perdure,
Inútil a alma que, se existisse seria cinza, pó terra

Acabando por se perder na penumbra alada
Desse neutro, negro outro lado, não sei porquê,
Nem onde, mestiça margem d’outro homem,
Vestida a manga, só no decote o tecido é curto,

A glote é minha assim como a de todos outros
Sem glória, cantando “à capella”, o divino moribundo
E o grotesco aplaudido por milhões de varejas,
Maldigo o destino, coso-me ao último, tomara certo,

Não falsa ideia final, do inútil que sou, supondo-me
Desperto, sem uso nem posto, confundo-me
Com as pedras que acariciam meu estéril rosto
E se alinham nas mãos e não no gesso do grotesco busto .

Jorge Santos 06/2019
http://namastibetpoems.blogspot.com
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Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

Escrevo o que ninguém escuta ...




Escrevo o que ninguém escuta eu dizer,
Se me manifesto pela saliva do nariz,
Salvo a consciência, perco-me no que digo,
Na memória e na forragem do umbigo,

A trajectória não tem leme, vagão ou rumo,
Escrevo “por-bem-dizer” o que conluio
Ser uma tela de superfícies cavas, expressando
O que é a face humana e manuscrita, não falando

Daqueles que não têm remédio comigo,
Os dias grandes não costumam se repetir,
É um facto, cabe a mim situar-me
No melhor lugar e pensar diferente

A cada minuto de dia, na galeria,
Na plateia ou no balcão para que
Esta pareça uma outra peça,
Sem me sentir prisioneiro do teatro,

Posso sempre sair para a praça,
Jogar matraquilhos ou assistir da bancada
Ao clube da terra, enormes são os dias
Que não se repetem, nem mesmo

Eu, repito-me escrevendo, concluí
Que sou um viciado em rotinas pequenas,
Pequenos são os meus dias e a rotina …
Escrevo o que ninguém escuta

Eu dizer falando. Venho de uma pequena
Ciência em que os dias são todos os tais,
Lá fora formaram-se coisas, grandes causas
Ao abrigo da conspiração das horas,

Temem a desolação que habita dentro
De mim, sem dúvida que sou pequeno,
Tudo em mim é noite escura e meia
Altura de tamanho e peso, ninguém escuta

O que eu digo do umbigo e em roda dele,
Situo-o no meio-dia e eu em órbita do nariz,
Da saliva desvalorizada, vulgar, parda
Vida em que vivo sem me fazer ouvir…







Jorge Santos 07/2019
http://namastibetpoems.blogspot.com
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Neilson Medeiros

Neilson Medeiros

marte

quanta alma
dessa jarra
você despeja

nas palavras
nas vontades
e nas feridas
ao redor?
244
mgenthbjpafa21

mgenthbjpafa21

Mantel

There was a link between us and them
Severed when we were earthquaked,

Subducted into a mantel of hatred.
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A poesia de JRUnder

A poesia de JRUnder

Lume


O amanhã ainda tarda, talvez demore demais,
Para acalmar a saudade, que sua ausência me traz.
Os sentimentos confusos causam maior nostalgia,
Nas águas das minhas lembranças, soçobram as alegrias.

Velejo no barco do tempo, sopram ventos da esperança,
No seu abraço o meu porto, que a visão não alcança.
Não há calmaria em meu peito: lágrimas correm revoltas!
Nuvens se movem no céu, todas esperam sua volta.

Busco no olhar um sinal, assim como a luz dos faróis,
Que orientam as naus nos caminhos dos atóis.
Espero que a brisa do mar devolva a mim seu perfume,
Quando em meu coração, o sol renascer com seu lume.
1 548
Sol Monteiro

Sol Monteiro

Te vi em meu sonho

Sonhei com você.
E o pior?
Desejei não ter sonhado...
Ou talvez,
tenha desejado não ter acordado.
210
fernanda_xerez

fernanda_xerez

VERSOS DESTROÇADOS

Meu
espírito poético
[hoje] é bumerangue,
às vezes faço verso
___ ''estético'',
outras, de sangue!...

Eu quero
sangrar em versos
até minha veia poética
___ desidratar-se,
às vezes sou insossa,
noutras, eclética!...

Hoje
sou capaz
de vampirizar meus
___ próprios versos,
[sem brilho], apáticos,
desconexos!...

Amanheci
um tanto quanto
___ caótica,
sem prumo e nem rumo,
poetisa rebelde,
gótica!...

Mente
alucinada,
sentimentos confusos,
sonhos roubados,
___ versos
destroçados!...
831
allycia

allycia

Sozinha

Estou sozinha.
Eu sempre estive sozinha.
Me conformei com a dor,
mas quando dói, pesa.

Meus olhos doem,
queimam.
Cada gota que goteja
pela minha fase dói.

Eu estou sozinha,
sempre estive.

Eu não posso respirar,
eu não posso amar,
eu não posso viver,
eu não posso sorrir,
eu não posso sonhar.

Eu estou sozinha,
tudo dói.
Não há ninguém aqui
pra me abraçar.
Não há ninguém aqui,
nunca há.

Eu não posso respirar,
me falta ar.
Meus pulmões doem,
meu coração dói.
Há um vázio na minha alma.

Não há ninguém em casa.
Nenhuma luz acessa.
Não há quem segure minha mão.
Eu estou sozinha,
sempre estive.

Eu não tenho ninguém,
quisera eu ter alguém.
Alguém me que me iludissse com a realidade,
que me tirasse o medo e não me fizesse chorar.

Eu não consigo respirar.
Eu não consigo enxergar.
Tenho chorado em alma,
não há vida, não há graça.

Eu estou sozinha.
Sozinha e sem ninguém.
Não é ninguém por perto,
ninguém conhece a mim
e eu não conheço ninguém.

Eu me escondo num sorriso,
mas por dentro há uma chuva
molhando, invadindo, destruindo
arruinando, alagando-me completamente.

Essa chuva... Eu estou sozinha.
A tempestade é forte,
mas os raios não me assustam.
Eu estou sozinha em casa.
Nem Deus me escuta.

Eu estou sozinha,
eu sempre estive.

A.R / Volta Redonda - 15/09/2019
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Luciana Souza

Luciana Souza

Bagunça


A criatura está à solta!
O que fazer a essa altura?
Corram! Corram todos!
Escondam-se! Acovardem-se!
Só não reajam, pois a dita é dura
Apenas sofram os horrores
De tamanha loucura
Eis o recado dos tiranos
Aos desgraçados em fúria
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Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

Venho de uma pequena ciência,




Ao pousar do vento Anabático

Despenha-se-me o pensamento,
A lógica, o valor e o significado são
Insónia de semi-acordado ou de lastro,

Em enseada pacífica e repousada,
Venho de uma pequena ciência,
Em que os dias são todos habituais,
Cá fora formam-se grandes coisas

Ao abrigo da conspiração dos hábitos,
Temem a desolação que habita dentro
De mim, sem dúvida sou pequeno, estranho
É tudo em mim, assim a noite escura e a meia

Altura de tamanho e peso, quanto à sorte,
Soçobrarei na morgue, “à porta-fechada”
Num armário de veludo preto, a sós comigo,
Mais nada, venho de uma ciência pequena,

Quanto o hálito que inspiro, inútil paira
Em torno de mim como uma serpente alada,
Singela parda, cinge-se-me ao rosto,
Perturba-me a alma desde a infância,

Cola-se-me aos ouvidos e olhos, como
Pragana ou na cadência das escamas,
Ninguém deveria possuir desta forma,
Sonhos que se colam ao canto dos olhos

E na boca imposta, repetidores de poentes,
Engenharia de um falso “Demogorgon”
Dos sentidos, sem existência real, nem
Substancia lendária, apenas a indiferença

De um Anabático vento, sem fôlego…














Jorge Santos 09/2019
http://namastibetpoems.blogspot.com
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Sirlânio Jorge Dias Gomes (R)

Sirlânio Jorge Dias Gomes (R)

Sentido

Poesia é a composição de si no outro, 
Esculpindo pensamentos de todas as cores, 
Duas coisas que n'alma se revela, 
Beijando a humana flor das emoções, 
A transpor o infinito das palavras, 
Realidade constante de sentimentos, 
Resvalando o lume da imaginação, 
Instigando a natureza enfermiça. 

Poesia são laços que se unem, 
Mosaico de ideias a refletir sensações, 
Maquiagem do abstrato nas mãos do artista, 
Êxtase da verdade retratada no silêncio, 
A dar vida ao que antes adormecia, 
Beleza diversa revestida de invólucros, 
Viajando entre o tudo e o nada, 
Aos olhos que tudo veem e nada percebe. 

Poesias são alegorias divertidas, 
Enigmáticas generosidades assentidas, 
Transmutando labirintos na mente louca, 
Dando vozes aos mudos falantes 
Visão aos cegos que tudo vê, 
Vagando nas inconstâncias da vida, 
Subindo as escadas do tempo, 
Pleiteando a imortalidade. 

Sirlânio Jorge Dias Gomes
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A poesia de JRUnder

A poesia de JRUnder

Noites


Noites em que nos encontramos,

Noites em que juntos sonhamos.
Noites de caminhar, amar à luz do luar
Noites, para sempre lembrar.

Quando o destino diz não,
Não dá uma explicação,
E tudo se vai e em segundos
Destrói nossa paz, nosso mundo.

Noites agora tão frias,
Horas que são tão vazias,
Vida em que a agonia
É agora minha companhia.
1 276
manoelserrao1234

manoelserrao1234

ESPERANÇA! BOA ESPERANÇA (MANOEL SERRÃO)






Sentimento de quem vê como possível

A realização daquilo que deseja.
Esperança! Esperança! Esperança!
Esperança mesmo quando não há esperança para isso.
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Neilson Medeiros

Neilson Medeiros

júpiter

um mantra se infiltra
por dentro dos olhos 
e me incentiva.

abro os braços
as pontas dos dedos
esbarrando em satélites.
como nunca vi tantas luas
dançando ao meu redor?

devo atraí-las com
essas palavras turvas
dentre as quais cintila
o que há de melhor.

de lua em lua, um arremate:
de braços abertos
somos sempre maiores.
272
Luciana Souza

Luciana Souza

Quantos Passos


Posso ir?
Quantos passos?
Que sejam tantos
Pra de ti me aproximar
Que sejam poucos
Pra não deixar-nos loucos
Que sejam largos
Como os teus sorrisos
Que sejam firmes
Confiante em te encontrar
E que não demore
A hora de chegar
840
allycia

allycia

Ilusão

Quando nos despertamos para realidade,
vemos como é doloroso estar acordado.
Por isso, é preferível hibernar na ilusão.

A.R / RJ - Volta Redonda
16/09/2019
1 200
edvnx1513

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VENCENDO O DESAPEGO

 


Então, quando tudo estiver no alheio,
e não haver mais resposta para as perguntas da vida,
não vou ficar quieto,
vou gritar sob os mais profundos rogos do meu silêncio.
Tentarei dar a volta.
 
Vou reviver as memórias mais ativas de nossas lembranças. 
Lutarei por uma mudança. 
Vou olhar o além esperançoso. O nosso nós está achegar...!!
Me refazer pra não te ver me deixar.

Vou sofrer, talvez um pouco.
Mas vou vencer a dúvida do desapego.
Vou até desenhar nosso passado,
para me lembrar daquele toque, 
do teu sorriso único,
... e me lembrarei de seus olhos, por último!

E. Miller
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A poesia de JRUnder

A poesia de JRUnder

Vida&poesia *

Em meio a muitos, alguém me pergunta:
Você, é poeta?

Poeta? Não sei... Pode ser... Talvez, não...
O que é preciso para ser? Apenas ter coração?
E para não ser, que preciso? Ter um pouco de juízo?

Talvez o amor que eu sinta, extravase do meu peito,
E se espalhe mundo afora, mas nisso não posso dar jeito.
Talvez um pouco de louco, me faça sentir a paixão,
E esse sentir me afete, me tire um pouco a razão.

Mas amo esse sentimento, que faz sofrer e afaga,
Que é como respirar fundo, com o rosto imerso na água.
Talvez eu sinta as dores, que afetam a humanidade,
Talvez eu viva horrores, talvez eu viva a bondade.

Ou que sinta a paz, que mora sob a luz da lua,
Quem sabe essa luz seja linda, e more ali, na outra rua.
Pode ser que meus ouvidos, não ouçam as mesmas canções,
E se prestem a ouvir, somente as que trazem  emoções.

E que eu veja a beleza, até na imagem da guerra,
E assim eu sinta pureza, nos corpos cobertos de terra.
Talvez eu ignore a tristeza, e veja somente a alegria,
Quem sabe eu ande apenas, em busca da sabedoria.

Talvez não seja poeta... Apenas leve ao papel,
Um pouco do escuro do inferno, um pouco do azul deste céu.
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mgenthbjpafa21

mgenthbjpafa21

Invertido pranto

Sou frágil e sensível, fácil de abater,
Destituivel, criança de cócoras no canto,
Assustada, apavorada, sem saber o quanto.

De tanto a ignorar, olha-me com espanto,
Refletido, invertido no fundo do olho,
Cerceado, calado, incessante pranto.
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